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Novos vídeos da campanha “Liberdade no Ar” alertam para riscos do tráfico de pessoas

Novos vídeos da campanha “Liberdade no Ar” alertam para riscos do tráfico de pessoas

Série aborda perigos das ofertas tentadoras e será veiculada em locais como aeroportos e rodoviárias. TST e CSJT apoiam a iniciativa

O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou, neste mês, a segunda parte da campanha “Liberdade no Ar”, que visa conscientizar viajantes e trabalhadores em terminais de passageiros em diferentes modos de transporte sobre a existência, os riscos, os indícios e as formas de denunciar o tráfico de pessoas.

Na temporada de 2023, a campanha alerta para falsas propostas de trabalho no exterior, principalmente em atividades ligadas à tecnologia da informação, e para a exploração de trabalhadores em condições análogas à escravidão em safras de frutas.

A iniciativa do MPT conta com o apoio do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) desde setembro de 2022. O Tribunal tem divulgado para seus públicos interno e externo e em suas redes sociais o conteúdo da campanha.

Além disso, por iniciativa do presidente do TST, ministro Lelio Bentes Corrêa, foi criado, em janeiro deste ano, um grupo de trabalho para desenvolver um programa institucional sobre a temática.

Expectativa x Realidade

Dois novos vídeos da campanha têm como tema o slogan “Expectativa x Realidade” e retratam duas histórias reais de tráfico de pessoas identificadas este ano no Brasil. Eles são inspirados em casos reais de tráfico de pessoas identificados em 2023.

As produções serão publicadas nos perfis do Tribunal nas redes sociais (Instagram, Facebook e Twitter).

Websérie

Também faz parte da nova fase da campanha uma websérie, com transmissões ao vivo no YouTube, www.youtube.com/@ASBRAD/streams canal da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad). Ela abordará informações sobre o tráfico de pessoas para contribuir no entendimento sobre o tema.

(Juliane Sacerdote/CF)

TST

https://www.tst.jus.br/web/guest/-/novos-v%C3%ADdeos-da-campanha-liberdade-no-ar-alertam-para-riscos-do-tr%C3%A1fico-de-pessoas

Novos vídeos da campanha “Liberdade no Ar” alertam para riscos do tráfico de pessoas

Dólar cai 1% e fecha no menor nível em 15 meses

Moeda americana

Moeda norte-americana atingiu novos patamares de desvalorização com o ingresso de recursos estrangeiros e alta de commodities

O dólar comercial fechou com queda de 0,99% nesta segunda-feira (24), cotado a R$ 4,733, no menor nível em 15 meses. A última vez que a moeda americana encerrou o pregão em patamar tão baixo foi em abril de 2022.

Enquanto isso, o dólar futuro caiu 1,15%, aos 4.732,50 pontos, acumulando desvalorização de 13,6% ao longo de 2023. O dólar PTAX, por sua vez, recuou 0,58%, a R$ 4.745, somando perdas neste ano de 9,05%.

Conforme a Reuters, o movimento de desvalorização foi amplificado pela disparada de ordens de venda, diante do atingimento de suporte técnico. Segundo Gilberto Coelho, analista técnico da XP, os contratos de dólar futuro estão em tendência de baixa, pelas médias 21 e 200 dias.

“O dólar ficou oscilando entre R$ 4,75 e R$ 4,80 por cerca de 30 dias, mas este nível está ficando para trás, porque a tendência é de baixa”, disse à Reuters, José Faria Júnior, da Wagner Investimentos. “Ele está voltando para a mínima do ano passado, que é perto de 4,65 reais.

Bolsa em queda

O movimento do dólar foi o inverso ao da Bolsa, que encerrou com alta de 0,94%, aos 121.341 pontos, no maior nível desde agosto do ano passado, com investidores aguardando dados de inflação nesta terça-feira no Brasil e a decisão de juros nos EUA, na quarta-feira.

Por trás da alta do Ibovespa – e que influencia o dólar – vem o apetite do estrangeiro por ações brasileiras. Até o dia 20 de junho, último dado disponibilizado pela B3, o estrangeiro aportou R$ 2,792 bilhões na B3, elevando o saldo no ano para R$ 20,491 bilhões.

Com o ingresso de dinheiro gringo acontece a valorização do real frente ao dólar.

Commodities mexe no dólar

Também ajudou na valorização do real frente ao dólar os ganhos das commodities. Os contratos de minério de ferro em Dalian avançaram quase 1%, enquanto os do petróleo subiram cerca de 2%.

O movimento de valorização das commodities diz respeito a mais uma sinalização por parte do governo da China de estímulos econômicos.

Isso ajudou na valorização das ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4), que saltaram, nesta segunda-feira, respectivamente, 3% e 2%.

Dessa forma, além do real, o dólar acabou perdendo valor frente às moedas de países emergentes, exportadores de commodities.

INFOMONEY

https://www.infomoney.com.br/mercados/dolar-cai-1-e-fecha-no-menor-nivel-em-15-meses/

Novos vídeos da campanha “Liberdade no Ar” alertam para riscos do tráfico de pessoas

Conselho do FGTS define nesta terça distribuição dos lucros aos trabalhadores

Expectativa é que cerca de R$ 12 bilhões sejam repassados aos cotistas ainda neste ano

Raphael Pati*

O Conselho do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) vai se reunir nesta terça-feira (24/7) de manhã para definir como será feito o repasse dos lucros obtidos em 2022. A expectativa é que em torno de R$ 12 bilhões sejam destinados aos cotistas neste ano.

Os valores serão depositados nas contas do FGTS que tinham saldo na conta do fundo no dia 31 de dezembro de 2022. A nível de exemplo, quem começou a trabalhar com direito à garantia somente neste ano não vai receber a distribuição dos lucros.

É preciso saber que quanto maior for o saldo na conta, maior será o lucro recebido. O depósito também será proporcional ao montante que o trabalhador possuía até o último dia de 2022. Os repasses vão valer para contas ativas e inativas no fundo.

Mesmo com a estimativa de R$ 12 bilhões, o FGTS pode optar por não repassar o valor total do lucro aos cotistas, a exemplo do ano passado, quando o fundo apresentou um saldo positivo de R$ 13,2 bilhões, mas repassou 99%, somente, dos lucros obtidos.

Segundo a lei, os repasses devem ocorrer até o dia 31 do próximo mês. O valor será destinado a cada trabalhador de acordo com o saldo existente nas contas do FGTS no último dia do ano passado. Em 2022, a Caixa Econômica Federal concluiu os pagamentos no dia 26 de agosto.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2023/07/5111155-conselho-do-fgts-se-reune-nesta-terca-para-definir-distribuicao-dos-lucros.html

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Mulheres lideram emprego formal em 30% dos municípios

Por Anaïs Fernandes e Álvaro Fagundes, Valor — São Paulo

Apesar de os homens terem 5,6 milhões de empregos com carteira assinada mais que as mulheres, essa liderança não se dá em todo o país: em 30% das cidades brasileiras, quem lidera, na verdade, são as mulheres, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Essa realidade é vista especialmente nas cidades menores, em que as prefeituras são os principais contratantes e onde a educação é um fator que pesa mais na contratação, por exemplo, por causa de concursos públicos.

Só dois dos 44 municípios com mais de 500 mil habitantes têm presença feminina preponderante no mercado de trabalho formal: Porto Alegre e Florianópolis. Na outra ponta, elas são maioria em 34% das cidades com no máximo 20 mil habitantes. Em alguns lugares do país, há três mulheres empregadas para cada homem.

No Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba e Alagoas, mais da metade dos municípios tem predominância de trabalho formal feminino.

Uma característica é que essas são localidades em que os serviços são muito fortes: onde a mulher ganha, o setor representa 67% das vagas totais desse grupo de municípios, ante 55% na média geral. Em quase um quarto dessas cidades, os serviços são mais de 90% das vagas.

Novos vídeos da campanha “Liberdade no Ar” alertam para riscos do tráfico de pessoas

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 4,90% em 2023

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Os economistas do mercado financeiro reduziram novamente a estimativa de inflação deste ano, de 4,95% para 4,90%.

 

A informação constam no relatório “Focus”, divulgado nesta terça-feira (25) pelo Banco Central. O levantamento ouviu mais de 100 instituições financeiras, na semana passada, sobre as projeções para a economia.

 

Mesmo com o recuo na estimativa de inflação do mercado para 2023, ela ainda segue superando o teto da meta definida pelo governo, fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Ela será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Se a projeção do mercado financeiro se confirmar, este será o terceiro ano seguido de estouro da meta de inflação, ou seja, no qual o IPCA fica acima do teto fixado pelo governo. Em 2022, a inflação somou 5,79%.

 

Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso, porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

 

Para 2024, a projeção de inflação do mercado financeiro caiu de 3,92% para 3,90%. A meta de inflação do próximo ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

 

  • Para definir a taxa básica de juros e tentar conter a alta dos preços, o BC já está mirando, neste momento, na meta do ano que vem.
  • Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

Crescimento da economia

 

Para o crescimento do PIB deste ano, a projeção do mercado financeiro permaneceu estável em 2,24% na última semana.

 

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

 

O aumento na projeção ocorre após a divulgação do resultado do PIB do primeiro trimestre, que apontou expansão de 1,9% na comparação com os três últimos meses do ano passado. O resultado ficou acima das expectativas de economistas.

 

Já para 2024, a previsão de crescimento do mercado financeiro continuou em 1,30%.

 

Taxa de juros

 

O mercado financeiro manteve a expectativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, estável em 12% ao ano para o fim de 2023. Atualmente, oíndice está em 13,75% ao ano.

Para o fim de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia permaneceu em 9,5% ao ano. Com isso, o mercado segue estimando queda do juro também no próximo ano.

Outras estimativas

 

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

 

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2023 caiu de R$ 5 para R$ 4,97. Para o fim de 2024, continuou em R$ 5,05.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção subiu de US$ 65 bilhões para US$ 65,6 bilhões de superávit em 2023. Para 2024, a expectativa para o saldo positivo permaneceu em US$ 60 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 80 bilhões de ingresso. Para 2024, a estimativa de ingresso ficou estável também em US$ 80 bilhões.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/07/25/mercado-financeiro-reduz-estimativa-de-inflacao-para-490percent-em-2023.ghtml

Novos vídeos da campanha “Liberdade no Ar” alertam para riscos do tráfico de pessoas

Apesar de chiadeira, taxação de super-ricos tem respaldo popular

Proposta que está sendo trabalhada pelo Ministério da Fazenda busca enfrentar uma das mais antigas distorções do sistema tributário: a isenção dos endinheirados

por Priscila Lobregatte

Pauta fundamental para que o país possa enfrentar a desigualdade social e melhorar as contas públicas, a taxação de super-ricos está no radar do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste próximo período. Embora, claro, encontre resistência entre os endinheirados, a proposta, além de justa, tem respaldo popular e mostra-se cada vez mais necessária diante da piora da economia do país nos últimos quatro anos.

Problema antigo nunca solucionado devido à interferência da “casta superior”, a taxação desse estrato social nunca andou, mesmo estando prevista na Constituição. Agora, o governo busca emplacar ao menos uma modalidade de imposto com esse objetivo. Conforme anunciado na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai enviar ao Congresso uma proposta para taxar os fundos exclusivos de investimentos dos “super-ricos”. A ideia é que seja apresentada junto ao Orçamento de 2024, até o final de agosto.

Para viabilizar esse modelo de investimento, o rico interessado precisa aportar, no mínimo, R$ 10 milhões. Hoje, o patrimônio médio de cada fundo gira em torno de R$ 40 milhões, segundo a Fazenda. Pelas regras atuais, só há taxação via imposto de renda quando um resgate é realizado, de maneira que as movimentações internas ficam isentas.

Tais fundos exclusivos totalizam aproximadamente R$ 877,4 bilhões, segundo dados da TC/Economatica. O levantamento revela que a quantia é dividida em cerca de 2,8 mil fundos e 3,5 mil cotistas.

Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Haddad destacou: “O trabalhador hoje está isento de imposto de renda, graças ao presidente Lula, até R$ 2.640. Você ganhou R$ 2.650, já paga. E uma pessoa que ganha R$ 2,64 milhões está isenta? Como um país com tanta desigualdade isenta o 1% mais rico da população? Qual vai ser o dia em que nós vamos olhar para o problema e resolvê-lo?”.

Conforme assinala o doutor em sociologia pela Universidade de Oxford, Celso Rocha de Barros no mesmo jornal, “o Brasil enfrenta uma crise fiscal terrível há muitos anos. Qualquer um que assuma a Presidência do Brasil vai ter que sair procurando de onde tirar dinheiro sem gerar uma crise social. Os pouco mais que 2.500 investidores que aplicam um total de mais de R$ 700 bilhões em fundos exclusivos provavelmente sobreviverão bem se tiverem que pagar um pouco mais de imposto. Isso não é verdade sobre a maioria dos brasileiros”.

Apesar de efetivamente essa taxação não comprometer, nem de longe, as grandes fortunas, as reações de sempre já começaram a vir. Segundo noticiou o colunista de O Globo, Lauro Jardim, a turma da Faria Lima já estaria mandando “recados ao ministro (da Fazenda) para que deixe para trás a ideia de tributar ao menos um desses ativos”.

Vale resgatar fala do dono da rede Riachuelo, Flávio Rocha, dita em 2021, para mostrar um pouco sobre como funciona a visão gananciosa de quem está no topo da pirâmide: “Queremos lutar contra a desigualdade ou contra a pobreza? Esse imposto consegue reduzir desigualdade, mas pela via não inteligente: expulsando ou empobrecendo os ricos”.

Maioria quer taxação dos ricos

Se por um lado, o governo poderá enfrentar resistências como esta, por outro, o amplo respaldo popular a esse tipo de medida pode ajudar a “convencer” parlamentares.

De acordo com pesquisa de 2022, realizada pela Oxfam Brasil em parceria com o Datafolha, 85% da população brasileira defende uma maior taxação dos mais ricos para que o Estado tenha a capacidade de financiar serviços públicos de qualidade para quem mais precisa.

“O Brasil enfrenta uma das maiores crises orçamentárias da sua história. É fundamental que aqueles que vêm sendo privilegiados há anos passem a dar sua contribuição e assumam a sua responsabilidade na reconstrução do país, para fortalecer os serviços públicos e promover sociedades mais saudáveis”, disse Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, sobre os dados da pesquisa.

Outra pesquisa, feita pelo DataSenado e divulgada no início do ano, vai no mesmo sentido: 62% dos brasileiros concordam com a criação de um imposto específico para os mais ricos do país.

Se o Congresso souber ouvir de fato o que deseja a grande maioria da população — boa parte da qual sofre diariamente o peso das desigualdades e enfrenta a fome e a miséria —, em breve finalmente o país poderá ter alguma taxação mínima sobre os ganhos do andar superior.

https://vermelho.org.br/2023/07/24/apesar-de-chiadeira-taxacao-de-super-ricos-tem-respaldo-popular/