por NCSTPR | 14/03/23 | Ultimas Notícias
Início de crise bancária nos Estados Unidos gera agitação nos mercados, o que pode se refletir nas taxas de juros. Aversão ao risco tende a redirecionar dinheiro para investimentos mais seguros.
Por Alexandro Martello, g1 — Brasília
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (13) que não vê risco de uma crise sistêmica na economia global a partir das quebras de dois bancos nos Estados Unidos, na última semana – e que, mesmo em um cenário mais incerto, o Brasil tem “gordura” para viabilizar uma queda nos juros básicos da economia.
Uma eventual crise bancária nos EUA pode gerar tensões nos mercados, com reflexo nas taxas de juros ao redor do mundo. A incerteza e a aversão ao risco costumam redirecionar o dinheiro para investimentos considerados mais seguros (mesmo que o retorno seja menor).
Órgãos do setor financeiro nos Estados Unidos anunciaram neste domingo (12) o fechamento de dois bancos: o Signature Bank, com sede em Nova York; e o Silicon Valley Bank, que costumava financiar startups.
Questionado sobre o Silicon Valley Bank, Haddad afirmou que esse é um banco regional, com carteira “descasada” do restante do sistema financeiro.
“Aparentemente, não [vai gerar crise sistêmica]. Não vi ninguém tratar como Lehman Brothers, é grave o que aconteceu”, declarou, em live promovida pelo Valor Econômico em parceria com O Globo.
No evento, Haddad também afirmou que espera ver a reforma tributária aprovada pelo Congresso até outubro – e descartou a volta de um imposto sobre movimentações financeiras, nos moldes da antiga CPMF.
Banco Central vai avaliar medidas
Haddad observou que o Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos, agiu no fim de semana e acrescentou que o presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto, deve analisar eventuais providências em relação aos possíveis efeitos desses eventos nas economias periféricas.
“Isso não está claro ainda, vamos acompanhar ao longo do dia. Eu e Galípolo [secretário-executivo do Ministério da Fazenda], que também veio do sistema financeiro, estamos em sintonia fina com os bancos brasileiros. Falei com dois banqueiros hoje, e com o BC. Vamos ter mais clareza ao longo do dia”, afirmou Haddad.
O ministro da Fazenda avaliou que as tensões com instituições financeiras não devem conter um eventual processo de corte do juro básico no Brasil.
Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano – o maior nível em seis anos.
Após o aumento de gastos públicos neste início de ano, para recompor o orçamento federal, e de críticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central autônomo, comandado por Campos Neto (indicado por Jair Bolsonaro), analistas do mercado passaram a estimar que a queda dos juros terá início somente em novembro deste ano.
Até o final do ano passado, a projeção era de que os juros começariam a recuar em junho de 2023.
No Brasil, o BC calibra o nível da taxa de juros para atingir as metas de inflação. Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central pode reduzir o juro básico da economia.
- Para este ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.
- A meta de inflação do próximo ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Ele afirmou que, na Europa, os dirigentes econômicos estão comemorando a queda da inflação de 9,2% a 8,5%, e afirmou que essas economias “estão com juros negativos por muito tempo [abaixo da estimativa de inflação dos próximos 12 meses]”.
“Hoje haveria pouco espaço para redução da taxa de juros no mundo e uma gordura no Brasil, tomando as providências que tem de ser tomadas. Penso que temos um espaço que o mundo não tem”, declarou Haddad.
Haddad avaliou que o sistema bancário é muito robusto no Brasil e cumpre “com folga” acordos internacionais (Basileia 1 e 2) – o que nos dá uma “robustez” para lidar com as oscilações do mercado.
por NCSTPR | 14/03/23 | Ultimas Notícias
Teto dos juros passará de 2,14% ao mês para 1,70%, no caso do empréstimo consignado convencional. Já o que utiliza cartão de crédito, o teto passará dos atuais 3,06% para 2,62%.
Por Jéssica Sant’Ana, g1 — Brasília
O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou nesta segunda-feira (13) a redução da taxa máxima de juros cobrada nos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS.
O teto dos juros passará de 2,14% ao mês para 1,70% no caso do empréstimo consignado convencional. Foram 12 votos a favor da mudança e três contra.
Já o teto dos juros nas operações com cartão de crédito consignado passará dos atuais 3,06% para 2,62%.
As novas taxas entram em vigor assim que for publicada no “Diário Oficial da União” uma instrução normativa. O Ministério da Previdência informou que a nova instrução deve ser publicada na quarta-feira (15).
Somente os novos contratos serão beneficiados com o novo limite de juros. Contratos antigos continuam com as taxas antigas.
A redução do teto dos juros para os novos contratos foi uma proposta feita pelo governo. Numa rede social, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, disse que “baixar os juros é a bandeira do nosso governo, e no que depender do Ministério da Previdência, estaremos sempre prontos para ajudar!”.
O Conselho Nacional da Previdência Social conta com representantes do governo, aposentados, empresas e trabalhadores.
O empréstimo consignado é aquele que já vem com o desconto já na folha de pagamento ou no benefício. Por isso, costuma ter taxas de juros mais baixas que os financiamentos que não são cobrados direto na fonte.
por NCSTPR | 14/03/23 | Ultimas Notícias
O ministro destacou que os credores também estão dispostos a expandirem o programa para outras faixas de renda. Ao todo são R$ 430 bilhões negativados em 72 milhões de CPFs
por Iram Alfaia
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prevê que 37 milhões de brasileiros de baixa renda serão beneficiados com o programa Desenrola. Na primeira fase, o governo vai ingressar com o subsídio de R$ 10 bilhões que permitirão alavancar R$ 50 bilhões em dívidas das famílias de menor poder aquisitivo.
“Como o credor terá segurança de receber, o desconto que ele dará será o mais alto que puder (…) Se esse programa for bem-sucedido, pode criar dinâmica de curto prazo interessante para a economia”, disse Haddad nesta segunda-feira (13) durante o seminário “E agora, Brasil? A reforma tributária e os desafios econômicos do Brasil”, organizado pelo Valor e O Globo.
O ministro destacou que os credores também estão dispostos a expandirem o programa para outras faixas de renda. Ao todo são R$ 430 bilhões negativados em 72 milhões de CPFs.
Segundo ele, o governo só aguarda o sistema operacional para lançar o programa. A previsão do ministro é que que entre 50% e 60% desses recursos voltem para os credores com o pagamento da dívida.
“É um pacote bastante razoável que vai permitir a volta ao mercado dessas famílias”, afirmou ao dizer que o programa combina com o Bolsa Família, tabela do Imposto de Renda e salário mínimo.
Reforma
O ministro ainda defendeu a aprovação da reforma tributária pelo Congresso Nacional. Para ele, esse é o caminho para acabar com o enorme conflito distributivo no país.
“Não é possível estimar o choque de eficiência de tão grande que será (…) Vai terminar com desonerações arbitrárias, de capitalismo de compadrio”, argumentou.
Haddad diz que o atual modelo prejudica todos os setores. “Com a quantidade de impostos pagos na fase de investimento, você está punindo exportador, as famílias de baixa renda”, explicou.
Ele disse que o arcabouço fiscal que vai substituir a política de teto de gastos está pronto e, por isso, será possível votar a reforma na Câmara entre junho e julho. No Senado, ele prevê que a proposta seja encaminhada de setembro a outubro.
A ideia é discutir o arcabouço com o presidente Lula ainda nesta semana. O ministro pretende encaminhar para o Planejamento antes da viagem à China.
Com foco no consumo, a proposta de reforma unifica os tributos como PIS/Cofins, IPI, ICMS e ISS em um único imposto: o IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
“A reforma será neutra do propósito de arrecadação, não pretendemos aumentar imposto sobre consumo (…) Deveríamos planejar para médio e longo prazo, tributos deveriam recair mais sobre renda do que sobre consumo. A média do Brasil [de tributação sobre consumo] é maior do que média da OCDE”.
VERMELHO
https://vermelho.org.br/2023/03/13/haddad-preve-que-programa-desenrola-ajudara-37-milhoes-de-brasileiros/
por NCSTPR | 14/03/23 | Ultimas Notícias
O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou, em entrevista à CNN nesta segunda-feira (13), que o governo planeja vender passagens aéreas a R$ 200 para estudantes do Fies, aposentados e pensionistas do INSS e servidores que ganham até R$ 6,8 mil.
O novo programa, chamado de “Voa, Brasil”, pretende emitir cerca de 12 milhões de passagens por ano, ocupando cerca de 5% dos assentos vagos da aeronave, oferecendo os bilhetes nos meses de menor procura por viagens. A iniciativa deve passar a funcionar no segundo semestre deste ano.
Segundo França, a ideia é que as companhias aéreas criem um segmento dentro de seus programas de fidelidade dedicado ao programa. Assim, os estudantes, aposentados, pensionistas e servidores poderão comprar duas passagens por ano a R$ 200 e parcelar em 12 vezes por meio de financiamento da Caixa. “O governo federal não entra com nenhum tipo de subsídio. Ele entra com a organização e os bancos, Caixa ou Banco do Brasil, que vão intermediar essa possibilidade”, explicou o ministro.
“Com isso, vamos baratear todas as passagens. À medida que você não tem mais ociosidade, as outras passagens também podem ficar mais baratas”, completou França.
CONGRESSO EM FOCO
https://congressoemfoco.uol.com.br/area/governo/governo-quer-vender-passagens-a-r-200-para-estudante-servidor-e-aposentado/
por NCSTPR | 14/03/23 | Ultimas Notícias
Os sindicatos são o caminho para um padrão decente de vida e bons empregos para americanos negros e críticos para a luta para superar o impacto de séculos de racismo arraigado nos EUA.
Mark Gruenberg
Fonte: Rádio Peão, com People´s World
Tradução: Luciana Cristina Ruy
Data original da publicação: 10/03/2023
Com uma coisa todos concordaram em um painel de importantes oficiais do Departamento de Trabalho dos EUA, sindicalistas e operários negros: os sindicatos são o caminho para um padrão decente de vida e bons empregos para americanos negros e críticos para a luta para superar o impacto de séculos de racismo arraigado nos EUA.
Por outro lado, adicionou uma participante, a Secretária Adjunta do Trabalho, Julie Su, trabalhadores em estados com direito a trabalho – maioria em estados controlados por Republicanos, embora ela não o diga – terminam em último em pagamentos, benefícios e segurança no trabalho.
O departamento convocou o painel em 21 de fevereiro, para marcar o Mês da História Negra e colocar um holofote nos trabalhadores que encaram contínua discriminação, legal e de outras formas, no emprego.
“O caminho mais rápido para a classe média é o trabalho organizado,” disse o Secretário do Trabalho da administração Biden, Marty Walsh, um membro do Trabalhadores Local 223 de Boston, que vai deixar esse emprego no meio de março por um posto sindical como diretor executivo da Associação de Jogadores da Liga Nacional de Hockey. Melhores leis trabalhistas ajudariam.
“Mas nós não temos leis trabalhistas fortes porque não temos pessoas trabalhistas fortes suficientes no Congresso para passar essas leis,” admitiu Walsh.
Há outras formas de fortalecer os sindicatos, Su, que está na corrida para suceder Walsh, apontou. Uma, incluída nas três grandes leis que o Congresso 117º aprovou, é condicionar dólares federais em investir em empregar trabalhadores de comunidades carentes de cor.
“Há 2 trilhões em investimentos em programas de empregos” nessas leis, apontou Su. “Muitos desses estão no Sudeste, ainda lar de metade da população negra da nação, e a seção dos EUA mais hostil a sindicatos – e antinegros.
Os programas de empregos no Ato de Redução da Inflação, no Ato de Recuperação Americana e na lei de infraestrutura todos têm exigências para empregar trabalhadores de cor, oferecendo contratos federais para negócios os empregando, ou ambos, os participantes disseram.
E, adicionou o Secretário-Tesoureiro da AFL-CIO, Fred Redmon, a lei federal devia proibir contratos de empresas “que se engajam em destruição de sindicatos.”
Os Republicanos enfraqueceram a agenda Build Back Better Plan
Um participante trouxe o fato de que a versão original de uma dessas leis, o Build Back Better Plan, incluía a exigência de um pagamento mínimo de $15 por hora para trabalhadores de cuidados infantis e de cuidados de saúde em casa, com fundos para paga-lo. Não dito: a oposição Republicana unida, mais dois importantes senadores Democratas traidores, forçaram essas seções para fora da legislação final. Todos os Republicanos eram brancos, do Sul e estados das Planícies.
Ainda, condicionar dólares federais para servir comunidades carentes, mais a proposta de Redmon para proibir a destruição de sindicatos, seria uma mudança das leis trabalhistas originais dos anos de 1930, incluindo o Ato de Relações Trabalhistas Nacional e o Ato de Padrões Trabalhistas Justos.
Essas duas leis definiram salário mínimo e padrões de pagamento de horas extras, disse Redmon, cuja família, como muitos negros na Grande Depressão, migraram do Sul Profundo para o Lado Sul de Chicago, procurando tanto melhores empregos, quanto escapar da repressão racial.
Mas essas leis citadas anteriormente excluíam trabalhadores que eram esmagadoramente negros – agricultura para homens e cuidados de casa e trabalhos domésticos para mulheres – ou pardos (agricultura). A Secretária-Tesoureira de Empregados de Serviço, April Verrett, também uma nativa do Lado Sul, levantou um problema: você pode organizar tudo o que quiser, e definir condições para os contratos federais que você quiser, mas, uma vez que os chefes odeiam os sindicatos – e executam esse ódio durante movimentos de organização e depois – o progresso vai ser atrofiado.
“Nós não podemos olhar o que acontece no setor privado e celebrar mudanças lá, quando nenhum desses trabalhadores têm um contrato sindical,” ela disse, se referindo a campanha do Trabalhadores do Starbucks Unidos para organizar as lojas da empresa de cafés por toda a nação.
Os trabalhadores do Starbucks, que são na maioria jovens mulheres de cor, ou combinações dessas características, exigiram que o CEO, Howard Schultz, sentasse e negociasse com os membros do sindicato das 280 lojas que se sindicalizaram.
Schultz finalmente concordou e definiu uma pequena janela para negociação. Os trabalhadores postaram seus objetivos publicamente na internet. Então Schultz tinha sua equipe de negociação, liderada por seu advogado destruidor de sindicatos, saindo fora de cada duas sessões com os trabalhadores depois de cinco minutos – e sem nem esperar pelas apresentações dos trabalhadores.
Aí é onde leis federais trabalhistas fortes podem fazer diferença, os participantes disseram. Crystal Barksdale, uma trabalhadora de cuidados de saúde em casa da Carolina do Norte, usou o salário mínimo como exemplo. O Ato de Padrões Trabalhistas Justos exclui trabalhadores de cuidados em casa como ela, um membro do SEIU (Trabalhadores de Serviço Unidos), de sua cobertura, um resíduo do racismo arraigado.
Como resultado, o SEIU ajudou e promoveu a campanha “Lute por $15 e um Sindicato”, entre mal pagos e explorados trabalhadores de cuidados de saúde em casa, trabalhadores de fast-food, professores adjuntos, e outras classes exploradas, muitos na maioria trabalhadores de cor como ela.
“Você não entende a história do país até que você ande nas ruas,” disse Barksdale.
Mark Gruenberg é chefe do escritório de Washington DC do site People’s World. Ele também é editor do serviço de notícias sindicais Press Associates Inc. (PAI).
DMT: https://www.dmtemdebate.com.br/__trashed-14/
por NCSTPR | 14/03/23 | Ultimas Notícias
Um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, revela que os desequilíbrios de gênero no acesso ao emprego e às condições de trabalho são maiores do que se pensava anteriormente. Outra descoberta é que, nas duas últimas décadas, o progresso para a redução dessa lacuna tem sido muito lento.
O documento “Novos dados esclarecem as diferenças de gênero no mercado de trabalho”, indica que 15% das mulheres em idade produtiva em todo o mundo gostariam de trabalhar, mas não têm emprego, em comparação com 10,5% dos homens.
Novo indicador mostra quadro diferente
Essa diferença de gênero permaneceu quase inalterada por duas décadas, de 2005 a 2022. Em contraste, as taxas globais de desemprego para mulheres e homens são muito semelhantes, porque os critérios usados para definir o desemprego tendem a excluir desproporcionalmente as mulheres.
Um novo indicador, desenvolvido pela OIT, capta todas as pessoas sem emprego que estão interessadas em encontrar um emprego. Ele reflete um quadro muito mais sombrio da situação das mulheres no mundo do trabalho do que a taxa de desemprego mais comumente usada.
Os novos dados mostram também que as mulheres ainda têm muito mais dificuldade em encontrar um emprego do que os homens.
Diferença é maior nos países em desenvolvimento
A lacuna de postos de trabalho é particularmente grave nos países em desenvolvimento, onde a proporção de mulheres incapazes de encontrar uma vaga chega a 24,9% nos países de baixa renda.
A taxa correspondente para os homens na mesma categoria é de 16,6%, um nível preocupantemente alto, mas significativamente inferior ao das mulheres.
A análise aponta que as responsabilidades pessoais e familiares, incluindo o trabalho de cuidados não remunerado, afetam desproporcionalmente as mulheres.
Essas atividades se tornam um impedimento não apenas para uma contratação, mas também para procurar emprego ativamente ou para estarem disponíveis para trabalhos de última hora.
Critérios e trabalho decente
É necessário atender a esses critérios para ser considerada uma pessoa desempregada, por isso muitas mulheres que precisam de um emprego não são refletidas nos números do desemprego.
Os desequilíbrios de gênero no trabalho decente não se limitam ao acesso ao emprego. Embora o trabalho vulnerável seja generalizado para homens e mulheres, as mulheres tendem a estar super-representadas em certos tipos de empregos vulneráveis.
Por exemplo, é mais provável que as mulheres ajudem em suas famílias ou nos negócios de seus parentes, em vez de trabalharem por conta própria.
Essa vulnerabilidade, juntamente com taxas de emprego mais baixas, afeta a renda das mulheres. Globalmente, para cada dólar de renda do trabalho que os homens ganham, as mulheres ganham apenas 51 centavos.
Regiões e rendas
O relatório conclui ainda que existem diferenças significativas entre as regiões. Em países de renda baixa e média-baixa, a disparidade de gênero na renda do trabalho é muito pior, com as mulheres ganhando 33 centavos e 29 centavos de dólar, respectivamente.
Em países de renda alta e média-alta, a renda relativa do trabalho das mulheres chega a 58 e 56 centavos, respectivamente, por dólar ganho pelos homens. Essa disparidade de rendimentos é impulsionada tanto pelo nível mais baixo de emprego das mulheres quanto por seus rendimentos médios mais baixos quando estão empregadas.
Para a OIT, as novas estimativas destacam o tamanho das disparidades de gênero nos mercados de trabalho, ressaltando a importância de melhorar a participação geral das mulheres, expandir seu acesso ao emprego em todas as ocupações e abordar as lacunas gritantes na qualidade do trabalho que as mulheres enfrentam.
Fonte: Rádio Peão, com ONU News
Data original da publicação: 08/03/2023
DMT: https://www.dmtemdebate.com.br/oit-desigualdades-de-genero-no-emprego-sao-maiores-do-que-se-pensava/