por master | 13/03/12 | Ultimas Notícias
RIO – O deputado Brizola Neto (PDT-RJ) será o novo ministro do Trabalho, informa o jornalista do GLOBO Ilimar Franco na coluna Panorama Político desta segunda-feira. De acordo com o jornalista, a presidente Dilma Rousseff aguarda apenas uma conversa com o presidente do PDT e ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para fazer o anúncio oficial.
O comando da pasta ficou em aberto após a saída de Lupi em dezembro do ano passado, abalado por denúncias de irregularidades. Interinamente assumiu o secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto. A demora na escolha do sucessor causava insatisfação no PDT, mas a falta de consenso dentro do próprio partido impedia a nomeação de um novo ministro.
A bancada do partido na Câmara já foi consultada, e Brizola Neto tem o apoio dos sindicalistas do PDT. O jornalista informa ainda que o nome preferido de Dilma era o do deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), mas ele não tem apoio do partido e enfrenta resistências entre os petistas.
Procurado, Carlos Lupi não confirmou a escolha e disse que caberá à presidente escolher entre os três nomes apresentados pelo partido. Além de Brizola Neto e Vieira da Cunha, o secretário nacional da sigla, Manoel Dias, também teve o nome indicado.
Segundo Lupi, a presidente ainda não marcou uma reunião para discutir as mudanças no Ministério do Trabalho.
por master | 12/03/12 | Ultimas Notícias
Por PHYLLIS KORKKI
Desde o início dos tempos, ao que parece, as pessoas deixam para amanhã o que podem resolver hoje -repreendendo-se a si mesmas e incomodando os outros por causa disso.
Isso não seria um problema, não fosse o fato de que uma hora o tempo se esgota. “Você pode deixar para depois, mas o tempo não fará o mesmo”, já dizia o cientista e estadista americano Benjamin Franklin (1706-1790).
No trabalho, a procrastinação tem “custos elevados e visíveis”, segundo o instrutor corporativo Rory Vaden, que cita estudos mostrando que o trabalhador médio desperdiça duas horas por dia em tarefas não profissionais.
As pessoas sabem que a procrastinação faz mal para elas, para os outros e para o trabalho, então por que procrastinam? Uma resposta é que elas estão sobrecarregadas, segundo Julie Morgenstern, consultora de produtividade em Nova York e autora do livro “Time Management From the Inside Out” (“Gestão do Tempo de Dentro para Fora”).
Tecnologias como e-mail, Facebook e Twitter causam ainda mais distração para alguns.
Responder um e-mail banal pode dar uma momentânea sensação enganosa de realização, disse Morgenstern.
Com frequência, os procrastinadores são “extremamente preocupados com o que os outros pensam deles”, disse Joseph Ferrari, professor de psicologia na Universidade DePaul, em Chicago, e autor de “Still Procrastinating? The No Regrets Guide to Getting It Done” (“Ainda Procrastinando? O Guia Sem Arrependimentos para Fazer as Coisas”).
“A ideia é: ‘Se eu nunca terminar, nunca poderei ser julgado'”, explicou ele.
“As pessoas mais produtivas tendem a focar no progresso em detrimento da perfeição”, afirmou Vaden, autor de “Take the Stairs: 7 Steps to Achieving True Success” (“Suba a Escada: 7 Passos para Alcançar o Sucesso Verdadeiro”). “O sucesso é bagunçado”, lembrou ele.
Gente que procrastina costuma sofrer de culpa, disse Morgenstern, mas se sentir mal com isso não é a solução.
Identifique as áreas específicas em que você está procrastinando -escrever, desenvolver o negócio, fazer contatos ou cumprir tarefas de gestão, por exemplo- e mapeie os passos e o tempo necessários para você alcançar seu objetivo, sugere Morgenstern.
O novo mundo do trabalho, com suas inevitáveis interrupções, “exige a capacidade de dividir grandes projetos em passos pequenos e completáveis em algo entre meia e duas horas – três no máximo”, disse ela.
As técnicas de gestão de tempo podem funcionar para alguns, mas provavelmente serão de pouca serventia para cerca de 20% das pessoas que são procrastinadoras crônicas, segundo Ferrari.
Elas tendem a deixar as coisas para depois em todos os setores da vida – em casa, no trabalho, nas relações.
Para esses procrastinadores crônicos, como Ferrari os chama, sessões de terapia com um psicólogo podem ser a única forma de controlar o tempo- e a vida.
por master | 12/03/12 | Ultimas Notícias
DE SÃO PAULO
Os salários têm subido com força mesmo na indústria, cuja produção vem recuando nos últimos meses. Segundo o levantamento do Bradesco, que abrange 90 empresas do setor, o ganho real na indústria ficou em média em 3,8% no primeiro bimestre.
Isso ocorre por causa da baixa taxa de desemprego, explica José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista-chefe da Opus.
Como a oferta de mão de obra segue apertada, diz, a indústria concede reajustes altos para não perder o funcionário para concorrentes.
O problema, observa ele, é que a combinação de aumentos salariais elevados e produção cadente significa produtos mais caros e menos competitivos frente aos importados.
“O encarecimento da mão de obra é um fator importante que vai atrapalhar o crescimento da indústria, limitando a expansão do país a cerca de 4% nos próximos anos”, acredita Camargo.
Cálculos do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) mostram que a produtividade (ou seja, quanto é produzido por hora trabalhada) recuou 0,2% na indústria em 2011. Foi o segundo pior desempenho em dez anos. (MS)
por master | 12/03/12 | Ultimas Notícias
Pesquisa do Bradesco mostra que queda da inflação e retomada da economia permitiram recuperação neste ano
Em 2011, ano em que a economia esfriou, os salários aumentaram acima da inflação, mas menos que em 2010
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO
O recuo da inflação e a retomada da economia, ainda que modesta, deram novo fôlego aos aumentos de salários nos últimos meses.
Os reajustes, que já vinham se recuperando no final de 2011, ficaram ainda mais polpudos no início deste ano, indica pesquisa do Bradesco obtida pela Folha.
Segundo levantamento do banco com empresas clientes, as companhias concederam aumentos reais (ou seja, acima da inflação) de 4% em média em janeiro e fevereiro, patamar bem acima dos observados em 2010 e 2011.
A alta dos preços e o esfriamento da economia em 2011 reduziram os ganhos reais, que ficaram em média em 1,5% no ano, abaixo do resultado de 2010 (2%), segundo a pesquisa do banco.
De acordo com o economista do Bradesco Leandro Negrão, este ano deve ser mais favorável aos trabalhadores. Ele explica que a baixa taxa de desemprego e a esperada retomada mais forte da economia a partir do segundo semestre manterão os ganhos de renda acima da inflação.
Além disso, pesquisas já apontam para uma recuperação da confiança do empresariado neste ano. O otimismo do setor privado com o futuro da economia torna mais fáceis as negociações.
Negrão não acredita, porém, que os reajustes continuem tão altos ao longo de 2012 como no primeiro bimestre do ano.
O Bradesco mensalmente ouve cerca de 3.000 clientes para saber como está a atividade econômica. Os primeiros dados de 2012 referem-se a 185 empresas que já deram reajustes e quiseram passar a informação ao banco.
“Os dados são preliminares. Eles apontam para uma clara recuperação dos reajustes desde novembro, mas é cedo para dizer que a tendência para o ano é de ganhos reais acima de 3%”, diz.
“A indústria está indo mal e o lucro do setor não está subindo tanto”, acrescenta.
Os ganhos reais maiores se devem tanto à aceleração dos reajustes quanto à queda da inflação. Nos dois primeiros meses do ano, os salários cresceram cerca de 9,5% nas empresas consultadas, resultado superior aos dos anos anteriores. Já a inflação girou em torno de 5,5%, abaixo da média de 2011 (6,6%).
Além disso, o forte aumento do salário mínimo, que subiu 14% neste ano, eleva a pressão por altas maiores nos pisos das categorias, diz José Silvestre, coordenador de relações sindicais do Dieese.
Os dados do Bradesco mostram que os ganhos salariais estão aquecidos em todos os setores, com destaque para serviços e construção civil.
RETOMADA
Segundo Negrão, a alta da renda dos trabalhadores vai jogar mais combustível na recuperação econômica, que será puxada principalmente pelo consumo doméstico.
A expectativa, lembra, é que a atividade se aqueça mais a partir do segundo trimestre, reagindo também a medidas de estímulo do governo como redução da taxa básica de juros. Com isso, analistas acreditam que a inflação voltará a subir no final do ano, comprometendo novamente os ganhos reais.
por master | 12/03/12 | Ultimas Notícias
Na última década, o avanço salarial na capital e na região metropolitana foi de 36,4%, o maior das sete regiões pesquisadas pelo IBGE
Ajudar a pagar a faculdade dos filhos e vê-los formados. Talvez essa seja uma das maiores conquistas do metalúrgico Djalma Batista Soares, que trabalhou durante 42 anos na área para criar os três filhos. Ele se aposentou no fim de 2011, mas foram nos últimos dez anos que alcançou objetivos que, no passado, não sonhava conquistar: casa quitada, carro na garagem e filhos graduados – ele próprio não tem ensino superior.
O caso de Djalma é um retrato do que o aumento de renda tem feito nos lares brasileiros: acesso a diferentes bens de consumo e educação continuada. Assim como Soares, milhares de trabalhadores de todo o país tiveram ganho de renda, mas foi na região metropolitana de Curitiba que esse aumento foi mais expressivo.
País
Renda média no Brasil é de R$ 1.672
Cinco das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE tiveram ganho salarial acima de 30% nos últimos dez anos, fazendo com que o rendimento médio real do trabalhador brasileiro passasse de R$ 1.397,70 para R$ 1.672,20, alta de 19,6%. Apesar de avançar apenas 6,6% na década, a região metropolitana de São Paulo continua no topo das remunerações, ficando atrás apenas de Curitiba e seguido de perto pelo Rio de Janeiro – as três são as únicas localidades que têm salários maiores que a média nacional.
Recife é a única localidade pesquisada pelo IBGE que não rompeu a barreira dos R$ 1.500. Na região da capital pernambucana, a média salarial é de R$ 1.247,30, R$ 424,90 a menos que a média nacional e R$ 606,20 a menos que a média na Grande Curitiba.
Para o professor de Economia da Universidade Positivo (UP) Lucas Dezordi o crescimento sustentável da economia brasileira nos últimos anos colabora para a diminuição das desigualdades. “Está havendo um reequilíbrio regional, o Brasil não é mais puxado pelo eixo Rio-São Paulo. A economia está mais integrada e mais homogênea”, destaca Dezordi.
De acordo com diretor-presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, a tendência é que a região de Curitiba mantenha o crescimento do rendimento e fique empatada tecnicamente com São Paulo e Rio de Janeiro. “Como a pesquisa é mensal, pode haver alternância entre as três localidades, mas Curitiba vai continuar no topo”, analisa.
Não há limite para o aumento da renda, pois, de acordo com o professor da Isae/FGV Antonio Raimundo dos Santos, há espaço para crescer o salário na região. “Há fôlego para o crescimento nos próximos cinco anos. O que acontece no Brasil é que São Paulo cresceu primeiro e agora está havendo um equilíbrio maior nas regiões, o que é muito saudável para a economia brasileira”, pondera. (JPS)
O trabalhador da Grande Curitiba teve o maior avanço salarial na última década, quando comparada a remuneração média das sete localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento de 36,4% na renda dos trabalhadores da Grande Curitiba foi o maior do país, o que coloca o salário médio da região, de R$ 1.853,50 em janeiro deste ano, na ponta das mais altas remunerações. Os dados locais são do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
A alta é resultado da década de crescimento industrial do estado, bastante concentrado na Grande Curitiba, da baixa taxa de desemprego da região e da desaceleração do processo de aumento de renda na Grande São Paulo, que tinha, em janeiro de 2003, o maior salário médio do país. O crescimento de apenas 6,6% fez com que a região metropolitana de São Paulo fosse ultrapassada pela de Curitiba e com que a do Rio de Janeiro encostasse na capital paulista (veja no gráfico).
Os economistas são unânimes em dizer que o aumento do rendimento em todo o país, com média na década de 19,6%, é consequência do crescimento econômico brasileiro e da descentralização da produção, bastante concentrada, até então, no entorno de São Paulo. Com o deslocamento da atividade econômica para outros polos, o aumento da renda foi um processo natural, segundo a professora e pesquisadora do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Regina Madalozzo.
“Quando dentro do país há regiões muito distantes uma das outras e há crescimento econômico, é natural que se acelere o crescimento de quem está na ponta de baixo. A tendência é de aproximação”, analisa a especialista.
A qualificação da mão de obra, voltada em grande parte para a produção industrial, é outro fator que eleva a renda média na região de Curitiba. O diretor-presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, lembra que, entre 2003 e 2010, a indústria paranaense cresceu 5,2% ao ano, contra a média nacional de 3,2% – o destaque local fica, principalmente, para a cadeia automotiva e de máquinas e equipamentos.
“Os setores que deram dinamismo à região metropolitana de Curitiba são exigentes quanto aos trabalhadores qualificados. Os salários pagos a eles puxam a média para a cima. Já o fato de passar São Paulo pode ser explicado, também, pela fadiga do crescimento industrial da região da capital paulista”, explica o economista.
por master | 12/03/12 | Ultimas Notícias
Brechas legais, garantidas por normas internas dos tribunais de justiça, ajudam a superar o teto de R$ 24,1 mil
Pela Constituição Federal, o salário dos desembargadores no Brasil é limitado atualmente em R$ 24,1 mil mensais. Mas, em 2011, os magistrados de 19 tribunais estaduais receberam em média R$ 34,6 mil por mês, conforme levantamento feito pela Gazeta do Povo. O acréscimo ocorre principalmente pelas chamadas vantagens eventuais, que reúnem benefícios garantidos por leis locais ou normas internas dos órgãos. O salário de 1.062 desembargadores totalizou R$ 287,8 milhões no ano passado. Mas, com os “penduricalhos”, o valor bruto recebido atingiu R$ 442 milhões, um crescimento de 54%.
Veja tabela com detalhes dos pagamentos feitos pelos tribunais estaduais clicando aqui.
Outro lado
Tribunais dizem que estão legais
A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com 11 tribunais estaduais para questionar sobre o pagamento de vantagens ou sobre a falta de informações salariais, mas apenas três responderam dentro do prazo. Os órgãos do Distrito Federal e do Mato Grosso do Sul, que são os que mais pagaram vantagens em 2011, sustentam que atuaram dentro da legalidade e que cumprem com a Resolução nº 102 do CNJ.
Segundo a assessoria de imprensa do TJ-DFT, a Resolução nº 102 do CNJ é aplicada “estritamente”. O órgão é custeado pela União. “Seu orçamento, portanto, tem origem federal, de modo que seus salários e benefícios somente podem ser comparados aos tribunais federais”, informou a assessoria.
A assessoria de imprensa do TJ-MS informou que o Departamento de Controle Interno do tribunal está fazendo uma revisão completa da folha de pagamento. “Caso venha a ser detectada qualquer irregularidade, o TJ-MS a sanará de imediato”, informou, em nota.
O tribunal garantiu que fez os pagamentos dentro dos preceitos do CNJ, que prevê que os abonos de 1/3 de férias, antecipação de férias e gratificação natalina são considerados isoladamente, e não se somam à remuneração de cada mês. Por isso é comum o pagamento de valores acima do teto de R$ 24,1 mil. A assessoria acrescentou que “os valores das gratificações (…) foram fixados com razoabilidade”.
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que não disponibiliza as informações sobre remuneração de servidores, informou que é preciso adequar os sistemas da diretoria de recursos humanos, o que está “em andamento”. Os tribunais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Alagoas, que também não têm informações em seus sites, não responderam ao questionamento da reportagem.
Também deixaram de se manifestar os tribunais do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Roraima e de Sergipe.
CNJ
Questionado sobre a possibilidade de limitar as gratificações recebidas pelos desembargadores, o CNJ informou, via assessoria de imprensa, que não tem nada em estudo. Sobre os tribunais que não informaram os dados, o órgão explicou que é feita uma verificação trimestral pela Secretaria de Controle Interno. “A última conferência foi realizada em fevereiro e as irregularidades identificadas serão comunicadas aos tribunais, por meio de ofício para os presidentes, visando solicitar a adequação da página ao efetivo cumprimento da resolução”, informou o Conselho.
Os valores podem ser ainda maiores, já que oito tribunais não prestam informações sobre a remuneração aos servidores, contrariando a Resolução n.º 102/ 2009 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No total, o Brasil tem 1.484 desembargadores.
O pagamento de valores indevidos aos juízes brasileiros é justamente uma das frentes de batalha do CNJ. A corregedora nacional da Justiça, Eliana Calmon, em audiência pública no Senado no começo deste mês, definiu como “monstruosas” as gratificações que alguns magistrados recebem. “O que estamos encontrando: os desembargadores ganham o teto, mas em três meses do ano vem um penduricalho, uma gratificação monstruosa. Se dividir tudo pelos 12 meses, eles ganham R$ 50 mil, R$ 40 mil, R$ 70 mil”, declarou Eliana na comissão.
Os tribunais sustentam que as vantagens são legais e previstas em lei. O próprio CNJ elenca benefícios que podem ser pagos além do teto de R$ 24,1 mil, uma “brecha” legalizada. Mas, segundo especialistas consultados pela reportagem, alguns pagamentos podem ser considerados imorais e também podem ser questionados em uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI).
Caso a caso
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) não está entre os órgãos que mais pagaram gratificações aos desembargadores. Em 2011, os salários totalizaram R$ 33,1 milhões, e o total bruto chegou a R$ 38 milhões, ou 15% a mais. Na prática, os magistrados não receberam tudo isso, pois foi feita a retenção de R$ 148,2 mil, por pagamentos que não estariam previstos nas Resoluções n.º 13 e 14 do CNJ, que tratam do teto constitucional. Além disso, sobre todos os salários pagos em todos os tribunais incidem impostos e descontos previdenciários.
Os tribunais que concentraram os benefícios foram os do Rio de Janeiro (TJ-RJ), do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT) e do Mato Grosso do Sul (TJ-MS). No Rio de Janeiro, o salário de 180 desembargadores somou R$ 51,3 milhões em 2011. Mas, somando todos os abonos, auxílios e gratificações, o desembolso ficou em R$ 111,8 milhões, um acréscimo de 117%. Apesar dos altos valores pagos, o TJ-RJ não fez nenhuma retenção sobre o teto constitucional, ao contrário da maioria dos tribunais. Isto é, considerou que os desembargadores tinham todo o direito sobre o montante pago (R$ 111,8 milhões).
O TJ-DFT e o TJ-MS também mais do que dobraram o salário dos desembargadores em 2011. No primeiro caso, o salário de 35 magistrados chegou a R$ 10,1 milhões, mas eles receberam R$ 22,3 milhões. O TJ-MS pagou R$ 8,6 milhões em salários aos seus 31 desembargadores, mas as vantagens garantiram um rendimento bruto de R$ 22,3 milhões. Nos dois casos houve retenção de valores: R$ 266 mil no Distrito Federal e R$ 90,7 mil no Mato Grosso do Sul.