por master | 20/09/11 | Ultimas Notícias
Em debate sobre cotas no mercado de trabalho para negros e pessoas com deficiência, nesta segunda-feira (19), o diretor-executivo da ONG Educação e Cidadania para Afrodescendentes e Carentes (Educafro), frei David Raimundo Santos, afirmou que a discriminação contra mulheres, negros e pessoas com deficiência ainda é grande na rede bancária do país.
– O número de empregados negros em agencias no Brasil inteiro não chega a 20%. Isso, num país que tem 51% de afrobrasileiros. Esse dado é escandaloso – disse Santos, ao citar os resultados do Mapa da Diversidade no Setor Bancário, elaborado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Ele também comentou os resultados da pesquisa segundo a qual os funcionários negros recebem em torno de 64,2% do salário dos brancos e apenas 20,6% dos contratados conseguem ser promovidos.
O mesmo levantamento aponta que apenas oito de cada 100 mulheres empregadas nos bancos do país são negras.
– Isso é um atentado contra a nação. Um país que ama seu povo permite igualdade para todos – lamentou.
A reunião está sob o comando do senador Paulo Paim (PT-RS) e faz parte de um ciclo de debates que tem como tema central “A Defesa do Emprego e da Previdência Social” da Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social.
por master | 20/09/11 | Ultimas Notícias
Pelo menos mais 400 pessoas serão contratadas até o final deste ano para trabalhar na construção da Arena Pantanal em Cuiabá. A previsão é da Agência de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal (Agecopa) e, com isso, o número de operários atuando somente em uma das obras previstas para receber os jogos da Copa de 2014 deve chegar a mil. Atualmente, 600 operários trabalham na construção. O prazo estimado para o término do estádio, considerado um dos mais modernos do país, é até dezembro de 2012.
Considerada a principal obra que consta no cronograma de projetos da Agecopa, a Arena Pantanal está em fase adiantada. Cerca de 30% dos serviços foram executados e, de acordo com a assessoria da autarquia, já estão em fase conclusão as obras de terraplanagem, drenagem e fundações. Para acelerar mais os serviços, foi adquirido um guindaste vindo da Alemanha, capaz de levantar estruturas de metal e concreto de até 12 toneladas.Embora o setor de construção civil esteja enfrentando um déficit de mão de obra, o presidente da Agecopa, Eder Moraes, afirmou que a autarquia não tem preocupação em relação a essa escassez, mas pondera que o governo do Estado tem investido na qualificação de jovens e adultos por meio do programa Copa em Ação, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Trabalho e Assistência Social do Estado (Setas).
Segundo a Agecopa, o equipamento vai agilizar em 50% a instalação de pilares, lajes e arquibancadas do estádio. Até hoje, a Arena já recebeu repasse do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na ordem de R$ 57 milhões. Mas, ao todo, deverão ser gastos R$ 440 milhões na obra, sendo que R$ 355 milhões são destinados à infraestrutura, conforme contrato firmado com o Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior.
O restante será para a instalação de cadeiras, placar eletrônico e outros itens de tecnologia de informação. As licitações para a aquisição desses equipamentos estão previstas para ocorrer ainda neste ano. A área total da Arena será de 300 mil metros quadrados e terá 43,6 600 lugares.
por master | 20/09/11 | Ultimas Notícias
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, divulgou nota nesta segunda-feira (19) em que critica a greve nos Correios e afirma que os dias não trabalhados serão descontados do salário dos funcionários.
Com a adesão da região, todos os 35 sindicatos da categoria no país estarão em greve, de acordo com José Gonçalves de Almeida, o Jacó, membro do comando de negociação da Federação dos Trabalhadores dos Correios (Fentec).“Greve não é férias”, diz o ministro na nota.
“[Os] dias faltados serão descontados”, completou. Bernardo declarou que as greves são “parte da democracia”, mas apontou que os serviços executados pelos Correios não podem parar.
“Temos que cumprir a nossa missão que é servir à população e esta não pode ficar desassistida”, disse.
Ainda de acordo com o ministro, a greve por tempo indeterminado abre espaço para o crescimento de empresas concorrentes na área de despacho de cargas.
“A concorrência naturalmente fica assanhada para ver se toma um pedaço do mercado”, disse. “É preciso responsabilidade por parte de todos no momento em que se procura reforçar e modernizar ainda mais os Correios.”
Adesão à greve
A partir de quarta-feira (21), o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Uberaba e Região (Sintect – URA) entrará para a paralisação dos trabalhadores dos Correios, que teve início na noite de terça-feira (13).
O sindicato de Uberaba foi o último a entrar na paralisação. A assembleia que decidiu pela adesão aconteceu na sexta-feira (16). De acordo com Antônio Sérgio Tiveron, diretor do Sintect – URA, é preciso esperar até quarta-feira para cumprir a legislação, já que é necessário avisar os Correios sobre a paralisação com antecedência.
Pagamento de contas
Segundo a Fundação Procon-SP, os consumidores que sabem a data de vencimento de suas contas devem entrar em contato com a empresa, para solicitar outra opção para efetuar o pagamento, antes do vencimento, “a fim de evitar a cobrança de eventuais encargos e cancelamentos”.
Na semana passada, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as datas de pagamento dos boletos de cobrança não serão alteradas em virtude da greve.
Em comunicado, a entidade sugeriu que os clientes identifiquem os pagamentos recorrentes mensais, ou aqueles eventuais que poderão incidir no período da paralisação e, com essas informações, procurem as agências das concessionárias ou empresas emissoras dos boletos para solicitar a segunda via da cobrança.
Reivindicação
A categoria reivindica piso de R$ 1.635 – atualmente, o valor está em R$ 807 – mais reposição da inflação. “Também exigimos um Correio público, 100% estatal e eficiente, além de contratações já, porque a sobrecarga está forte, está faltando muita gente nos Correios”, diz Evandro Leonir, representante do comando nacional de negociação da federação.
Os Correios devem soltar novo balanço sobre a greve nesta segunda-feira (19). Segundo o balanço divulgado na quinta-feira (15), o índice de adesão, até quinta-feira, era de aproximadamente 30% do efetivo total de trabalhadores, chegando a 2/3 na área operacional.
A proposta da empresa é de reposição da inflação de 6,87% mais R$ 50 de aumento linear a partir de janeiro para todos os trabalhadores, o que, somado, representaria reajuste de 13%.
Com a adesão dos trabalhadores à greve, esta proposta foi imediatamente extinta, segundo informações da assessoria de imprensa dos Correios. A empresa diz que aceita negociar com os trabalhadores, desde que as atividades sejam retomadas.
Os grevistas, no entanto, alegam que os trabalhadores não voltarão ao trabalho enquanto os canais de discussão não forem reabertos.
Plano de contingência
Os Correios informam que foi colocado em operação um plano de contingência, com contratação de recursos, realocação de empregados e realização de horas-extras, “para minimizar os prejuízos à sociedade”.
A distribuição de cartas e encomendas continua sendo feita e, até a quinta-feira, cerca de 60% do volume diário de objetos postais foi entregue nos dois dias de paralisação. Seguem suspensos os serviços Sedex 10, Sedex Hoje e Disque-Coleta, por se tratar de serviços com horário marcado.
por master | 20/09/11 | Ultimas Notícias
O Palácio do Planalto deflagrou uma ofensiva para blindar o governo das especulações sobre o reflexo da crise internacional nos planos de investimento do governo.
Durante almoço com 250 empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) nesta segunda-feira (19/9), em São Paulo, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, disse que os recursos para investimento são “sagrados”.
“Em relação ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), nós faremos da mesma maneira que em 2009, no auge da crise internacional: vamos manter os recursos previstos. Eles geram empregos e garantem o crescimento da economia”.
A ministra afirmou que nenhum ministério tem orçamento previsto para 2012 menor que o de 2011 e garantiu que as empresas de energia não serão afetadas.
“Não há razão para preocupação. A maior parte dos investimentos em energia vem das empresas estatais, que estão aumentando seus recursos de investimento”.
A ministra também saiu em defesa do polêmico Regime Diferenciado de Contratações (RDC). “Esse é o futuro das licitações no país”.
por master | 20/09/11 | Ultimas Notícias
O mercado imobiliário na cidade de São Paulo, um dos maiores do País, deverá ter equilíbrio, em 2012, entre os lançamentos e as vendas de imóveis residenciais novos, na avaliação do presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana. “Avaliamos que 2012 será muito parecido com 2011, com preços estáveis e um mercado sustentável, pela manutenção da geração de empregos”, disse.
Para ele, caso a crise financeira internacional não afete de forma mais acentuada a economia brasileira, a previsão inicial é de lançamentos e vendas em torno de 35 mil unidades, em cada uma das modalidades, no próximo ano. “O setor vem apresentando um crescimento vigoroso, que deverá se sustentar”, disse Crestana, após a cerimônia de divulgação do Prêmio Master Imobiliário, em São Paulo.
Para 2011, o Secovi prevê que apenas os lançamentos cheguem a 35 mil imóveis, montante superior ao total de vendas, que deverá terminar o ano em 33 mil unidades. Em sua avaliação, a concessão de crédito imobiliário em 2012 não deverá apresentar “grandes aumentos” em relação a 2011, embora, o setor deva ser beneficiado pela consolidação do programa Minha Casa, Minha Vida 2, do governo Federal.
VENDAS. Segundo o Secovi-SP, nos primeiros seis meses deste ano as vendas de imóveis residenciais somaram 11.680 unidades, que representam uma queda de 31,3% sobre igual período de 2010. Do total comercializado entre os meses de janeiro e junho, o segmento de dois dormitórios respondeu por 40,3% das vendas, seguido pelos imóveis de três quartos, que participaram com 29,5% do total.
O avanço da inflaçaôe as medidas de contenção do crédito tomadas pelo governo no primeiro semestre foram apontadas por Crestana para explicar a desaceleração das vendas no período. O arrefecimento do ritmo de crescimento do setor se reflete na queda do percentual de vendas após o primeiro mês de lançamento dos imóveis. Enquanto em 2010 até 25% dos imóveis comercializados eramvendidos em 30 dias, o Secovi projeta um percentual entre 12% e 13% para este ano. “Para 2012, apenas 10% dos prédios devem ser vendidos no primeiro mês do lançamento”, afirmou.
Como comparação, em 2010, ano de aquecimento ,do mercado, as vendas somaram 37 mil unidades, numero superior aos lançamentos, que totalizaram 35 mil imóveis. “Isso se deu pela crise de 2008 e 2009, que levou as empresas a cancelar ou postergar a construção de imóveis. Por outro lado, as famílias não sentiram a crise e continuaram em busca de imóveis para comprar”, disse. Esse descompasso entre os lançamentos e a procura elevou os preços ao longo de 2010, na sua avaliação.
PREÇOS. Segundo Crestana, a tendência para o próximo ano é de que os preços dos imóveis novos e usados acompanhem a alta da inflação, com uma variação positiva adicional entre um a dois pontos percentuais. Ele diz que as vendas de imóveis de dois ou três dormitórios deverão continuar concentrando até 70% dos negócios.
Salão imobiliário cancelado
O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) informou ontem que, em razão da escassez da oferta de imóveis para atender à demanda dos consumidores, cancelou a edição 2011 do Salão Imobiliário São Paulo (SISP), que ocorre anualmente no Anhembi, em São Paulo.
Segundo o presidente do Secovi-SP, João Crestana, a falta de opções de imóveis para exposição no mercado de São Paulo está na dificuldade das empresas em acelerar o ritmo das obras. “Enfrentamos uma carência de mão de obra, falta de materiais de construção e burocracia na aprovação de projetos”, afirmou Crestana.
De acordo com o Secovi-SP, o evento – onde as empresas expõem opções de imóveis diretamente aos consumidores – deverá ser retomado em 2012, mas com edições a cada dois anos.
Em 2010 o mercado imobiliário de São Paulo registrou crescimento na participação da classe média na compra de imóveis, o que resultou no escoamento dos estoques das in- corporadoras e no aumento de preços das unidades habitacionais novas e usadas.
A edição do ano passado da SISP contou com cerca de 250 mil imóveis novos e usados, residenciais e comerciais. A maior procura dos consumidores foi por imóveis na faixa de R$ 120 mil a R$ 300 mil. Os organizadores registraram nos quatro dias da feira vendas de R$ 650 milhões.