por master | 27/04/11 | Ultimas Notícias
Seis empresas do Paraná estão na lista “suja” do Ministério do Trabalho e Emprego. Previsto na Portaria n.º 540/2004, o cadastro de empregadores flagrados explorando trabalhadores em condição análoga à de escravos recebe atualização semestral (a última delas ocorreu em março de 2011). Para constar no documento, deve haver decisão definitiva sobre o julgamento administrativo. E, para ser excluído da lista, os empregadores precisam comprovar dois anos de correção das irregularidades identificadas pela inspeção do trabalho.
A madeireira Agostinho Zarpellon e Filhos, de Irati, nos Campos Gerais, é uma das que estão na lista. O diretor da madeireira, Miguel Agostinho Zarpellon, diz já ter provado que nunca existiu trabalho escravo na empresa. Segundo ele, a fiscalização promovida pelo Ministério Público do Trabalho em novembro de 2008 atribuiu existência de trabalho escravo em uma fazenda da empresa por entender não existir possibilidade de prestação de serviço por empreitada. “Essa modalidade é uma disposição legal indiscutível e constitucional”, diz o diretor, salientando que depois da fiscalização foi lavrado um termo de ajustamento de conduta, cumprido integralmente.
Ele também relata que das pessoas flagradas pela fiscalização, nenhuma era empregada da empresa. “Seis ou sete prestavam serviços por empreitada, as demais tinham sido contratadas por empreiteiro”, afirma.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 27/04/11 | Ultimas Notícias
O governo prepara uma reação para minimizar o problema da escassez de mão de obra na construção civil. Uma ação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego vai ampliar a oferta de cursos para a qualificação profissional no setor. O plano, conforme apurou o Valor, é aumentar a oferta de trabalhadores que atuam na base da pirâmide do setor, oferecendo cursos básicos para profissões como pedreiro, armador, ajudante de obra, mestre de obra e carpinteiro, entre outros.
Até junho, o ministério quer lançar um novo programa de formação para construção civil com 25 mil vagas. As aulas serão dadas por várias organizações de ensino técnico espalhadas pelo país. Em maio, o projeto, que tem custo estimado em R$ 25 milhões, passará por uma audiência pública. Os recursos usados saem do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Outro pacote de formação voltado para as obras de infraestrutura da Copa do Mundo será lançado no segundo semestre, com mais 25 mil vagas. Nesse caso, serão realizados também cursos técnicos ligados às áreas de transporte e turismo. Somados a outras iniciativas em andamento no ministério, os programas tocados pelo governo deverão colocar no mercado cerca de 80 mil pessoas com formação básica para atuar em obras pelo país. É um número relevante, mas que não chega a fazer sombra à demanda atual.
O volume atual de obras em andamento no país exige, segundo cálculos do ministério, a formação de 500 mil profissionais. “Nossa demanda imediata é de meio milhão de vagas. Estamos longe disso, mas há muitas iniciativas em andamento”, diz Ana Paula da Silva, diretora de qualificação do ministério.
A situação atual é resultado da baixa atenção dada pelo governo nos últimos anos para a formação de profissionais, problema alargado com o aumento recorde de obras no país. Os dados de cursos de qualificação realizados pelo ministério apontam que o governo executou 628 mil treinamentos em construção civil entre 2005 e 2010. Nesse período, o investimento total aplicado nesses treinamentos atingiu R$ 337,2 milhões. O pico foi atingido em 2008, quando 141 mil vagas foram preenchidas, com custo de R$ 89 milhões. De lá para cá, porém, o volume anual de cursos oferecidos caiu. Em 2009, o número de aulas foi reduzido para 94 mil. Em 2010, foram apenas 60 mil.
Os cursos técnicos oferecidos pelo governo duram, em média, de três a quatro meses. São apoiados por instituições como o Senai, Instituto Êpa e Organização Oxigênio, entre outras. As aulas, básicas e gratuitas, ensinam o manuseio de ferramentas e máquinas e segurança do trabalho, mas o conteúdo didático varia de acordo com a região na qual os cursos são realizados, já que estão alinhados a necessidades de cada tipo de obra. “É preciso reconhecer que há um problema de precarização do setor. Falta um plano de carreira, alguma projeção de ascensão para o trabalhador. São situações que temos de resolver”, diz Ana Paula.
Com a dificuldade das empresas para atrair jovens, houve uma mudança no perfil dos interessados em trabalhar nos canteiros de obra. De 2008 para cá, os cursos técnicos de construção civil oferecidos pelo ministério somaram 125 mil alunos. Desses, 70% eram mulheres. “Hoje, 97% dos trabalhadores ainda são homens, mas esse número tende a mudar nos próximos anos”, diz Ana Paula. “Dentro de uma obra, há diversas funções que as mulheres podem cumprir e isso é uma tendência.”
A presença das mulheres também é forte nos cursos oferecidos pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), iniciativa patrocinada pela Petrobras, em parceria com o governo federal. Oferecidos desde 2006, os cursos já receberam 78 mil alunos para aulas técnicas ligadas ao setor de petróleo e gás, além da construção civil. Em áreas operacionais e técnicas, a participação das mulheres foi de 24%. Nas aulas de construção civil, o percentual sobe para 42%.
Para Marcos Formiga, assessor da diretoria do Senai Nacional, os cursos de formação técnica tentam mudar um sistema que sempre alimentou a indústria da construção pesada, marcada pela informalidade e pela contratação indiscriminada de trabalhadores. “O trabalho baseado apenas em força física foi marca do século passado. Essas obras requerem cada vez mais uma pessoa especializada”, afirma Pimenta. “A situação que estamos vivendo apenas desnuda o fato de que o país está despreparado para lidar com essa demanda.”
A escassez de profissionais não está restrita a posições mais básicas da construção pesada. O volume de engenheiros formados por ano no país também está muito aquém da necessidade. “Hoje, formamos 40 mil engenheiros por ano, mas temos a necessidade imediata de dobrar essa quantidade. O país está clamando por mais profissionais”, diz Formiga. Atualmente, segundo dados do Senai, há 80 mil vagas de engenheiros na construção civil não preenchidas.
Em 2006, o setor empregava 1,8 milhão de trabalhadores. No ano passado, esse contingente chegou a 2,8 milhões de pessoas, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), referentes a todo o país. Só em 2010, foram gerados 320 mil empregos no setor com carteira assinada, crescimento de 13% sobre o ano anterior. Hoje a taxa de desemprego no segmento é praticamente inexistente, de apenas 2,3%.
Fonte: Valor Econômico
por master | 27/04/11 | Ultimas Notícias
Mas presidente diz em reunião do Conselhão que está atenta, dia e noite, às pressões inflacionárias, “”venham de onde vierem””
O governo não vai controlar a inflação à custa do desemprego e da redução drástica do crescimento. A meta foi exposta ontem, de maneira explícita, pela presidente Dilma Rousseff, aproveitando a sua primeira participação na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o “Conselhão”.
Diante de empresários, sindicalistas, artistas e ativistas sociais, ela disse é “sempre melhor enfrentar os problemas do crescimento do que os problemas do desemprego, da falta de renda, da falta de investimento e da depressão econômica”. Numa referência aos críticos preocupados com a possibilidade de o governo perder controle sobre os preços, Dilma disse que “está atenta dia e noite às pressões inflacionárias, venham de onde vierem”.
Acrescentou que “compreende” o “calor da paixão” no debate econômico, mas prefere aguardar a eficácia de medidas já tomadas para manter a política de fazer “reduções seletivas” do crédito e do consumo e chegar a um “crescimento moderado”.
Antes do pronunciamento da presidente, o ministro Guido Mantega (Fazenda) fez uma explanação detalhada sobre a visão do governo em relação ao momento econômico mundial e do País. Dois dos 26 slides exibidos – com planilhas que juntavam indicadores e propostas de política econômica – resumiram o que Dilma anunciaria em seguida.
O slide 17 da apresentação do ministro Mantega mostrou que a política do governo é “reduzir a expansão do crédito e moderar o crescimento da demanda sem matar a galinha dos ovos de ouro” – que é o crescimento. O slide 18 explicitou até uma divergência em relação ao governo Lula: o ajuste do governo Dilma, afirmou, “não é o (ajuste) tradicional”. Além de alertar para o fato de que as reduções seletivas não atingirão o investimento, a planilha acrescentava: “Em 2011, continuam (os) estímulos ao investimento”.
Mantega admitiu que, neste ano, não será possível repetir a “exuberância” do crescimento da oferta de emprego de 2010, quando foram criados mais de 2,5 milhões postos formais.
Herança. Dilma disse que tomará todas as medidas necessárias para garantir a preservação da “nova classe média”, o que chamou de “maior e melhor herança” recebida da era Lula.
Ao defender o crescimento, ainda que “moderado”, ela pregou inclusão social e o funcionamento dos canteiros das obras do PAC e do Minha Casa, Minha Vida – na prática, a execução do Orçamento mostra que, pelo menos por enquanto, o governo não está fazendo investimentos nesses programas.
Para a presidente, o País ainda tenta consolidar a recuperação da crise financeira de 2008 e sofreu choques internos recentes, como a alta dos preços de alimentos e do etanol. “Eu tenho compromisso em controlar a inflação. Sem controle, não há desenvolvimento sustentável”, afirmou. “Eu cumpro meus compromissos. também tenho compromisso com o desenvolvimento econômico e social, pois é o que gera emprego e garante a inclusão.” / COLABOROU TÂNIA MONTEIRO
Fonte: O Estado de S. Paulo
por master | 27/04/11 | Ultimas Notícias
Principal responsável pela aceleração dos preços da construção civil neste mês, o grupo mão de obra deve continuar contribuindo para a alta dos custos do setor. Isso porque maio é a data-base de reajuste para os trabalhadores da construção civil em São Paulo, capital que responde pelo maior peso no Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M).
A leitura de maio já deve refletir os resultados do acordo da capital paulista, mas dependendo da data em que a negociação for concluída, a elevação poderá ser sentida apenas no mês de junho, observa a coordenadora do índice da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ana Castello.
Em abril, os custos da mão de obra – que têm peso de quase 50% no índice – avançaram 1,16%, diante de alta de 0,27% em março. O aumento foi reflexo de reajustes salariais ocorridos em função da data-base em Salvador e no Rio de Janeiro. Além disso, em Porto Alegre, houve um adicional previsto em acordo coletivo.
Com isso, o INCC-M de abril apresentou alta de 0,75%, o que representa uma aceleração em relação ao resultado do mês passado, de aumento de 0,44%. O que mais chamou a atenção em abril, segundo Ana Castello, foi a desaceleração dos preços de materiais, equipamentos e serviços, que passaram de 0,60% de alta em março para 0,36% de acréscimo neste mês.
O subíndice material metálico, que contempla as variações de preço do vergalhão, mostrou recuo de 1,54% para 0,85% na passagem mensal. “Esse movimento não era esperado, considerando o contexto de ritmo forte do setor”, avalia a economista da FGV, citando que em alguns casos, foi inclusive verificada deflação, como no preço de produtos químicos (queda de 1,64% em abril).
Para a coordenadora do índice da FGV ainda é cedo para determinar se essa desaceleração na cesta de materiais e serviços é pontual ou se trata de uma tendência, pois depende da pressão dos insumos na indústria de material de construção.
Na avaliação de Ana Castello, o resultado do acordo salarial firmado com os trabalhadores de São Paulo será determinante para o desempenho do INCC-M no ano. Em 2010, foi fixado um reajuste de 8%. “Se vier muito diferente, vai interferir no acumulado”, explica. No primeiro quadrimestre do ano, o indicador acumula alta de 1,96%, o que, segundo a economista, aponta para um comportamento semelhante ao visto no ano passado, quando o INCC-M fechou com variação positiva de 7,5%.
Valor Econômico
por master | 27/04/11 | Ultimas Notícias
Mas presidente diz em reunião do Conselhão que está atenta, dia e noite, às pressões inflacionárias, “”venham de onde vierem””
O governo não vai controlar a inflação à custa do desemprego e da redução drástica do crescimento. A meta foi exposta ontem, de maneira explícita, pela presidente Dilma Rousseff, aproveitando a sua primeira participação na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o “Conselhão”.
Diante de empresários, sindicalistas, artistas e ativistas sociais, ela disse é “sempre melhor enfrentar os problemas do crescimento do que os problemas do desemprego, da falta de renda, da falta de investimento e da depressão econômica”. Numa referência aos críticos preocupados com a possibilidade de o governo perder controle sobre os preços, Dilma disse que “está atenta dia e noite às pressões inflacionárias, venham de onde vierem”.
Acrescentou que “compreende” o “calor da paixão” no debate econômico, mas prefere aguardar a eficácia de medidas já tomadas para manter a política de fazer “reduções seletivas” do crédito e do consumo e chegar a um “crescimento moderado”.
Antes do pronunciamento da presidente, o ministro Guido Mantega (Fazenda) fez uma explanação detalhada sobre a visão do governo em relação ao momento econômico mundial e do País. Dois dos 26 slides exibidos – com planilhas que juntavam indicadores e propostas de política econômica – resumiram o que Dilma anunciaria em seguida.
O slide 17 da apresentação do ministro Mantega mostrou que a política do governo é “reduzir a expansão do crédito e moderar o crescimento da demanda sem matar a galinha dos ovos de ouro” – que é o crescimento. O slide 18 explicitou até uma divergência em relação ao governo Lula: o ajuste do governo Dilma, afirmou, “não é o (ajuste) tradicional”. Além de alertar para o fato de que as reduções seletivas não atingirão o investimento, a planilha acrescentava: “Em 2011, continuam (os) estímulos ao investimento”.
Mantega admitiu que, neste ano, não será possível repetir a “exuberância” do crescimento da oferta de emprego de 2010, quando foram criados mais de 2,5 milhões postos formais.
Herança. Dilma disse que tomará todas as medidas necessárias para garantir a preservação da “nova classe média”, o que chamou de “maior e melhor herança” recebida da era Lula.
Ao defender o crescimento, ainda que “moderado”, ela pregou inclusão social e o funcionamento dos canteiros das obras do PAC e do Minha Casa, Minha Vida – na prática, a execução do Orçamento mostra que, pelo menos por enquanto, o governo não está fazendo investimentos nesses programas.
Para a presidente, o País ainda tenta consolidar a recuperação da crise financeira de 2008 e sofreu choques internos recentes, como a alta dos preços de alimentos e do etanol. “Eu tenho compromisso em controlar a inflação. Sem controle, não há desenvolvimento sustentável”, afirmou. “Eu cumpro meus compromissos. também tenho compromisso com o desenvolvimento econômico e social, pois é o que gera emprego e garante a inclusão.” / COLABOROU TÂNIA MONTEIRO
Fonte: O Estado de S. Paulo