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União vai intermediar negociações para encerrar greves nas obras do PAC

União vai intermediar negociações para encerrar greves nas obras do PAC

Marcada para ocorrer hoje, a reunião entre dirigentes de centrais sindicais, construtoras e do governo pode colocar um fim à onda de greves e paralisações nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Uma solução intermediária avaliada no governo federal é a criação de “comissões de trabalhadores”, que teriam a bênção do Palácio do Planalto e a participação de representantes das centrais nas tentativas de mediação dos conflitos.

Mesmo sob ameaça de não participação do Ministério Público no encontro convocado pelo secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, as empresas estão aflitas para obter um acordo que garanta a volta imediata dos operários aos canteiros de obras. Ontem, as empresas mobilizaram suas áreas jurídicas e de relações institucionais para forçar um acordo urgente para a retomada das obras.

Há paralisações nas duas megausinas de Rondônia, na hidrelétrica de São Domingos (MS), nos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), além de parte do programa Minha Casa, Minha Vida, no Maranhão. No total, mais de 80 mil operários estão parados atualmente.

Em Rondônia, as usinas de Jirau e Santo Antônio seguem paralisadas. Uma assembleia dos operários da hidrelétrica de Santo Antônio decidiu, ontem de manhã, continuar a paralisação. Na sexta-feira, a Justiça do Trabalho de Rondônia havia declarado ilegal a greve e determinado a volta ao trabalho sob pena de desconto nos dias parados e multa diária ao sindicato da categoria. Mas os sindicalistas insistem em apostar numa solução negociada pelo governo federal.
   
“O trabalhador vai ficar parado”, disse o presidente do sindicato dos trabalhadores na construção civil de Rondônia, Raimundo Soares da Costa. “Eles (trabalhadores) vão esperar e vão tomar uma decisão se tiver melhoria nas condições de trabalho e acabar os maus tratos.”

O Palácio do Planalto confirmou ontem a reunião para discutir ações efetivas contra as greves. O encontro será coordenado pelo ministro Gilberto Carvalho, escolhido pela presidente Dilma Rousseff para solucionar o problema. A presidente está alarmada com as greves e os impactos políticos e econômicos das paralisações. O encontro chegou a ficar ameaçado, já que o Ministério Público pediu mais tempo para se preparar para a reunião. Mas dirigentes do governo, das centrais e das empresas insistiram na urgência de estabelecer logo uma mesa de negociações.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, afirmou que a instalação do fórum de hoje está atrasada em quatro anos. “Nós sempre dissemos que era preciso criar uma mesa de negociação. Nossos avisos se intensificaram a partir de 2007, quando o PAC foi lançado pelo governo federal”, declarou o líder sindical ao Valor. “Esse modelo terá de ser colocado em prática não apenas no PAC, mas também no Minha Casa Minha Vida e nas obras da Copa e das Olimpíadas”.

A CUT entrará na reunião com uma pauta dividida em quatro pontos: criação de uma mesa permanente de discussão e negociação entre todos os envolvidos nas obras no plano do governo federal; a obrigação das empresas de ter responsáveis pelas obras nos canteiros para negociar com os trabalhadores; a suspensão dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de subsídios do governo federal para as empresas que desrespeitam as leis trabalhistas; e a criação de uma comissão tripartite, coordenada pelo Ministério do Trabalho, para acompanhar os problemas diretamente nas obras. “É uma comissão “chão de fábrica”, nos moldes que existe na Volkswagen, Mercedes “, explicou Artur.

A Força Sindical fala em negociar medidas e garantias de boas condições de trabalho aos trabalhadores. “Vamos levar uma pauta que inclui garantia de vínculo empregatício, pagamento dos dias parados e organização de comissões permanentes de fiscalização, “, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical.

Outra preocupação do governo é suspender a disputa das centrais pela base sindical, como ocorre hoje em Rondônia. A meta é fechar um acordo entre CUT e Força Sindical para suspender os boicotes e sabotagens mútuas nos canteiros de Rondônia. Mas a tarefa não parece simples. “Quem defende é o sindicato e a CUT. A Força passou 20 anos e não fez nada para o trabalhador”, critica o presidente do sindicato em Rondônia, Raimundo Soares da Costa. “Um cara desses vai defender o quê? Nada. Afastamos ele e a Justiça aceitou. O trabalhador não aceita que ele faça parte numa comissão dessas”, disse Costa, em referência ao adversário político Antonio Acácio do Amaral, presidente da Força em Rondônia. Procurado pela reportagem, Amaral não foi encontrado.

Fonte: Valor Econômico

União vai intermediar negociações para encerrar greves nas obras do PAC

Maioria dos brasileiros recebe salário em dinheiro

Mesmo com o aumento da bancarização e da formalização da economia, mais da metade da população brasileira ainda recebe o salário mensal em dinheiro vivo (55%). O papel moeda também ainda é, de longe, o principal meio de pagamento, respondendo por 72% das transações no país.

Os números foram divulgados pelo Banco Central (BC) por meio da pesquisa “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro”, concluída no primeiro semestre do ano passado e conduzida pelo Instituto Zaytec do Brasil, sob encomenda do BC. O levantamento foi feito junto a 1.044 pessoas, em capitais e cidades com mais de 100 mil habitantes, entre janeiro e fevereiro do ano passado.

Os dados mostram que a economia brasileira é ainda muito dependente do dinheiro, mas os outros meio de pagamento começam a ganhar espaço. Os cartões de crédito, por exemplo, pularam de 8% de participação nas compras para 13% no últimos três anos – pesquisa anterior foi realizada em 2007. O cartões de débito também avançaram, dos mesmos 8% para 14% do total.

Além disso, cerca de um terço dos entrevistados da pesquisa se disseram usuários dos plásticos como meio de pagamento. No levantamento anterior, esse percentual estava na casa dos 25%.

Outro dado revelador da ampliação do uso dos bancos pela população é que 51% das pessoas possuem conta corrente, contra 39% do estudo realizado há três anos. O brasileiro carrega, em média, R$ 20 no bolso, dado praticamente estável. Já as despesas mensais, em média, cresceram 40% no período, de R$ 577 para R$ 808.

Mas as empresas parecem não se preocupar muito com a bancarização: 55% dos entrevistados revelaram receber o pagamento em dinheiro, mesmo percentual da pesquisa de três anos atrás. Os pagamentos em depósito em conta corrente aumentaram ligeiramente, de 34% para 39%. As remunerações pagas em cheques caíram de 3% para 2% do total.

A pesquisa revela ainda uma maior preocupação com a falsificação das notas. A frequência de verificação da autenticidade do dinheiro passou de 51% para 61%. O principal instrumento analisado é a marca d”água (41%). Metade dos entrevistados disse que devolveria a nota falsa, caso recebesse, para a pessoa ou empresa que a passou; 15% disseram que jogariam fora; enquanto outros 10% tentariam passar o dinheiro para frente.

Valor Econômico

União vai intermediar negociações para encerrar greves nas obras do PAC

Correção do IR deixa 120 mil livres do Leão

Tabela é reajustada em 4,5% até 2014, beneficiando mais de 500 mil contribuintes

BRASÍLIA. A correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda (IR) este ano vai permitir que 120.606 contribuintes fiquem livres das garras do Leão. Cálculos feitos pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) a pedido do GLOBO mostram que esse é o total de pessoas físicas que cairão na faixa de isenção por causa do incentivo. Outros 516.690 contribuintes serão beneficiados por algum tipo de redução no IR, de acordo com o sindicato.

Mesmo assim, o benefício ainda está longe de tornar a tributação das pessoas físicas mais justa. O percentual de correção da tabela está bem abaixo dos ganhos salariais que 89% das categorias profissionais obtiveram no ano passado (acima dos 6,47% acumulados do INPC).

– Isso significa que quem teve ganhos salariais acima dos 4,5% acabou não sendo tão beneficiado com a correção da tabela. Só caiu de faixa, por exemplo, quem obteve reajuste abaixo dos 4,5% – explica o gerente de Estudos Técnicos do Sindifisco, Álvaro Luchiezi Jr.

Medida levará a renúncia fiscal de R$1,612 bilhão este ano

Segundo simulação feita pela entidade, um contribuinte que ganha R$3.500 por mês pagará R$281,88 de IR este ano. Com a correção da tabela, o valor cairá para R$259,13, o que representa uma queda de 8,07%. Já quem ganha R$10 mil terá de desembolsar R$2.057,22 por mês. Agora, esse valor passará para R$2.026,04 – queda de 1,52%.

Luchiezi ressaltou, no entanto, que existem distorções na estrutura tributária. Há casos, por exemplo, de contribuintes que constam da faixa de isenção, mas obtiveram rendas bastante superiores às declaradas porque são empresários que receberam rendimento a título de participação nos lucros de suas empresas.

– Esses rendimentos são isentos de tributação por lei. O contribuinte tem um rendimento elevado, mas está isento de tributação – explicou o gerente.

O governo publicou ontem no Diário Oficial da União a medida provisória (MP) que corrige a tabela do IR em 4,5% pelos próximos quatro anos. Segundo o subsecretário de Tributação da Receita Federal, Sandro Serpa, a medida resultará numa renúncia fiscal de R$1,612 bilhão somente em 2011. Já para os próximos anos, ela será maior: R$2,36 bilhões em 2012, R$2,58 bilhões em 2013 e R$2,82 bilhões em 2014.

Retenção maior até março será compensada na declaração anual

O subsecretário da Receita explicou que a MP começará a vigorar em abril de 2011. No entanto, os contribuintes que pagaram IR a mais nos três primeiros meses deste ano não serão prejudicados. Quem teve retenção do imposto na fonte maior entre janeiro e março será compensado na hora de entregar a declaração de ajuste anual do IR em 2012.

Serpa defendeu a medida e disse que, apesar de valer até 2014, ela não é uma indexação da economia:

– É uma correção com base numa negociação feita pelo governo com a sociedade. É um compromisso do governo com o Brasil.

O subsecretário disse que o percentual de correção da tabela foi definido com base na atual meta de inflação. No entanto, Serpa fez questão de destacar que a medida não indica que 4,5% serão o percentual da meta de inflação fixada para os próximos anos.

O governo vai compensar a renúncia fiscal com a tabela por meio de duas elevações de tributos. Foram publicados ontem um decreto que eleva de 2,38% para 6,38% a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre compras com cartão de crédito no exterior e outro que aumenta em 15% a carga tributária (considerando o Imposto sobre Produtos Industrializados e o PIS/Cofins) de bebidas frias, como cerveja, água e refrigerantes. No primeiro caso, a arrecadação esperada é de R$802 milhões. Já no segundo, o aumento de receitas será de R$948 milhões.

O Globo

União vai intermediar negociações para encerrar greves nas obras do PAC

Construção civil em alta leva Auxter a projetar expansão de 40% nas vendas

Impulsionada pelos investimentos em infraestrutura e pelo bom momento da construção civil, a Auxter está projetando um crescimento de 40% para este ano, depois de praticamente dobrar a receita em 2010. Com atuação apenas no Estado de São Paulo, a distribuidora de máquinas faturou R$ 216 milhões no ano passado e projeta receita de R$ 300 milhões para este ano. E o plano de negócios da companhia projeta R$ 600 milhões até 2015.

A venda de máquinas utilizadas nos canteiros de obra cresceu nos últimos anos e ignorou a crise financeira de 2008. No ano da quebra do Lehman Brothers, a Auxter faturou R$ 78 milhões. Em 2009, quando a crise se acentuou, a receita somou R$ 103 milhões.

Com crescimento tão acelerado, a companhia passou por uma reestruturação interna para acomodar os atuais negócios e abrir espaço para os novos. Foi criada este ano a Maxter, empresa que ficará responsável pela comercialização de máquinas usadas. A venda de novas ficará concentrada na Auxter. E foi criada ainda a Auxter Rental, para aluguel de equipamentos.

A criação da Maxter recupera um pouco da história do grupo, criado em 2002 para comprar e revender máquinas usadas. Os sócios Célio Neto Ribeiro e Agnaldo Schunck ganharam volume comprando lotes inteiros de máquinas usadas, algumas vezes ainda dentro dos canteiros de obras. A venda de novas começou em 2007, quando assumiram a representação da inglesa JCB em São Paulo. Em 2009 passaram a representar a americana Yale e este ano mais três fabricantes (a brasileira Ixon, a dinamarquesa Nilfisk e a alemã Sennebogen)

“Com a Maxter voltamos à compra dos lotes”, conta Ribeiro, diretor-geral. “Mas agora teremos uma estrutura melhor, com lojas especializadas em usados e melhor suporte aos clientes.”

Suporte é uma palavra chave nos negócios da Auxter. Ribeiro avalia que o pós-venda foi o grande diferencial da companhia no seu crescimento. Ele conta que a experiência com usados ajudou na hora de criar a estrutura de atendimento aos clientes de máquinas novas. Hoje são três filias em Araçatuba, Campinas e Ribeirão Preto. Mais quatro serão abertas este ano: Bauru, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Praia Grande.

“A primeira venda depende sim do vendedor. Mas a segunda é consequência do cliente ter ficado satisfeito com o equipamento e o atendimento pós-venda. Hoje temos R$ 4,5 milhões em peças em estoque.”

Ribeiro destaca que o desempenho do setor de máquinas tem uma relação direta com a oferta de crédito. Atualmente, 70% das vendas são para pequenos clientes que têm caixa limitado. A Auxter trabalha com sete bancos privados, mas o PSI (BNDES) foi o principal instrumento de crédito para o setor. Para se ter uma ideia da importância do financiamento, recentemente a JCB conseguiu atingir, para uma determinada máquina, a nacionalização mínima exigida pelo BNDES. No ano passado, foram vendidas 77 unidades dessa máquina. Com a possibilidade de utilizar o PSI, o potencial de vendas sobe para 200 unidades por ano.

Valor Econômico

União vai intermediar negociações para encerrar greves nas obras do PAC

Atual meta de inflação deve vigorar até 2014

A correção anual da tabela do Imposto de Renda da pessoa física em 4,5% entre 2011 e 2014, anunciada ontem, indica que o governo da presidente Dilma Rousseff manterá o centro da meta de inflação inalterado em 4,5% até 2014.

O reajuste das faixas de incidência do tributo, atrelado à variação esperada para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até o último ano do mandato da presidente, representa a segunda indexação à variação anual de preços em menos de quatro meses do novo governo. A primeira foi a vinculação do reajuste do salário mínimo ao crescimento do PIB e ao INPC. Cerca de 24 milhões de contribuintes pessoa física recolhem Imposto de Renda.

A alteração nas faixas de incidência do IR representará renúncia tributária de R$ 9,37 bilhões em quatro anos e será compensada com a elevação de 2,38% para 6,38% do IOF nas compras feitas no exterior com cartão de crédito, e com o reajuste de 15% na tabela de preços de bebidas, sobre os quais incidem PIS, Cofins e IPI. O aumento do IOF dos empréstimos externos de bancos e empresas para conter a expansão do endividamento do setor corporativo será anunciado após o término dos estudos técnicos.

O reajuste na tabela do IR, definido na Medida Provisória nº 528, vigorará a partir de abril, sendo que os valores retidos a mais entre janeiro e março serão compensadas na declaração de ajuste a ser feita em 2012. Com a correção de 4,5%, as bases de cálculo do tributo para este ano calendário passam a ser as seguintes: ganho mensal até R$ 1.566,61 será isento; entre R$ 1.566,62 e R$ 2.347,85, 7,5%, com parcela a deduzir de R$ 117,49; entre R$ 2.347,86 e R$ 3.130,51, a alíquota será de 15%, com parcela a ser descontada de R$ 293,58. Para ganhos de R$ 3,130,52 a R$ 3.911,63, a alíquota será de 22,5%, com parcela deduzível de R$ 528,37. Os rendimentos acima de R$ 3.911,63 terão alíquota de 27,5%, com dedução de R$ 723,95. A renúncia tributária este ano é de R$ 1,612 bilhão.

Em relação à sinalização dada pelo governo – a partir do reajuste da tabela do IR – de que o centro da meta para o IPCA será mantido em 4,5% até 2014, o subsecretário de Tributação e Contencioso da Receita Federal, Sandro Serpa, afirmou que não é atribuição do Fisco definir a meta de inflação. Ainda assim, indicou que o parâmetro para a variação de preços é relevante. “Veremos o comportamento da economia para os próximos quatro anos. O governo tem uma meta que se impõe”, disse.

Em junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reunirá para confirmar o centro da meta para o IPCA de 2012, já fixado em 4,5%, e indicar a meta para 2013.

A elevação de 2,38% para 6,38% no IOF para as compras no exterior com cartão de crédito é válida para as compras feitas a partir de ontem e liquidadas em 30 dias, e proporcionará acréscimo de receita de R$ 802 milhões este ano. Serpa disse que a medida tem três objetivos: gerar arrecadação adicional para compensar a perda tributária com a correção da tabela do IR, conter as despesas de brasileiros no exterior e auxiliar a política de depreciação do câmbio. Em 2010, os brasileiros gastaram US$ 10,166 bilhões no exterior em compras no cartão de crédito.

Em outra mudança tributária efetuada ontem, a Receita Federal publicou o Decreto nº 7.455, que determina que a tabela de preços de cerveja, refrigerante, isotônico, energético e água engarrafada, sobre a qual incidem PIS, Cofins e IPI, seja reajustada, em média, em 15% a contar do dia 4 de abril.

A cobrança da alíquota de 9,25% de PIS/Cofins para essas bebidas, e mais IPI médio de 10% para refrigerante e 15% para cerveja sobre preços maiores, resultará em arrecadação extra de R$ 948 milhões este ano. Parte desses recursos vai compensar a renúncia tributária decorrente da correção da tabela do IR. Em 2010, os fabricantes de bebidas recolheram R$ 5,2 bilhões. A Ambev, maior fabricante de bebidas do país, estima que, na média geral, o reajuste dos preços de referência para cobrança de impostos será de 14% para cervejas e de 20% para refrigerantes. Será feito repasse ao preço pago pelo consumidor, mas não qual será o percentual de aumento no preço final.