por master | 24/03/11 | Ultimas Notícias
O Brasil pôde dar respostas rápidas aos impactos da crise internacional de 2008 graças à combinação entre políticas econômicas e sociais, que permitiram uma recuperação do emprego e movimentaram o mercado interno. Contudo, o país mostrou deficiências a serem superadas, como uma melhora no sistema público de emprego e renda e um melhor controle do fluxo de capitais.
Essas são as conclusões de um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), intitulado Estudos sobre Crescimento com Equidade – Brasil: Uma Estratégia Inovadora Alavancada pela Renda, divulgado nesta terça-feira (22).
Uma das autoras do estudo, a pesquisadora Janine Berg, disse que o Brasil precisa fortalecer o sistema público de emprego, trabalho e renda, área que, segundo ela, não está recebendo recursos suficientes. Ela disse ainda que há exemplos, em países do Norte da Europa, para melhorar esse sistema e que podem ser adaptados para o Brasil.
“Em países do Norte da Europa, se uma pessoa recebe seguro-desemprego, ela tem que participar de um curso de formação profissional. Esse é um requisito para receber o seguro desemprego. Tem que ter contato com o Sine [Sistema de Emprego e Emprego] desse país para assegurar que haja uma intermediação de mão de obra que seja boa”, comentou.
Janine disse que esse tipo de ação poderia colaborar para que houvesse uma integração maior entre as políticas de emprego e renda. Outra questão que precisa ser melhorada, de acordo com o estudo, é o fluxo de capitais.
Segundo a pesquisadora, está entrando no Brasil muito capital estrangeiro para aproveitar as taxas de juros e isso pode deixar o país mais vulnerável em uma crise porque a tendência é esse capital sair rapidamente. Por outro lado, sugere o estudo, o Brasil precisa expandir o investimento global.
“O capital [para investimento] que está chegando para ajudar a construir um porto, ou uma autopista, é capital que nós queremos. Isso é bem distinto do capital que está chegando para aproveitar a taxa de juros, mas isso não significa que controlando um o outro não vai chegar. A chave seria controlar esse capital de curto prazo”, afirmou.
O relatório sobre o Brasil faz parte de uma série de estudos sobre o crescimento com equidade. Também foram avaliados a Alemanha e a Indonésia. (Fonte: Agênica Brasil)
por master | 24/03/11 | Notícias NCST/PR
O presidente da Contratuh, Moacyr Roberto Tesch Auersvald vai receber, nesta quinta-feira (24), a Medalha Ruth Cardoso.
Moacyr Roberto é o único sindicalista que será homenageado com a comenda em evento realizado pelo Conselho Estadual da Condição Feminina, Secretaria Estadual da Justiça e Defesa da Cidadania e Governo do Estado de São Paulo.
A iniciativa tem apoio da Secretaria Estadual da Cultura.
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por master | 24/03/11 | Mobilização

Nesta quarta-feira, 23, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel e Papelão de Telêmaco Borba promoveu grande protesto em frente à Klabin com grande adesão dos trabalhadores. O ato contou com apoio da NCST/Paraná e serviu para marcar a insatisfação dos trabalhadores com os desmandos da direção da empresa, que se nega a negociar com o sindicato e vem fazendo uma série de retaliações aos trabalhadores. Se a empresa não voltar a negociar a pauta de reivindicações, a qualquer momento poderá ser deflagrada uma greve.
De acordo com o presidente do Sindicato, Marcos Lago, a paralisação foi uma das maiores já ocorridas na história da empresa, com adesão total dos trabalhadores. “Aqueles que diziam ‘sim’, passaram a dizer ‘não’ aos desmandos da empresa. Estão todos de parabéns”, avalia.
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por master | 23/03/11 | Notícias NCST/PR

Centrais discutiram posição unificada para defesa do reajuste do piso regional no dia 21/03
Após longa negociação entre empresários, centrais sindicais e representantes do governo estadual durante reunião do Conselho Estadual do Trabalho na Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná (SETP) nesta terça-feira (22), ficou decidido que o salário mínimo regional do Paraná terá reajuste de 6,9% neste ano. Com isso, as faixas salariais, que hoje variam de R$ 663 a R$ 765, serão elavadas para valores entre R$ 708 e R$ 817. A variação é a mesma utilizada na correção do piso nacional.
Na avaliação do presidente da NCST/Paraná, Denilson Pestana da Costa, no final das contas a negociação terminou favorável aos trabalhadores. Para ele, o fato do Governo Federal reajustar o salário mínimo nacional contemplando apenas o INPC também dificultou a conquista de um aumento maior para o salário mínimo regional. “Os patrões estavam propondo 4,5% e avançamos. Também não podemos esquecer que o atual governo tinha uma postura contra o salário mínimo regional. Chegamos a um acordo que mantém a distância com o mínimo nacional, mantendo o nosso piso o maior do país”, diz Denilson.
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por master | 23/03/11 | Ultimas Notícias
O salário mínimo regional terá reajuste de 6,9%, mesma variação do piso nacional. O anúncio foi feito pelo Twitter, no início da noite desta terça-feira (22), pelo secretário estadual do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Luiz Claudio Romanelli. O percentual foi decidido em acordo tripartite, durante reunião do Conselho Estadual do Trabalho. Com o aumento, o piso regional vai variar de R$ 708,74 a R$ 817,78, dependendo do setor em que atua o trabalhador.
“As centrais sindicais e federações patronais demonstraram grande maturidade e responsabilidade. Agora negociaremos a política permanente”, relatou Romanelli no microblog. “O reajuste do piso era o meu maior desafio neste início do governo Beto Richa e chegar ao consenso foi ótimo”, tuitou. Agora o projeto de lei que estabelece a correção do piso paranaense será enviado pelo governador Beto Richa para a Assembleia Legislativa.
Logo após o anúncio via microblog, o secretário falou com O Estado e disse estar satisfeito com o acordo. “Inauguramos uma nova fase nas negociações entre governo, empresas e trabalhadores, trazendo a discussão para o âmbito do Conselho Estadual do Trabalho”, destacou. O percentual de 6,9% fica acima da inflação registrada em 2010, de 4,5%, e bem abaixo dos reclames das centrais sindicais, que pleiteavam 14,8%. Se aprovado pelos deputados, o reajuste passará a vigorar em 1º de maio e, segundo o secretário, servirá de base para os acordos coletivos de trabalho. “Com um reajuste viável para todos os agentes envolvidos fica mais fácil o cumprimento desse piso em todo o Estado”, argumentou.
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) classificou como positiva a definição em conjunto do índice de reajuste para o salário mínimo estadual em 2011, embora o percentual tenha ficado acima dos 4,5% propostos. Segundo o vice-presidente da Fiep, Sebastião Ferreira Martins Júnior, “para darmos um voto de confiança a este governo que se inicia, aceitamos o índice proposto de 6,9%, esperando que as negociações dos próximos anos possam trazer à política do piso regional do Paraná uma posição de equilíbrio”, acrescentou.
Segundo Martins Júnior, atualmente o setor produtivo do Estado não comporta um reajuste maior do piso salarial. “O Paraná não é a maior economia do Brasil, mas possui o mais alto salário mínimo regional. Esse alto valor impacta nas negociações salariais das categorias que possuem convenção coletiva e interfere na vinda de novos investimentos para o Estado”, disse. A Fiep defende que o índice seja definido anualmente em negociações tripartites.
Faixas salariais
São quatro faixas utilizadas para definir o piso de cada um dos grupos de ocupações. Se aprovado pela Assembleia, o novo salário mínimo será aplicado da seguinte forma:
Grupo I – Formado por trabalhadores na agricultura: R$ 708,74.
Grupo II – São enquadrados os antigos grupos 2, 3 e 4, trabalhadores em serviços administrativos, domésticos e gerais, vendedores e trabalhadores de reparação: R$ 736,00.
Grupo III – Trabalhadores na produção de bens e serviços industriais: R$ 763,26.
Grupo IV – Composto por técnicos de nível médio: R$ 817,78.
Fonte: O Estado do Paraná