por master | 03/03/11 | Ultimas Notícias
A empresa Frigol Comercial Ltda. foi condenada a pagar indenização por danos morais de R$ 10 mil a uma ex-empregada porque impunha a ela a obrigatoriedade de pedir autorização à chefia para ir ao banheiro. A condenação imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) foi mantida pela Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
Segundo informações da petição inicial, a trabalhadora iniciava sua jornada às 5h e podia ir ao banheiro às 7h. Depois, passou a entrar às 6h, podendo ir ao toalete às 8h30. Fora isso, somente em caso de emergência ou se houvesse alguém para lhe substituir. No último período, às 8h30, ela ia tomar café e participar da ginástica laboral, retornando às atividades às 9h, podendo ir ao banheiro às 11h. Em duas ocasiões, fora do horário previsto, pediu ao encarregado para ir ao toalete; porém, ele disse a ela que aguardasse um pouco até que encontrasse alguém para substituí-la, e saiu. No entanto, ele demorou a voltar e a ex-empregada, não suportando a demora, urinou nas calças, tornando-se motivo de chacota entre os outros empregados.
A sentença descartou o dano moral. Segundo o juiz sentenciante a caracterização do dano, nesse caso, somente se daria em caso de “violência psicológica extrema, permanente e prolongada”. Insatisfeita, a trabalhadora recorreu ao TRT, que reformou a decisão. Segundo o Regional, a necessidade de autorização da chefia para o uso do toalete, violou a privacidade e ofendeu a dignidade da funcionária, uma vez que a submeteu a constrangimento desnecessário.
Quanto ao valor fixado pelo dano moral, o TRT considerou vários elementos, entre os quais: capacidade econômica das partes, repercussão do dano, caráter didático, punição do ofensor, gravidade da lesão e proporcionalidade.
Inconformada, a empresa recorreu ao TST. O relator da matéria na Segunda Turma, ministro Guilherme Caputo Bastos, entendeu que a submissão do uso de banheiros à autorização prévia da chefia feriu o princípio da dignidade da pessoa humana (artigo 1º, III, da Constituição Federal), caracterizando-se como verdadeiro abuso no exercício do poder diretivo da Frigol (artigo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT).
O ministro acrescentou que submeter as necessidades fisiológicas de um empregado à autorização da chefia é muito constrangedor, sobretudo pelo fato de haver a possibilidade de uma negação ao pedido, o que forçaria o trabalhador a aguardar para o uso do sanitário no momento em que a empresa entendesse ser adequado.
Assim, não houve dúvidas de que o frigorífico excedeu os limites de seu direito, cometendo ato ilícito, por abuso de direito (artigo 187 do Código Civil), gerando o direito à indenização pelo dano moral sofrido.
A Segunda Turma, então, ao entender que a decisão do TRT estava em conformidade com a jurisprudência do TST, não conheceu do recurso da Frigol. (RR-1300-49.2008.5.15.0074)
(Luciano Eciene) TST
por master | 02/03/11 | Notícias NCST/PR

Na manhã desta terça-feira, 01, a comissão de negociações da Fetropar reuniu-se mais uma vez com os representantes da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para discutir a renovação da CCT dos trabalhadores rodoviários da indústria.
Sem acordo entre as partes durante a reunião, os representantes patronais ficaram de levar a proposta dos trabalhadores à diretoria e dar uma resposta até o fim do dia desta quarta-feira. “Queremos no mínimo 10% de reajuste nos pisos. Se eles não aceitarem, vamos convocar uma mesa redonda na SRTE”, diz o secretário de Negociações Coletivas e Jurídico da Fetropar, José Aparecido Faleiros.
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por master | 02/03/11 | Ultimas Notícias
A condenação de um líder sindical na Venezuela a mais de sete anos de prisão por sua participação em uma greve ameaça levar a uma radicalização na relação do governo Hugo Chávez com os sindicalistas. Outros líderes classificaram o colega de “preso político” e prometeram uma onda de paralisações no setor siderúrgico. O governo diz que a decisão do Judiciário é soberana e que os sindicatos exageram em suas exigências.
Rubén González, secretário-geral dos trabalhadores da CGV Ferrominera Orinoco, foi condenado a sete anos e meio de prisão por reunião ilegal, restrição ao direito ao trabalho, restrição ao tráfego em vias pública, instigação ao crime e violação de zonas de segurança nacional.
O sindicalista está preso desde setembro de 2009, quando liderou protestos na empresa, uma estatal que faz parte da Corporación Venezolana de Guayana (CVG). Durante os protestos, os trabalhadores impediram a saída de trens e conseguiram suspender a produção por dois dias.
Os trabalhadores pediam respeito a contratos coletivos e a aplicação de juros sobre passivos trabalhistas, além de reclamarem contra a falta de insumos básicos para manter a produção.
José Luís Alcocer, dirigente sindical da Siderúrgica del Orinoco (Sidor), disse que González é hoje um “preso político”.
O que está por trás disso, segundo Alcocer, é o modelo de estatização do governo Chávez, que promoveu favoritismo político, corrupção, má gestão e pouca manutenção de equipamentos. “Retrocedemos 40 anos no setor siderúrgico. E protestar contra isso tornou-se crime.”
A região de Guayana, no sul da Venezuela, é o berço da indústria de base que foi no passado uma das grandes forças econômicas do país. O setor siderúrgico entrou em um período de decadência nas últimas décadas, quando os investimentos tanto do setor privado quanto estatal se concentraram no setor de petróleo.
Os sindicalistas dizem que essa decadência se aprofundou com a onda de estatizações do governo Chávez. Um dos casos mais significativos é a Sidor, que já foi a maior siderúrgica da zona andina e do Caribe, com uma produção de 4,3 milhões de toneladas de aço em 2007. A produção caiu de 3,5 milhões em 2008 a 1,8 milhão de toneladas em 2010, segundo cifras da companhia. A Sidor foi estatizada por Chávez em 2008.
O governo Chávez afirma que melhorou a situação de milhares de trabalhadores, que antes estavam terceirizados e agora vivem um novo modelo produtivo. “São empresas a serviço do povo, um modelo produtivo que gera bem-estar para a sociedade”, disse o ministro das Indústrias Básicas, José Khan.
A crise energética que afetou a Venezuela em 2010 também é culpada por essa queda industrial. Por disposição oficial, estas empresas foram paralisadas parcialmente durante seis meses para aliviar a principal central hidrelétrica do país, que estava em situação crítica devido à seca.
Eleuterio Benítez, advogado do Sindicato Único dos Empregados Públicos da CVG (Sunep), afirmou que a condenação de González é uma violação dos direitos sindicais na Venezuela, inclusive aqueles protegidos por acordos internacionais dos quais o país é signatário.
Antes da condenação, o Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho (OIT) vinha pedindo a imediata soltura do sindicalista. A OIT dizia inclusive que ele deveria ter direito a uma indenização pelos dias em que ficou impedido de trabalhar.
Fonte: Valor Econômico
por master | 02/03/11 | Ultimas Notícias
Estatal e outras cinco sócias integram a Logum Logística
A Petrobras anunciou ontem a criação de uma empresa para construção, desenvolvimento e operação de um sistema logístico para transporte e armazenagem de etanol, envolvendo poliduto – que também poderá ser utilizado para diesel -, hidrovias, rodovias e cabotagem. De olho no crescimento das exportações do combustível, a estatal (20%), Copersucar (20%), Cosan (20%), Odebrecht (20%), Camargo Corrêa (10%) e Uniduto Logística (10%) se uniram para formar a Logum Logística, com capital social de R$100 milhões. Ao todo serão investidos R$6 bilhões em 1.300 quilômetros, que passarão por 45 municípios. Desse montante, 80% devem ser financiados pelo BNDES.
O poliduto terá capacidade instalada para transportar 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano quando estiver pronto, em janeiro de 2016. A previsão é que mais de dez mil empregos diretos e indiretos sejam gerados. O primeiro trecho, que liga Paulínia a Ribeirão Preto e custará R$900 milhões, entrará em operação em dezembro de 2012, com capacidade para 12 milhões de metros cúbicos. A Logum prevê capacidade de armazenagem de 838 mil metros cúbicos de etanol. A maior parte do sistema será construída utilizando áreas de passagem de dutos já existentes da Petrobras, facilitando a concessão de licenças ambientais.
A Petrobras também divulgou ontem que confirmou a existência de petróleo de boa qualidade no campo de Iara, na área do pré-sal da Bacia de Santos, após a completar a perfuração do poço exploratório 3-BRSA-891A-RJS. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a estatal diz que o poço confirmou o potencial estimado de entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris de petróleo em Iara.
Fonte: O Globo
por master | 02/03/11 | Ultimas Notícias
Os mais de 42 milhões trabalhadores brasileiros com carteira assinada começaram a ter, ontem, o equivalente a um dia de trabalho descontado de seus salários como contribuição sindical. O procedimento, que ocorre anualmente desde a aprovação da CLT, em 1943, será questionado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) a partir deste mês, numa campanha nacional em tevê, rádio e jornais que criticará o governo federal por não cumprir um acordo selado em agosto de 2008 com as centrais. De forma velada, a CUT ataca as outras cinco centrais sindicais, que dividem, com a CUT, um bolo estimado em quase R$ 100 milhões oriundo do imposto sindical.
Quando permitiu o repasse de 10% arrecadado com a contribuição para seis centrais, em 2008, o governo federal fechou também um acordo com as entidades que previa o fim do imposto sindical até o início de 2009 – a contribuição compulsória seria, então, substituída por uma contribuição negociada caso a caso, em assembleias promovidas pelos mais de 9,5 mil sindicatos do país. O compromisso foi assinado pelos presidentes das seis centrais – CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB – em agosto de 2008.
“Como pode o governo tirar, todos os anos, um dia de salário de todos os trabalhadores, sem que estes tenham concordado com isto, e depois repassar esse dinheiro às centrais sindicais?”, pergunta Artur Henrique, presidente da CUT. Ontem, a executiva nacional da entidade, aprovou a utilização de parte do imposto sindical recebido pela central para financiar a campanha de mídia, que vai questionar o governo federal e as centrais. “O repasse do imposto sindical às centrais iniciou uma guerra pelos sindicatos, porque quem tem mais sindicatos recebe uma parcela maior do dinheiro”, diz.
Estima-se que o repasse do imposto para as centrais, em 2010, tenha atingido R$ 100 milhões. CUT e Força são as que mais recebem – em 2009 embolsaram R$ 26,7 milhões e R$ 22,6 milhões, respectivamente. “Vamos comprar uma briga com as outras centrais, porque sem o imposto sindical só sobreviverão as entidades que fazem alguma coisa pelos trabalhadores, que aprovarão em assembleia uma nova contribuição”, diz Henrique.
Para João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, a proposta da CUT “racha a união das centrais”. “Para que trocar o certo pelo duvidoso?”, pergunta ele, em referência à troca defendida pela CUT.
Fonte: Valor Econômico