por master | 04/02/11 | Ultimas Notícias
O desemprego e a precariedade permanecem como flagelos mundiais, confirma a OIT que destaca como particularmente grave a situação nos países ditos desenvolvidos.
Segundo relatório “Tendências mundiais do emprego – 2011”, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho, o número de desempregados em 2010 permanece inalterado face a 2009, isto é, mais de 205 milhões de pessoas em todo o mundo continuam sem ocupação laboral, situação agravada pela crise iniciada há dois anos e meio.
Entre os jovens, a taxa de desemprego mundial situa-se nos 12,6 por cento, o dobro da taxa global, atingindo quase 78 milhões de indivíduos, mas a organização admite que este valor está longe de refletir a realidade.
Em 56 países, existiam no ano passado menos 1,7 milhões de jovens à procura de trabalho, o que indica que entre este estrato da população muitos já nem sequer se preocupam em fazer parte das estatísticas dos ativos à procura de ocupação.
A OIT nota igualmente que a taxa que mede a capacidade de gerar emprego desceu de 61,7 por cento em 2007 para 61,1 por cento em 2010, e que este indicador continuava a descer na imensa esmagadora maioria dos 64 países com dados disponíveis.
A situação é particularmente grave nos chamados países industrializados, nos quais vive metade dos 27,6 milhões de trabalhadores que perderam o emprego desde 2007.
Na União Europeia e nas chamadas nações desenvolvidas (Canadá, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Israel, Japão, Islândia, Noruega e Suíça), a taxa de desemprego cresceu para 8,8 por cento o ano passado.
Neste grupo de países, o desemprego subiu 55 por cento entre 2007 e 2010, isto apesar de neles viver menos de 15 por cento da população ativa mundial. Só na indústria foram dilapidados 9,5 milhões de postos de trabalho.
A OIT estima que em 2011 o desemprego mundial caia ligeiramente, mas prevê que, ainda assim, existam mais 15 milhões de desempregados nos países industrializados do que em 2007.
O estudo divulgado em Genebra garante também que, apesar da produtividade do trabalho ter aumentado, tal não se reflete nos salários. De igual modo, a crise agravou a precariedade, subsistindo, em 2010, mais de 530 milhões de trabalhadores nesse regime de instabilidade.
Fonte: Avante! – PCP
por master | 04/02/11 | Notícias NCST/PR
Desde o início do Governo Dilma, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem sido a trincheira avançada na luta contra o aumento real para o salário mínimo, a correção da tabela do imposto de renda, o fim do fator previdenciário e o reajuste para os aposentados. Assumindo posturas neoliberais e conservadoras, o ministro insiste em manter uma política econômica equivocada, com base no arrocho salarial e no aumento da taxa de juros, que contrariam as práticas econômicas do Governo Lula e que propiciaram crescimento econômico com a geração de mais de 15 milhões de empregos.
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por master | 04/02/11 | Ultimas Notícias
Dilma ficou furiosa com Eduardo Cunha, que foi para a imprensa reclamar de jogo sujo por parte de setores do PT “incrustados no governo”
BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff ficou furiosa com os movimentos de Eduardo Cunha, que foi para a imprensa reclamar de jogo sujo por parte de setores do PT “incrustados no governo” e fez ameaças veladas ao afirmar que “quem com ferro fere, com ferro será ferido”.
O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, atuou nos últimos dois dias como bombeiro para jogar água na crise. Certo de que o PMDB não sairia perdendo, o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves, apresentou uma lista de nomes para o comando de Furnas. Todos apadrinhados pela bancada do PMDB no Rio, coordenada por Cunha.
“Não aceito. Vou dizer de novo: não, não e não”, insistiu Dilma. Ela também reclamou da entrevista publicada pelo Estado na qual Cunha disse não ter nada contra mudanças em Furnas, desde que houvesse uma espécie de compensação. “O PMDB não vai ficar com Furnas? Tudo bem, vai dar Chesf, outra coisa. Acha que o presidente é feio? Troca. Acha que tem de ser um cara homossexual? Vamos conversar. Dentro de critério político aceitável. Sem sacanagem”, disse Cunha.
Dilma não admite disputas pela mídia nem ter a autoridade questionada. Resultado: já avisou a mais de um interlocutor que vai tirar todos os cargos sob controle de Cunha. Nem Michel Temer conseguiu a pacificação.
Não é só o PMDB, porém, que está desgostoso com a montagem do segundo escalão. O PC do B não aceita que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles comande a Autoridade Pública Olímpica. Dirigentes do partido reclamam que não foram sequer consultados e atribuem a escolha de Meirelles a Palocci. Agora, o PC do B reivindica assento na Secretaria da Juventude, abrigada na Secretaria-Geral da Presidência.
Na outra ponta, embora o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), esteja bem representado no Ministério, a bancada do PSB no Congresso se queixa de não ter emplacado nenhum nome. Uma base aliada insatisfeita pode dar dor de cabeça ao governo no Congresso. O primeiro teste será na votação do novo salário mínimo.
Fonte: O Estado de S. Paulo
por master | 04/02/11 | Ultimas Notícias
Em força-tarefa realizada na terça e quarta-feira, o Ministério Público do Trabalho detectou irregularidades na segurança dos trabalhadores dos portos do Paraná. Ontem, em audiência, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e os operadores Cargonave, Marcon, Martini Meat, Orion e Ogmo/Antonina participaram de uma audiência com o MPT para regularizar a situação. Eles assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Foram identificados problemas com a sinalização de trãnsito nas vias dentro do Porto de Paranaguá, falta de vigia em embarcações fundeadas e ausência de banheiros a menos de 200 metros do local de atuação dos trabalhadores. As irregularidades ferem a legislação trabalhista. “Agora, após o TAC, as empresas terão um prazo para se adequar. Quem descumprir o termo pode se tornar réu numa ação civil pública”, afirmou o procurador Rodrigo Lestrade Pedroso, do Ministério Público do Trabalho de Santos, em São Paulo. Durante uma força-tarefa, o MPT utiliza coordenadores de outros estados para despersonalizar o procurador do estado alvo da ação.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 04/02/11 | Ultimas Notícias
Contrariando lei federal, agências bancárias de Curitiba estão em funcionamento sem a presença de vigilantes, que continuam em greve. Mesmo impedindo a entrada de pessoas no interior dos bancos, gerentes e outros funcionários continuam cumprindo expediente e realizando atendimentos. A comunicação com os clientes é feita, principalmente, pela abertura do porta-objetos, ao lado da porta giratória.
Segundo o gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal em um bairro de Curitiba, são realizados pequenos serviços, como o desbloqueio de cartões. Ele chega a sair para o ambiente dos terminais eletrônicos para prestar atendimento, geralmente a clientes idosos. Dentro da agência, pelo menos três outros empregados trabalhavam durante a tarde de ontem. Segundo o gerente, não havia nenhum vigilante no local.
No mesmo bairro, uma agência do Itaú funcionava também sem vigilância. Os bancários trabalhavam próximos a uma parede de vidro, visivelmente frágil. Quando clientes acenavam chamando os gerentes, funcionários ouviam a solicitação, e, dependendo do caso, prestavam atendimento.
Exigências
De acordo com a Lei 7.102, o sistema de segurança dos estabelecimentos financeiros deve incluir vigilantes, além de permanência ininterrupta do profissional durante o expediente para o público e enquanto houver movimentação de bancários no interior da agência. Bancos que descumprem a norma estão sujeitos a advertência, multa e até interdição.
Procurada pela reportagem, a assessoria da Caixa confirmou, em nota, que orientou os funcionários a continuar trabalhando – sem mencionar o atendimento presencial ao público. “Os empregados foram orientados a permanecer nas agências, cumprindo sua jornada de trabalho, realizando serviços administrativos e atendimento ao cliente pelos canais não presenciais (telefone, internet)”, dizia a Caixa. O Itaú informou que atende às “condições legais”. A Federação Brasileira de Bancos alegou não ter feito recomendações sobre o fechamento de agências.
O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região protocolou na Polícia Federal um ofício pedindo que sejam feitas fiscalizações para impedir que funcionários continuem cumprindo expediente sem os vigilantes. “A ausência dos vigilantes deixa os bancos vulneráveis e precisamos prezar pela segurança dos clientes e dos bancários”, afirma o presidente o sindicato, Otávio Dias. Ontem, em uma nova negociação entre vigilantes e empresas, o sindicato patronal prometeu apresentar uma nova proposta aos vigilantes até as 14 horas de hoje.
Fonte: Gazeta do Povo