por master | 05/02/11 | Ultimas Notícias
Apenas os trabalhadores das regiões de Londrina e Pato Branco decidiram manter paralisação; Umuarama tem assembleia hoje
Depois da apresentação da nova proposta do patronal no fim da manhã de ontem, os vigilantes de Curitiba, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Cascavel aceitaram a negociação com a classe patronal; em algumas cidades, eles retomaram o trabalho ainda ontem. Em Londrina e Pato Branco, a greve continua por tempo indeterminado, e em Umuarama ocorre assembleia hoje.
A proposta dos patrões apresentada pela manhã oferecia 7% de aumento salarial, cerca de 12% de adicional de risco de vida e R$ 13 para o vale-refeição. O patronal ainda propôs pagamento à categoria pelos dias de paralisação e 60 dias de estabilidade no emprego. Membros do Sindicato dos Empregos de Empresas de Segurança e Vigilância do Paraná (Sindesv) aceitaram a proposta por unanimidade.
De acordo com o presidente do Sindesv na região de Maringá, José Maria da Silva, a proposta aceita representa um aumento de cerca de 12% nos rendimentos dos vigilantes. “Nós queríamos um reajuste de 14%, mas a proposta foi avaliada como boa e os vigilantes estão retornando aos bancos”, afirmou.
Em Maringá e Ponta Grossa, algumas agências bancárias voltaram a atender normalmente ainda durante a tarde de ontem. Já em Foz do Iguaçu, o atendimento será retomado na segunda-feira. “Em algumas agências que exigem a presença dos vigilantes durante o fim de semana, os seguranças retornam ao trabalho no sábado”, explicou Carlos Alberto Ramos, presidente do Sindesv de Foz.
Londrina
Em Londrina, os cerca de 800 vigilantes que aderiram à greve da categoria votaram contra a proposta dos patrões, mantendo a paralisação por tempo indeterminado. A oferta dos patrões não teria agradado os profissionais, que reivindicam aumento de ganho real de 5% para o salário-base de R$ 996, vale-refeição de R$ 330 e 15% de adicional de risco de vida.
Na cidade, os clientes já começaram a encontrar dificuldades para realizar saques nos terminais de autoatendimento. Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes do município, Orlando Luiz de Freitas, como todos os profissionais aderiram ao movimento, não é possível fazer o reabastecimento das máquinas.
Ele ainda informou que a situação poderá se agravar no fim de semana, quando muitas lotéricas e correspondentes bancários não atendem. “Algumas agências já registraram falta de dinheiro nos caixas eletrônicos. Como não houve nenhuma proposta [da classe patronal], vamos continuar parados”, disse.
Fim das férias frustradas
Espaços culturais reabrem ainda hoje
Com a decisão do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região de encerrar a greve, as agências bancárias só voltam a abrir na segunda-feira, mas espaços culturais da capital, como museus e a Biblioteca Pública, já retomam o atendimento normal ao público a partir de hoje.
Segundo a Secretaria de Estado da Cultura, seis locais que ficaram com as portas fechadas por falta de segurança reabrem hoje: os museus Oscar Niemeyer, Paranaense, Alfredo Andersen, de Arte Contemporânea, do Expedicionário e a Casa João Turin. Durante a greve, a Biblioteca Pública do Paraná estava fazendo apenas devolução e renovação de livros das 8h30 às 20 horas, além de fazer e renovar carteirinhas e agendar consulta ao acervo de microfilmes.
Fábio Pupo e Eloá Cruz, especial para a Gazeta do Povo
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 04/02/11 | Destaque
NCST/Paraná lança cartão especial em comemoração ao Dia do Aposentado – 24 de janeiro. No cartão, o presidente Denílson Pestana relembra as lutas da Nova Central em defesa dos interesses dos aposentados em 2010.
por master | 04/02/11 | Ultimas Notícias
Depois de uma reunião com sindicalistas para tratar do valor do salário mínimo em 2011, ministros do governo Dilma Rousseff indicaram nesta sexta-feira que manterão a proposta de R$ 545 para este ano, ainda que não fechem acordo com os trabalhadores e que tenham de levar a decisão final para embate no Congresso.
Os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Gilberto Carvalho (Secretária Geral da Presidência) chamaram de bravatas os comentários de sindicalistas, apontando um rompimento do governo Dilma com a política de reajuste do salário mínimo implantada pelo antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.
Os representantes dos trabalhadores querem um aumento para R$ 580 e prometem mobilizar sua base no Congresso para brigar pela implementação da cifra. “Não havendo acordo, vamos mandar do mesmo jeito para o Congresso”, disse Carvalho, após a reunião de dirigentes das principais centrais sindicais, ressaltando que deseja uma decisão rápida que não faça o tema se arrastar nos debates parlamentares.
Pouco antes, o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse ver “um início preocupante” no governo Dilma, por conta da discussão sobre o valor do salário mínimo este ano.
Arthur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores, ligada ao PT, evitou o tom belicoso, mas disse que os sindicalistas não vão ceder à proposta do governo.
Ao comentar as declarações dos sindicalistas, o ministro da Fazenda lembrou do acordo com os representantes dos trabalhadores e integrantes do governo Lula. “Eles querem uma exceção [no reajuste do salário mínimo] para 2011. Ou vale para todos os anos ou não vale”, disse Mantega.
O cálculo do salário mínimo leva em conta a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, corrigida pela inflação. Para 2011, o índice elevaria o valor a R$ 543, arredondados para R$ 545 por Dilma.
Para 2012, a expectativa do governo é a concessão de um aumento na faixa dos 10%, que teria impacto sobre a folha de pagamento dos funcionários públicos e dos aposentados.
Em reuniões nas próximas semanas, governo e sindicalistas voltarão a tratar do assunto, além de discutir aumentos para aposentados e pensionistas, e a correção da tabela do Imposto de Renda.
Fonte: UOL Notícias
por master | 04/02/11 | Ultimas Notícias
Após quase três horas de conversas, as centrais sindicais e o governo federal não chegaram a um acordo sobre o valor do salário mínimo. De acordo com o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva, “o governo propõe uma política de valorização do mínimo, mas não teve acordo sobre o valor do salário mínimo para este ano.”
O sindicalista disse que, sem consenso sobre o valor do mínimo deste ano, as negociações sobre os outros assuntos da pauta ficaram comprometidas. Segundo ele, as centrais não aceitam fechar nenhum acordo que não inclua aumento real para o salário mínimo de 2011 e para os aposentados, além da correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, disse que o encontro foi frustrante. Para ele, o governo apresentou “argumentos totalmente fora da realidade” para não aumentar o piso nacional acima dos R$ 545 já oferecidos.
Silva informou que as centrais e o governo devem se reunir novamente na semana que vem. Caso não haja acordo, os sindicalistas pretendem levar a discussão sobre o mínimo para o Congresso Nacional.
Além da CUT e da Força Sindical, participaram da reunião de hoje os representantes da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central. Pelo governo federal, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho; o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. A reunião ocorreu no escritório da Presidência da República em São Paulo. Dezenas de sindicalistas fizeram uma manifestação na entrada do prédio, na Avenida Paulista, por um salário mínimo maior.
Fonte: Agência Brasil
por master | 04/02/11 | Ultimas Notícias
O salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 2.194,76 para suprir as necessidades do trabalhador e sua família, de acordo com os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese). O valor estimado é 4,06 vezes maior do que o mínimo vigente, de R$ 540.
Para chegar nesse número, o Dieese levou em conta o maior custo apurado para a cesta básica em dezembro – o de São Paulo, de R$ 261,25 – e considerou o dispositivo constitucional que determina que o salário deveria ser suficiente para a manutenção do trabalhador e sua família, suprindo suas despesas com alimentação, moradia, vestuário, saúde, transporte, educação, higiene, lazer e previdência.
De qualquer forma, o trabalhador que recebe o salário mínimo oficial precisou cumprir 95 horas e 3 minutos de serviço para comprar os produtos básicos no primeiro mês de 2011, considerando-se a média de valores das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese.
(Paula Cleto | Valor)
Fonte: Valor Econômico