por master | 28/01/11 | Ultimas Notícias
Tradução de Max Altman
Os jornalistas tunisinos, silenciados e amordaçados sob o regime do presidente deposto Ben Ali, levam a cabo sua própria “Revolução do Jasmim” assenhoreando-se da linha editorial nas redações, sem, por enquanto, exigir a saída de sua direção.
Fenômeno sem precedente, comitês de redação são formados nos meios de comunicação do Estado, nos jornais privados considerados próximos do antigo regime e até naqueles do ex-partido no poder, a União Constitucional Democrática (RCD por sua sigla em francês), cuja dissolução as massas populares estão a exigir nas ruas. “Somos nós que vamos decidir doravante a linha editorial” declarou Faouzia Mezzi, jornalista de La Presse, um jornal prestigioso que, sob Ben Ali, havia sido submetido totalmente às ordens de sua camarilha. “Nós constituímos dois comitês de redação, um para o La Presse, em francês, e outro para o Essahafa, cotidiano do mesmo grupo, em árabe, explica a senhora Mezzi, acrescentando que o diretor-geral do grupo está confinado, no momento, ao papel daquele que “assina os cheques” a fim de garantir o andamento da empresa.
O primeiro sinal de mudança nos meios de comunicação surgiu na noite que se seguiu à fuga de Ben Ali, na sexta-feira, 14 de janeiro, com o desaparecimento da tela da televisão pública do logo “Tunis7” em referência ao 7 de novembro de 1987, data em que o ex-presidente tomou o poder. “Televisão nacional », proclama o novo logotipo, sobre um fundo vermelho e branco, as cores nacionais. O tom mudou completamente no canal público, que dá, a partir de agora, a palavra aos antigos opositores e às pessoas da rua, e, de resto, organizando extensos debates.
“Não se exerce hoje qualquer censura”, indica Karima, uma jornalista do serviço de informações da rádio pública RTCI, porém “nós filtramos as informações tentando comprovar os fatos. A equipe de direção está em seu posto mas ela nos deixa fazer o nosso serviço de jornalistas”. O mesmo ocorre com o grupo de mídia próximo do antigo poder, o Al-Anouar, que possuiu quatro títulos. “Os redatores-chefes desapareceram mas os jornalistas continuam a trabalhar”, informa Chokri Baccouche, redator-chefe adjunto de um dos títulos.
A tomada do poder aconteceu igualmente na Radio Mosaique FM que pertence a pessoas próximas de Ben Ali. “Decidimos tomar em nossas mãos a linha editorial da rádio para que ela possa transmitir a voz dos tunisinos sejam quais forem as suas opiniões e a que agrupamento pertençam” anunciaram num comunicado os novos dirigentes, os jornalistas e os empregados da estação radiofônica.
(Legenda: Manifestante segura faixa que pede a saída do RCD, partido do presidente deposto Zine al-Abidine Ben Ali, do novo governo interino, durante protestos nesta terça (18), em Túnis. Foto Zohra Bensemra / Reuters)
Fonte: Jornal Humanité
por master | 27/01/11 | Ultimas Notícias
Representantes das centrais sindicais Nova Central, CTB, UGT, Força Sindical e CGTB, que integram o Grupo de Trabalho instituído no âmbito do Ministério do Trabalho e Emprego, criado através da Portaria 2093, realizaram várias reuniões, seminários regionais e plenárias para debater propostas de diretrizes normativas para a negociação coletiva, o exercício do direito de greve, custeio, liberação de dirigentes sindicais e organização sindical no setor público.
Para democratizar os trabalhos, foram criadas três Câmaras Setoriais dos Servidores Municipais, Servidores Estaduais e Servidores Federais e realizados encontros nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
O objetivo do Grupo de Trabalho, segundo Lineu Neves Mazano, Coordenador da Bancada dos Trabalhadores e diretor da CSPB, é garantir a máxima transparência e assegurar que haja participação ampla e irrestrita das entidades sindicais dos servidores públicos. “As nossas propostas visam, acima de tudo, a regulamentação de direitos sindicais dos servidores públicos, garantidos pela Constituição de 1988, além das disposições da Convenção 151 da OIT, ratificada pelo Brasil e que assegura a prerrogativa de negociação coletiva no setor público, entre outros direitos”, afirmou.
Modelo de unicidade sindical
O GTE-MTE, através de longos e exaustivos debates, envolvendo dirigentes e militantes de sindicatos e de outras entidades de servidores públicos de todas as centrais sindicais, procurou definir o modelo de organização sindical pertinente à realidade dos da organização sindical brasileira no setor público.
Por falta de legislação específica, foram criados, nos últimos 23 anos, sindicados, federações e confederações em um modelo que difere da CLT, em muitos aspectos, até mesmo pelas características específicas do setor público. Mas, ainda assim, o pressuposto que prevalece tem sido o respeito à unicidade sindical, na forma e nas particularidades dos serviços públicos. Dessa forma, as diretrizes normativas esboçadas, construídas de forma coletiva e compartilhada, tiveram a preocupação de resguardar os princípios básicos da unicidade sindical, respeitando a realidade já existente e apontando para um modelo específico adequado ao setor público.
Em decorrência dessa orientação, a posição do GTE – MTE é no sentido de propor um modelo de organização sindical que, apoiado na unicidade sindical, seja integrado exclusivamente pelas entidades sindicais legalmente constituídas, com registro no Ministério do Trabalho e Emprego.
“Nesse caminho, afirma Lineu Mazano, podemos contribuir, de forma decisiva, para superar a imensa lacuna que resta a ser preenchida no ordenamento sindical brasileiro, garantindo aos servidores públicos direitos sindicais similares aos existentes no setor privado”.
Fonte: servidorespubliconsews.blogspot.com
por master | 27/01/11 | Ultimas Notícias
Uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira (02)
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores das Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) realizou reunião nesta quarta-feira com à Classe patronal. A assembléia aconteceu após os trabalhadores terem enviado uma pauta com diversas reivindicações na última sexta-feira (21). Segundo o Sindimoc, as empresas acharam muito alto o pedido de reajuste de 38%.
O vice-presidente do Sindimoc, Dino Cesar Moares Matos, relata à Banda B o resultado do encontro. “O clima da reunião foi ameno, o empresariado achou o reajuste de 38% muito caro e por isso não fizeram uma contra proposta. Nós estamos dispostos a negociar”, descreveu ele.
Ficou marcada uma nova reunião para a próxima quarta-feira (02), onde o empresariado deve apresentar uma contra proposta aos trabalhadores. Caso não haja acordo, o Sindimoc não descarta a possibilidade de entrar em greve.
Fonte: Banda B
por master | 27/01/11 | Ultimas Notícias
A taxa media de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país ao longo de 2010 ficou em 6,7%. O percentual é o menor desde 2003, primeiro ano completo da série histórica.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A série histórica teve início em março de 2002, o que impossibilita a comparação deste ano com os demais.
Até então, a menor taxa de desemprego havia sido registrada em 2008 (7,9%). A crise financeira de 2009, porém, colocou fim à sequencia de queda que vinha sendo registrada nos últimos anos.
Índice
O índice de desemprego do IBGE mede apenas o desemprego aberto, ou seja, quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceu nenhum tipo de trabalho -remunerado ou não- nos últimos sete dias.
Quem não procurou emprego ou fez algum bico na semana anterior à pesquisa não conta como desempregado para o IBGE.
A pesquisa abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Fonte: UOL
por master | 27/01/11 | Ultimas Notícias
Oano de 2010 será histórico para a maioria das categorias de trabalhadores brasileiros. Além do menor nível de desemprego desde 2002, de 5,7% em novembro, os trabalhadores conseguiram engordar seus vencimentos com aumentos reais médios, já descontada a inflação, de 3,5% – mais que o dobro do ganho de 1,5% conquistado em 2009. Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, “97% de todas as categorias conseguiram aumentos reais significativos” no ano passado. O avanço dos salários já está aparecendo nos índices de inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), uma prévia do índice que orienta o sistema de metas de inflação do governo, foi de 0,76% em janeiro. Em dezembro, ficara em 0,69% e, em 12 meses, acumula 6,04%, informou o IBGE. Pressionado pelos reajustes já esperados de 1,77% nos ônibus urbanos e de 1,21% na alimentação, o índice trouxe um dado que surpreendeu analistas: a alta de 0,88% nos serviços.
– Nos índices anteriores de dezembro e novembro, essa taxa ficara em 0,49%. A inflação dos serviços praticamente dobrou e ficou acima do IPCA médio. Em janeiro do ano passado, esses índices andavam juntos – afirmou o professor da PUC Luiz Roberto Cunha.
Segundo o economista, o aumento dos salários pressiona os preços de duas formas. A primeira influência vem da alta dos custos da produção com mão de obra, principalmente no setor de serviços no qual a folha de pagamento tem o maior peso. A segunda pressão se dá pelo aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores, que faz o preço subir diante da expansão da demanda. Novamente, os serviços são os mais procurados quando a renda das famílias cresce.
E os reajustes acima da inflação vão continuar este ano. Os eletricitários, categoria que tem dissídio em maio, vão reivindicar o dobro do aumento real conquistado em 2010.
– No mínimo, vamos reivindicar 2% acima da inflação – afirmou Magno dos Santos Filho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Energia Elétrica do Rio de Janeiro.
Expansão menor do país deve frear ganho este ano
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 2010 foi o ano com a maior média de ganhos reais para as categorias formais de trabalhadores desde 1995. Porém, diante da perspectiva de expansão menor da economia e do ajuste fiscal, o cenário para 2011 desenha-se menos favorável à evolução da renda.
– A projeção de crescimento menor reflete nas negociações. Do ponto de vista do ganho real, a tendência se mantém, porque o mercado vai continuar crescendo. Só vai ser difícil chegar ao mesmo patamar de reajuste do ano passado – explica o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre.
No primeiro semestre de 2010, 97% dos acordos repuseram a inflação, o maior percentual registrado pelo Dieese. Entre julho e dezembro, espera-se que chegue perto de 100%.
Na avaliação do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, mesmo que os reajustes salariais nos próximos anos não sejam tão expressivos de um modo geral, o crescimento da renda poderá ser puxado de “forma individual”.
– As empresas terão interesse em manter trabalhadores que atendam suas demandas. O cenário aponta para reajustes individualizados para quem tiver mais qualificação.
Nas categorias que tiveram ganhos reais expressivos, as opiniões dos dirigentes sindicais se dividem quanto às expectativas para 2011. Os petroleiros, que conseguiram aumentos entre 8% e 9,36%, com ganhos reais de 3,5% a 4,5% (de acordo com a faixa salarial), estão otimistas.
– Nesses 12 anos que negociamos com a Petrobras, esse foi o maior índice. Há cinco refinarias sendo construídas. Não apostamos que um crescimento menor vá afetar o setor – diz o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio Moraes.
Os 60 mil metalúrgicos de São Paulo, ligados à Força Sindical, e do ABC, filiados à CUT, comemoram os maiores ganhos reais – de 9% e 10,8%, respectivamente. Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, está preocupado com alta das importações, que reduzem a competitividade da indústria e as medidas do governo para conter o crédito.
– O reajuste será do tamanho do desempenho do setor, mas a expansão da economia vem sendo puxada pelo aumento do mínimo e dos acordos salariais acima da inflação. É importante continuar assim.
O metalúrgico Evaristo José da Silva, de São Paulo, concorda. Ele pertence à categoria que teve o segundo maior aumento real em 2010: 3,6% (alta nominal de 9%). Silva, que trabalha há 20 anos na Metalúrgica Schioppa, diz que há muito tempo a categoria não recebia um reajuste assim.
– Com a diferença no salário dá para pensar em um fogão novo, móveis novos ou até em um carro – comemora.
Para Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical, a boa situação econômica deixa o trabalhador mais confiante.
– Com isso, temos mais mobilização. E em 2011 está mais fácil de negociar.
Fonte: O Globo