por master | 20/12/10 | Ultimas Notícias
Luiz Inácio Lula da Silva chegou lá: aos 65 anos, sairá do Palácio do Planalto no dia 1º como o mais bem avaliado ocupante daquela cadeira entre todos os eleitos pelo voto direto pós-ditadura. Está com 83% de aprovação popular.
O Datafolha apurou a popularidade de Lula em uma pesquisa realizada de 17 a 19 do mês passado, em todo o país, com 11.281 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Para 13% dos brasileiros, Lula faz um governo regular. Apenas 4% classificam a administração federal do PT como ruim ou péssima. A magnitude da aprovação de Lula torna-se mais impactante se comparada com as dos antecessores.
Fernando Collor deixou o cargo em 1992, após um processo de impeachment, com meros 9% de aprovação.
Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil por oito anos. Debelou a inflação, criou o real e estabilizou a economia. Ainda assim, deixou o Planalto com 26% de aprovação –57 pontos percentuais abaixo de Lula.
Uma curiosidade: o presidente classificado em segundo lugar como o mais popular ao sair do cargo depois do retorno das eleições diretas foi Itamar Franco. Só que ele não foi eleito. Herdou a cadeira de Collor, em 1992, pois era o vice. Ao passar o cargo a FHC, em 1995, Itamar era aprovado por 41%.
O Datafolha também quis saber se as pessoas acham que o Brasil está melhor, igual ou pior depois de oito anos sob Lula. O resultado é quase idêntico à popularidade do petista: 84% acham que o país está melhor.
Já com FHC ocorreu uma assimetria. Embora 35% dissessem em 2002 que o Brasil estava melhor depois de oito anos administrado pelo tucano, só 26% o aprovavam.
Outro presidente civil do período pós-ditadura foi José Sarney. Eleito de forma indireta, ele governou o país de 1985 a 1990, mas o Datafolha não fez pesquisas nacionais naquele período.
MENSALÃO
O pior momento de Lula nos oito anos se deu em dezembro de 2005. Sofria os efeitos do mensalão –um esquema no qual congressistas recebiam dinheiro em troca de apoio ao governo.
Na época, segundo o Datafolha, só 28% achavam o governo Lula bom ou ótimo.
A taxa de ruim ou péssimo era de 29%, e 41% classificavam a gestão como regular. Em 2006, Lula se recuperou. Foi reeleito presidente. Manteve certa estabilidade até 2007. De 2008 em diante veio a arrancada, batendo vários recordes de aprovação.
A crise econômica mundial de 2009 foi só um soluço na popularidade de Lula. Sua taxa recuou cinco pontos no primeiro trimestre daquele ano, de 70% para 65%. Mas o petista entrou em 2010 já com 73%. Expandiu esse percentual até os atuais 83%.
PIOR E MELHOR
Numa lista montada de maneira espontânea na pesquisa Datafolha sobre o que não vai bem no governo Lula, 23% apontaram o sistema de saúde. A segurança pública vem em segundo lugar, com 19%. Depois, educação, com 7%, e corrupção, 6%.
As áreas nas quais saiu-se melhor foram o combate à fome e à miséria (19%) e a condução da economia (13%).
O presidente petista vai bem no Brasil inteiro, mas há um descompasso entre as avaliações feitas por pobres e ricos. Ou entre Nordeste versus Sul e Sudeste.
Lula é aprovado por 67% dos ricos. Entre os pobres, a taxa vai a 84%. No Nordeste, 88% acham o governo Lula ótimo ou bom. No Sul, 77%. No Sudeste, 79%.
Essas mesmas diferenças, numa gradação um pouco diferente, surgiram nas urnas neste ano –quando Lula usou toda sua popularidade para ajudar eleger Dilma Rousseff como sucessora.
Fonte: Folha de S. Paulo
por master | 20/12/10 | Ultimas Notícias
A contagem dos prazos processuais no Tribunal Superior do Trabalho está suspensa no período de 20 de dezembro de 2010 a 1º de fevereiro de 2011, em função do recesso forense (art. 62, I, Lei 5010/66) e férias dos ministros (Art. 66, § 1º, da LC n° 35/79).
Durante o recesso, o TST funcionará em regime de plantão, das 14h às 18h, com atendimento específico para as causas urgentes, como mandados de segurança, medidas cautelares, reclamações correicionais, “habeas corpus”, dissídio coletivo de greve em atividade essencial e, eventualmente, pedidos de efeito suspensivo.
O presidente do TST, ministro Milton de Moura França, permanecerá em seu gabinete durante o período de recesso.
(Ribamar Teixeira – TST)
por master | 19/12/10 | Ultimas Notícias
O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, falou com exclusividade ao Opera Mundi nesta segunda-feira (06/12). Assange não escondeu a irritação com o congelamento de sua conta bancária na Suíça, por estar registrada em um endereço local, apesar de ele não morar mais no país europeu e com outras ações tomadas contra a organização desde o lançamento de documentos sigilosos de embaixadas dos Estados Unidos.
Efe (28/10/2010)
Assange: observar a reação dos EUA é tão importante quanto ver o material que publicamos
Ele se preparava para se apresentar à polícia britânica, o que aconteceu na manhã de hoje (07/12) em Londres. Assange é acusado de crimes sexuais na Suécia. A acusação não é clara, mas inclui a prática de sexo desprotegido com duas mulheres, na mesma época em dava uma palestra em Estocolmo. Desde o dia 18 de novembro, a justiça sueca expediu mandado de prisão com o objetivo de interrogá-lo por “suspeitas razoáveis de estupro, agressão sexual e coerção”. O fundador do Wikileaks deve ser ouvido ainda hoje num tribunal de Westminster, na região central de Londres, onde será decidido se ele será extraditado à Suécia.
Nesse momento, quais acusações pesam sobre você?
São muitas as acusações. A mais séria é que eu e o nosso pessoal praticamos espionagem contra os EUA. Isso é falso. Também a famosa alegação de “estupro” na Suécia. Ela é falsa e vai acabar se extinguindo quando os fatos reais vierem à tona, mas até lá está sendo usada para atacar nossa reputação.
Sobre essa acusação de espionagem, há algum processo judicial correndo?
Não. É uma investigação formal envolvendo os diretores do FBI, da CIA e o advogado-geral norte-americano. A Austrália, meu país, também está conduzindo uma investigação do mesmo tipo – em que se junta todo o governo – e ao mesmo tempo estão asssessorando os EUA. Uma da fontes alegadas para essa investigação, Bradley Manning [militar acusado de ser a fonte do Wikileaks], está preso em confinamento solitário em uma cela na prisão no estado da Virginia, nos EUA. Ele pode pegar até 52 anos de prisão se for condenado por todas as acusações, que incluem espionagem.
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Qual a diferença entre o que faz o Wikileaks e espionagem?
O Wikileaks recebe material de “whistle-blowers” (pessoas que denunciam algo errado nas organizações onde trabalham) e jornalistas e os entrega ao público. Nos acusar de espionagem quer dizer que nós teriamos que trabalhar ativamente para adquirir o material e o repassar a um estrangeiro.
No caso da Suécia, o que as mulheres alegam?
Elas dizem que houve sexo consensual. O caso chegou a ser arquivado por 12 horas quando a procuradora-geral em Estocolmo, Eva Finne, leu os depoimentos. Depois foi reaberto, após uma articulação política. Todo esse caso é bastante perturbador. Agora, eles acabaram de congelar minha conta em um banco na Suíça, nosso fundo para pagar minha defesa.
Com base em quê?
Eles estão alegando que eu os coloco em risco. Mas não têm nada que sugira isso, e de qualquer forma isso é falso.
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E qual é a sua opinião sobre o congelamento de transferêcias de dinheiro pela empresa PayPal, e o fato de que a Amazon retirou o site do ar? Como você vê essas ações?
É fascinante ver os tentáculos da elite norte-americana corrupta. De certo modo, observar essa reação é tão importante quanto ver o material que publicamos. A Paypal e a Amazon congelaram nossas contas por razões políticas. Com o Paypal, 70 mil euros foram congelados. Com o nosso fundo de defesa, cerca de 31 mil euros.
O que eles alegam?
Eles dizem que estamos fazendo “atividades ilegais”, o que é, claro, uma inverdade. Mas estão ecoando as acusações de Hillary Clinton [secretária de Estado norte-americana] sobre como publicamos documentos que podem causar transtornos aos EUA. Mesmo assim, o líder do comitê de segurança nacional no Senado disse com muito orgulho que ele havia ligado para a Amazon e exigido o fechamento no site.
O que o Wikileaks está fazendo para se defender do congelamento das doações?
Nós perdemos 100 mil euros somente nesta semana como resultado do congelamento dos pagamentos. Temos outras contas em bancos – na Islândia e Suécia, por exemplo, que o público pode usar. Estão em um site. Também aceitamos cartões de crédito.
O que mais o Wikileaks está fazendo para se defender?
Nós estamos contando com a diversidade e o apoio de boas pessoas. Temos mais de 350 sites pelo mundo que reproduzem nosso conteúdo. Precisamos disso mais do que nunca.
*Natália Viana é jornalista e colaboradora do Opera Mundi
por master | 19/12/10 | Ultimas Notícias
A relação de trabalho entre médicos, convênios e instituições hospitalares preocupa a Associação Paranaense de Instituições Hospitalares (APHI). A questão veio à tona na última semana, quando a APHI afirmou que é preciso, urgentemente, buscar um entendimento com a Justiça do Trabalho. A razão envolve relatos enviados à associação informando que fiscais do trabalho têm visitado as instituições. Segundo a APHI, os fiscais estão verificando documentos, entrevistando médicos e, muitas vezes, autuando as instituições.
De acordo com Marcial Ribeiro, membro da APHI, o maior problema está na maneira com que os médicos trabalham, forma que a Justiça do Trabalho, segundo ele, não entende. “Essa medida é legal na teoria, mas no ponto de vista prático está equivocada. Os hospitais deveriam contratar médicos ao invés de terceirizar. O problema, no entanto, é que ninguém que trabalha em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por exemplo, vai concordar em receber menos. O médico não tem interesse em ser contratado pelo hospital, pois nos convênios eles conseguem trabalhar em vários lugares”, explica. Para a APHI, caso os médicos cumpram a legislação trabalhista em sua integridade o sistema ficará inviabilizado. “Isso poderá gerar dificuldades de funcionamento em diversos hospitais do Paraná”, ressalta. “Vamos marcar também uma reunião com a Promotoria de Justiça”, ressalta Ribeiro.
Fonte: O Estado do Paraná
por master | 19/12/10 | Ultimas Notícias
Cerca de 109 mil passageiros deverão deixar a cidade nessa semana para os festejos de Natal. O maior movimento será entre amanhã e sexta-feira (24), com a saída de 3,3 mil ônibus da Rodoferroviária de Curitiba.
Os principais destinos dos passageiros são o interior do Paraná (42%) e Santa Catarina (20%), seguidos do litoral paranaense (18%), da capital paulista e de cidades do Estado de São Paulo (12%).
A previsão é de que na segunda e na terça-feira, 500 ônibus partam em cada dia da rodoviária, transportando 15 mil passageiros. Na quarta-feira, 600 ônibus sairão da rodoviária, com 19 mil pessoas; na quinta-feira, 900, com 31 mil passageiros, e na sexta-feira 800 veículos, com 29 mil viajantes.
Estatística
De 20 a 24 de dezembro de 2009, a movimentação na Rodoferroviária de Curitiba foi de 3.158 ônibus, transportando 107.507 passageiros.
O movimento normal diário na Rodoferroviária é de cerca de 14 mil passageiros, com a saída de 450 ônibus. O terminal é administrado pela Urbs Urbanização de Curitiba S/A.
Fonte: O Estado do Paraná