por master | 21/12/10 | Ultimas Notícias
Brasília (DF), 21/12/2010 – Proposta de jornada de seis horas construída pelo procurador Cristiano Paixão do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal foi aceita pelos rodoviários e pela Fiança Serviços Gerais Ltda.. Depois de 20 dias de paralisação, os motoristas, que transportam diariamente quase três mil empregados da Fiança, voltaram hoje para suas rotas.
Além da redução de jornada, com pagamento das horas extras trabalhadas, o acordo concede reajuste salarial de 10%, que será pago retroativamente ao mês de agosto, aumento do valor da cesta básica a partir de janeiro de 2011 e garantia de assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho. A diminuição da carga horária por si só cria outros 19 postos de trabalho.
Luiz Cláudio Galvão diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Passageiros Urbanos, Interestaduais, Especiais, Escolares, Turismo e de Carga do Distrito Federal (Sittrater-DF), que participou das negociações, elogiou atuação do procurador Cristiano Paixão, responsável pela mediação. “O Ministério Público do Trabalho é um excelente parceiro, tem nos ajudado muito. A jornada de seis horas foi uma grande vitória para os rodoviários do DF, pois melhora a qualidade de vida dos trabalhadores. A maioria deles acordam três horas da manhã para exercerem seu ofício”, ressalta o diretor.
Fonte: Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal
por master | 21/12/10 | Ultimas Notícias
O Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (15), o projeto de lei (PLS 23/03), do senador Paulo Paim (PT-RS), que concede um dia de licença por ano, sem prejuízo à remuneração, para que o trabalhador possa tratar de assuntos particulares ou participar de atividade escolar dos dependentes matriculados no ensino fundamental ou médio.
Para isso, o cidadão regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) tem que requerer a folga com pelo menos 30 dias de antecedência.
No caso de ausência para participar de atividades escolares de filhos ou dependentes, o projeto abre brecha para que o período de tempo seja aumentado por acordo ou convenção coletiva de trabalho.
A matéria foi votada em turno suplementar pela Comissão de Assuntos Sociais e segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.
Fonte: Diap
por master | 21/12/10 | Ultimas Notícias
Os funcionários do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba ainda não receberam a 2º parcela do 13º salário, que por lei, deve ser paga até no máximo dia 20 de dezembro, sob pena de multa. Segundo ouvintes que entraram em contato coma reportagem da rádio Banda B, o problema é enfrentado todos os anos e atinge vários setores da instituição.
De acordo com informações repassadas por um funcionário do hospital, identificado apenas como Cláudio, desde que ingressou no hospital, há cerca de cinco anos, o episódio se repete. “Nós trabalhamos o ano inteiro e contamos com esse dinheiro extra. Chega dezembro e a direção diz está cheia de dívidas e não pode pagar”, afirma. Cláudio ressalta ainda que os funcionários foram comunicados de que o pagamento será efetuado até o dia 30, fato que indignou os servidores.
Os repórteres da rádio Banda B fizeram contato com a direção do Hospital, que divulgou uma nota de esclarecimento afirmando que o atraso no pagamento ocorre em decorrência de um litígio entre a instituição e o Ministério da Saúde. Confira a nota na íntegra:
“A administração do Hospital Evangélico Universitário de Curitiba – HUEC esclarece que um dos motivos do lamentável atraso ao pagamento da 2º parcela do 13º salário, se deve ao fato de que o HUEC possui um crédito junto ao Ministério da Saúde desde outubro do corrente ano, sem repasse até o momento. São recursos suficientes para pagamento da parcela bem como dos demais compromissos. Neste momento a direção está empenhada na busca de alternativas para conseguir recursos e cumprir com suas obrigações, pois sabe das necessidades de seus funcionários. É sabido que os hospitais filantrópicos passam por dificuldades, principalmente neste período do ano, mas o Hospital Evangélico fará o possível para resolver a questão o quanto antes. É uma situação que desagrada a todos.”
Fonte: Banda B
por master | 21/12/10 | Ultimas Notícias
Empresa tenta se adaptar ao acirramento da concorrência no mercado, que tem reduzido as margens de lucro. Cerca de 10% do quadro de funcionários foi dispensado, segundo sindicato
A Positivo Informática iniciou o processo de demissões na fábrica, localizada na Cidade Industrial de Curitiba. A empresa começou ontem as rescisões de contratos, que devem contemplar, ao todo, entre 500 e 600 funcionários – o equivalente a cerca de 10% do seu quadro de empregados, segundo informações do Seletroar, que representa os trabalhadores das indústrias de aparelhos elétricos, eletrônicos e similares.
A empresa já havia anunciado a necessidade de fazer “ajustes” para se adaptar ao cenário de maior concorrência de mercado. As demissões ocorrem em meio a um quadro de queda acentuada de lucratividade e dos preços de mercado das ações da companhia.
A forte concorrência de preços praticada por concorrentes, a alta de insumos e o aumento dos custos das vendas, principalmente em áreas como assistência técnica e garantias, derrubaram o lucro da empresa no terceiro trimestre, que recuou 74%, para R$ 15,3 milhões. O fraco resultado tem impactado no desempenho das ações da companhia.
A Positivo Informática fez parte das homologações na agência Nossa Recursos Humanos, na Marechal Floriano Peixoto, e outra parte no próprio Seletroar. O sindicato, porém, não soube informar quantos dos demitidos eram temporários, contratados para trabalhar durante o pico de produção para o Natal, que ocorre entre setembro e novembro.
De acordo com a assessoria de imprensa do Seletroar, foi negociado um pacote de benefícios aos demitidos, além das verbas rescisórias normais. Entre elas o pagamento de R$ 250 referentes à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), R$ 120 em cesta básica e o pagamento de metas de premiação por desempenho. Na semana passada foram realizadas três reuniões entre representantes da empresa e do sindicato para negociar as demissões.
O clima entre os ex-funcionários era de desolação e de preocupação em relação à possibilidade de novas demissões. “A produção de fato estava caindo muito. Havia dias em que ficávamos sem fazer nada”, relata uma ex-funcionária, que trabalhou na empresa durante um ano e quatro meses. Segundo ela, o ambiente de trabalho era tenso nos últimos dias. “Há quem diga que os cortes podem chegar a 50% dos funcionários”, diz ela.
Dificuldades
Nos bastidores, comenta-se que dois fatores estariam pesando na decisão da empresa: o fim de alguns contratos de fornecimento de equipamentos para o governo e a dificuldade em vender seus produtos na Casas Bahia, depois da fusão com Ponto Frio/Pão de Açúcar. O fortalecimento do grupo de varejo teria tornado as negociações mais complicadas para a Positivo, que já vem enfrentando forte concorrência de preços com Acer e HP.
A Positivo preferiu não conceder entrevista. Por meio de sua assessoria de imprensa informou apenas “que o processo de reestruturação e de demissões por conta da sazonalidade foi concluído”.
A fabricante de computadores também vem mexendo na área de gestão da empresa. Somente na área de marketing foram demitidas sete pessoas, de um total de 30 que trabalhavam no departamento. Apesar disso, a empresa deve voltar a contratar. Nessa área, foram reabertas cinco vagas. Ontem, as ações da Positivo fecharam o pregão com recuo de 2%. No ano, os papéis da empresa acumulam queda de 54,74%.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 20/12/10 | Ultimas Notícias
Luiz Inácio Lula da Silva chegou lá: aos 65 anos, sairá do Palácio do Planalto no dia 1º como o mais bem avaliado ocupante daquela cadeira entre todos os eleitos pelo voto direto pós-ditadura. Está com 83% de aprovação popular.
O Datafolha apurou a popularidade de Lula em uma pesquisa realizada de 17 a 19 do mês passado, em todo o país, com 11.281 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Para 13% dos brasileiros, Lula faz um governo regular. Apenas 4% classificam a administração federal do PT como ruim ou péssima. A magnitude da aprovação de Lula torna-se mais impactante se comparada com as dos antecessores.
Fernando Collor deixou o cargo em 1992, após um processo de impeachment, com meros 9% de aprovação.
Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil por oito anos. Debelou a inflação, criou o real e estabilizou a economia. Ainda assim, deixou o Planalto com 26% de aprovação –57 pontos percentuais abaixo de Lula.
Uma curiosidade: o presidente classificado em segundo lugar como o mais popular ao sair do cargo depois do retorno das eleições diretas foi Itamar Franco. Só que ele não foi eleito. Herdou a cadeira de Collor, em 1992, pois era o vice. Ao passar o cargo a FHC, em 1995, Itamar era aprovado por 41%.
O Datafolha também quis saber se as pessoas acham que o Brasil está melhor, igual ou pior depois de oito anos sob Lula. O resultado é quase idêntico à popularidade do petista: 84% acham que o país está melhor.
Já com FHC ocorreu uma assimetria. Embora 35% dissessem em 2002 que o Brasil estava melhor depois de oito anos administrado pelo tucano, só 26% o aprovavam.
Outro presidente civil do período pós-ditadura foi José Sarney. Eleito de forma indireta, ele governou o país de 1985 a 1990, mas o Datafolha não fez pesquisas nacionais naquele período.
MENSALÃO
O pior momento de Lula nos oito anos se deu em dezembro de 2005. Sofria os efeitos do mensalão –um esquema no qual congressistas recebiam dinheiro em troca de apoio ao governo.
Na época, segundo o Datafolha, só 28% achavam o governo Lula bom ou ótimo.
A taxa de ruim ou péssimo era de 29%, e 41% classificavam a gestão como regular. Em 2006, Lula se recuperou. Foi reeleito presidente. Manteve certa estabilidade até 2007. De 2008 em diante veio a arrancada, batendo vários recordes de aprovação.
A crise econômica mundial de 2009 foi só um soluço na popularidade de Lula. Sua taxa recuou cinco pontos no primeiro trimestre daquele ano, de 70% para 65%. Mas o petista entrou em 2010 já com 73%. Expandiu esse percentual até os atuais 83%.
PIOR E MELHOR
Numa lista montada de maneira espontânea na pesquisa Datafolha sobre o que não vai bem no governo Lula, 23% apontaram o sistema de saúde. A segurança pública vem em segundo lugar, com 19%. Depois, educação, com 7%, e corrupção, 6%.
As áreas nas quais saiu-se melhor foram o combate à fome e à miséria (19%) e a condução da economia (13%).
O presidente petista vai bem no Brasil inteiro, mas há um descompasso entre as avaliações feitas por pobres e ricos. Ou entre Nordeste versus Sul e Sudeste.
Lula é aprovado por 67% dos ricos. Entre os pobres, a taxa vai a 84%. No Nordeste, 88% acham o governo Lula ótimo ou bom. No Sul, 77%. No Sudeste, 79%.
Essas mesmas diferenças, numa gradação um pouco diferente, surgiram nas urnas neste ano –quando Lula usou toda sua popularidade para ajudar eleger Dilma Rousseff como sucessora.
Fonte: Folha de S. Paulo