por master | 07/10/10 | Ultimas Notícias
As centrais sindicais, federações e sindicatos realizarão, nesta quinta-feira (7), em São Paulo, uma grande manifestação pelo Dia Mundial pelo Trabalho Decente.
Organizado pela Força Sindical, CGTB, CTB, CUT, Nova Central e UGT, o ato terá início às 10 horas no Teatro Municipal, região central da capital paulista, e seguirá em passeata pelas avenidas Ipiranga e São Luís até a Rua Martins Fontes, sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/SP).
Na Superintendência, os sindicalistas entregarão um documento unitário das Centrais em defesa da criação de mais empregos, aumento real de salário, redução da jornada de trabalho e igualdade de oportunidades.
CGTB
“Vamos organizar nossos Sindicatos, nossas delegações e fazer uma grande manifestação para avançar ainda mais nas conquistas dos trabalhadores”.
E segue: “Temos que exigir o fim da precarização, garantir mais postos de trabalho e a valorização permanente do salário mínimo”, explica Paulo Sabóia, presidente da CGTB/Regional São Paulo.
por master | 07/10/10 | Ultimas Notícias
O PT e os partidos aliados, além de governadores, senadores e deputados reeleitos reuniram-se em Brasília, nesta segunda-feira (4), e discutiram como será a atuação nos estados até 31 de outubro, data do segundo turno das eleições. A reunião mostrou a força política de Dilma e animou os participantes a recomeçar com fôlego redobrado a campanha presidencial.
Muitas avaliações foram apresentadas para explicar o bom desempenho da candidata do partido verde, Marina Silva, que acabou levando a eleição para o segundo turno.
Para o líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro, reeleito por Pernambuco, a comparação entre o governo tucano e o de Lula deve ser aprofundada. “Se eles não tiraram FHC do armário nós vamos abrir a porta do armário. Temos que ir para o confronto entre os dois governos”, defendeu.
Aliados no PV
Ferro disse que integrantes do PV e do PSol já o procuraram para conversar, após o resultados das urnas. Ele defende a aproximação com o PV e acredita que o PT “fará pontes” utilizando seus deputados e senadores.
De acordo com Fernando Ferro, Gilberto Gil, que ocupou a pasta da Cultura nos dois mandatos do governo Lula, e o deputado Zequinha Sarney, lideranças do PV com bom diálogo com o PT, devem ser procurados para essa aproximação. Além disso, o PT buscará diálogos com segmentos da sociedade ligados ao PV e à questão ambiental.
“Marina poderá manter a neutralidade por conveniência política, mas isso não impede o PT de buscar esses diálogos”, disse Ferro. “Se observarmos as propostas de Marina, vamos perceber que está muito mais próxima do PT que do PSDB”, avaliou.
Já outros aliados acreditam que a boa votação de Marina não deveu-se a preocupações ambientais dos eleitores. “Este tema não é prioridade na cabeça do eleitor que optou por Marina, e sim a proposta de ‘um novo jeito de governar’ que a candidata defendeu durante a campanha”, diz um observador da cena política aliado de Dilma e que pediu para não ser identificado.
O governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), defendeu a aproximação dos petistas com os “eleitores apaixonados por Marina” e jogou charme para a candidatado PV. “Marina é maior do que o PV. O PV que me desculpe, mas ela é uma liderança maior. Temos que olhar os eleitores que se apaixonaram por Marina e os que se apaixonaram por Dilma”, afirmou o governador baiano, antes da reunião com o comando da campanha, em Brasília.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), mostrou-se bastante confiante na vitória de Dilma. “Vamos ganhar no segundo turno e daqui (da reunião) sai a estratégia da vitória”, afirmou, antes de entrar para a reunião.
O governador eleito, Eduardo Campos, no entanto, preferiu ser mais cauteloso. “Veio um recado das urnas. Temos que ouvir, ter humildade e fazer um bom segundo turno. O lado bom disso é que os dois candidatos terão mais tempo para discutirem as propostas, e acho que foi isso que levou a população a forçar um segundo turno”, afirmou.
Dilma destaca proximidades com Marina
Durante a primeira entrevista coletiva após a realização do primeiro turno das eleições, a candidata petista Dilma Rousseff reconheceu que a votação de Marina foi o principal fator que provocou o segundo turno. Dilma disse que ligou para a candidata do PV para parabenizá-la pela disputa e campanha qualificada. “Marina faturou e tirou (votos) do meu adversário”, afirmou.
Sobre o apoio de Marina nesta nova fase da campanha, Dilma afirmou que existem mais proximidades do que diferenças entre as duas, mas que a decisão é de “foro íntimo” da candidata verde e ainda não pediu apoio a ela. “Nao acho adequado especular sobre o que alguém vai fazer. Hoje liguei para cumprimenta-lá. Em um segundo momento vamos conversar”, afirmou Dilma.
A decisão oficial do PV sobre o apoio só será conhecida após uma convenção partidária que deve ser realizada em 15 dias, no máximo. O estatuto da legenda prevê a possibilidade de que aqueles que forem minoria na convenção se manifestem de maneira contrária ao que foi decidido, respeitando a posição majoritária, não sofrendo nenhum tipo de sanção por conta dessa postura.
Isso deixa aberta a possibilidade de que o posicionamento adotado por Marina seja diferente daquela tomado pela maioria. “Eu prefiro fazer uma manifestação partidária”, afirmou ela, em referência à postura de Fernando Gabeira (PV), que declarou nesta quinta apoio à candidatura de José Serra. Marina disse que a decisão de Gabeira é uma postura individual do deputado.
Marta: Serra foi rejeitado como opção
A reunião de governadores e parlamentares da base em Brasília mostra a força política da candidatura de Dilma. Todos acreditam que os votos de Marina Silva tendem a migrar para a petista. A senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP) disse que o importante é que o eleitor votou em Marina e não no candidato tucano José Serra.
“Foram muitas coisas que se somaram para ter segundo turno. Mas as pessoas não resolveram votar no Serra. O voto foi para Marina, que é uma pessoa ética e do bem. Então isso não comprometia. E, agora, esse voto vai para Dilma”, disse Marta Suplicy.
O senador eleito Roberto Requião (PMDB-PR) disse que é amigo de Marina Silva, e, se necessário, irá procurá-la para conversar sobre segundo turno. Na mesma linha, o senador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), disse que os mais de 40% dos votos de Marina no DF vão para Dilma.
“Quase a totalidade dos votos de Marina no DF vão para Dilma, podem ficar certos”, afirmou.
Lula e Dilma convocaram pessoalmente a reunião
Foram o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata Dilma Rousseff que dispararam telefonemas convocando governadores eleitos, presidentes de partidos e senadores para a reunião.
Eles planejam a formação de uma frente de atuação nos estados para o segundo turno. O objetivo é iniciar imediatamente uma ofensiva e reverter a tendência de queda nas intenções de voto observada nos últimos dias da disputa do primeiro turno.
O governador reeleito do Rio de Janeiro , Sérgio Cabral (PMDB), esteve na reunião e comentou que a população deu um recado claro nas urnas com a votação de Dilma e Marina.
“A Dilma foi beneficiada por essa parceria (com o PMDB), ela foi líder no Rio. O recado das urnas é claro, o Brasil quer uma mulher para presidente. No Rio, as duas mulheres ficaram na frente, somam 65% dos votos para mulheres. É hora de eleger uma mulher”, afirmou.
Também estiveram na reunião com a candidata do PT o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e os senadores eleitos Eduardo Braga (PMDB-AM), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Renan Calheiros (PMDB-AL), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Delcídio Amaral (PT-MS), entre outros.
por master | 07/10/10 | Ultimas Notícias
O sistema de eleições proporcionais do Brasil nem sempre coloca como eleitos os candidatos mais votados para deputado estadual e federal. E todos os anos os concorrentes que obtiveram muitos votos, mas não conseguiram o mandato, chiam e pedem mudanças no sistema eleitoral. Neste ano, no Paraná, não foi diferente. Já há derrotados falando na necessidade de reforma política para eliminar esse problema.
“Esse é um dos pontos que pode ser discutido numa reforma política”, afirma o deputado estadual Luiz Nishimori (PSDB), que tentou uma vaga na Câmara dos Deputados neste ano. Nishimori, que fez mais de 70 mil votos, ficou entre os 30 mais votados para deputado federal no Paraná. O estado tem 30 vagas na Câmara, mas ele ficou de fora. O último a entrar foi Leopoldo Meyer (PSB), que fez 38 mil votos.
A polêmica surge porque as vagas, no sistema brasileiro, são decididas de acordo com o número de votos de cada partido ou coligação. Portanto, às vezes uma coligação com muitos votos consegue incluir como eleito um candidato pouco votado.
Na Assembleia Legislativa do Paraná, acontece a mesma coisa. Neste ano, por exemplo, o candidato menos votado a entrar foi o secretário estadual do Meio Ambiente no governo de Roberto Requião, Rasca Rodrigues. Candidato pelo PV, ele fez 18,8 mil votos. Houve, porém, candidatos com mais de 40 mil votos que ficaram de fora. Isso porque o PV teve muitos votos de legenda, o que acabou facilitando a vida de seus dois deputados eleitos.
“Eu sempre me pronunciei a favor do voto distrital misto”, afirma o deputado estadual Elton Welter (PT), derrotado na campanha para a reeleição com 41 mil votos. O candidato admite, porém, que no caso do PT paranaense, o mais importante foi a decisão do próprio partido de se coligar com outras legendas fortes, como PDT e PMDB. “Se fôssemos sozinhos, teríamos feito de oito a dez deputados. Com a coligação, ficamos com seis”, diz. “Eu, por exemplo, tinha sido eleito com 27 mil votos em 2006. Agora, fiz quase 42 mil e fiquei fora.”
A expectativa de quem fica nesta situação acaba sendo ocupar uma suplência com a saída de um titular. É o caso do deputado federal Luiz Carlos Setim (DEM), que não conseguiu a reeleição e ficou na primeira suplência. Setim também cogita a possibilidade de uma mudança para o voto distrital misto, que elegeria deputados por distritos fixos, comparando votos de cada candidato com o de seus concorrentes, além de eleger outra parte dos deputados pelo partido.
Para o professor de Ciência Política Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná, a reclamação dos deputados não procede. Primeiro, porque todos conhecem a regra do jogo antes de se candidatar. Depois, porque o voto proporcional, apesar de ser criticado, tem suas vantagens. “É o melhor jeito de evitar uma relação muito personalista entre eleitor e eleito. O político tem de trabalhar para fortalecer o partido, não só a sua candidatura”, afirma.
De fora
por master | 06/10/10 | Ultimas Notícias
Brasília – A estratégia traçada pelo comando da campanha de Dilma Rousseff (PT) para recuperar os votos perdidos após a polêmica sobre o aborto prevê um discurso de “valorização da vida” por parte da candidata do PT à Presidência. O novo tom aparecerá já na reestreia do programa de tevê de Dilma, na sexta-feira, como um antídoto contra a perda de votos no segmento do eleitorado religioso.
“Eu considero muito importante afirmar que o meu projeto, que foca nas pessoas marginalizadas, é a favor da vida”, afirmou ontem Dilma, que reafirmou ainda ser de família católica. “Eu sou e sempre fui a favor da vida. Se não fosse assim, não tinha colocado a minha vida em risco em determinado momento”, emendou, numa referência à luta travada por ela contra a ditadura militar.
Desde a última semana de campanha, no primeiro turno, a candidata do PT tem reiterado que é contra a legalização do aborto, na tentativa de estancar a sangria de votos entre cristãos. No último dia 29, ela se reuniu, em Brasília, com líderes católicos e evangélicos. O presidente Lula chegou a gravar um comercial dizendo que Dilma estava sendo vítima de boatos infundados, vindos do “submundo da política”.
Mas a avaliação da campanha da petista é de que isso foi insuficiente. Agora, a estratégia consiste em tratar o assunto pelo lado da família.
“Nós não vamos ficar reféns de uma falsa polêmica, levantada de maneira pouco ética por nossos adversários e disseminada de forma insidiosa”, disse o secretário-geral do PT, José Eduardo Martins Cardozo (SP), um dos coordenadores da campanha.
Em várias reuniões ao longo dos dois últimos dias, com Lula e Dilma, governadores da base aliada também foram incumbidos de procurar os bispos e padres para reverter a onda contrária a Dilma na Igreja Católica.
por master | 06/10/10 | Ultimas Notícias
Com alto índice de renovação, o Senado que sai das urnas apresentará crescimento das bancadas do PMDB e PT, mas também consolidação do perfil mais moderado de seus representantes. A bancada do PT pula de 8 para 14 senadores e terá agora integrantes de perfil técnico e com atuação política forte nos bastidores.
Na prática, os eleitores deram um recado claro no último domingo. Desejavam mudar a cara do Senado, marcada por escândalos nos últimos anos, com gastos irregulares e secretos. Além disso, o excesso da presença de suplentes como titulares também desgastou a imagem da Casa e fez os eleitores darem 33 das 54 vagas em jogo para candidatos que nunca haviam ocupado uma cadeira no Senado.
Essa mudança de perfil fica clara na análise da nova bancada do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se nas legislaturas passadas os parlamentares petistas tinham como principal marca a combatividade na atuação dentro do plenário, especialmente quando o partido era oposição ao governo federal, agora, depois de quase oito anos de administração de Lula, elegeram-se senadores com maior poder de articulação.
É o caso da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, do ex-governador do Acre Jorge Viana e do ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PE). A eleição de Costa garante sua reabilitação política junto ao eleitorado, depois de ter deixado o ministério por conta da repercussão política do chamado escândalo dos Sanguessugas, envolvendo compras superfaturadas de ambulâncias.
No bloco técnico, o PT passa contar com José Pimentel (CE), que deixou o Ministério da Previdência Social para ganhar uma vaga de senador, e com a paranaense Gleisi Hoffmann, casada com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Além disso, o ex-deputado baiano Walter Pinheiro chega ao Senado com a credencial de especialização nas áreas de telefonia, comunicação e agências reguladoras.
Governistas
Nos outros partidos governistas, o tom moderado também se acentuou. O PTB conseguiu eleger o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro, que foi o senador mais votado em Pernambuco. No Distrito Federal, o PSB elegeu o líder da bancada de deputados, Rodrigo Rollemberg, para um posto no Senado. Durante os últimos dois anos, Rollemberg foi um dos principais articuladores da base governista nas votações da Câmara.
Ciro Nogueira (PP-PI) também chega ao Senado depois de passar vários mandatos ocupando cargos na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Muito próximo do governo federal, recebeu apoio decisivo para sua campanha diretamente do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
A ampliação da bancada do PMDB de 17 para 19 senadores também agrega parlamentares com estilo mais de negociação. Nessa bancada de articuladores aparece o ex-ministro da Previdência Social e ex-líder da bancada do PMDB na Câmara, Eunício Oliveira, candidato mais votado no Ceará. Além dele, o ex-governador do Amazonas Eduardo Braga é outro que estreia no Senado, reconhecido por sua capacidade de negociação com o governo federal na captação de investimentos para seu Estado.