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Indefinição sobre “Ficha Limpa” pode alterar composição do Senado

Indefinição sobre “Ficha Limpa” pode alterar composição do Senado

A indefinição da Justiça sobre a validade da chamada Lei da Ficha Limpa nestas eleições impediu a divulgação dos votos dados a pelo menos três candidatos com chances de assumirem o cargo de senador. João Capiberibe, no Amapá, Jáder Barbalho, no Pará, e Cássio Cunha Lima, na Paraíba. Jáder Barbalho e João Capiberibe tiveram o registro negado pelo TSE, mas ainda podem reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal. Cássio Cunha Lima teve a candidatura barrada pelo Tribunal Regional da Paraíba, mas espera o julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral. Já o ex-governador Ivo Cassol, eleito senador pelo estado de Rondônia, teve o registro negado pelo Tribunal Regional, mas garantiu sua candidatura no TSE em uma liminar, que é decisão provisória e ainda será analisada pelo plenário do Tribunal. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral disse que a corte vai fazer um esforço concentrado para julgar todos os recursos sobre as candidaturas negadas antes do segundo turno das eleições ou, no máximo, até a diplomação dos políticos eleitos, em 17 de dezembro. (Ricardo) Nós vamos reiniciar os nosso0s trabalhos a partir da terça-feira e se necessário faremos sessões extraordinárias às quartas-feiras e até nas sextas-feiras, se preciso. Nós acreditamos que antes do segundo turno e certamente antes da diplomação, certamente no TSE estas questões todas estarão resolvidas. (Cardim) O consultor legislativo do Senado, Gilberto Guerzoni, explicou que a decisão da Justiça pode alterar a composição da Casa. (Guerzoni) Temos o Senado mas com algumas indefinições ainda. Há três candidaturas que permanecem sub-judice, são candidatos que disputaram a eleição sob recurso, e que tiveram uma votação maior que os candidatos eleitos até o momento. O resultado da decisão sobre o ficha limpa pode ainda alterar a decisão do Senado. (Cardim) A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a chamada Lei da Ficha Limpa foi suspensa após o empate de 5 votos a 5 no julgamento sobre o caso Joaquim Roriz. O processo foi arquivado, mas o impasse sobre a validade da lei deve ser definido após a indicação do presidente da República para o 11º ministro do STF.

Indefinição sobre “Ficha Limpa” pode alterar composição do Senado

Horário eleitoral de segundo turno deve começar ainda nesta semana

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, informou na tarde desta segunda-feira (4), em entrevista à imprensa, que a proclamação do resultado final das eleições pode ocorrer nesta terça (5) ou quarta (6). Dois dias depois, começará o horário eleitoral no rádio e na televisão para o segundo turno das eleições.

A proclamação estava dependendo, nesta segunda (4), apenas dos resultados de três urnas do Acre. Uma delas deve ser levada do interior para Rio Branco, a capital, de helicóptero, nesta terça (5). A apuração dessas urnas mudará o resultado numérico das eleições, mas não a classificação dos candidatos.

O horário eleitoral será diferente neste segundo turno. Cada um dos candidatos à Presidência terá direito a 20 minutos, diariamente, no rádio e na televisão. Nos estados onde houver segundo turno para governador, cada candidato também terá 20 minutos. No rádio, o horário eleitoral começará às 7h e às 12h. Na televisão, às 13h e às 20h30.

Fora isso, cada candidato à Presidência e a governador terá direito a fazer inserções no rádio e na TV de 15 a 60 segundos, somando 30 minutos por dia.

Na entrevista à imprensa, o ministro Ricardo Lewandowski disse que o percentual de abstenção nas eleições deste domingo, que chegou a 18,12%, não foi muito diferente do ocorrido em 2002, que ficou em 17,74%. Para ele, essa “oscilação mínima” pode ter ocorrido pela exigência de dois documentos dos eleitores e pelas fortes chuvas que caíram em áreas do Centro-Oeste.

Indefinição sobre “Ficha Limpa” pode alterar composição do Senado

PR elege Gleisi e Requião para o Senado

A candidatra Gleisi foi eleita senadora às 19h quando haviam sido apuradas 93,41% das seções e com 29% dos votos válidos.

Os candidatos Gleisi (PT) e Requião (PMDB) foram eleitos para o Senado pelo estado do Paraná.

A candidatra Gleisi foi eleita senadora às 19h quando haviam sido apuradas 93,41% das seções e com 29% dos votos válidos.

Requião (PMDB) foi eleito às 19h27, quando 97,82% das seções haviam sido apuradas, com 24,7% dos votos válidos.

Indefinição sobre “Ficha Limpa” pode alterar composição do Senado

Eleições 2010: veja como fica composição do Senado a partir de 2011

Dos senadores que faziam oposição ostensiva ao presidente Lula Inácio Lula da Silva e que tentarem a reeleição, apenas os senadores José Agripino (DEM-RN) e Demóstenes Torres (DEM-GO) foram reeleitos; e mesmo assim porque fizeram uma campanha sem agressões a Lula.

 

Nomes de peso foram derrotados para eleição do Senado. Em Pernambuco, o veterano Marco Maciel (DEM) ficou de fora. No Amazonas, o tucano Artur Virgílio perdeu a vaga para Vanessa Grazziotin (PCdoB). No Ceará, Tasso Jereissati (PSDB) ficou em terceiro.

No Piauí, Mão Santa (PSC) obteve apenas 14,16% dos votos, ficando em terceiro lugar. Heráclito Fortes (DEM) ficou em quarto lugar, com 13,84%. Na Paraíba, Efraim Morais (DEM) ficou em terceiro lugar, com 28,17% dos votos válidos.

Foram eleitos 35 novos senadores (64,81%); 19 foram reeleitos. 27 têm mandato até 2015.

Veja abaixo a tabela por estado, com os nomes dos novos e reeleitos, e ainda uma por partido:

Nova composição do Senado Federal para 2011

ESTADO

NOME

PARTIDO

SITUAÇÃO

ACRE

JORGE VIANA

PT

NOVO – ATÉ 2019

ACRE

SERGIO PETECÃO

PMN

NOVO – ATÉ 2019

ACRE

ANIBAL DINIZ

PT

ATUAL – ATÉ 2015

ALAGOAS

FERNANDO COLLOR

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

ALAGOAS

BENEDITO DE LIRA

PP

NOVO – ATÉ 2019

 ALAGOAS

RENAN CALHEIROS

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

AMAPÁ

RANDOLFE

PSol

NOVO – ATÉ 2019

AMAPÁ

JOSÉ SARNEY

PMDB

ATUAL – ATÉ 2015

AMAPÁ

GILVAM BORGES

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

 AMAZONAS

ALFREDO NASCIMENTO

PR

ATUAL – ATÉ 2015

AMAZONAS

EDUARDO BRAGA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

 AMAZONAS

VANESSA GRAZIOTIN

PCdoB

NOVO – ATÉ 2019

BAHIA

WALTER PINHEIRO

PT

NOVO – ATÉ 2019

BAHIA

LÍDICE DA MATA

PSB

NOVO – ATÉ 2019

BAHIA

JOÃO DURVAL

PDT

ATUAL – ATÉ 2015

CEARÁ

INÁCIO ARRUDA

PCdoB

ATUAL – ATÉ 2015

CEARÁ

EUNICIO OLIVEIRA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

CEARÁ

JOSÉ PIMENTEL

PT

NOVO – ATÉ 2019

DISTRITO FEDERAL

RODRIGO ROLLEMBERG

PSB

NOVO – ATÉ 2019

DISTRITO FEDERAL

CRISTOVAM BUARQUE

PDT

REELEITO – ATÉ 2019

DISTRITO FEDERAL

GIM ARGELLO

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

ESPIRITO SANTO

RICARDO FERRAÇO

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

ESPIRITO SANTO

MAGNO MALTA

PR

REELEITO – ATÉ 2019

ESPIRITO SANTO

ANA RITA ESGÁRIO

PT

ATUAL – ATÉ 2015

GOIÁS

DEMÓSTONES TORRES

DEM

REELEITO – ATÉ 2019

GOIÁS

LÚCIA VÂNCIA

PSDB

REELEITO – ATÉ 2019

GOIÁS

MARCONI PERILLO

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

MARANHÃO

EDISON LOBÃO

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

MARANHÃO

EPITÁFIO CAFETEIRA

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

MARANHÃO

JOÃO ALBERTO

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

MATO GROSSO

BLAIRO MAGGI

PR

NOVO – ATÉ 2019

MATO GROSSO

JAYME CAMPOS

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

MATO GROSSO

PEDRO TAQUES

PDT

NOVO – ATÉ 2019

MATO GROSSO DO SUL

DECIDIO AMARAL

PT

REELEITO – ATÉ 2019

MATO GROSSO DO SUL

MARISA SERRANO

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

MATO GROSSO DO SUL

WALDEMIR MOKA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

MINAS GERAIS

AÉCIO NEVES

PSDB

NOVO – ATÉ 2019

MINAS GERAIS

ELISEU RESENDE

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

MINAS GERAIS

ITAMAR FRANCO

PPS

NOVO – ATÉ 2019

PARÁ

FLEXA RIBEIRO

PSDB

REELEITO – ATÉ 2019

PARÁ

MARINOR BRITO

PSol

NOVO – ATÉ 2019

PARÁ

MÁRIO COUTO

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

PARAÍBA

CÍCERO LUCENA

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

PARAÍBA

VITAL DO RÊGO FILHO

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

PARAÍBA

WILSON SANTIAGO

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

PARANÁ

ALVARO DIAS

PSDB

ATUAL – ATÉ 2015

PARANÁ

GLEISI HOFFMAN

PT

NOVO – ATÉ 2019

PARANÁ

ROBERTO REQUIÃO

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

PERNAMBUCO

JARBAS VASCONCELOS

PMDB

ATUAL – ATÉ 2015

PERNAMBUCO

ARMANDO MONTEIRO

PTB

NOVO – ATÉ 2019

PERNAMBUCO

HUMBERTO COSTA

PT

NOVO – ATÉ 2019

PIAUÍ

WELLIGTON DIAS

PT

NOVO – ATÉ 2019

PIAUÍ

JOÃO VICENTE CLAUDINO

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

PIAUÍ

CIRO NOGUEIRA

PP

NOVO – ATÉ 2019

RIO DE JANEIRO

FRANCISCO DORNELLES

PP

ATUAL – ATÉ 2015

RIO DE JANEIRO

LINDBERG

PT

NOVO – ATÉ 2019

RIO DE JANEIRO

MARCELO CRIVELLA

PRB

REELEITO – ATÉ 2019

RIO GRANDE DO NORTE

JOSÉ AGRIPINO MAIA

DEM

REELEITO – ATÉ 2019

RIO GRANDE DO NORTE

GARIBALDI ALVES FILHO

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

RIO GRANDE DO NORTE

GARIBALDI ALVES

PMDB

ATUAL – ATÉ 2015

RIO GRANDE DO SUL

PAULO PAIM

PT

REELEITO – ATÉ 2019

RIO GRANDE DO SUL

PEDRO SIMON

PMDB

ATUAL – ATÉ 2015

RIO GRANDE DO SUL

ANA AMÉLIA LEMOS

PP

NOVO – ATÉ 2019

RONDÔNIA

ACIR GURGACZ

PDT

ATUAL – ATÉ 2015

RONDÔNIA

FÁTIMA CLEIDE

PT

REELEITO – ATÉ 2019

RONDÔNIA

VALDIR RAUPP

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

RORAIMA

ÂNGELA PORTELA

PT

NOVO – ATÉ 2019

RORAIMA

MOZARILDO CAVALCANTI

PTB

ATUAL – ATÉ 2015

RORAIMA

ROMERO JUCÁ

PMDB

REELEITO – ATÉ 2019

SANTA CATARINA

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

SANTA CATARINA

RAIMUNDO COLOMBO

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

SANTA CATARINA

PAULO BAUER

PSDB

NOVO – ATÉ 2019

SÃO PAULO

ALOYSIO NUNES

PSDB

NOVO – ATÉ 2019

SÃO PAULO

EDUARDO SUPLICY

PT

ATUAL – ATÉ 2015

SÃO PAULO

MARTA SUPLICY

PT

NOVO – ATÉ 2019

SERGIPE

EDUARDO AMORIM

PSC

NOVO – ATÉ 2019

SERGIPE

ANTONIO CARLOS VALADARES

PSB

REELEITO – ATÉ 2019

SERGIPE

MARIA DO CARMO ALVES

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

TOCANTINS

MARCELO MIRANDA

PMDB

NOVO – ATÉ 2019

TOCANTINS

KÁTIA ABREU

DEM

ATUAL – ATÉ 2015

TOCANTINS

JOÃO RIBEIRO

PR

REELEITO – ATÉ 2019

 


Indefinição sobre “Ficha Limpa” pode alterar composição do Senado

Marina surpreende e leva Dilma e Serra ao segundo turno

Os candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, José Serra, disputarão o segundo turno da eleição presidencial no dia 31 de outubro. Marina Silva (PV) cresceu na reta final, mas não teve fôlego para ultrapassar o segundo colocado.
Às 22h30, quando haviam sido apuradas 98,54% das urnas, Dilma tinha cerca de 46,71% dos votos válidos, quatro pontos porcentuais a menos do que o mínimo necessário para encerrar a disputa no primeiro turno (50% mais um).
O desempenho da petista ficou abaixo do que previam, na véspera da eleição, os institutos de pesquisa Ibope e Datafolha. Pesquisa de boca de urna feita ontem pelo Ibope, apenas com eleitores que já haviam votado, indicava que Dilma teria 51% dos votos válidos – levando-se em conta a margem de erro, de 49% a 53%.
Serra, às 22h30, tinha 32,69% dos votos válidos. A pesquisa de boca de urna previa que ele chegasse a 30%. E Marina, a surpresa da eleição, chegou a 19,44%, dois pontos porcentuais a mais do que previa o último levantamento do Ibope.
O candidato do PSDB venceu em Estados onde Dilma era tida como favorita ainda na véspera da votação. Em São Paulo, por exemplo, abocanhou cerca de 41% do eleitorado, contra 37% para Dilma.
Uma semana antes da eleição, o Ibope indicava um quadro invertido em São Paulo: a petista liderava com 45% dos votos válidos, seguida pelo tucano, com 39%. Marina aparecia com 14% no Estado, e acabou com 21% – seu eleitorado, portanto, cresceu 50% em uma semana no maior colégio eleitoral do País.

Na Região Sul, Serra perdeu no Rio Grande do Sul, mas colheu duas vitórias imprevistas pelos institutos de pesquisa no Paraná (44% a 39%) e em Santa Catarina (46% a 39%).
Na Região Centro-Oeste, o tucano venceu em Mato Grosso do Sul, por pequena margem (42% a 40%), mas ainda assim em um Estado onde a previsão era de desvantagem em relação a Dilma. Na mesma região foi registrada a única vitória da candidata do PV em uma unidade da Federação: o Distrito Federal deu a Marina 42% dos votos válidos, uma vantagem de pouco mais de dez pontos em relação a Dilma, tida como favorita até poucos dias antes da votação.
Enquanto Serra virava o jogo em Estados-chave do Sudeste, do Sul e do Centro-Oeste, Dilma apresentava desempenho inferior ao previsto no Nordeste, seu principal reduto eleitoral.
O crescimento de Marina no eleitorado nordestino fez com que a candidata do PT ficasse, em parte dos Estados da região, abaixo do patamar previsto pelos institutos, de cerca de 65% dos votos válidos.

Na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste, a petista obteve 62%, quase o triplo do obtido por Serra. Em Pernambuco, terra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve 61%. No Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Sergipe o desempenho ficou abaixo dos 55%
Os Estados nordestinos onde Dilma foi melhor foram o Maranhão (70%), o Ceará (65%) e o Piauí (67%).
No Rio Grande do Sul, Estado onde desenvolveu sua carreira política, a candidata governista teve pouco menos de 47% dos votos – o suficiente para ficar 6 pontos à frente de Serra. Mas a presidenciável teve, entre os gaúchos, proporcionalmente menos votos que o candidato de seu partido ao governo. Tarso Genro venceu no primeiro turno, com mais de 54% dos votos.
Na comparação com Lula, Dilma só conseguiu ir melhor no Rio Grande do Sul, em Alagoas, em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul e em Goiás.