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Após denúncias renovação na Assembleia cai para apenas 35%

Após denúncias renovação na Assembleia cai para apenas 35%

A onda de denúncias de desvio de recursos e contratação de funcionários “fantasmas” não foi capaz de aumentar o índice de renovação da Assembleia Legislativa. Das 54 cadeiras em jogo, 35 serão ocupadas por parlamentares reeleitos, entre eles, o atual presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM) e o primeiro-secretário, deputado Alexandre Curi (PMDB). Este último, responsável pela administração do Legislativo estadual, foi reeleito com a maior votação, com 134.233, superando os votos obtidos por ele na eleição passada.

Dezenove novos deputados foram eleitos para a Casa. Mas parte deles não pode ser computado como renovação, como é o caso de Mauro Moraes (PSDB), eleito em 2006, e cassado no ano passado por ter trocado o PMDB pela legenda tucana. Além disso, entre os novos eleitos está um grande número de “herdeiros políticos” como Anibeli Neto (PMDB), neto do atual vice-presidente da Assembleia, Antonio Anibelli (PMDB); Hermas Brandão Jr (PSB), filho do ex-presidente da Casa e atual presidente do Tribunal de Contas, Hermas Brandão; Pedro Lupion (DEM), filho do deputado federal reeleito e presidente estadual do DEM, Abelardo Lupion; César Silvestri Filho (PPS), cujo pai é o deputado federal reeleito César Silvestri (PPS). E Rose Litro (PSDB), mulher do atual deputado Luiz Fernandes Litro (PSDB), cuja candidatura à reeleição foi barrada com base na lei da “ficha limpa”.

Vários nomes de peso da política estadual ficaram de fora como o deputado Luiz Carlos Martins (PDT) e Duílio Genari (PP), ambos parlamentares com muitos mandatos. E também o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMDB).

Bancadas — Pelo menos na teoria, o novo governador eleito, Beto Richa (PSDB), poderá ter uma oposição numerosa a partir do ano que vem. A coligação “A União faz um Novo Paraná”, que apoiou Osmar Dias (PDT), elegeu a maior bancada, com 26 deputados. O PMDB continua sendo o maior partido da Assembleia, com 13 deputados, quatro a menos do que o atual. O PT conseguiu eleger seis parlamentares, mantendo sua bancada atual, como o PDT de Osmar, que elegeu quatro. O PSC, que também apoiou Osmar, mas não participou do “chapão” para a Assembleia, elegeu três deputados.

Os partidos que compõem “Novo Paraná”, de Beto Richa, elegeram 24 parlamentares. O PSDB, partido do governador eleito, aumentou de sete para nove cadeiras. O DEM ficou com seis e o PP foi o partido mais prejudicado: de quatro deputados, o partido agora só terá um na Assembleia – o reeleito Ney Leprevost. Entre os “pepistas” que caíram está o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati.

 

Assembléia Legislativa

Reeleitos
Nome    partido    votos

Alexandre Curi    PMDB    134.233
Ênio Verri    PT    87.080
Nereu Moura    PMDB    83.034
Ney Leprevost    PP    79.760
Artagão Junior    PMDB    74.063   
Augustinho Zucchi    PDT    70.217
Luiz Cládio Romanelli    PMDB    68.037
Marcelo Rangel    PPS    67.309
Valdir Rossoni    PSDB    64.179   
Durval Amaral    DEM    62.275
Luiz Accorsi    PSDB    61.820
Nelson Garcia    PSDB    57.874
Cleiton Kielse    PMDB    57.084
Reni Pereira    PSB    54.799
Luciana Rafagnin    PT    54.277   
Waldyr Pugliesi    PMDB    52.589
Ademir Bier    PMDB    51.147
Teruo Kato    PMDB    50.271
Edson Praczyk    PRB    50.074
Tadeu Veneri    PT    48.862
Péricles de Mello    PT    48.806
Luiz Eduardo Cheida    PMDB    48.247
Fernando Scanavaca    PDT    48.369   
Jonas Guimarães    PMDB    47.089   
Plauto Miró    DEM    45.481
Élio Rusch    DEM    44.597   
Caíto Quintana    PMDB    44.574
Stephanes Junior    PMDB    43.417
Nelson Justus    DEM    43.035
Dr Batista    PMN    41.891
Francisco Buhrer    PSDB    40.004   
Osmar Bertoldi    DEM    39.643   
Ademar Traiano    PSDB    37.991   
Fábio Camargo    PTB    37.786
Douglas Fabrício    PPS    37.291
Não reeleitos
Wilson Quinteiro    PSB    43.791  
Elton Welter    PT    41.918   
Luiz Carlos Martins    PDT    37.779   
Bete Pavin    PMDB    37.381   
Duílio Genari    PP    34.281   
Antonio Belinati    PP    32.357   
Felipe Lucas    PDT    31.080   
Rafael Greca    PMDB    29.867  
Neivo Beraldin    PDT    28.153
Novos eleitos
Gilberto Ribeiro    PSB    103.740
Anibeli Neto    PMDB    60.606
Mara Lima    PSDB    56.516
André Bueno    PDT    55.763
Toninho da Fazenda    PT    53.457   
César Silvestri Filho    PPS    52.589   
Proferssor Lemos    PT    48.081   
Hermas Brandão Jr    PSB    46.702
Nelson Luersen    PDT    43.510   
Roberto Acciolli    PV    45.708
Rose Litro    PSDB    45.331
Mauro Moraes    PSDB    42.062
Evandro Júnior    PSDB    41.083   
Pedro Lupion    DEM    37.304
Gilson de Souza    PSC    34.713   
Adelino Ribeiro    PSL    30.244
Marla Tureck    PSC    29.442   
Paranhos    PSC    27.263
Rasca Rodrigues    PV    18.899

Eleitorado: 7.597.999   
Abstenção: 1.250.376 (16,46%)
Comparecimento: 6.347.623 (83,54%)   
Seções: 23.785
Votos: 6.347.623   
Brancos: 368.659 (5,81%)
Nulos: 242.101 (3,81%)    
Válidos: 5.736.863 (90,38%)

Após denúncias renovação na Assembleia cai para apenas 35%

Novo presidente do Sindimoc anuncia auditoria no sindicato

Após conquistar a vitória por 69,7% dos votos válidos, o candidato à presidência do Sindimoc, Anderson Teixeira, da chapa de oposição, afirmou que irá realizar uma auditoria para saber o que aconteceu na administração financeira do sindicado durante a última administração.

“Teremos prestação de constas mensais aos trabalhadores, a presença de autoridades no sindicato, além de um conselho fiscal, para assegurar a transparência das ações dos novos diretores”, prometeu.

No fim de agosto, sua chapa denunciou desvio de verbas no Sindimoc, o que gerou a prisão temporária, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, do então presidente do sindicado, vereador Denílson Pires, do diretor Valdecir Bolette (que era candidato à presidência pela Chapa 1, da situação) e do advogado do sindicato, Valdenir Dias.

Julgamento

A reportagem tentou contato com Valdecir e Denílson, mas não foi atendida. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Sindimoc afirmou que a Chapa 1 pedirá a impugnação da eleição, por conta de supostas irregularidades da chapa vencedora.

Segundo a entidade, o julgamento desse pedido será no final de março. Teixeira afirmou que a Chapa 2 está de acordo com estatuto social do Sindimoc. “Estamos tranquilos”, disse. A nova diretoria tomará posse dia 11 de novembro.

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Beto Richa é o novo governador do PR

O ex-prefeito Beto Richa (PSDB) é o novo governador do Paraná. Ele conseguiu se eleger com 52,44% dos votos (3.039.774), contra 45,63% (2.645.341) de Osmar Dias (PDT). A eleição não foi tão apertada quanto mostrava a última pesquisa Ibope, que apontava os dois candidatos com 49% dos votos válidos. Houve grande comemoração dos correligionários de Beto Richa na Central de Atendimento ao Eleitor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde a imprensa e cabos eleitorais acompanharam a apuração dos votos. Gritos e agitação de bandeiras marcaram a chegada do novo governador ao local.

Beto Richa disse que já esperava vencer a eleição no primeiro turno pela resposta que teve do eleitorado nas ruas. “Vou pensar muito bem nos secretários e todos terão metas para cumprir”, anunciou o novo governador. Ele fez o mesmo no segundo mandato dele na prefeitura. Na sua chegada ao TRE, agradeceu a todos os eleitores e colaboradores pelo resultado do pleito.

O vice eleito Flávio Arns já havia sido anunciado como secretário da Educação caso Richa fosse eleito. Ontem, na comemoração, já falou como deve ser o trabalho na alegria. “Vai ser uma alegria muito grande. Sempre fui da área da educação. E no Senado presidi a Comissão de Educação. Quero trabalhar junto com professores, funcionários, para acharmos juntos a solução, que passa por salários, condições de trabalho. Queremos ter trabalho em conjunto com os municípios e todos sentirmos participantes”, comentou.

Osmar Dias não quis conversar com a imprensa. Pelo twitter, apenas agradeceu a quem se empenhou em sua campanha e acreditou em seu projeto. Toda a campanha ficou polarizada entre Beto Richa e Osmar Dias e isto ficou refletido na apuração final dos votos. O terceiro colocado foi Paulo Salamuni (PV), com 1,41% do total de votos. Em seguida veio Luiz Felipe Bergmann (PSOL), com 0,32%; Avanilson (PSTU), 0,07%; Amadeu Felipe (PCB), 0,07%; e Robinson de Paula (PRTB), 0,06%. A eleição paranaense teve 215.514 votos brancos (3,4% do total) e 335.083 nulos (5,28%).

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Deputados do PR ficam do lado mais forte na Câmara

Brasília – A maioria da bancada de 30 deputados federais do Paraná votou a favor da prorrogação da CPMF, da criação de um imposto similar e da proposta que vai gerar mais 7,7 mil vagas para vereadores a partir de 2012. Às vésperas da eleição de 2010, no entanto, os representantes do estado também ajudaram, em massa, a aprovar o projeto que estabelece a divisão igualitária dos royalties de petróleo extraído no mar e a Lei da Ficha Limpa. Entre seis das propostas mais relevantes apreciadas pela Câ­­­mara nesta legislatura (2007-2011), a maior parte dos paranaenses sempre se posicionou do lado vitorioso.

O comportamento de “manada” se deve em parte à composição partidária do grupo. Dos 36 que exerceram mandato no período (houve seis substituições por suplentes, duas delas em definitivo), 25 são de legendas da base aliada ao governo Lula e 11 de oposição. Em raros momentos a bancada rachou por conta própria, como na discussão sobre a criação da Comissão Mista Par­­­lamentar de Inquérito (CPMI) para apurar supostas irregularidades no uso de dinheiro público pelo Movi­­­mento dos Trabalhado­­­res Sem Terra (MST), em 2009.

Além disso, três deputados paranaenses mudaram de partido após eleitos (a infidelidade só foi proibida em outubro de 2007 pelo Supremo Tribunal Federal). Dois deles saíram da oposição e foram para a situação – Airton Roveda, do PPS para o PR, e Ratinho Júnior, do PPS para o PSC. Já Hidekazu Takayama migrou entre partidos governistas – do PMDB para o PTB e depois para o PSC.

“É importante notar que historicamente as bancadas do Paraná no Congresso são governistas”, ressalta o cientista político Emerson Cervi, da Universida­­­de Federal do Paraná. Para ele, o comportamento no período não foi exclusivo dos deputados paranaenses. “Diferentemente do primeiro mandato, o presidente Lula passou a ter muito mais competência nas negociações com a Câmara e aprovou tudo o que queria.”

O peso da distribuição partidária, comum em todas as bancadas, interferiu diretamente na votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que prorrogaria a CPMF, em setembro de 2007. Dezenove paranaenses foram favoráveis, nove contra, houve uma obstrução e uma falta. Na votação geral em segundo turno, foram 333 votos favoráveis, 113 contrários e duas abstenções.

A aprovação dependia de 308 votos. Apesar da vitória na Câ­­­mara, o “imposto do cheque” acabou sendo derrubado no Senado. Graças à pressão do Planalto, só dois governistas paranaenses foram contra a proposta – Barbosa Neto (PDT) e Rodrigo Rocha Loures (PMDB).

“Nós temos o senso comum de que partido não vale nada, mas na arena legislativa conta muito”, sustenta o cientista político Adriano Codato, também da UFPR. Ele ressalta que é importante entender as dissidências. “Nunca, ou quase nunca, entram em consideração razões de consciência, ideologia pessoal, seja lá o que for.”

Em 2008, o governo apoiou a criação de um tributo similar à CPMF, a Contribuição Social para a Saúde. A nova cobrança, sugerida por projeto de lei, foi aprovada por uma margem de apenas dois votos no total – os governistas precisavam de 257 e conseguiram 259. Quatorze parlamentares do estado votaram a favor, 11 contra e cinco faltaram à sessão. Mesmo com o texto base aprovado, o projeto ainda está travado no plenário da Câmara.

No final de 2008, os paranaenses também ajudaram a aprovar a PEC dos Vereadores, que criou mais 7,7 mil vagas nas câmaras municipais brasileiras. Em tese, o texto prevê redução de gastos, mas especialistas apontam que a lei, promulgada no ano passado, pode inflar os orçamentos dos legislativos municipais a partir da abertura de novos gabinetes. Mesmo impopular e sem apoio expresso do governo ou partidário, a PEC contou com votos de 21 paranaenses – seis faltaram e apenas três foram contra.

Bancada

Em 2009, apenas seis deputados da bancada do Paraná na Câmara votaram contra a aprovação da PEC dos Precatórios. Os outros 16 foram favoráveis e sete faltaram. A proposta originou a regra em vigor que permite que estados e municípios parcelem o pagamento de dívidas judiciais, conhecidas como precatórios, por pelo menos 15 anos.

Além disso, estabeleceu que os governantes podem pagar parte dos compromissos em leilões, nos quais o credor aceita receber menos dinheiro para resolver a cobrança mais rapidamente. O texto foi batizado de “PEC do Calote” pela Ordem dos Advoga­­­dos do Brasil (OAB) por dificultar a situação de credores de estados e municípios. Desde que foi promulgada, a regra tem sido questionada pela OAB no STF.

Em 2010, ano de eleição, só um paranaense – Marcelo Al­­­meida (PMDB) – votou contra a mudança que estabelece divisão igualitária dos royalties de petróleo extraído do mar, a chamada Emenda Ibsen. Na época, Almeida disse que não apoiaria a luta entre estados produtores e não produtores. A proposta, que na teoria favorece o Paraná, contou com os votos de 23 paranaenses – outros seis faltaram à sessão.

Por último, 28 representantes do estado votaram a favor da Lei da Ficha Limpa – Affonso Ca­­­­margo (PSDB) e Angelo Vanhoni (PT) faltaram à sessão. Ao todo, a proposta teve 388 votos a favor e apenas um contra, do deputado Marcelo Melo (PMDB-GO). Ainda assim, ele disse que votou contra por engano.

Para Codato, essas votações refletem uma lógica corporativa dos parlamentares. “A norma geral é que eles votem todos a favor dos próprios interesses, como no caso da PEC dos Vereadores. Mas quando há um constrangimento social importante, uma mobilização notável, eles, que não são bobos, acompanham a ‘opinião pública’.”

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Serra, Marina e Plínio atacam Dilma na Globo

O último debate entre os candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno, que começou ontem à noite e se estendeu pelos primeiros minutos da madrugada de hoje, na TV Globo, não teve nenhum confronto direto entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), os dois líderes nas pesquisas de intenção de voto. Isso não evitou, porém, que o tucano fizesse várias críticas a Dilma e ao governo Lula em suas intervenções. Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSol) também atacaram a petista.

Numa das críticas mais ácidas, Serra deu a entender que o governo do PT mente sobre os números de investimentos em saneamento básico. “Não se investiu R$ 40 bilhões nem aqui nem na Lua”, disse, em referência aos dados oficiais do Palácio do Planalto. Nesse momento, por exemplo, Serra não estava debatendo diretamente a Dilma, mas com Plínio.

Dilma, na verdade, por ser a candidata do governo e a atual líder nas pesquisas, foi o alvo preferencial. Marina Silva, por exemplo, apresentou críticas severas a várias políticas do governo federal. Numa delas, lembrou que o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) destinou recursos à sua base eleitoral, na Bahia, deixando outros estados sem verbas para prevenção e controle de desastres.

Plínio também atacou o governo do PT sempre que possível. Afirmou, por exemplo, que o partido usou dinheiro público para manter uma “bolsa banqueiro”, por meio do pa­­gamento de juros, em vez de destinar mais dinheiro para a área social. E criticou a candidata Dilma por não apoiar propostas como a limitação do tamanho de terras no Brasil ou a redução de jornada de trabalho sem a diminuição do salário.

Na defensiva

Serra, porém, não ficou apenas no ataque a Dilma. Teve de se defender de Marina Silva, que buscou provocar o candidato tucano, provavelmente numa tentativa de ultrapassá-lo e tentar ir ao segundo turno com Dilma.

O momento mais tenso entre os dois foi quando eles tiveram um confronto na área de habitação. Serra enumerou diversos projetos para um possível governo tucano. Marina, porém, acusou o candidato de não ter feito nada daquilo que estava propondo quando teve a chance ao ocupar a prefeitura de São Paulo e o governo paulista. “Eu visitei a favela da Mata Atlântica. Uma vergonha”, disse a candidata verde.

Marina insistiu em cobrar Serra, em outra ocasião, sobre programas sociais. Disse que o DEM, principal aliado do PSDB de Serra, critica a distribuição de renda feita no Bolsa Família, dando a entender que a defesa que o tucano faz do programa assistencial é incoerente.

Serra também jogou duro com Marina. Em um momento, por exemplo, quando estava pressionado pela candidata do PV, reagiu afirmando que Marina e Dilma tinham mais a ver entre elas do que quaisquer outros candidatos. “Você esteve no governo do mensalão como ministra e continuou”, disse o tucano. Marina foi ministra do Meio Ambiente de Lula.

Plateia

A plateia do debate, composta por convidados da Rede Globo e dos quatro candidatos, se manteve quieta durante quase todo o tempo. Poucas vezes houve palmas. Plínio de Arruda Sampaio conseguiu mais reações, inclusive com risos quando disse que Serra gostava muito de impostos.

No entanto, em um momento, a relação entre a plateia e um candidato foi fundamental. Foi quando Dilma Rousseff falou sobre registro de doações de campanha na internet. Ela estava respondendo a Plínio, que disse ser o PSol, seu partido, o único a fazer o registro em tempo real dos recursos.

Dilma respondeu com uma frase ambígua. Disse que o PT registra “todas as doações, que são oficiais”. Mas parte da plateia entendeu de forma diferente, que ela havia dito que o PT registra “todas as doações que são oficiais” – o que seria um ato falho, admitindo haver doações não oficiais, o conhecido caixa 2 eleitoral, proibido pela lei. Uma parte dos convidados riu da frase de Dilma. A petista ficou subiu o tom, voltou ao tema e deixou mais clara a frase: “Todas as doações são oficiais”.

Na segunda vez, a plateia riu mais forte ainda. Dilma reagiu mais agressiva. “Lamento o riso de quem não tem a nossa prática. A nossa prática é essa”, disse. Dessa vez, os convidados do PT na plateia reagiram também, aplaudindo fortemente a candidata.

Madrugada

O debate, que começou às 22h30 de ontem, pôde passar da meia-noite, ao contrário do que acontecia nos anos anteriores. A Rede Globo, que sempre faz o debate no último dia permitido pela Lei Eleitoral, foi beneficiada por uma mudança na legislação neste ano. Os debates, que ficavam proibidos a partir da zero hora da sexta-feira anterior à eleição, podem agora ir até as 7 horas da manhã da sexta. Os cinco blocos do debate se encerraram perto da 0h30.