por master | 01/10/10 | Ultimas Notícias
O último debate entre os candidatos à Presidência da República antes do primeiro turno, que começou ontem à noite e se estendeu pelos primeiros minutos da madrugada de hoje, na TV Globo, não teve nenhum confronto direto entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), os dois líderes nas pesquisas de intenção de voto. Isso não evitou, porém, que o tucano fizesse várias críticas a Dilma e ao governo Lula em suas intervenções. Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSol) também atacaram a petista.
Numa das críticas mais ácidas, Serra deu a entender que o governo do PT mente sobre os números de investimentos em saneamento básico. “Não se investiu R$ 40 bilhões nem aqui nem na Lua”, disse, em referência aos dados oficiais do Palácio do Planalto. Nesse momento, por exemplo, Serra não estava debatendo diretamente a Dilma, mas com Plínio.
Dilma, na verdade, por ser a candidata do governo e a atual líder nas pesquisas, foi o alvo preferencial. Marina Silva, por exemplo, apresentou críticas severas a várias políticas do governo federal. Numa delas, lembrou que o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) destinou recursos à sua base eleitoral, na Bahia, deixando outros estados sem verbas para prevenção e controle de desastres.
Plínio também atacou o governo do PT sempre que possível. Afirmou, por exemplo, que o partido usou dinheiro público para manter uma “bolsa banqueiro”, por meio do pagamento de juros, em vez de destinar mais dinheiro para a área social. E criticou a candidata Dilma por não apoiar propostas como a limitação do tamanho de terras no Brasil ou a redução de jornada de trabalho sem a diminuição do salário.
Na defensiva
Serra, porém, não ficou apenas no ataque a Dilma. Teve de se defender de Marina Silva, que buscou provocar o candidato tucano, provavelmente numa tentativa de ultrapassá-lo e tentar ir ao segundo turno com Dilma.
O momento mais tenso entre os dois foi quando eles tiveram um confronto na área de habitação. Serra enumerou diversos projetos para um possível governo tucano. Marina, porém, acusou o candidato de não ter feito nada daquilo que estava propondo quando teve a chance ao ocupar a prefeitura de São Paulo e o governo paulista. “Eu visitei a favela da Mata Atlântica. Uma vergonha”, disse a candidata verde.
Marina insistiu em cobrar Serra, em outra ocasião, sobre programas sociais. Disse que o DEM, principal aliado do PSDB de Serra, critica a distribuição de renda feita no Bolsa Família, dando a entender que a defesa que o tucano faz do programa assistencial é incoerente.
Serra também jogou duro com Marina. Em um momento, por exemplo, quando estava pressionado pela candidata do PV, reagiu afirmando que Marina e Dilma tinham mais a ver entre elas do que quaisquer outros candidatos. “Você esteve no governo do mensalão como ministra e continuou”, disse o tucano. Marina foi ministra do Meio Ambiente de Lula.
Plateia
A plateia do debate, composta por convidados da Rede Globo e dos quatro candidatos, se manteve quieta durante quase todo o tempo. Poucas vezes houve palmas. Plínio de Arruda Sampaio conseguiu mais reações, inclusive com risos quando disse que Serra gostava muito de impostos.
No entanto, em um momento, a relação entre a plateia e um candidato foi fundamental. Foi quando Dilma Rousseff falou sobre registro de doações de campanha na internet. Ela estava respondendo a Plínio, que disse ser o PSol, seu partido, o único a fazer o registro em tempo real dos recursos.
Dilma respondeu com uma frase ambígua. Disse que o PT registra “todas as doações, que são oficiais”. Mas parte da plateia entendeu de forma diferente, que ela havia dito que o PT registra “todas as doações que são oficiais” – o que seria um ato falho, admitindo haver doações não oficiais, o conhecido caixa 2 eleitoral, proibido pela lei. Uma parte dos convidados riu da frase de Dilma. A petista ficou subiu o tom, voltou ao tema e deixou mais clara a frase: “Todas as doações são oficiais”.
Na segunda vez, a plateia riu mais forte ainda. Dilma reagiu mais agressiva. “Lamento o riso de quem não tem a nossa prática. A nossa prática é essa”, disse. Dessa vez, os convidados do PT na plateia reagiram também, aplaudindo fortemente a candidata.
Madrugada
O debate, que começou às 22h30 de ontem, pôde passar da meia-noite, ao contrário do que acontecia nos anos anteriores. A Rede Globo, que sempre faz o debate no último dia permitido pela Lei Eleitoral, foi beneficiada por uma mudança na legislação neste ano. Os debates, que ficavam proibidos a partir da zero hora da sexta-feira anterior à eleição, podem agora ir até as 7 horas da manhã da sexta. Os cinco blocos do debate se encerraram perto da 0h30.
por master | 01/10/10 | Ultimas Notícias
Mais de 7,6 milhões de paranaenses vão às urnas neste domingo para escolher os políticos que vão gerir as estruturas de poder do Brasil (e do estado do Paraná) nos próximos quatro anos. Neste ano, os eleitores escolhem os candidatos à presidência, senadores (são dois cargos com mandato de oito anos), governador, deputado federal, deputado estadual. Em Curitiba votam 1,3 milhão de eleitores (17,25% do total), em 401 locais de votação e 3.605 seções eleitorais. Na Região Metropolitana são mais 934.858 votos (12,3%), com mais da metade dos eleitores nos municípios de São José dos Pinhais, Colombo, Araucária, Pinhais, Campo Largo, Almirante Tamandaré, Piraquara e Fazenda Rio Grande.
O Paraná é o sexto estado brasileiro em número de eleitores (os maiores são São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro). Os maiores colégios eleitorais do Estado são: Anglo Americano, em Foz do Iguaçu (com 11.731 eleitores e 38 seções); Estadual Olavo Bilac, em Cambé (10.280 eleitores em 27 seções); Universidade Estadual de Maringá (10.061 eleitores e 26 seções); Estadual Leôncio Correia (9.341 eleitores e 25 seções); e Estadual Unidade Polo (9.182 eleitores, com 24 seções). Este ano, a maior parte do eleitorado é composta por mulheres (51,5%), faixa etária de 35 a 59 anos (44,3%) e com primeiro grau incompleto (34,4%).
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebeu um total de 1.032 registros de candidatura: 641 para deputado estadual, 337 para deputado federal, 40 para senador e 14 para governador e vice-governador. Destes, nove foram barrados pela Lei da Ficha Limpa e estão com suas candidaturas subjúdice porque recorreram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na capital paranaense, cerca de 18 mil mesários irão trabalhar nas 3.605 seções eleitorais. Em todo o Paraná serão 120 mil mesários nas 24.558 seções. Ao todo, cerca de 200 mil pessoas estarão envolvidas com o pleito de 2010, entre mesários, servidores da Justiça Eleitoral, juízes, promotores, candidatos, policiais, advogados e jornalistas. Na capital paranaense serão usadas 3.605 urnas eletrônicas e 10% delas somente serão usadas se houver necessidade, como nos casos de pane em sistemas. Até amanhã, as urnas ficarão guardadas no Fórum Eleitoral.
por master | 01/10/10 | Ultimas Notícias
Anderson Teixeira foi eleito, na quinta-feira, o novo presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região. Ele teve quase 70% dos votos válidos. A apuração terminou na noite de ontem, e Teixeira conseguiu cerca de 1.200 votos, dos 1.700 sindicalizados que votaram. A categoria é composta por mais de 3 mil profissionais associados, mas tem no total quase 12 mil trabalhadores.
Esta eleição do Sindimoc foi a mais tensa dos últimos anos, especialmente depois que o atual presidente, o vereador Denilson Pires, e o candidato à presidente da chapa 1, o atual tesoureiro do Sindimoc, Valdecir Bolette, foram presos pelo Grupo Especial de Investigação do Ministério Público do Paraná no final do mês passado, acusados de desvio de recursos do Sindicato. No final de semana, Teixeira disse que sofreu um atentado a tiros.
Depois da contagem dos votos, que começou assim que foi encerrada a votação, Teixeira festejou muito, e garantiu que era a hora do trabalhador retomar o sindicato. Já a chapa perdedora, avisou que entrará na Justiça para cancelar a eleição.
por master | 01/10/10 | Ultimas Notícias
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, venceria o pleito no primeiro turno se as eleições fossem hoje, mostra pesquisa Datafolha divulgada, nesta quinta-feira (30).
Com 47% das intenções de voto, Dilma aparece 19 pontos à frente de José Serra (PSDB). A dois dias do primeiro turno, o candidato tucano tem 28% das intenções de voto, enquanto Marina Silva (PV) tem 14%.
A última pesquisa Datafolha foi divulgada na terça-feira (28) e mostrou Dilma com 46%, contra 28% do tucano e 14% de Marina. Plínio de Arruda Sampaio (PSol) obteve 1%.
Com os números divulgados nesta quinta-feira, Dilma tem mais votos que a soma de seus adversários. Considerando apenas os votos válidos – quando brancos e nulos são desconsiderados – a petista tem 52% dos votos, contra 31% de Serra e 15% da candidata do PV. Plínio, neste caso, também aparece com 1%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Brancos e nulos somam 3% e indecisos chegam a 6%, de acordo com o Datafolha.
Na simulação de segundo turno, a petista também venceria o tucano. Neste cenário, Dilma aparece com 53%, contra 39% de Serra.
O Datafolha ouviu 13.195 eleitores nos dias 28 e 29 de setembro. A pesquisa foi feita a pedido do jornal Folha de S.Paulo e da Rede Globo. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem o número 33119/2010. (Fonte: R7)
por master | 01/10/10 | Ultimas Notícias
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou candidaturas de políticos que foram punidos por supostas irregularidades em eleições. O TSE concluiu que nem todos os políticos que têm mandatos cassados devem ser incluídos na Lei da Ficha Limpa.
No primeiro julgamento, o TSE rejeitou um recurso do Ministério Público Eleitoral que contestava a candidatura ao governo do Maranhão do ex-governador do Estado Jackson Lago (PDT).
No ano passado, ele perdeu o mandato por ordem do TSE. Foi acusado de abuso de poder político e econômico na eleição de 2006.
Em outro julgamento, o TSE garantiu a candidatura ao governo de Alagoas de Ronaldo Lessa. Os ministros do TSE atenderam a um recurso de Lessa, que tinha sido barrado com base na Lei da Ficha Limpa.
Uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas tinha rejeitado o pedido de registro da candidatura de Lessa sob a alegação de que em 2004 ele foi condenado por abuso de poder político. Na ocasião, a pena fixada foi de 3 anos de inelegibilidade.
Pela Lei da Ficha Limpa, a inelegibilidade, que era de 3 anos, passou para 8 anos. O problema é que no caso de Lessa a decisão de 2004 se tornou definitiva em 2007, quando não havia mais possibilidade de recursos.