por master | 16/09/10 | Ultimas Notícias
Antônio Augusto de Queiroz, do Diap, disse que PT e PMDB terão as duas maiores bancadas na Câmara, com aproximadamente 100 deputados cada um. Para ele, o PT deve “ultrapassar” o PMDB como maior bancada na Câmara. No Senado Federal, a base da presidenciável petista Dilma Rousseff seria de 63% se a eleição fosse hoje, apontam pesquisas
Na hipótese de ser eleita presidente, a base de sustentação de Dilma Rousseff (PT) na Câmara de Deputados não só seria de ampla maioria como similar à conquistada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mostram projeções de escritórios de consultoria política e parlamentar.
José Serra (PSDB), segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, teria bancada bem menor à da petista se viesse a vencer as eleições. Nesse caso, precisaria atrair partidos da coligação de Dilma para conseguir apoio suficiente para aprovar qualquer emenda constitucional.
Embora não existam pesquisas de intenção de voto que permitam fazer previsões com precisão maior, a exemplo do que existe para o Senado, analistas ouvidos pela Reuters disseram que Dilma poderia ter em torno de 360 a 370 cadeiras. Isso se PP, PTB e PV -que estão fora da coligação da petista mas fazem parte da base de Lula- decidissem apoiar seu eventual governo.
A coligação de Dilma é formada por, além do PT da candidata, PMDB, PRB, PDT, PTN, PSC, PR, PTC, PSB e PCdoB. Já Serra tem consigo, além do próprio PSDB: DEM, PPS, PTB, PMN e PTdoB.
Na avaliação da Arko Advice, a alta popularidade do governo Lula deve beneficiar as legendas que compõem hoje a base da presidenciável em detrimento da oposição, que deve ficar prejudicada, encolhendo de tamanho.
“A base de Dilma, caso eleita, será muito similar à de Lula”, concluiu a Arko Advice em recente relatório.
A Santafé Ideias vai na mesma linha. “Não há dúvidas de que a base de sustentação do atual governo se manterá para um provável governo Dilma”, disse à Reuters Carlos Lopes, analista político dessa consultora.
A Tendências Consultoria Integrada também projeta uma base confortável para Dilma, em torno das 360 cadeiras. O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) também estima para a petista uma base de sustentação no mesmo patamar.
Apesar dos prognósticos ruins para os partidos da coligação de Serra, a situação não seria tão complicada para ele caso vença a disputa presidencial.
Para a Arko Advice, nesse caso, sua base na Câmara poderia ter mais de 300 deputados, caso o tucano viesse a ter apoio de boa parte dos partidos que integram a atual coligação de Dilma.
Maior bancada
Embora o cenário na Câmara seja de fragmentação bastante elevada, segundo Rafael Cortez, analista político da Tendências, o título de maior bancada deve ficar novamente entre PMDB e PT. Desta vez, porém, os analistas estão divididos sobre quem será o primeiro.
Até agora, as estimativas apontam que cada um desse dois partidos devem ficar com um mínimo de 90 e um máximo de 105 deputados.
Antônio Augusto de Queiroz, do Diap, disse que PT e PMDB terão as duas maiores bancadas na Câmara, com aproximadamente 100 deputados cada um. Para ele, o PT deve “ultrapassar” o PMDB como maior bancada na Câmara.
Queiroz defende sua tese com base na simpatia gerada pelo PT, que, segundo ele, gira em torno de 25 por cento.
“Tradicionalmente, esse sentimento em relação a um partido reflete na base parlamentar da legenda. Ocorrendo isso, o PT pode ultrapassar a barreira dos 100 deputados”, acrescentou Queiroz.
Mas Lopes, da Santafé, é mais conservador. “Não acredito que cheguem a 100, embora a tendência das duas legendas seja de crescimento nestas eleições.”
O PSB pode ser um campeão de crescimento relativo. Para a Arko, os socialistas podem passar de 27 deputados para 45. Enquanto isso, o DEM pode ter uma redução drástica em sua bancada, ficando com 20 deputados a menos que os atuais 56, segundo estimativa do Diap.
por master | 16/09/10 | Ultimas Notícias
A maior variação apontada na pesquisa desta terça-feira aconteceu nas regiões Centro-Oeste e Norte, onde a petista perdeu cinco pontos (passou de 56% para 51%). O candidato tucano subiu três pontos na região e chegou a 25% das preferências. Já Marina oscilou um ponto para baixo e tem 8%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), oscilou um ponto para baixo no tracking Vox Populi/Band/iG desta terça-feira (14). A presidenciável petista soma 53% das intenções de voto, e venceria a disputa no primeiro turno.
José Serra (PSDB), com 22%, e Marina Silva (PV), com 8%, mantiveram os índices da medição anterior. Brancos e nulos chegam a 4% dos entrevistados. Não sabem ou não quiseram responder são 12% dos eleitores.
Dilma tem vantagem sobre os adversários em todas as regiões. Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado, Dilma recebe 44% das menções, enquanto Serra soma 18%. Marina tem 6%. O presidente Lula segue lembrado por 1% dos eleitores na espontânea.
A maior variação apontada na pesquisa desta terça-feira aconteceu nas regiões Centro-Oeste e Norte, onde a petista perdeu cinco pontos (passou de 56% para 51%). O candidato tucano subiu três pontos na região e chegou a 25% das preferências. Já Marina oscilou um ponto para baixo e tem 8%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
No Sul, Serra passou de 31% para 29%. Nessa região, Dilma e Marina oscilaram um ponto para cima e têm 44% e 6%, respectivamente. Os três principais candidatos mantiveram os mesmos índices da medição anterior na região Sudeste (Dilma tem 46%, Serra 24% e Marina, 11%).
A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas. A amostra consolidada com 2.000 entrevistas, portanto, só é totalmente renovada após quatro dias. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.
por master | 16/09/10 | Ultimas Notícias
As principais centrais sindicais brasileiras participarão de uma manifestação unitária do movimento sindical em apoio à reeleição do senador gaúcho Paulo Paim, que durante seus oito anos de mandato no Senado Federal teve atuação marcadamente voltada para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e as condições de trabalho nas empresas.
Nesta sexta-feira (17), dirigentes da CUT, Força, Sindical, UGT, Nova Central, CTB e CGTB desembarcam em Porto Alegre (RS), para dar peso político nacional ao Encontro de Sindicalistas com Paim.
O evento vai ser realizado a partir das 14 horas na Paróquia Nossa Senhora da Pompéia, no bairro de Humaitá, na capital gaúcha.
Apoio
“O Paim está acima de cores partidárias e das ideologias sindicais. Jogar um gás na sua campanha nesta reta final é muito importante, porque sua permanência no Senado representará um ganho muito grande para a classe trabalhadora”, afirma o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna).
por master | 15/09/10 | Ultimas Notícias
Confrontando os números do estado com os da região metropolitana, é possível concluir que a capital e seu entorno continuam atraindo famílias e outras áreas, mas não está atendendo adequadamente à demanda habitacional
A Economia é mesmo uma ciência estranha. Em alguns casos, duas boas notícias resultam em um número ruim. Foi o que aconteceu com o déficit habitacional brasileiro que cresceu cerca de 330 mil unidades no ano passado, chegando a 4,8 milhões de moradias. As estimativas foram feitas a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE. A alta registrada em 2009 reverteu uma série de três anos seguidos de queda desse indicador.
Mas, afinal, se o Brasil está vivendo um bom momento econômico, sendo inclusive um dos países menos afetados pela crise internacional, o que justifica essa má notícia? E os resultados do programa Minha Casa, Minha Vida?
Até certo ponto, a piora do déficit habitacional é um dos muitos males da prosperidade de curto prazo vivida pelo país e mostra o preço que se paga quando o crescimento é mal planejado e tem fundamentos frágeis. Entre 2008 e 2009, o número total de moradias no país cresceu 1,8%, o equivalente a cerca de 1 milhão de unidades. É bem mais do que o crescimento populacional que está na casa de 1% ao ano. Mas, impulsionado pelo bom momento do mercado de trabalho, o número total de famílias aumentou 2,3% no ano passado. Isso significa que foram formadas cerca de 1,4 milhão de novas famílias e, portanto, o crescimento do número de moradias não foi suficiente para atender à demanda. Em números relativos, o déficit habitacional brasileiro passou de 7,7% para 8,2% do número total de domicílios.
A mesma dinâmica foi observada tanto no estado do Paraná quanto na região metropolitana de Curitiba. No estado, o déficit passou de 145 mil para 181 mil unidades, fato que também interrompeu uma série de dois anos de queda no indicador. Em termos porcentuais, o déficit se elevou de 4,3% para 5,3% do número total de moradias. Uma vez mais, o grande culpado foi o descompasso entre o porcentual de crescimento do número de famílias (2,6%) e do número de moradias (1,4%) entre 2008 e 2009.
Mas os números mais preocupantes foram registrados na região metropolitana de Curitiba. No mesmo período, foram formadas 42 mil novas famílias, um avanço de cerca de 4%, taxa muito elevada em termos nacionais. Em Porto Alegre, por exemplo, esse porcentual foi de 0,3% e, na região metropolitana de São Paulo, o número de famílias caiu 0,7% no mesmo período. Já o estoque de residências em Curitiba e região cresceu menos de 20 mil unidades, isto é, menos de 2%, menos da metade do porcentual de crescimento do número de famílias. Por causa disso, o déficit habitacional teve um aumento de 26 mil unidades na Grande Curitiba, passando de 3,6% do total de moradias em 2008 para 6% em 2009.
Confrontando os números do estado com os da região metropolitana, é possível concluir que a capital e seu entorno continuam atraindo famílias e outras áreas, mas não está atendendo adequadamente a demanda habitacional. Por se tratar de uma área metropolitana, as políticas urbana e habitacional não podem ficar a cargo apenas das prefeituras. Estas devem atuar em conjunto com o governo do estado, seja no sentido de criar oportunidades de emprego e renda também no interior do estado, seja no sentido de evitar a deterioração das condições habitacionais na metrópole. Caso contrário, Curitiba e seu entorno pagarão caro o preço de sua própria prosperidade. É uma dinâmica que põe em xeque a condição de Curitiba como cidade-modelo de planejamento urbano e qualidade de vida. São números que falam por si mesmos e exigirão atenção redobrada nos próximos anos.
Robson Gonçalves, economista, é professor do ISAE-FGV.
por master | 15/09/10 | Ultimas Notícias
A candidata à Presidência Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, ampliou para 24,1 pontos percentuais sua vantagem sobre o presidenciável demo-tucano, José Serra (PSDB) e consolidou a possibilidade de ser eleita no primeiro turno.
É o que revela pesquisa do instituto Sensus divulgada nesta terça-feira (14).
Segundo o levantamento, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), Dilma tem 50,5% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 26,4%, e Marina Silva (PV), com 8,9%. Os demais candidatos não chegaram a 1%. Votos nulos ou não souberam responder representa 12,6 %.
Neste levantamento foram considerados todos os candidatos que disputam a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria no primeiro turno.
O Sensus realizou 2 mil entrevistas, de 10 a 12 de setembro, em 136 municípios de 24 estados. Na pesquisa Sensus anterior, de 24 de agosto, Dilma tinha 46% das intenções de voto, enquanto Serra aparecia com 28,1% e Marina Silva (PV), com 8,1%.
Já na nova pesquisa espontânea (em que não é apresentado o nome do candidato), Dilma tem 44,3 %, Serra 23%, Marina 7,1 %. Na última pesquisa o quadro apontava Dilma com 37,2%; José Serra 21,2% e Marina Silva 6%.
Em um cenário de segundo turno, a pesquisa da CNT/Sensus aponta Dilma com 55,5 %, Serra com 32,9%. Marina apresenta o maior índice de rejeição, com 45% – seguida de Serra com 41,3% e Dilma 29,4%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
De acordo com o levantamento, o governo Lula apresenta uma avaliação positiva de 78,4% e negativa de 3,9%. A aprovação pessoal de Lula é de 81,4%. Os eleitores que desaprovam Lula representam 12,2%.