por master | 23/11/11 | Ultimas Notícias
Os petroleiros comemoram o avanço nas negociações com a empresa no quesito segurança, com maior presença do sindicato nas plataformas. Para o Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a nova proposta da Petrobras, apresentada na segunda-feira (21), aumenta o número de embarques de representantes sindicais nos postos de trabalho, o que contribui com a redução de acidentes e mortes da categoria.
Os trabalhadores estão em campanha salarial e reivindicam mais segurança.
A terceira proposta da empresa garante que representantes sindicais poderão participar de todas as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas) offshore, com três embarques anuais em cada plataforma. O que representa 180 embarques nas plataformas. Destes, somente na Bacia de Campo serão 150 visitas.
“A questão da segurança do trabalhador é o ponto principal nas negociações. Já havíamos avançado no reajuste salarial e em outras questões. Agora, com a possibilidade de estarmos mais vezes nas plataformas podemos acompanhar melhor o trabalho de campo e garantir questões básicas de segurança”, afirmou João Antonio Moraes, coordenador da FUP.
Segundo a FUP, desde 1995, pelo menos 310 trabalhadores morreram em acidentes na Petrobras e subsidiárias. E a cada 10 mortes ocorridas por causa de acidente de trabalho, nove são terceirizados – recebem menos treinamentos, salários menores e equipamentos inferiores. Somente neste ano, 16 trabalhadores morreram em acidentes, sendo 14 terceirizados.
Em reunião, nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro, o Conselho Deliberativo da entidade, formado pela diretoria colegiada da Federação e um representante de cada sindicato filiado, indicou por unanimidade a suspensão da greve por tempo indeterminado e a aceitação da nova proposta, formalizada na segunda-feira (21).
A partir de sábado (26), os sindicatos farão assembleias para decidir se aprovam, ou não. Segundo João Antonio, o processo pode durar até uma semana. Mas, antes disso, na segunda-feira (28), já haverá uma prévia da decisão da maioria.
Outras conquistas
A nova proposta também garante o pagamento das horas extras do feriado de sete de setembro para os trabalhadores de turno e demais regimes especiais. Voltando, portanto, a receber o extra turno de cinco feriados nacionais, além da segunda-feira de carnaval e do meio dia da quarta-feira de cinzas.
A categoria também terá ganhos na assistência médica (AMS), auxílios educacionais, Programa Jovem Universitário, benefício farmácia, fundo de pensão (Petros), direitos dos trabalhadores anistiados e aposentados, entre outras conquistas. Além de garantir ganho real entre 2,5% e 3,25% no salário.
O resgate da progressão salarial a cada 12, 18 e 24 meses, como era praticado pela empresa até 1997, é outro ponto histórico desta campanha. Os petroleiros terão um nível salarial integral a cada dois anos, independentemente da avaliação dos gerentes.
por master | 23/11/11 | Ultimas Notícias
Os petroleiros comemoram o avanço nas negociações com a empresa no quesito segurança, com maior presença do sindicato nas plataformas. Para o Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a nova proposta da Petrobras, apresentada na segunda-feira (21), aumenta o número de embarques de representantes sindicais nos postos de trabalho, o que contribui com a redução de acidentes e mortes da categoria.
Os trabalhadores estão em campanha salarial e reivindicam mais segurança.
A terceira proposta da empresa garante que representantes sindicais poderão participar de todas as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas) offshore, com três embarques anuais em cada plataforma. O que representa 180 embarques nas plataformas. Destes, somente na Bacia de Campo serão 150 visitas.
“A questão da segurança do trabalhador é o ponto principal nas negociações. Já havíamos avançado no reajuste salarial e em outras questões. Agora, com a possibilidade de estarmos mais vezes nas plataformas podemos acompanhar melhor o trabalho de campo e garantir questões básicas de segurança”, afirmou João Antonio Moraes, coordenador da FUP.
Segundo a FUP, desde 1995, pelo menos 310 trabalhadores morreram em acidentes na Petrobras e subsidiárias. E a cada 10 mortes ocorridas por causa de acidente de trabalho, nove são terceirizados – recebem menos treinamentos, salários menores e equipamentos inferiores. Somente neste ano, 16 trabalhadores morreram em acidentes, sendo 14 terceirizados.
Em reunião, nesta terça-feira (22), no Rio de Janeiro, o Conselho Deliberativo da entidade, formado pela diretoria colegiada da Federação e um representante de cada sindicato filiado, indicou por unanimidade a suspensão da greve por tempo indeterminado e a aceitação da nova proposta, formalizada na segunda-feira (21).
A partir de sábado (26), os sindicatos farão assembleias para decidir se aprovam, ou não. Segundo João Antonio, o processo pode durar até uma semana. Mas, antes disso, na segunda-feira (28), já haverá uma prévia da decisão da maioria.
Outras conquistas
A nova proposta também garante o pagamento das horas extras do feriado de sete de setembro para os trabalhadores de turno e demais regimes especiais. Voltando, portanto, a receber o extra turno de cinco feriados nacionais, além da segunda-feira de carnaval e do meio dia da quarta-feira de cinzas.
A categoria também terá ganhos na assistência médica (AMS), auxílios educacionais, Programa Jovem Universitário, benefício farmácia, fundo de pensão (Petros), direitos dos trabalhadores anistiados e aposentados, entre outras conquistas. Além de garantir ganho real entre 2,5% e 3,25% no salário.
O resgate da progressão salarial a cada 12, 18 e 24 meses, como era praticado pela empresa até 1997, é outro ponto histórico desta campanha. Os petroleiros terão um nível salarial integral a cada dois anos, independentemente da avaliação dos gerentes.
por master | 23/11/11 | Ultimas Notícias
O Ministério Público do Trabalho (MPT) irá propor à rede espanhola de roupas e acessórios Zara um modelo de Termo de Ajuste de Conduta (TAC) utilizado com usinas processadoras de cana-de-açúcar, para tentar sanear as pendências trabalhistas da empresa.
Na reunião prevista para o dia 30, em São Paulo (SP), o MPT proporá que a Zara seja responsabilizada por toda sua cadeia produtiva, para evitar novos flagrantes, como os ocorridos em maio, quando uma empresa terceirizada pela companhia foi flagrada com empregados em condições análogas à escravidão.
Esse modelo já foi adotado para usinas de cana, que no passado optavam pela contratação de colhedores para as lavouras por meio dos chamados “gatos”. Com os acordos, as usinas passaram a contratar diretamente os trabalhadores utilizados durante a safra, por cerca de seis meses, e assumiram as obrigações trabalhistas. Com isso, os casos de flagrantes de trabalhadores irregulares nos canaviais despencaram, segundo o MPT.
A reunião do MPT com a Zara deveria ter sido realizada na última sexta-feira (18), mas compromissos justificados pela matriz espanhola da empresa impossibilitaram a vinda da diretoria ao Brasil. O encontro do dia 30 contará com a presença de procuradores de São Paulo e Campinas. Além do modelo de contratação de todos os funcionários do setor produtivo, o MPT irá pedir à Zara uma indenização que pode superar R$ 20 milhões.
Durante fiscalização em maio, o MPT e auditores fiscais do trabalho flagraram condições degradantes de 51 pessoas em uma oficina de Americana, no interior de São Paulo, 46 delas bolivianas. Segundo o MPT, elas costuravam peças para a Zara e outras seis confecções, por meio da empresa Rhodes, que subcontratava os serviços da oficina. O local oferecia condições precárias de segurança e saúde do trabalho, os bolivianos trabalhavam, em média, 14 horas por dia e recebiam R$ 0,20 por peça produzida.
A fiscalização resgatou os trabalhadores, apontou condições análogas à escravidão e enquadrou a Rhodes e a Zara, que arcaram com as despesas trabalhistas. Além da primeira oficina, foram encontradas outras duas em São Paulo que forneciam peças exclusivamente para a marca espanhola, uma com seis trabalhadores bolivianos e outra com dez. Nesse caso, a Zara arcou diretamente com o pagamento das verbas rescisórias.
Após a instrução do processo por Campinas (SP), sede do MPT, procuradores do município de Osasco instauraram inquérito, pelo fato de a Zara possuir pessoa jurídica registrada naquela cidade.
por master | 23/11/11 | Ultimas Notícias
O Ministério Público do Trabalho (MPT) irá propor à rede espanhola de roupas e acessórios Zara um modelo de Termo de Ajuste de Conduta (TAC) utilizado com usinas processadoras de cana-de-açúcar, para tentar sanear as pendências trabalhistas da empresa.
Na reunião prevista para o dia 30, em São Paulo (SP), o MPT proporá que a Zara seja responsabilizada por toda sua cadeia produtiva, para evitar novos flagrantes, como os ocorridos em maio, quando uma empresa terceirizada pela companhia foi flagrada com empregados em condições análogas à escravidão.
Esse modelo já foi adotado para usinas de cana, que no passado optavam pela contratação de colhedores para as lavouras por meio dos chamados “gatos”. Com os acordos, as usinas passaram a contratar diretamente os trabalhadores utilizados durante a safra, por cerca de seis meses, e assumiram as obrigações trabalhistas. Com isso, os casos de flagrantes de trabalhadores irregulares nos canaviais despencaram, segundo o MPT.
A reunião do MPT com a Zara deveria ter sido realizada na última sexta-feira (18), mas compromissos justificados pela matriz espanhola da empresa impossibilitaram a vinda da diretoria ao Brasil. O encontro do dia 30 contará com a presença de procuradores de São Paulo e Campinas. Além do modelo de contratação de todos os funcionários do setor produtivo, o MPT irá pedir à Zara uma indenização que pode superar R$ 20 milhões.
Durante fiscalização em maio, o MPT e auditores fiscais do trabalho flagraram condições degradantes de 51 pessoas em uma oficina de Americana, no interior de São Paulo, 46 delas bolivianas. Segundo o MPT, elas costuravam peças para a Zara e outras seis confecções, por meio da empresa Rhodes, que subcontratava os serviços da oficina. O local oferecia condições precárias de segurança e saúde do trabalho, os bolivianos trabalhavam, em média, 14 horas por dia e recebiam R$ 0,20 por peça produzida.
A fiscalização resgatou os trabalhadores, apontou condições análogas à escravidão e enquadrou a Rhodes e a Zara, que arcaram com as despesas trabalhistas. Além da primeira oficina, foram encontradas outras duas em São Paulo que forneciam peças exclusivamente para a marca espanhola, uma com seis trabalhadores bolivianos e outra com dez. Nesse caso, a Zara arcou diretamente com o pagamento das verbas rescisórias.
Após a instrução do processo por Campinas (SP), sede do MPT, procuradores do município de Osasco instauraram inquérito, pelo fato de a Zara possuir pessoa jurídica registrada naquela cidade.
por master | 23/11/11 | Ultimas Notícias
A Executiva Nacional do PDT, os presidentes dos diretórios estaduais e a bancada do partido na Câmara e no Senado declararam apoio ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em reunião realizada na noite de terça-feira (22), em Brasília.
A maioria dos presentes prestou solidariedade ao ministro e também manifestou que não há motivo para ele deixar o ministério em função das denúncias sobre irregularidades em convênios envolvendo organizações não governamentais (ONGs) e o Ministério do Trabalho.
Lupi também é acusado de usar uma avião particular, em viagens pelo interior do Maranhão, acompanhado de Adair Meira, diretor de ONGs que têm contratos com a pasta.
De acordo com o líder do PDT na Câmara, deputado Giovanni Queiroz (PA), a maioria absoluta do partido reitera apoio ao ministro Carlos Lupi. “Não tem cogitação de substituição do ministro. Tirá-lo seria uma confissão de uma dívida que não devemos”, disse.
Também o presidente em exercício do PDT, deputado André Figueiredo (CE), declarou que o partido manifesta total confiança no ministro. “Não cabe ao PDT dizer se Lupi fica ou não no governo”.
Carlos Lupi compareceu à reunião, mas não falou com a imprensa. A nota oficial de apoio ao ministro, que deveria ser divulgada, não chegou a ser feita. Alguns parlamentares que defendem o ministro disseram que a nota só teria sentido se constasse a assinatura de todos os pedetistas presentes à reunião.