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Copel planeja elevar em 38% a capacidade de geração até 2014

Copel planeja elevar em 38% a capacidade de geração até 2014

A direção da Copel planeja oferecer propostas para pelo menos três usinas no leilão A-5, em dezembro. Ela está de olho na São Manoel e na Sinop, no Rio Teles Pires, no Mato Grosso; e na São Roque, do Rio Canoas, em Santa Catarina. A estatal paranaense pode entrar sozinha ou em parceria com outras empresas, com participações majoritárias ou minoritárias. “Estamos com as mangas arregaçadas”, diz o presidente da companhia, Lindolfo Zimmer, que até 2014, ainda na atual gestão, pretende incrementar o parque gerador em pelo menos 2 mil megawatts (MW). Isso significa um aumento de 38,7% em relação aos 5.158 MW atuais. O executivo não descarta aquisições e, como acredita na consolidação do setor, garante que fará parte do grupo “que vai dar as cartas”.

A meta inclui projetos em andamento, como as usinas de Mauá e Colíder, e outras que planeja iniciar, como a São Jerônimo (da qual possui 41,2% dos 331 MW e negocia aumento de participação) e a pequena central hidrelétrica (PCH) Cavernoso II (19 MW). Ele também já conta com a compra de 30% de participação na usina Baixo Iguaçu, arrematada pela Neonergia em 2008 e cujas obras ainda não foram iniciadas. “Estamos reestruturando o projeto”, conta Zimmer, adiantando que a ideia é reduzir o custo previsto de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,2 bilhão, “para que a usina fique economicamente atraente”. Parte da redução dos gastos pode vir da decisão de usar outra hidrelétrica da Copel, a José Richa, distante 15 quilômetros, como base logística para a construção e, depois, para a operação.

Tanto no caso da São Jerônimo como no da Baixo Iguaçu, a intenção é resolver as questões que estão pendentes ainda em 2011 e, em 2012, iniciar as construções. O reforço na área de geração, na opinião do executivo, que é engenheiro aposentado da Copel, tem relação com o histórico da companhia. “Já tivemos participação de 7% no mercado nacional e hoje temos menos de 5%”, reclama. Zimmer lembra que acompanhou algumas negociações para a construção de usinas no Estado, no passado. Ele conta, por exemplo, que a concessão da usina de Segredo (1.260 MW) foi conseguida pelo ex-governador Ney Braga durante viagem de avião para Foz do Iguaçu com o ex-presidente João Batista Figueiredo.

Sobre as obras em andamento e as futuras, o executivo diz ter preocupação com a segurança jurídica, com exigências posteriores que atrasam e oneram os projetos. “Para corrigir possíveis distorções, não é preciso parar a obra”, defende. “Atraso custa cerca de R$ 300 mil por dia.” Recentemente, a companhia teve de resolver problemas ambientais na construção da usina de Colíder, mas as obras foram retomadas. “Ela vai sair no prazo. Até antes”, prevê, sobre o interesse de que o atual governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), inaugure a hidrelétrica. Mauá, por exemplo, vai ser inaugurada com um ano de atraso, no começo de 2012.

A Copel tem R$ 1,5 bilhão em caixa e, além dos futuros leilões, está em busca de outros negócios. A empresa fez edital de chamada pública no começo do ano e mais de uma centena de projetos apareceram. “Todos estão em análise”, conta Zimmer. Foi assim que a estatal comprou participação em eólicas no Nordeste, em junho. Na semana passada, outra negociação de eólicas, também do Nordeste, estava sendo analisada na sede da companhia, em Curitiba. “Há empresas à disposição”, afirma o presidente, que entre as opções em estudo cita participações do grupo Rede e também da Celg, de Goiás, além de pequenas distribuidoras e cooperativas de eletrificação rural.

A previsão de investimento de 2011 da Copel era de R$ 2 bilhões, sendo R$ 930 milhões em distribuição, mas o executivo explica que a velocidade foi menor no começo de governo e a soma deve chegar a R$ 1,7 bilhão no exercício. A empresa recebeu R$ 300 milhões em estoques e está reduzindo para pouco menos de R$ 50 milhões. O executivo reclama da falta de investimentos em distribuição nos últimos anos devido ao não repasse de aumentos nas tarifas de energia do governo anterior, que geraram multas por falta de qualidade.

obre as concessões que estão vencendo, o executivo defende que elas sejam renovadas e diz que vai “prevalecer o bom senso”. “Já imaginou se o governo faz licitação, vem uma empresa chinesa e compra?”

Copel planeja elevar em 38% a capacidade de geração até 2014

Copa 2014: Fifa quer plenos poderes

A Federação Internacional de Futebol espera que assembleias estaduais e municipais das 12 cidades sedes aprovem projetos que dão à entidade autonomia para decidir até a mudança do nome dos estádios

Projeto entregue pela Federação Internacional de Futebol para ser aprovado nas assembleias estaduais e municipais dá autonomia à entidade para alterar temporariamente a denominação dos “estabelecimentos esportivos”

Em meio à controvérsia para definir que a legislação deverá prevalecer durante a Copa de 2014, integrantes da Federação Internacional de Futebol, a Fifa, apresentaram aos representantes das 12 cidades sedes uma proposta de projeto de lei que dá plenos poderes à entidade para alterar regras municipais e estaduais. O texto — que o Correio teve acesso com exclusividade — foi entregue no início deste mês em encontro entre as cidades sedes e representantes da entidade internacional no Rio de Janeiro. Um dos pontos dá autonomia à entidade para mudar o nome de estádios temporariamente.

O prazo dado pela Fifa para que sejam apresentadas, por e-mail, sugestões à proposta expira no próximo dia 21. Após essa etapa, o projeto deve ser encaminhado pelos Executivos estaduais ou municipais para votação nas respectivas assembleias legislativas. Um outro projeto, o da Lei Geral da Copa, está em tramitação no Congresso Nacional, e também dá poderes especiais à Fifa durante o evento no Brasil.

No documento entregue aos Executivos locais, a Fifa aborda em sete capítulos temas como o controle de entrada nos estádios, oferta e comercialização de ingressos, segurança nos locais oficiais, consumo e comercialização de alimentos — além de bebidas e produtos — e publicidade. No último artigo do documento, a Fifa deixa claro o desejo de que as novas regras tenham validade apenas até 31 de dezembro de 2014, ano em que serão realizados os jogos da Copa do Mundo. A janela jurídica para os casos de isenção de impostos se estenderia, entretanto, até dezembro de 2015.

Em relação aos tributos a proposta determina: “É conferida à Fifa isenção de quaisquer taxas — estaduais/municipais — ou preços públicos devidos em decorrência da prestação de serviços ou do exercício de quaisquer outras atividades decorrentes desta lei”. O documento trata de outras questões polêmicas como o uso da meia-entrada para a compra dos ingressos dos jogos. Atualmente, as pessoas com mais de 60 anos têm asseguradas, pelo Estatuto do Idoso, o direito a pagar a metade do ingresso para eventos artísticos, que incluem atividades esportivas. No caso dos jovens, essa regra varia de estado para estado, e é um dos itens do Estatuto da Juventude em discussão no Congresso Nacional .

“Nenhuma norma que conceda gratuidade, redução de preço, meia-entrada ou qualquer outra forma de subvenção ao consumidor sobre os preços dos ingressos será aplicável aos eventos”, assegura a Fifa em trecho da proposta. Além de vedar a redução dos valores dos ingressos, a entidade proíbe a criação de cotas. “Inclui-se qualquer norma que disponha sobre a reserva de quantidade absoluta ou percentual de ingressos para quaisquer categoria de pessoa, seja para distribuição gratuita, venda preferencial ou preço reduzido.”

Alteração
A autonomia sobre os estádios, prevista na proposta, inclui a prerrogativa de a Fifa poder alterar temporariamente os nomes dos estabelecimentos esportivos e de apenas ela ter exclusividade sobre o uso desses novos nomes. “Durante o período da competição, fica vedado o uso dos nomes temporários adotados pelos estádios pelas entidades públicas ou privadas a quem pertençam tais estádios ou por aquelas que os administram, pelos clubes a ele associados e por pessoas por eles licenciadas.”

Quanto à comercialização de produtos dentro dos estádios — segundo a proposta — o consumo de bebida alcoólicas fica liberado para as marcas escolhidas pela entidade. Hoje essa prática é proibida em alguns estados. Do lado de fora dos estádios, deverá ser criada, pelas prefeituras, uma zona de 2km no entorno dos estabelecimentos para atividades comerciais e de publicidade destinada aos parceiros que a Fifa indicar. De acordo com o projeto, essa área exclusiva também se estende ao espaço aéreo.

Durante o período dos jogos a realização de grandes eventos abertos ao público só poderá ser autorizada pelos órgãos competentes, “contanto que tais eventos não se associem aos eventos, com o fim de obter vantagem econômica, comercial ou de imagem”.

Meia-entrada
Atualmente apenas as pessoas com mais de 60 anos de idade têm assegurado o uso da meia-entrada para a compra de ingressos em todo o país. Essa prerrogativa está prevista no Estatuto do Idoso, uma lei federal. No caso dos estudantes, a regra varia de estado para estado. Tramita no Congresso Nacional o Estatuto da Juventude, que caso seja aprovado poderá “federalizar” a regra da meia-entrada para os jovens até 29 anos. A proposta da Fifa encaminhada aos estados e municípios proíbe a redução dos preços dos ingressos durante a Copa.

Tribunal especializado
Outra polêmica prevista na Lei Geral da Copa é a criação de uma corte específica para tratar dos casos ocorridos durante os jogos da Copa. A ideia é defendida pela Fifa, mas duramente contestada por integrantes do STF. Para, o ministro Marco Aurélio, a medida desrespeita as instituições do país.

Vistos de entrada
Se o projeto da Lei Geral da Copa for aprovado, até o dia 31 de dezembro de 2014 serão concedidos, sem qualquer restrição, vistos a todos os membros da delegação da Fifa. Essa regra se estende a todos os torcedores que possuam ingressos para os jogos da Copa.

Copel planeja elevar em 38% a capacidade de geração até 2014

Em assembleia, bancários definem pelo fim da greve

Cerca de 700 membros da categoria aprovaram a retomada do atendimento nos bancos de Curitiba e Região Metropolitana nesta segunda-feira

Os bancários definiram pelo término da greve em assembleia com o sindicato realizada na tarde deste domingo (16). A categoria aprovou, por ampla maioria, a retomada do atendimento dos bancos de Curitiba e Região Metropolitana nesta segunda-feira (17). A greve já durava 18 dias e foi considerada a mais longa dos últimos 20 anos.

Cerca de 700 pessoas participaram da assembleia, realizada na quadra esportiva do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região. O encontro ocorreu entre 16h e 19h. O acordo salarial acertado com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é o mesmo para toda categoria: 9% de aumento, com ganho real de 1,5%. A proposta da pauta da Campanha Nacional 2011 reivindicava 12,8% de reajuste para os bancários.

A funcionária do Banco do Brasil Luzia Aparecida Fernandes, 34 anos, votou a favor do reajuste, mas considera a taxa insatisfatória. “Acho pouco o que foi proposto, mas precisamos evitar que aconteça a mesma imposição que aconteceu com a greve dos Correios”, afirma. A paralisação dos funcionários dos Correios encerrou no dia 13 de outubro, após determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Trabalho compensado

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Otávio Dias, a assembleia foi marcada para o domingo estrategicamente. “Nacionalmente, as assembléias da categoria devem acontecer nesta segunda-feira, mas seria um dia a mais que os trabalhadores teriam que compensar nos bancos”.

Os 18 dias de paralisação da categoria não serão descontados dos trabalhadores, mas compensados. Durante a semana, cada grevista deverá repor em, no máximo, duas horas extras de trabalho diárias até o dia 15 de dezembro. As horas que excederem a data serão anistiadas.

Outras reivindicações

Além do reajuste salarial, a pauta da categoria exigia que o salário inicial dos bancários fosse de R$ 2.297,51 para todas as funções. Na nova tabela de salários aprovada pelos trabalhadores, apesar do aumento, o salário continua variando conforme o cargo: caixa (R$ 1.900,32), escriturário (R$ 1.400,00) e portaria (R$ 976,00).

Os bancários também conquistaram uma Participação nos Lucros e Resultados (PRL) de 90% do salário com R$ 1.400,00 adicionais. A proposta da Fenaban também inclui um aumento de 9% nos auxílios de refeição, alimentação e creche, entre outros. Além disso, os bancos ficam impedidos a partir de agora de explorar os rankings de desempenhos individuais como monitoramento de resultados. A medida deve evitar conflitos entre os funcionários de um mesmo banco.

Outro item da proposta aprovada pelos trabalhadores é a criação de mesas temáticas dentro dos bancos. Assim, os funcionários poderão debater com os superiores nas agências questões como segurança, saúde no trabalho e assédio moral, entre outras.

Para Otávio Dias, a proposta aprovada pela categoria neste domingo representa uma vitória para os bancários. “Alcançamos uma valorização do piso salarial e avançamos nas participações nos lucros e resultados. Além disso, essa greve foi um exemplo de mobilização da categoria”.

Copel planeja elevar em 38% a capacidade de geração até 2014

Dia do Professor: hora de exigir a valorização desse profissional fundamental para a sociedade

Este Sábado é 15 de outubro, dia de saudar alguns dos profissionais mais importantes da nossa sociedade: os professores e professoras. No entanto, estes que dedicam as suas vidas ao desenvolvimento humano não tem muito o que comemorar.

No Paraná, se por um lado os professores do ensino fundamental e médio tiveram recente aumento de 5,91%, este aumento veio acompanhado de um processo de precarização: as escolas estão obrigadas a fazer a junção de turmas, e transformar salas de aula de 25 estudantes em salas de 40 alunos. Se do ponto de vista econômico isto pode significar uma diminuição de gastos, é algo muito prejudicial na qualidade educacional. Ruim para os estudantes, que não tem como receber atenção com tantos colegas, ruim para o professor que não consegue dar uma boa aula, pois precisa corrigir mais provas, mais trabalhos, fica mais estressado e dedica menos tempo à sua família e à sua vida em geral.

Outra questão que prejudica este trabalho é o pouco tempo que os professores tem para preparar suas aulas e assim, são muitas vezes obrigados a tornar seu trabalho repetitivo – o que gera frustração.

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Reunião das Centrais Sindicais sobre as Conferências Macrorregionais de Emprego e Trabalho Decente

Reunião das Centrais Sindicais sobre as Conferências Macrorregionais de Emprego e Trabalho Decente

dsc00170redAs Centrais Sindicais estiveram em reunião hoje (14) às 9h00 na Sede da NCST/PR, a fim de definir estratégias de ação para as Conferências Macrorregionais de Emprego e Trabalho Decente, a serem realizadas nas regiões Norte, Noroeste, Centro Sul e Litoral-Região metropolitana de Curitiba. Na reunião também foi feita analise dos encontros Macrorregionais das regiões Sudoeste (Pato Branco) e oeste (Cascavel), bem como, discussão sobre os eixos temáticos (grupos de trabalho).

Estiveram presentes na reunião os senhores Denílson Pestana da Costa (NCST/PR), José Alexandre dos Santos (CUT/PR), Sandro Lunard (UFPR), Sandro Silva (Dieese), Robson Jamaica (FETIM – Força), Elizeu de O. Freitas (UGT/PR) e as senhoras Silvia Vicente Macedo (CGTB) e Maria de Fátima de Azevedo Ferreira (CTB).

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