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Governo prepara projeto para limitar supersalários

Governo prepara projeto para limitar supersalários

Planalto quer regulamentar teto de servidores e definir o que entra na conta. Proposta será enviada ao Congresso este ano, e União terá um sistema próprio para monitorar remunerações e pensões

NATUZA NERY
DE BRASÍLIA

O governo não quer mais pagar a conta dos chamados supersalários. A Casa Civil enviará este ano ao Congresso um projeto para regulamentar o teto salarial dos servidores públicos nos três Poderes.

Hoje, o limite equivale à remuneração de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), de R$ 26,7 mil.

A Constituição diz que o vencimento no Executivo, no Legislativo e no Judiciário não pode ultrapassar o limite legal. Mas nenhuma lei define quais benefícios são classificados como salário.

Resultado: cada Poder cria seu entendimento e frequentemente paga além do teto.

A ausência de um critério único criou uma elite ironicamente batizada de “sem-teto”. Há autoridades cujos vencimentos rompem a marca dos R$ 60 mil.

Essa seria a quantia recebida pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), conforme estimativa do Ministério Público Federal.

A conta inclui o salário mensal de R$ 26,7 mil e mais duas aposentadorias, uma do Tribunal de Justiça do Maranhão e outra como ex-governador do Estado. Procurada, a assessoria de imprensa de Sarney não se pronunciou.

Segundo o texto do projeto da Casa Civil, “serão consideradas remuneração verbas referentes a aposentadoria ou pensão especial dadas a agentes políticos”.

A versão final está sendo costurada pessoalmente pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, autora de iniciativa semelhante no início do ano, quando ainda era senadora.

A Folha apurou que ela fará apenas pequenos ajustes na versão original.

O Planalto decidiu enviar um projeto próprio para evitar contestações futuras, já que cabe ao Executivo apresentar esse tipo de norma.

CRITÉRIOS

Conforme a versão atual, contarão como remuneração adicionais de tempo de serviço, gratificações, abonos, subsídios e pagamento de 14º e 15º salários.

Pela proposta, um servidor aposentado contratado para uma função comissionada não receberia o novo salário se sua aposentadoria já atingisse o teto do Supremo.

A União terá um sistema para monitorar os excessos.

A gratificação extra paga a autoridades públicas que participam de conselhos de administração em estatais, o chamado “jeton”, também entrará na conta do teto.

A medida, se aprovada, pode cortar quantias expressivas nos rendimentos de ministros.

No Judiciário, o ministro do STF pode superar o teto do qual é parâmetro se integrar o Tribunal Superior Eleitoral.

Proposta é resposta à pressão do Judiciário

Irritação com presidente do STF por pedidos de reajuste e diagnóstico da Casa Civil sobre os benefícios motivam decisão

Documento feito a pedido de Dilma contém críticas às estruturas salariais dos poderes Judiciário e Legislativo

ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

A irritação com a pressão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, por reajustes no Judiciário e um texto da Casa Civil intitulado “Salário de Servidores: Caixa Preta” foram determinantes para a decisão do governo de intervir no teto salarial dos três Poderes.

A presidente Dilma não gostou nem da forma nem do conteúdo de pelo menos duas mensagens de Peluso ao Planalto. Nelas, ele “comunica” que o governo tinha de dar aumento de 56% para o Judiciário, o que somaria

R$ 8 bilhões a mais por ano.

Após a primeira mensagem, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) foram ao gabinete de Peluso.

Argumentaram que o governo tinha deixado “os seus” (funcionários) sem nada e dado reajustes escalonados para os do Judiciário em 2010.

Os ministros lembraram o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento deste ano e que o impacto da crise internacional ainda não está de todo claro.

Apesar de parecer ter concordado, Peluso voltou à carga. Articulou-se com outros ministros e tribunais e enviou uma nova mensagem, classificada no Planalto como “corporativa e autoritária”.

Dilma pediu então à Casa Civil uma análise sobre os salários dos três Poderes. O documento, ao qual a Folha teve acesso, contém críticas e valores comparados.

Uma das perguntas: “Alguém conhece a estrutura salarial das carreiras do Legislativo ou do Judiciário? O quanto se paga de vantagens pecuniárias permanentes e outros penduricalhos e adicionais que terminam por elevar os salários (…) desses Poderes a valores muito além do teto constitucional?”

Irônico, o texto critica o “pagamento de horas extras, adicionais variados, os mais criativos possíveis, desconhecidos quase por completo da população que paga os salários com seus impostos”.

E acrescenta: “Ninguém também é capaz de dizer quanto se paga de diária para viagens dos servidores do Judiciário ou do Legislativo. Ou de ticket alimentação”.

Ao citar reportagem da Folha, inclui o quadro nos Estados: “É um festival de contracheques gordos que alcançam até R$ 50 mil, como no Poder Judiciário estadual de São Paulo”.

Fonte: FOLHA DE SAO PAULO

Governo prepara projeto para limitar supersalários

Funcionários da Record tentam organizar greve

Os funcionários da Record e o Sindicato dos Radialistas estão tentando organizar uma greve na emissora.

O principal motivo da paralisação, que pode acontecer ainda esta semana, seria o corte de horas extras.

Além disso, a emissora demitiu mais funcionários recentemente.

A Record, por outro lado, diz não saber de nenhuma greve.

 

Nova Central na Comissão Tripartite Paritária Permanente

Nova Central na Comissão Tripartite Paritária Permanente

08_04_10_concidades_022_jpgO Presidente da NCST/PR – Nova Central Sindical de Trabalhadores do Paraná, Denílson Pestana da Costa, foi indicado para representar a NCST Nacional na Bancada dos Trabalhadores da Comissão Tripartite Paritária Permanente – CTPP.

A Comissão Tripartite Paritária Permanente foi criada pela Portaria 11 de 17 de maio de 2002 do Ministério do Trabalho. Um dos principais motivos para se criar a Comissão Tripartite Paritária Permanente, foi a instituição de procedimentos que levassem em consideração a manifestação da Sociedade sobre vários assuntos sobre a segurança e saúde do trabalho, que antes eram decididos sem maiores preocupações sobre o que pensava a sociedade.

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Dois Vizinhos é o primeiro município do Brasil a acabar com sistema de trabalho por comissão para motoristas

Segundo revelam as estatísticas, cerca de 700 mil dos mais de 2,5 milhões de caminhoneiros que o Brasil possui hoje, pegam as estradas todos os dias sob efeito de drogas lícitas ou ilícitas, para fazer render a viagem e compensar o baixo preço do frete e o tempo estabelecido para a entrega. Eles acabam com isso, se transformando em agentes do perigo nas rodovias de todo o país. Foi esse um dos assuntos enfocados com maiores detalhes na edição passada do Jornal Tribuna dos Lagos, e por ser uma questão voltada à segurança do ser humano e, portanto, de grande interesse para toda população ouvimos sobre ela dois dirigentes sindicalistas ligados ao transporte de cargas, em Dois Vizinhos e região.

Alcir Ganassini, presidente do Sindicato dos Motoristas, Condutores de Veículos Rodoviários Urbanos e em Geral, Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Dois Vizinhos (Sintrodov), ressaltou que desde a sua fundação há 22 anos, garantir a segurança, a saúde física e financeira dos trabalhadores do setor de transporte, bem como a segurança do patrimônio das empresas, foram sempre as principais bandeiras de luta do Sintrodov. As discussões sobre a questão da normatização da jornada de trabalho da classe foi intensificada há cerca de dez anos, com um grande avanço sendo conquistado na convenção coletiva de 2009, quando se determinou o fim do pagamento dos motoristas por comissão, ressaltou. “Ocorre que passados já dois anos de vigência do acordo, muitas empresas continuam não respeitando, e insistindo em pagar por comissão seus motoristas, e por isso poderão pagar caro lá na frente, quando forem enquadrados por desrespeito a Lei”, disse Ganassini. Mas de acordo com o líder sindicalista uma grande parcela tem procurado cumprir com o acordo feito na convenção e isso tem se refletido diretamente no número de acidentes nas estradas com envolvimento de motoristas de Dois Vizinhos, o que apresentou redução significativa nos dois últimos anos.

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MTE suspende parte do atendimento

A Superintendência Regional do Ministério do Trabalho (SRTE-PR) em Curitiba suspenderá o atendimento de seguro desemprego, abono salarial e registro profissional de hoje até sexta-feira. Nesse período, os servidores do órgão passarão por treinamento e qualificação. Outros serviços, como emissão de carteiras de trabalho, continuarão sendo prestados. No interior do estado, funcionarão normalmente as gerências regionais de Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Londrina e Maringá e as agências de Apucarana, Arapongas, Araucária, Assaí, Campo Largo, Cianorte, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Guarapuava, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Santo Antônio da Platina, São José dos Pinhais, Toledo, Umuarama e União da Vitória.