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Mulheres negras ganham 57% menos do que homens brancos

Mulheres negras ganham 57% menos do que homens brancos

Quase metade das empresas (45%) conta com apenas 10% do quadro de funcionários composto por mulheres negras
Em 25 de julho, comemora-se o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. A data foi instituída em 1992, no 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana, justamente para chamar a atenção para o profundo desrespeito vivenciado pelas mulheres negras nesta região do planeta e a violência que as atinge severamente.

A situação é tão peculiar que no Brasil as mulheres negras ganham 57% menos do que um homem branco, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e 42% a menos do que as mulheres brancas, além de estarem em maior vulnerabilidade, como mostram todas as pesquisas sobre violência.

“Desde os primórdios da história, a humanidade foi sendo estruturada por outras relações de dominação, como o racismo, o colonialismo e a opressão da sexualidade”, afirma Lucimara da Silva Cruz, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Na América Latina, nossa história é marcada pelo colonialismo e pelo racismo, que produzem, estruturam o capitalismo, e aprofundaram o patriarcado”.

 

Para Raimunda Leone, secretária adjunta de Igualdade Racial da CTB, “a escravidão mantém marcas indeléveis sobre a sociedade brasileira, com o capital justificando o racismo e o machismo para manter a classe trabalhadora desunida e dessa forma explorá-la mais facilmente”.

Já o levantamento Protagonismo das mulheres nas empresas, feito pela consultoria marketing digital Triwi revela que, entre as 21.435 empresas pesquisadas no Brasil, 25,1% não possuem nenhuma mulher negra em todo o seu quadro de funcionários.

Quase metade das empresas (45%) conta com apenas 10% do quadro de funcionários composto por mulheres negras. A inclusão de mulheres com deficiência física é outro gargalo nas contratações, já que a maioria das empresas pesquisadas (68%) não tem funcionárias PCD, informa o jornal Valor Econômico.

O levantamento mostrou que 27% das mulheres ocupavam mais de 50% dos cargos nas empresas, em 2020. E, em 2022, esse número caiu para 18%. Em 5% das empresas pesquisadas, não havia nenhuma mulher contratada, informa o levantamento.

“Mesmo com o avanço de mulheres alcançando cargos executivos e de liderança nas empresas, nos últimos anos percebemos uma queda no número de mulheres que são mães ocupando esses cargos nas empresas”, afirma Sabrina Benatti, gerente de marketing da Triwi.

 

“No modo de produção capitalista, o machismo e o racismo tornam-se base de sustentação da ordem do capital, se ampliando a partir da exploração do trabalho e da vida das mulheres”, define Lucimara. Os dados mostram também que o mercado de trabalho marginaliza as mães, ainda mais as mães negras”, reforça Raimunda.

Ela também diz que “os desafios colocados hoje não são poucos e as mulheres permanecem excluídas vastamente dos espaços em que se definem as normas e políticas que incidem diretamente sobre suas vidas. As mulheres negras e indígenas são aquelas sobre as quais incidem mais diretamente os processos de precarização da vida”.

E, por nisso, define Lucimara, “a ação dos movimentos sociais, do movimento feminista negro e do movimento sindical é fundamental para vencermos mais essa barreira e construirmos um Brasil mais igualitário e sem preconceitos”.

E porque a representação feminina e da população negra no Congresso Nacional e nos cargos executivos é ínfima, Raimunda lembra da importância de elegermos mais negras e negros nestas eleições para o Congresso ter realmente a cara do Brasil. “Juntamente com Lula na Presidência, precisamos de um Parlamento representativo da sociedade e que aja em benefício do país e da classe trabalhadora”.

Não se pode esquecer que nessa data ocorrem marcha de mulheres negras por todo o país, neste ano com o tema Mulheres negras no poder construindo o bem viver. Além de o mês ser o Julho das Pretas.

 

VERMELHO: https://vermelho.org.br/2022/07/25/mulheres-negras-ganham-57-menos-do-que-os-homens-brancos/

Mulheres negras ganham 57% menos do que homens brancos

Mercado projeta queda na inflação e alta no PIB, mostra boletim Focus

Relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda (25/7), analisa os principais indicadores da economia brasileira e projeta alta do PIB em 2022

Mariana Albuquerque*
Isadora Albernaz*

A inflação deve seguir a tendência de crescimento no próximo ano, segundo projeção do Boletim Focus, do Banco Central. De acordo com a nova pesquisa, que ouviu economistas de 100 instituições financeiras do país para analisas índices da economia brasileira até 2025, outras taxas, como a da Selic, devem diminuir em relação aos números atuais, mas ainda permanecer em patamares altos durante os próximos três anos. Além disso, o levantamento, divulgado nesta segunda-feira (25/7), mostra que a expectativa do mercado financeiro é de uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2023 e 2024, além de estabilidade no câmbio do dólar.

Segundo o Focus, há uma expectativa também para o crescimento do PIB ainda em 2022. A projeção para os próximos anos, no entanto, é menos otimista, em razão do pacote bilionário aprovado pelo Congresso.

A previsão é de que a economia brasileira cresça 1,93% em 2022, 0,43 ponto percentual a mais do que no mês passado. Já para os próximos dois anos – 2023 e 2024 – a estimativa de alta caiu, respectivamente, de 0,5% para 0,49%; e de 1,8% para 1,7% em sete dias.

O economista e coordenador no Instituto de Direito Público (IDP) de Brasília Mathias Schneid explica que as projeções do PIB tendem a crescer este ano. Segundo ele, isso pode ser explicado principalmente pela volta da atividade econômica como um todo, pela diminuição do desemprego e devido ao aumento dos postos de trabalho.

“É natural também que, voltando para um equilíbrio, se reduza esse crescimento do PIB para 2023. Dessa forma, com a diminuição da inflação, o governo deve retomar a trajetória de queda a taxa Selic. Então, também acredito que para 2023 a gente vai ter uma diminuição da taxa básica de juros”, afirmou Schneid.

Para o câmbio, a expectativa é de que o dólar fique ainda mais forte, e com cálculos de que ano que vem estará mais estável.

Inflação

O relatório semanal confirmou a queda do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que observa a inflação no país. Segundo a pesquisa, o IPCA hoje registra 7,3%, número 0,24% menor do que o valor da semana passada. Lembrando que, um mês atrás, o índice registrado foi de 8,27%.

A diminuição da inflação, porém, não deve se manter constante até o próximo ano. Este é o 16º relatório que afirma que, em junho de 2023, o IPCA será de 4,91%, e terá alta de 0,29% no começo de julho do mesmo ano. Além disso, o Focus registrou que, daqui A exatamente um ano, em 25 de julho de 2023, o índice estará em 5,3%, ainda assim menor que os dados deste ano.

Em relação à Selic, o Banco Central registrou que a taxa básica de juros nacional está a 13,75% ao ano. Também foi apontada uma diminuição do índice para o mesmo período de 2023, que, segundo a autoridade monetária, será de 10,75% a.a. Para 2024 e 2025, a previsão é de uma queda ainda maior, com 8% a.a e 7,55% a.a, respectivamente. Apesar das variações, o relatório aponta para uma estabilidade da taxa básica de juros.

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) definirá o percentual de aumento da Selic, que pode subir até 0,5 ponto percentual.

* Estagiárias sob a supervisão de Mariana Niederauer

 

CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2022/07/5024565-mercado-projeta-queda-na-inflacao-e-alta-no-pib-mostra-boletim-focus.html

Mulheres negras ganham 57% menos do que homens brancos

Nova carteira de identidade começa a ser emitida nesta terça; veja como será

Novo RG

RG nacional terá validade de 10 anos para pessoas com até 60 anos e adotará o número do CPF; veja estados que serão os primeiros a emitir o documento

Nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) começa a ser emitida em 26 de julho de 2022, no Rio Grande do Sul (Imagem: Divulgação/TSE)

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) começa a ser emitida nesta terça-feira (26) no Rio Grande do Sul como “registro geral, único e válido para todo o país”, e as próximas unidades federativas a receberem o documento serão Acre, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Paraná. Nos demais estados, ainda não há previsão de início.

O novo RG adotará o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como registro geral e vem com um QR Code, que pode ser lido por qualquer dispositivo apropriado, como smartphones, o que permitirá a validação eletrônica de sua autenticidade, bem como saber se ele foi furtado ou extraviado.

A CIN servirá também como documento de viagem, devido à inclusão do código MRZ (um padrão internacional que é mesmo usado em passaportes). Mas até o momento o Brasil só tem acordos para o seu uso com países do Mercosul. Para os demais, o passaporte continuará sendo obrigatório.

 

Nova Carteira de Identidade começa a ser emitida em 26 de julho de 2022, no Rio Grande do Sul (Imagem: Agência Brasil)

Quem poderá emitir o novo RG

O novo RG terá validade de 10 anos para pessoas com até 60 anos de idade. Para os maiores de 60 anos, o RG antigo continuará valendo por tempo indeterminado.

Segundo o Ministério da Economia, “neste primeiro momento, somente serão emitidas as novas identidades para cidadãos que estiverem com as informações no CPF de acordo com suas certidões atualizadas”.

Problemas no CPF

“Cidadãos que não possuírem ou estiverem com as informações incorretas no CPF poderão recorrer aos canais de atendimento à distância da Receita Federal para resolver sua situação. No futuro, os próprios órgãos de identificação civil farão novas inscrições e atualizações no CPF”, diz a pasta.

A atualização das informações no CPF pode ser feita gratuitamente pela internet, no site da Receita Federal. Dependendo da situação, pode ser necessário o envio de documentos para a Receita por e-mail.

A lista de documentos necessários para a atualização do CPF e os e-mails da Receita, para onde eles devem ser enviados, foram disponibilizados no site do Ministério da Economia.

(Com Agência Brasil)

Infomoney

https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/nova-carteira-de-identidade-comeca-a-ser-emitida-hoje-veja-como-sera/

Mulheres negras ganham 57% menos do que homens brancos

Retorno do FGTS perde para inflação pela 1ª vez desde 2016: compensa aderir ao saque-aniversário?

Olho nas contas
Especialistas recomendam retirada de parte do valor do fundo se investidor tiver reserva de emergência e quiser manter poder de compra

Após alcançar um lucro de R$ 13,3 bilhões em 2021, trabalhadores com contas vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) receberam a notícia de que vão ter acesso a cerca de 99% do lucro líquido obtido pelo fundo, com base nos resultados de 2021.

À primeira vista, a informação pode parecer animadora, mas os números mostram que o retorno que deve ser oferecido pelo FGTS em 2021 vai ficar abaixo da inflação pela primeira vez desde 2016. Ou seja, ao deixar o dinheiro no fundo, o investidor estará perdendo poder de compra, que será corroído pelo avanço da alta de preços.

Segundo a Caixa Econômica Federal, a estimativa de rentabilidade do FGTS em 2021 deve ficar em torno de 5,83%. A título de comparação, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminou o ano passado em 10,06%.

Os números são sempre divulgados no ano seguinte ao ano exercício, que no caso é 2021, justamente porque há certa demora em apurar os resultados.

Tradicionalmente, o FGTS remunera os recursos dos trabalhadores a uma taxa de 3% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR), que estava em zero no ano passado, acrescida de uma taxa baseada na distribuição de lucros.

Embora o retorno tenha crescido, ele não foi suficiente para superar a alta de preços em 2021, ao contrário de anos anteriores. Em 2020, por exemplo, o ganho oferecido pelo FGTS foi de 4,92%, contra um IPCA de 4,52%. Da mesma forma, em 2018, o retorno do FGTS chegou a 6,18%, acima dos 3,75% registrados pela inflação oficial durante o período.

FGTS X IPCA

Ano Retorno do FGTS IPCA
2021 5,83% 10,06%
2020 4,92% 4,52%
2019 4,90% 4,31%
2018 6,18% 3,75%
2017 5,59% 2,95%
2016 7,14% 6,29%

Fonte: Caixa Econômica Federal e IBGE

O levantamento leva em conta os retornos obtidos entre 2016 e 2021 porque houve uma mudança recente nos rendimentos do FGTS. No fim de 2016, o governo do então presidente Michel Temer aprovou uma medida provisória que aumentou a remuneração das contas individuais para que fosse distribuída parte do resultado obtido no exercício financeiro – com foco em incrementar os retornos do fundo.

Logo, a primeira distribuição de lucros começou a valer a partir de 2017, com base nos resultados compilados no ano exercício anterior, que foi 2016.

Antes disso, o lucro era reaplicado no próprio FGTS, o que deixava o rendimento do fundo ainda mais minguado e fazia com que ele fosse facilmente superado pela inflação.

FGTS X Poupança X CDBs X Tesouro

Embora os retornos tenham melhorado ao longo dos últimos anos, a rentabilidade oferecida pelo fundo deve seguir abaixo dos ganhos obtidos com outros investimentos, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e títulos do Tesouro Direto, por exemplo.

De acordo com cálculos de Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), a rentabilidade do FGTS pode chegar a 6,50% neste ano, lembrando que o número envolve uma projeção. O percentual leva em conta a taxa de 3% ao ano, acrescida da TR de 0,13% ao mês (ou 1,57% no ano), juntamente com uma taxa de 1,93%, que seria obtida com a distribuição dos lucros, se ela ocorrer em patamares próximos ao visto no ano passado.

A simulação, segundo Oliveira, é bastante conservadora, mas ajuda a dar uma ideia sobre quanto que o investidor pode obter de lucro. O especialista explica que é difícil precisar, porque parte do rendimento do FGTS dependerá do avanço da Selic neste ano, além do cenário de recessão global, juros nos Estados Unidos e etc.

Nesse sentido, nos cálculos do profissional, caso deixasse R$ 1 mil aplicados no FGTS neste ano, o investidor poderia receber R$ 1.065 após 12 meses. O rendimento é líquido de Imposto de Renda (IR) porque o FGTS possui isenção tributária.

Já se optasse por aplicar em um título público de liquidez mais rápida como o Tesouro Selic, a pessoa receberia R$ 1.108,89 ao fim de um ano, o que seria equivalente a um retorno de 10,89%. Os cálculos têm como base simulação feita pelo Tesouro Direto e levam em conta uma Selic em 13,25%.

Da mesma forma, a rentabilidade obtida com o FGTS perderia para um CDB que oferece 100% do CDI. Segundo simulações feitas pelo InfoMoney, se deixasse R$ 1.000 aplicados ao longo de um ano em um título de dívida com esse retorno, o investidor receberia R$ 1.106,50. Ou seja, o ganho líquido seria de 10,65%. Os cálculos consideram um CDI de 13,15%.

Simulação de rendimento de R$ 1 mil aplicados por um ano

Tipo de investimento Retorno Valor recebido*
FGTS 6,50% R$ 1.065,00
Poupança 7,84% R$ 1.078,40
CDB 100% do CDI 10,65% R$ 1.106,50
Tesouro Selic 10,89% R$ 1.108,89

*A simulação leva em conta o prazo de um ano para os investimentos e não inclui a variação da inflação. Os valores são líquidos de IR. O percentual de CDI considerado foi de 13,15% e de Selic foi de 13,25%. O valor da TR é de 0,13% ao mês, segundo cálculos feitos pela XP Investimentos. O percentual calculado para o FGTS representa uma projeção. Fonte: InfoMoney, Tesouro Direto e Miguel de Oliveira.

Saque-aniversário: vale a pena?

Diante de ganhos cada vez menores, o investidor pode se questionar se vale a pena realizar o saque-aniversário do FGTS, modalidade que permite a retirada de parte do saldo da conta sempre no mês de aniversário do trabalhador.

Planejadoras financeiras ouvidas pelo InfoMoney afirmam que a opção pode ser interessante em alguns casos: para quem está de olho em obter retornos acima da inflação; já possui uma reserva de emergência; e tem estratégia ou objetivo em mente para o dinheiro.

“Como o FGTS foi originalmente pensado para atender o trabalhador em uma situação inesperada como uma demissão, caso o contribuinte não tenha um planejamento financeiro e uma reserva de emergência, é preciso pensar nessa hipótese”, pondera Fernanda Melo, planejadora financeira CFP.

Por outro lado, se o investidor já possuir um dinheiro com maior liquidez para o caso de imprevistos, a alocadora diz que não faz sentido manter os valores no FGTS, uma vez que o fundo tende a render menos do que a inflação, que já está 11,89% nos últimos 12 meses.

Dessa forma, uma alternativa é buscar aplicações que garantem a manutenção do poder de compra, caso dos títulos do Tesouro Direto chamados Tesouro IPCA+, conforme sugere a planejadora financeira CFP, Myrian Lund.

Além de serem uma opção para quem deseja se proteger contra a inflação, tais papéis são emitidos pelo governo para financiar a dívida pública, o que faz com que tenham risco de crédito considerado soberano, ou seja, extremamente baixo.

Embora acredite que o saque-aniversário possa fazer sentido em alguns casos, Myrian alerta que é preciso cuidado, porque que é “temerário” que o investidor retire o valor do FGTS sem um objetivo ou uma estratégia específica.

Ela lembra que, se a pessoa não tiver conhecimento sobre mercado financeiro, pode ser que aplique o valor na poupança, o que não seria um bom investimento. A alocadora pondera que como a Selic deve permanecer acima de 8,5% até 2023, a tendência é que o FGTS renda mais do que a poupança nos próximos anos.

Desde 2012, quando a taxa básica de juros supera 8,5% ao ano, a rentabilidade deixa de ser de 70% da Selic mais TR (Taxa Referencial) e passa a ser fixa de 0,5% ao mês – ou 6,17% ao ano – mais a TR.

“Não pode olhar só a rentabilidade. É preciso olhar o objetivo. Eu acredito que pode ser uma opção boa manter o FGTS para comprar um apartamento, ter uma reserva na aposentadoria”, defende Myrian.

As preocupações da alocadora se concentram em investidores que aproveitar o saque para gastar, ou para aplicar em investimentos de renda variável em que a volatilidade é maior e que podem gerar mais sustos para um iniciante.

Entenda o saque-aniversário

Diante de retornos que devem seguir mais baixos, os trabalhadores que desejarem aderir ao saque-aniversário precisam ter atenção a alguns aspectos.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, quem optar pelo saque-aniversário até o último dia do mês de seu aniversário poderá receber o valor da parcela no mesmo ano da opção, e os recursos ficarão disponíveis para saque até o último dia útil do segundo mês subsequente ao da aquisição do direito de saque.

Caso o trabalhador não saque o recurso até essa data, ele volta automaticamente para a sua conta no FGTS. Segundo a Caixa, quem optar por essa modalidade consegue movimentar a conta sempre que for preciso.

As exceções são em casos em que ocorrer demissão sem justa causa, rescisão por culpa recíproca ou força maior, rescisão em comum acordo entre o trabalhador e empregador, extinção do contrato de trabalho a termo e temporário, falecimento do empregador individual, falência da empresa ou nulidade de contrato e suspensão do trabalho avulso.

Nesses casos, é garantido ao trabalhador o saque da multa rescisória, quando devida.

 

Infomoney

https://www.infomoney.com.br/onde-investir/retorno-do-fgts-perde-para-inflacao-pela-1a-vez-desde-2016-compensa-aderir-ao-saque-aniversario/

Mulheres negras ganham 57% menos do que homens brancos

Mantida reversão de justa causa de empregado de companhia aérea demitido por faltas injustificadas

A companhia não conseguiu comprovar que as faltas seriam plausíveis para justificar a aplicação da penalidade

A Segunda Turma do Tribunal Superior Trabalho (TST) rejeitou recurso da Gol Linhas Aéreas S.A. e manteve a reversão de justa causa aplicada a um auxiliar de aeroporto demitido por faltas injustificadas. Conforme a decisão, a companhia não conseguiu comprovar que as faltas seriam plausíveis para justificar a aplicação da penalidade.

Problemas

O auxiliar afirmou, na ação trabalhista, que nunca teve conduta reprovável durante os três anos de trabalho para a Gol. Admitido em 2009, ele explicou que, em setembro de 2011, ficou sob forte pressão emocional, com tensões no ambiente do trabalho devido à crise nos aeroportos, problemas psicológicos da mãe e o falecimento do pai. Segundo o profissional, esses fatores o levaram a se ausentar do serviço. Mas ele alega que as faltas foram justificadas com atestados (diagnóstico de síndrome do pânico) e pedidos de folga.

Demissão

A justa causa foi aplicada no início de dezembro de 2011 sob a alegação de que o auxiliar estava sem comparecer ao trabalho desde o dia 1º de novembro. De acordo com a companhia, os atestados não indicavam incapacidade para o trabalho ou determinação médica para o afastamento do empregado.

Desídia

O juízo de primeiro grau indeferiu o pedido de reversão da justa causa em demissão imotivada, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) reformou a sentença para reconhecer a dispensa sem justa causa. Segundo o TRT, não há no processo “uma só prova relativa a qualquer ato de improbidade ou mau procedimento praticado pelo empregado”.

Na decisão, o Regional observa que, no mês de novembro, o empregado trabalhou quatro dias, com oito folgas, entre regulares e compensadas, e uma dispensa médica. Para o Tribunal Regional, a Gol não conseguiu fazer prova de que o empregado queria abandonar o emprego, a fim de justificar a manutenção da justa causa aplicada.

Justa causa

A Gol recorreu ao TST, alegando que ficou demonstrado o comportamento desidioso do auxiliar durante o contrato de trabalho, tendo em vista “a prática reiterada de faltas injustificadas e abandono do posto de trabalho”. Nesse ponto, a empresa lembrou que foram aplicadas ao empregado uma advertência e duas suspensões, até ser demitido com a pena máxima – justa causa.

Conduta

Para a relatora do recurso de revista, ministra Delaíde Miranda Arantes, não ficou demonstrada – seja de forma deliberada ou de modo contumaz – o desinteresse do empregado na continuidade do contrato de trabalho. Segundo a relatora, as faltas injustificadas do empregado, que deram origem à justa causa, limitaram-se a sete faltas num mês, com registros de folga e atestados médicos.

A ministra observou que a justa causa, penalidade mais grave do contrato, “deve ser cabalmente demonstrada pelo empregador” e que, durante os três anos de contrato, não houve nenhuma informação que desabonasse a conduta do empregado.

Por unanimidade, a Segunda Turma acompanhou o voto da relatora.

(RR/GS)

Processo: TST-RR-11269-03.2013.5.01.0010 

 

Tribunal Superior do Trabalho

https://www.tst.jus.br/web/guest/-/mantida-revers%C3%A3o-de-justa-causa-de-empregado-de-companhia-a%C3%A9rea-demitido-por-faltas-injustificadas-1