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Empregada submetida a ócio forçado durante aviso-prévio será indenizada

Empregada submetida a ócio forçado durante aviso-prévio será indenizada

O relator do caso considerou devida a indenização por danos morais já que o tratamento dispensado à trabalhadora ofendeu sua honra e dignidade

A Justiça do Trabalho condenou uma escola de ensino a profissionais do trânsito a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 2 mil a ex-empregada que foi submetida a “ócio forçado” durante o período em que cumpria o aviso-prévio. A decisão é dos julgadores da Oitava Turma do TRT em Minas Gerais, que reformaram sentença da 2ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora.

O relator do recurso, desembargador Sércio da Silva Peçanha, considerou que o cenário foi comprovado por oficial de justiça em procedimento de produção antecipada de provas. Ao cumprir diligência na empresa, o profissional encontrou a trabalhadora sozinha em uma sala, sentada, sem exercer nenhuma atividade. O cômodo foi descrito como iluminado apenas pela luz natural, com lâmpada fluorescente queimada. Havia também uma geladeira, um forno, uma escada móvel, uma mesa e cadeira, sem computador.

Segundo o oficial de justiça, na sua presença, a responsável pela empresa passou tarefas à empregada, que questionou a atitude, afirmando que estaria sem atividade há dias. Ele apurou que, de fato, o serviço de organização de arquivos que teria sido designado após as férias parecia estar em dia. Registrou que a trabalhadora disse a ele que: “desde o término da tarefa, chega e vai para a sala. Lá cumpre o horário determinado, das 8h às 11h e das 13h às 16h, e não tem contato com professores do curso e/ ou com os alunos”. A conclusão após a diligência foi a de que, aparentemente, a trabalhadora encontra-se sem atividades no estabelecimento, separada das demais pessoas que por ali circulam, apenas cumprindo o aviso-prévio.

“Ainda que se considere que a ex-empregada continuou exercendo algumas atividades, durante o aviso-prévio trabalhado, a certidão apresentada não deixa dúvidas de que, pelo menos em parte da jornada ou dias de aviso-prévio trabalhado, foi submetida a ócio forçado, tendo que aguardar ordens em sala fechada, sem nada para fazer”, pontuou em seu voto.

Com base nesse contexto, o desembargador considerou devida a indenização por danos morais. “A sujeição da trabalhadora a ócio forçado é ato ilícito que enseja reparação por danos morais, sendo indubitável que o tratamento a ela dispensado ofendeu sua honra a dignidade, sendo devida a indenização pelo assédio moral sofrido, com fulcro nos artigos 186 e 927 do Código Civil.”, registrou.

A indenização foi arbitrada em R$ 2 mil, tendo em vista diversos aspectos envolvendo o caso. O magistrado destacou que “deve-se evitar que o valor fixado propicie o enriquecimento sem causa do ofendido, mas também que não seja tão inexpressivo a ponto de nada representar ao ofensor, considerando sua capacidade de pagamento, salientando-se não serem mensuráveis economicamente aqueles valores intrínsecos atingidos”. A decisão foi unânime. Não cabe mais recurso. O processo já está na fase de execução.

Fonte: TRT da 3ª Região (MG)
https://www.csjt.jus.br/web/csjt/-/empregada-submetida-a-%C3%B3cio-for%C3%A7ado-durante-aviso-pr%C3%A9vio-ser%C3%A1-indenizada

Roberto Americano: “Discordo que o trabalhador brasileiro rende menos, faltam condições adequadas de trabalho”

Roberto Americano: “Discordo que o trabalhador brasileiro rende menos, faltam condições adequadas de trabalho”

Por Roberto Benjamin | Pleno Emprego

Na série de entrevistas com empresários, representantes de entidades de classe, líderes cooperativistas, sindicalistas e prefeitos da região com o tema denominado de “Oeste Alcança Pleno Emprego”, nesta segunda-feira (25) o entrevistado foi Roberto Leal  Americano, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Oeste do Paraná. “Comenta-se que um trabalhador nos EUA rende cinco vezes mais que um trabalhador brasileiro, não é verdade ! No Brasil, o trabalhador médio é mal remunerado, trabalha como um camelo e as condições para exercer a atividade não permitem a ele render mais”, diz Leal.

O Paraná se aproxima do chamado Pleno Emprego ao baixar o índice de desemprego para 6,5%, o menor desde 2015. O Oeste do Estado apresenta dados ainda mais favoráveis, com índide de desemprego em torno de 5%, segundo dados do IBGE.

https://cbncascaveloficial.com.br/noticia/discordo-que-o-trabalhador-brasileiro-rende-menos-faltam-condicoes-adequadas-de-trabalho

Denílson Pestana é eleito presidente regional da ICM para América Latina e Caribe

Denílson Pestana é eleito presidente regional da ICM para América Latina e Caribe

Como parte da agenda da Assembleia Regional de Delegados da América Latina e Caribe do 5º Congresso da ICM, realizada nesta sexta-feira dia 8 de julho, no Auditório do DIEESE em São Paulo/SP, o companheiro DENÍLSON PESTANA DA COSTA – Diretor de Relações Internacionais da NCST e Presidente da NCST/PR foi eleito para substituir o companheiro Saul Méndez em suas responsabilidades como vice-presidente mundial e presidente do Comitê Regional.

Saul Méndez (líder sindical panamenho, secretário geral do Sindicato Nacional da Construção e Trabalhadores Similares) foi indicado para o cargo de presidente-adjunto global para o período 2022-2027, em representação do Sul Global (países em desenvolvimento), devendo ser eleito durante o Congresso em Madrid. Sendo assim, as organizações filiadas à ICM no Brasil decidiram oferecer a todos os filiados da região, de forma consensual e plena, dois candidatos para compartilhar o período 2022-2027 (dois anos e meio cada). São eles, os companheiros: Denílson Pestana da Costa (NCST) e Raimundo Ribeiro Santos Filho (CUT).

Pestana que também é presidente do SINTRACOM LONDRINA, da NCST/PR e Secretário de Finanças da FETRACONSPAR, assumirá o mandato por dois anos e meio, com início em 8 de outubro de 2022.

A ICM é a Federação Sindical Internacional de sindicatos livres e democráticos com membros na construção, materiais de construção em madeira, silvicultura e setores relacionados, e tem como missão promover o desenvolvimento dos sindicatos das indústrias de construção e madeira no mundo, para promover e fortalecer os direitos dos trabalhadores no contexto do desenvolvimento sustentável.

No total, a ICM tem 351 sindicatos representando cerca de 12 milhões de membros em 127 países. A sede está localizada em Genebra, na Suíça. Possui Escritórios Regionais e Escritórios de Projetos no Panamá e Malásia, África do Sul, Índia, Burkina Faso, Chile, Costa Rica, Quênia, Tailândia, Rússia, Peru e Brasil.

11º Fórum Sindical do BRICS

11º Fórum Sindical do BRICS

Na manhã desta quarta-feira, 13 de julho de 2022, o Diretor de Relações Internacionais da NCST e Presidente da NCST/PR – Denílson Pestana da Costa participou virtualmente da reunião plenária do 11º Fórum Sindical do BRICS com o tema “Aprofundando a Parceria para um Futuro Melhor”.

O Fórum é composto pelas organizações sindicais nacionais da República Federativa do Brasil, da Federação Russa, da República da Índia, da República Popular da China e da República da África do Sul. Durante a presidência da China dos países do BRICS em 2022, a Federação de Sindicatos de Toda a China (ACFTU) sediou o evento.
O Fórum representa a voz dos trabalhadores, fortalece a cooperação entre os círculos trabalhistas dos países envolvidos e tem importância significativa para aprofundar a colaboração entre os mercados emergentes e países em desenvolvimento, bem como promover a recuperação econômica global pós-pandemia e criar um ambiente favorável ao desenvolvimento compartilhado.
Delegação dos trabalhadores do Brasil visita Diretor Geral da OIT

Delegação dos trabalhadores do Brasil visita Diretor Geral da OIT

No início da tarde desta quarta-feira (08/06), Denílson Pestana (Presidente da NCST/PR) juntamente com a delegação dos trabalhadores do Brasil, que participa da 110ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra na Suíça, foi recebido pelo companheiro, GUY RYDER, Diretor Geral da OIT, o encontro ocorreu na sede da Organização Internacional do Trabalho.

Na reunião os representantes dos trabalhadores apresentaram um panorama político e sindical no Brasil, e fizeram um agradecimento pelas ações em favor dos trabalhadores durante a sua gestão na OIT.