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Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na próxima semana

Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na próxima semana

Senador Omar Aziz diz que vai apresentar seu relatório no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tentar levar à votação ao plenário

Escolhido relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais e substitui a escala 6×1 por 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso), o senador Omar Aziz (PSD-AM) quer aprovar o texto na próxima semana.

O parlamentar diz que vai apresentar seu relatório no dia 2 (quarta-feira) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e tentar levar à votação ao plenário. O esforço concentrado, o último antes da eleição, vai do dia 31 de agosto a 4 de setembro.

“Recebi e vou me debruçar em relação ao projeto. Como se trata de uma PEC tem que haver um acordo entre as duas casas. Eu espero apresentar esse relatório na quarta-feira que vem”, disse o relator nesta segunda-feira (24) ao programa Manhã de Notícia da TV Tiradentes de Manaus (AM).

Segundo o senador, o esforço concentrado será usado para conversar com os senadores e tentar avançar com a matéria para o plenário.

“Quero ouvir os meus colegas senadores e minhas colegas senadoras. Espero que a gente possa votar o mais rápido possível. Nós vamos acabar [com a escala 6×1] e garantir a 5×2, dando saúde mental aos trabalhadores, permitindo que eles possam ter mais tempo com a sua família. É a vitória do povo brasileiro”, disse.

Jornada

O senador lembra que um trabalhador, que começa sua jornada às 8 horas, sai de casa às 5 horas para usar o transporte até o local de trabalho.

“Depois, muitos têm ainda de ir à faculdade. Fora a saúde mental, que hoje nós temos uma quantidade [de trabalhadores] muito grande afetada, isso diminui a produtividade”, argumenta.

Além disso, o relator destacou a situação da dupla jornada de trabalho da muher. “Ela tem que cuidar da casa e trabalhar fora. Você vê que ela está com a saúde mental  abalada, completamente abalada. Porque as mulheres solo têm que cuidar dos filhos e levar o sustento para dentro da casa”, diz.

Para ele, as empresas ganham com o aumento da produtividade, pois os trabalhadores mais estimulados “vão dar mais para as empresas”. “É lógico que nós vamos ter que ver algumas situações de serviços e comércio”, afirma.

Aziz cita o exemplo das indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM) que não serão afetadas pelas medidas, uma vez que já adotam o modelo 5×2.

“Os 130 mil trabalhadores que têm no Distrito Industrial trabalham cinco dias por semana. O grande problema é realmente como resolver o problema do serviço e do comércio”, considera.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (24) que tem gente que joga contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, mas o governo está mobilizado para a aprovação do fim da escala 6×1, sem redução do salário.

“O povo trabalhador que movimenta este país merece ter mais tempo para o lazer, para cuidar da saúde e para acompanhar o crescimento dos filhos. É sobre tempo para a família”, disse.

Fonte: VERMELHO

https://vermelho.org.br/2026/08/24/omar-aziz-quer-aprovar-pec-do-fim-da-escala-6×1-na-proxima-semana/

Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na próxima semana

82,5% dos reajustes têm ganhos reais, aponta Dieese

Maioria dos 171 acordos analisados em julho teve aumento acima da inflação; bancários e funcionários dos Correios preparam paralisações

 

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que 82,5% dos 171 acordos e convenções coletivas registrados até 10 de agosto resultaram em reajustes acima da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE. Os dados são referentes à data-base de julho de 2026.

 

O percentual, porém, representa uma redução de 5 pontos percentuais em relação a junho, quando 87,6% das negociações registraram ganhos reais. O resultado de julho também é o menor entre as datas-bases de 2026 e o mais baixo desde novembro de 2025.

 

Segundo o Dieese, no entanto, ainda é cedo para afirmar que o recuo representa uma piora na tendência das negociações. Isso porque o número de registros referentes à data-base de julho ainda é pequeno, considerando o intervalo entre o início das negociações e a produção do levantamento.

 

Como novos acordos da data-base de julho ainda podem ser registrados, os percentuais apresentados pelo Dieese estão sujeitos a alterações.

 

O desempenho acumulado em 12 meses, por sua vez, aponta para uma trajetória de melhora nos resultados das negociações coletivas.

 

Entre agosto de 2025 e julho de 2026, 83,9% dos reajustes ficaram acima da inflação. No período de agosto de 2024 a julho de 2025, esse percentual havia sido de 76,1%. Os dados indicam aumento da parcela de reajustes acima do INPC e redução daqueles iguais ou inferiores à inflação.

 

Ainda assim, o percentual de reajustes acima da inflação ficou significativamente acima do registrado no mesmo mês de 2025, quando 49,7% das negociações tiveram ganhos reais.

 

A variação real média dos reajustes, contudo, apresentou queda pelo quarto mês consecutivo. Em julho, os salários foram reajustados, em média, 1,1% acima da variação do INPC, segundo os dados analisados até o momento. O resultado ainda é superior ao registrado em julho de 2025, quando o ganho real médio foi de 0,54%.

 

Para as categorias com data-base em agosto, o reajuste necessário para repor a inflação, segundo o INPC, será de 4,10%. O dado indica, aparentemente, uma reversão da trajetória de crescimento da inflação observada entre abril e junho de 2026.

 

Bancários da Bahia

Enquanto muitas categorias conquistaram ganhos reais em julho, outras ainda travam lutas por melhores condições agora em agosto.

 

A base do Sindicato dos Bancários da Bahia rejeitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), considerada “indecente” pelos trabalhadores.

 

Em assembleia realizada na segunda-feira (17), 97,48% dos participantes votaram contra a proposta e 97,38% aprovaram uma paralisação de 24 horas para esta quinta-feira (20).

 

Correios

Na mesma linha, os trabalhadores reunidos pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares (Findect) recusaram a proposta da direção dos Correios.

 

Os Correios apresentaram nesta terça-feira (18) a proposta econômica para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027, com reajuste equivalente a 20% do INPC acumulado entre agosto de 2025 e julho de 2026. Considerando o INPC de 4,10%, o aumento seria de 0,82% nos salários a partir de 1º de agosto. A categoria prepara uma greve para 10 de setembro.

 

Fonte: VERMELHO 

https://vermelho.org.br/2026/08/19/reajustes-com-ganhos-reais-predominam-em-negociacoes-de-julho-aponta-dieese/

Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na próxima semana

Salário mínimo deve crescer 7,4% e chegar a R$ 1.741 em 2027

Fazenda aumenta a projeção e propõe elevar em R$ 120 o valor para o próximo ano; política de valorização do salário mínimo é um dos pilares do governo Lula

O governo Lula enviará ao Congresso Nacional uma proposta de aumento de 7,4% no salário mínimo para 2027. Com isso, o novo valor passará de R$ 1.621 para R$ 1.741, confirmando a sequência da política nacional de valorização do salário mínimo, um dos pilares dos mandatos do presidente Lula.

O aumento foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na segunda-feira (24), e supera a projeção anterior do governo, que previa acréscimo de cerca de 6%, o que levaria o valor para R$ 1.717.

Dessa maneira, há um acréscimo de R$ 24 em relação ao valor anterior, o que soma um aumento total de R$ 120 para os trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

O reajuste constará no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado até o final desse mês e que serve como referência para o próximo ano. Portanto, já em 1º de janeiro os trabalhadores terão o salário reajustado.

Confirmado o reajuste, o ganho real deve ficar em cerca de 2,5%, pois a inflação estimada (INPC) está na casa dos 4,9% em 12 meses, conforme a Secretaria de Política Econômica da Fazenda Nacional.

Durigan lembrou que a política de valorização do salário mínimo do governo Lula é fundamental para o país, uma vez que atende diretamente os trabalhadores de base, além de reajustar a Previdência e os benefícios sociais vinculados.

O ministro ainda ressaltou que os ganhos acima da inflação são uma característica do governo Lula, que se diferencia frontalmente do praticado pelo governo anterior, de Jair Bolsonaro.

Como lembra Durigan, o ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, defendia a desvinculação do salário mínimo da Previdência Social e não deu nenhum reajuste, além da inflação, aos trabalhadores em quatro anos.

“O governo anterior [Bolsonaro] não deu reajuste para o trabalhador brasileiro, que voltou a pagar Imposto de Renda, não teve reajuste do salário mínimo, teve mais pobreza, fila do osso”, disse.

Lula e a valorização do salário mínimo

Ao se considerar o reajuste com base no salário mínimo vigente em 2022 (R$ 1.212), último ano de Bolsonaro, o aumento nominal sob o governo Lula chegou a R$ 409.

Com a volta do presidente Lula para o seu terceiro mandato, a política de valorização do salário mínimo, retomada em 2023, entrou em vigor para os pagamentos de 2024.

Salário mínimo 3º mandato Lula

  • 2023: R$ 1.320
  • 2024: R$ 1.412
  • 2025: R$ 1.518
  • 2026: R$ 1.621
  • 2027: R$ 1.741 [esperado]

Assim, em 2023 o salário mínimo foi de R$ 1.320; aumentou para R$ 1.412, em 2024, já com as regras da política de valorização; passou para R$ 1.518 em 2025; e alcançou os R$ 1.621 em 2026, sempre com ganhos acima da inflação.

Agora, com a continuidade da política, a valorização com ganho real continua para 2027, como destacou o ministro da Fazenda à imprensa.

Fonte: VERMELHO 

https://vermelho.org.br/2026/08/25/salario-minimo-deve-crescer-74-e-chegar-a-r-1-741-em-2027/

Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na próxima semana

Movimentos convocam atos pelo fim da escala 6×1 no dia 30

Plenária nacional avalia chance de votação no Senado e orienta pressão nas ruas, redes e locais de trabalho antes do esforço concentrado de 31 de agosto a 4 de setembro

As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o Fórum das Centrais Sindicais e o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) decidiram nesta segunda-feira (24) intensificar a mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Em plenária virtual, representantes de diferentes estados avaliaram que a tramitação da proposta no Senado abriu uma possibilidade concreta de votação antes das eleições.

 

O principal encaminhamento foi transformar o próximo domingo (30/8) em um Dia Nacional de Mobilização, com atos de rua em todo o país. A estratégia busca pressionar os senadores na semana de esforço concentrado, prevista para 31 de agosto a 4 de setembro.

A avaliação das organizações é que a pressão social será determinante para impedir novas manobras regimentais e garantir que a proposta avance na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, no plenário. “A rua” foi apresentada ao longo da plenária como elemento decisivo para transformar a possibilidade de votação em uma vitória efetiva.

PEC pode avançar no Senado

A PEC foi encaminhada à CCJ na semana passada. O senador Omar Aziz foi designado relator e, segundo os relatos apresentados na plenária, havia expectativa de que seu relatório fosse apresentado na quinta-feira (27).

Bianca Borges, presidenta da UNE e representante da Frente Brasil Popular, afirmou que uma sinalização do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, apontava para a possibilidade de apreciação da matéria pela CCJ em 2 de setembro.

A conjuntura, portanto, mudou de patamar. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, resultado considerado pelas organizações uma vitória importante. Agora, o objetivo é evitar que pedidos de audiência pública, vista ou outros mecanismos regimentais sejam utilizados para retardar a tramitação.

A mobilização do dia 30 terá justamente essa função: aumentar o custo político de qualquer tentativa de impedir a votação.

Pressão busca unir ruas, Congresso e locais de trabalho

João Carlos Gonçalves, o Juruna, da Força Sindical, ressaltou que a mobilização já vem ocorrendo nos locais de trabalho, nas portas das fábricas, nos terminais de transporte e em outros pontos de grande circulação.

Segundo ele, as centrais também vêm realizando conversas com senadores e desenvolveram campanha pública pela redução da jornada. A reunião nacional dos presidentes das centrais, marcada para esta terça-feira (25), deverá definir novas iniciativas de pressão sobre o Senado.

Na plenária, ficou reforçada a necessidade de combinar mobilização presencial e atuação nas redes sociais. A orientação é produzir vídeos, cards, convocações e outras peças digitais para colocar o fim da escala 6×1 no centro do debate público durante a semana.

A estratégia também pretende envolver artistas, influenciadores, personalidades, parlamentares e candidaturas comprometidas com a pauta.

Cidades já preparam atos

São Paulo confirmou um dos principais atos nacionais. A mobilização será realizada domingo, a partir das 9 horas, em frente ao Masp, na Avenida Paulista, com concentração até o meio-dia.

A organização pretende envolver movimentos sociais, centrais, parlamentares e candidaturas. Artistas também serão convidados para participar da convocação e fazer falas durante o ato.

Em Salvador, a concentração está prevista para 9 horas, no Cristo da Barra, com caminhada até o Farol da Barra, onde haverá ato político e cultural, com possibilidade de participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Em Porto Alegre, a confirmação da presença de Lula no estado em 28 de agosto levou as organizações a avaliarem a possibilidade de antecipar parte da mobilização para aproveitar a concentração popular em torno da agenda presidencial. Em Santa Catarina, as organizações relataram uma marcha realizada na semana passada que reuniu mais de 3 mil pessoas em defesa do fim da escala 6×1. Para a próxima etapa, está em discussão uma mobilização local e o deslocamento de trabalhadores para Brasília.

Em Minas Gerais, uma reunião ampla da Frente Brasil Popular e dos movimentos sociais está prevista para esta quarta-feira, quando deverá ser definido o ato. Na Paraíba, os sindicatos planejam ações nas portas de fábricas, no comércio e nos call centers de Campina Grande. No Paraná, a indicação é de ato no Largo da Ordem, em Curitiba, às 10 horas do dia 30.

Brasília será foco entre 1º e 3 de setembro

Além dos atos estaduais no dia 30, as centrais planejam intensificar a presença em Brasília durante a semana de esforço concentrado.

Segundo Ronaldo Leite, secretário-geral da CTB e representante das centrais, os presidentes das entidades estarão na capital federal e deverão construir uma estratégia conjunta de mobilização entre 1º e 3 de setembro, com participação em atividades no Congresso, reuniões com senadores e ações de pressão.

A plenária também discutiu o custo de deslocamento de dirigentes de estados distantes. Como alternativa, foi mencionada a possibilidade de contar com representações de organizações do Distrito Federal quando não for possível enviar delegações completas.

A orientação nacional, porém, é clara: a principal demonstração de força deve ocorrer nos estados, no dia 30.

“Mais perto da vitória do que nunca”

A avaliação compartilhada pelas Frentes é que a campanha eleitoral cria dificuldades para a agenda dos movimentos, mas não deve impedir a mobilização de uma pauta considerada histórica para a classe trabalhadora.

A reivindicação defendida pelas organizações vai além da eliminação da escala 6×1: inclui escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso, redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e manutenção dos salários.

A palavra de ordem que prevaleceu na reunião foi a de que a aprovação está mais próxima, mas não está garantida. Para as organizações, cabe agora às ruas, aos locais de trabalho e às redes transformar a possibilidade de votação em pressão política suficiente para que o Congresso não tenha como adiar novamente a decisão.

por Cezar Xavier

Fonte: VERMELHO

https://vermelho.org.br/2026/08/25/movimentos-convocam-atos-pelo-fim-da-escala-6×1-no-dia-30/

Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na próxima semana

Durigan defende foco em pautar fim da escala 6×1 e abaixar taxa de juros

Ministro da Fazenda afirmou que governo deve manter avanços obtidos na política econômica e criticou forças políticas que, segundo ele, defendem medidas adotadas por governos anteriores

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21/8) que o governo federal deve manter as medidas econômicas adotadas nos últimos anos e apontou a redução dos juros e a discussão sobre a jornada de trabalho como temas que precisam avançar.

“O nosso foco daqui para frente não é retroagir, nós não podemos voltar atrás dessas melhorias que nós alcançamos. Mas tem aspectos que têm que melhorar, e eu vou destacar o aspecto da jornada de trabalho, além disso, enfrentar o tema dos juros”, afirmou em entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia.

Durigan também criticou setores do mercado que, segundo ele, demonstram preferência pelas forças políticas que governaram o país até 2022. O ministro afirmou que medidas adotadas naquele período foram irresponsáveis.

“Eu me indigno muito quando se diz que o mercado torce — ou setores do mercado torcem — para as forças políticas que governaram o país até 2022. Eu fico impressionado porque, naquele período, foram aprovadas medidas irresponsáveis”, disse, fazendo alusão à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao comentar a possibilidade de retorno dessas forças políticas ao governo por meio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Durigan questionou a capacidade do clã de construir um consenso em torno de medidas fiscais e econômicas.

“O que nós devemos acreditar? Que a família Bolsonaro vai propor um consenso superior de tratativas fiscais para encaminhar pacificamente no diálogo com as supremas medidas econômicas? ”, questionou. Para o ministro, o governo deve buscar conciliar o controle das contas públicas com a manutenção de políticas sociais.

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/08/7484533-durigan-defende-foco-em-pautar-fim-da-escala-6×1-e-abaixar-taxa-de-juros.html

Relator quer aprovar PEC do fim da escala 6×1 já na próxima semana

Aliado de Lula, Omar Aziz vai relatar a PEC do fim da escala 6×1

O nome do senador foi negociado entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre o o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), também um aliado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), despachou oficialmente, nesta sexta-feira (21), para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta que acaba com escala 6×1. Para a relatoria, foi designado um aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Omar Aziz (PSD-AM).

Após a oficialização, negociada entre Alcolumbre o o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), o parlamentar publicou vídeo nas redes sociais, no qual agradece aos dois. “Quero agradecer ao senador Davi Alcolumbre e ao senador Otto Alencar pela confiança em me passar uma relatoria tão importante para os trabalhadores brasileiros. Tenho a certeza de que nós vamos dar a maior agilidade possível, até porque se tratando de uma PEC tem prazo para ser cumprida”, disse Aziz.

O senador, que já defendeu publicamente o fim da escala, afirmou que vai dialogar com os seus pares, mas adiantou que seu parecer será favorável. “Quero ouvir meus colegas senadores, porque a relatoria não é só minha, tem a participação dos membros do Congresso Nacional. E a 6×1, nós vamos acabar com ela. A 5×2 dará saúde mental aos trabalhadores.”

Aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio, o texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

Segurança pública

Também ontem, Alcolumbre encaminhou à CCJ a PEC da Segurança Pública, que será relatada por Rogério Carvalho (PT-SE), outro aliado de Lula. As matérias chegaram à CCJ uma semana após Lula e Alcolumbre retomarem o diálogo, depois de três meses de distanciamento, após a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Após o início da tramitação das PECs na CCJ do Senado, a senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo na Casa, afirmou que o avanço das matérias foi resultado do “diálogo institucional”.

“As PECs do fim da jornada 6×1 e da Segurança Pública, prioridades absolutas do presidente Lula, avançam como resultado do diálogo institucional e de um intenso trabalho de articulação. Desde que assumi a liderança do Governo, tenho atuado para construir os entendimentos necessários e fazer com que pautas tão importantes para a vida dos brasileiros avancem”, afirmou. (com Agência Senado)

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE

https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/08/7485077-aliado-de-lula-omar-aziz-vai-relatar-a-pec-do-fim-da-escala-6×1.html