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Recenseadores vão às ruas, apesar de Bolsonaro

Recenseadores vão às ruas, apesar de Bolsonaro

Presidente foi responsável pelo adiamento da pesquisa e corte no orçamento do IBGE. Realização do Censo em 2022 foi assegurada por decisão do STF.

Os recenseadores contratados por meio de concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo 2022 começaram nesta semana a ir para as ruas. A pesquisa teve início nesta segunda-feira (1) a partir de uma entrevista com Bolsonaro, que, paradoxalmente, foi responsável pelo seu adiamento, além de ter cortado o orçamento do órgão.

Em vídeo publicado nas redes sociais no qual aparece ao lado do presidente do IBGE, Eduardo Luiz Neto, o presidente, que desde o primeiro ano de mandato questiona os dados apresentados nas pesquisas pelo IBGE, agradeceu a todos os recenseadores. Embora o levantamento programado para ser realizado em 2020 tenha sido adiado, primeiramente, por conta da pandemia da Covid, deveria ter acontecido em 2021, também não foi realizado no ano passado, quando Bolsonaro alegou falta de recursos. No ano passado, o governo cortou quase a totalidade da verba destinada à realização do censo, que era de R$ 2 bilhões.

A pesquisa só está sendo, finalmente, realizada, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No ano passado, após a o cancelamento do censo por Bolsonaro, o então ministro da corte, Marco Aurélio, determinou que fosse realizado ainda em 2021. Depois, o plenário do STF determinou a realização em 2022. O lançamento oficial do censo aconteceu nesta segunda-feira (1), em cerimônia no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Gênero e orientação sexual

Ainda no ano passado, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Lucas Costa Almeida Dias, solicitou a verificação da não inclusão dos campos referentes à identidade de gênero e à orientação sexual nos questionários básico e amostral do censo.

Contudo, em junho último, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador José Amilcar Machado, suspendeu uma liminar da Justiça do Acre que obrigava o IBGE a incluir as perguntas que identificariam a população LGBTQIA+, acatando os argumentos do instituto.

O IBGE havia alegado a impossibilidade de implementação das questões em tempo hábil, e que o adiamento do processo para inclusão de perguntas afetaria a contratação dos 25 mil servidores temporários e 183 mil recenseadores já selecionados, além de comprometer mais uma vez o orçamento do órgão.

Com tantas idas e vindas para a realização da pesquisa, houve um atraso no cronograma do IBGE e, ainda na semana passada, o órgão precisou lançar um edital de contratação de 15 mil recenseadores, que serão treinados enquanto os demais já foram às ruas. Isto ocorreu porque os editais de contratação de recenseadores chegaram a ser cancelados duas vezes por conta dos adiamentos do censo. Além disso, quando o concurso foi realizado, nem todas as vagas foram preenchidas.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2022/08/02/recenseadores-vao-as-ruas-apesar-de-bolsonaro/

Recenseadores vão às ruas, apesar de Bolsonaro

Fachin: não aceitar resultado das urnas é inaptidão para ser eleito

Na abertura do segundo semestre do TSE, ministro Fachin lança campanha para mesários e envia recado contra quem tenta desqualificar a segurança das urnas eletrônicas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, durante a abertura do segundo semestre da corte, segunda-feira (1), fez o lançamento de uma campanha convidando a população para atuar como mesário nas eleições.

O convite para que as pessoas participem como “embaixadores da democracia” foi acompanhado de discurso direcionado para quem tenta desqualificar a segurança das urnas eletrônicas.

Segundo Fachin, o objetivo de quem agride o sistema eleitoral é “tirar dos brasileiros a certeza de que seu voto é válido e sua vontade respeitada”.

O presidente do STF ainda falou que os que não aceitam os resultados das urnas não defendem o interesse da população ou são inaptos para conseguir a maioria de votos.

“Quem, portanto, vocifera ao não aceitar resultado diverso da vitória, não está defendendo a auditoria das urnas eletrônicas, do processo de votação. Está defendendo apenas o interesse próprio de não ser responsabilizado pelas inerentes condutas, ou pela inaptidão de não ser votado pela maioria da população brasileira”, disse Fachin.

STF

As palavras de Fachin estavam alinhadas as do presidente do STF, Luiz Fux. Ao abrir o semestre do Supremo, Fux ressaltou que o sistema eleitoral brasileiro é um dos mais eficazes do mundo.

“Felizmente a nossa democracia conta com um dos sistemas eleitorais mais eficientes, confiáveis e modernos de todo o mundo”.

E completou: “Nunca é demais renovar ao país os votos de que nós, cidadãos brasileiros, candidatos e eleitores e demais partícipes, permaneçamos leais à nossa Constituição Federal, sempre compromissados para que as eleições desse ano sejam marcadas pela estabilidade institucional e pela tolerância”.

Como ser mesário

Pessoas maiores de 18 anos em situação regular com a Justiça Eleitoral podem receber uma convocação para trabalhar como mesário ou se voluntariar.

Além de prestar um serviço à democracia e ao país, aqueles que atuarem no pleito terão os dias trabalhados contados como horas complementares em cursos universitários. Ser mesário também pode ser critério de desempate em concurso público – se houver essa previsão no edital – com direito a dois dias de folga por cada dia trabalhado, sem perder o salário.

VERMELHO

https://vermelho.org.br/2022/08/02/fachin-nao-aceitar-resultado-das-urnas-e-inaptidao-para-ser-eleito/

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Copom se reúne nesta quarta-feira; mercado financeiro prevê nova alta da Selic, para 13,75%

Se confirmado, este será o 12º aumento seguido da taxa básica de juros, que chegará ao maior patamar desde novembro de 2016. Economistas esperam taxa neste nível até o fim do ano.

Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (3) para definir a nova taxa básica de juros da economia, a taxa Selic.

A expectativa entre os analistas do mercado financeiro é que a Selic passe dos atuais 13,25% ao ano para 13,75% ao ano.

Se confirmado, este será o 12º aumento consecutivo na taxa de juros, que chegará ao maior patamar desde novembro de 2016, quando estava em 14% ao ano. A decisão será anunciada após as 18h.

Analistas dos bancos avaliam que, após esse aumento, a taxa Selic permanecerá neste nível até maio de 2023, quando começará a cair. A previsão é que a Selic termine o próximo ano em 10,5% ao ano.

Metas de inflação

Para definir o nível dos juros, o Banco Central se baseia no sistema de metas de inflação.

Quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas, o Banco Central reduz a Selic.

Em 2022, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. O mercado financeiro e o BC, porém, já preveem a inflação de 7,15% em todo este ano. Se confirmado, será o segundo ano seguido de estouro da meta de inflação.

Neste momento, o BC já está ajustando a taxa Selic para tentar atingir a meta de inflação do ano que vem, uma vez que as decisões sobre juros demoram de seis a 18 meses para terem impacto pleno na economia.

Para 2023, a meta de inflação foi fixada 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%. Na semana passada, porém, o mercado estimou que a meta será novamente superada no próximo ano, com a inflação atingindo 5,33%.

A projeção de inflação do mercado para o próximo ano começou a subir com mais intensidade após o Congresso ter aprovado corte de impostos cobrados sobre itens essenciais, como combustíveis e energia elétrica, até o fim deste ano. Com o retorno dos tributos em 2023, essas medidas pressionam os preços no próximo ano.

 

Cenário

O novo aumento de juros que deve ser adotado pelo Banco Central acontece em um cenário de desaceleração da inflação no país — após a redução de tributos sobre combustíveis. Em julho, a prévia da inflação ficou em 0,13%, a menor variação do indicador desde junho de 2020.

Porém, também vem em um momento de alta das taxas de juros ao redor do mundo, justamente para conter as pressões inflacionárias decorrentes dos impactos da Covid-19 na produção e da guerra na Ucrânia nos combustíveis. Isso pode gerar alta no dólar no Brasil, com reflexos na inflação, e desaceleração da atividade global.

“Os riscos de recessão global aumentaram, o que contribui para diminuir pressões inflacionárias. Porém, a inflação de serviços mantém-se em níveis elevados – sem qualquer sinal de acomodação – e o mercado de trabalho vêm se mostrando bem aquecido”, avaliou a XP, em comunicado assinado por pelos economistas Caio Megale e Tatiana Nogueira.

Mauricio Oreng, do Santander, observou que houve uma deterioração das expectativas de inflação nos últimos meses com a aprovação de medidas de estímulo fiscal pelo Legislativo com a proximidade das eleições, apelidadas de PEC Kamikaze. E avalia que, em um “contexto de incerteza maior do que o habitual”, o BC pode não se comprometer com o fim do ciclo de juros agora em agosto.

Consequências da alta dos juros

De acordo com especialistas, o aumento do juro básico da economia tem vários reflexos na economia, entre os quais:

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/08/03/copom-se-reune-nesta-quarta-feira-mercado-financeiro-preve-nova-alta-da-selic-para-1375percent.ghtml

Recenseadores vão às ruas, apesar de Bolsonaro

Produção industrial cai 0,4% em junho após 4 meses de crescimento

Com o resultado, setor acumula queda de 2,2% no semestre e ainda se encontra 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia. No 2º trimestre, porém, a indústria teve avanço de 0,9% frente ao 1º trimestre.

Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, g1

 

A produção industrial brasileira caiu 0,4% em junho, na comparação com maio, interrompendo uma sequência de 4 meses de alta, segundo divulgou nesta terça-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a junho de 2021, a indústria recuou 0,5%, depois de o resultado de maio ter interrompido nove meses seguidos de queda no comparativo interanual.

No primeiro semestre, o setor acumulou queda de 2,2% e, em 12 meses, uma retração de 2,8% – pior resultado desde março de 2021 (-3,1%).

 

Com o resultado de junho, o setor industrial ainda se encontra 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18% abaixo do nível recorde da série histórica da pesquisa, alcançado em maio de 2011.

O resultado veio pior que o esperado. Pesquisa da Reuters estimava uma contração de 0,2% na comparação com maio.

A última queda da indústria havia sido registrada em janeiro (-1,9%).

O gerente da pesquisa, André Macedo, destacou que, mesmo com a sequência de 4 meses de crescimento até maio, a indústria não havia se recuperado da perda do primeiro mês do ano.

“Com o resultado de junho, há uma acentuação do saldo negativo no ano (-0,5%) quando comparado com o patamar de dezembro de 2021. Isso reflete as dificuldades que o setor industrial permanece enfrentando, como o aumento nos custos de produção e a restrição de acesso a insumos e componentes para a produção de bem final. Nesse sentido, o comportamento da atividade industrial tem sido marcado por paralisações das plantas industriais, reduções de jornada de trabalho e concessão de férias coletivas”, afirmou.

O que puxou a queda

Em junho, três das quatro grandes categorias econômicas e quinze dos 26 ramos pesquisados mostraram redução na produção.

Entre as atividades, as principais pressões de queda vieram dos segmentos de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-14,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%).

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de máquinas e equipamentos (-2%), de metalurgia (-1,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,8%) e de outros equipamentos de transporte (-5,5%).

Do lado das altas, os destaques foram veículos automotores, reboques e carrocerias (6,1%) e indústrias extrativas (1,9%).

Dentre as 4 grandes categorias econômicas, 3 tiveram queda na passagem de maio para junho:

  • Bens de capital: -1,5%
  • Bens intermediários: -0,8%
  • Bens de consumo duráveis: 6,4%
  • Bens de consumo semi e não duráveis: -0,7%

Dos 26 segmentos pesquisados pelo IBGE, apenas 8 já retomaram o nível de produção pré-pandemia.

Alta de 0,9% no 2º trimestre

Apesar da queda no mês de junho, a indústria fechou o 2º trimestre no azul, na comparação com os 3 primeiros meses do ano, com alta de 0,9% — o terceiro trimestre seguido de crescimento nesta base de comparação.

Dificuldades e incertezas

A indústria brasileira vem sendo impactada em 2022 pela restrição de acesso das empresas a insumos e componentes para a produção do bem final e o encarecimento dos custos de produção. Já do lado da demanda, a inflação elevada reduz a renda das famílias e os juros altos encarecem o crédito. Além disso, o número ainda elevado de desempregados também segue limitando a expansão do consumo.

“Há um contingente de aproximadamente 10 milhões de desempregados no país. A característica dos postos de trabalho que estão sendo criados aponta para uma precarização do mercado de trabalho e isso é refletido na massa de rendimento, que não está crescendo”, destacou o gerente da pesquisa do IBGE.

Em meio a incerteza ainda elevada, a confiança dos empresários do setor industrial caiu em julho pela primeira vez em quatro meses, segundo sondagem da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta-feira para definir como fica a taxa básica de juros, que hoje é de 13,25% ao ano. A expectativa do mercado financeiro é de mais um aumento de 0,5 ponto percentual, mas ainda há dúvidas sobre o fim do ciclo de alta da Selic.

Segundo a última pesquisa Focus do banco Central, a projeção do mercado para a inflação em 2022 foi reduzida de 7,30% para 7,15%. Já a previsão dos analistas para 2023 passou de 5,30% para 5,33%.

O mercado financeiro também passou a prever uma alta maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, as reduziu a expectativa de crescimento para o próximo ano em meio

A previsão dos economistas dos bancos é que a economia brasileira cresça 1,97% em 2022, contra 1,93% previsto anteriormente. Já para 2023, a previsão de alta passou de 0,49% para 0,40%.

A piora das perspectivas para o ano que vem decorre da perspectiva de manutenção de níveis elevados de inflação e de juros, além do aumento da incerteza política durante o período eleitoral e dos temores sobre a situação fiscal e credibilidade do Brasil, que foi abalada recentemente pela emenda constitucional que amplia e cria uma série de benefícios sociais, prevendo despesas fora do teto de gastos a apenas alguns meses das eleições presidenciais.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2022/08/02/producao-industrial-cai-04percent-em-junho.ghtml

Recenseadores vão às ruas, apesar de Bolsonaro

O papel importante, mas não decisivo, de Alckmin na campanha de Lula ao Planalto

Eleições 2022

Para analistas, falas do ex-governador de SP ajudam a atrair apoio partidário mais amplo na montagem de eventual governo de coalizão liderado pelo petista

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa com Lula (PT) ao Planalto, surpreendeu em seus primeiros discursos ao lado do ex-presidente pelo tom militante utilizado — diferente do perfil mais centrado e menos explosivo do político ao qual os eleitores paulistas estavam acostumados.

Desde então, Alckmin tem dosado a mão em suas falas. A estratégia, segundo cientistas políticos ouvidos pelo InfoMoney, é assegurar à base mais fiel do PT de que ele está fechado com o partido, mas também trazer certa tranquilidade a não eleitores da sigla, aos quais Lula não tem costume de se dirigir diretamente.

“Nós vivemos hoje no Brasil o mais cruel e desastroso governo da história. Triste período. Mas iniciamos a partir de hoje uma caminhada, e que Deus ilumine a consciência de cada brasileiro e de cada brasileira. Que a gente possa ter um novo período com a volta do presidente Lula à Presidência”, afirmou Alckmin, em palanque petista na Bahia há cerca de três semanas, quando ambos iniciaram agenda por capitais do Nordeste, onde Lula tem 59% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

“O presidente Lula vai tirar o Brasil do mapa da fome e recoloca-lo no mapa do mundo. Vai atrair investimento, trazer emprego, oportunidade para a juventude, melhorar o salário mínimo, recuperar a vida da nossa população”, completou o candidato a vice.

Na última sexta-feira (29), em convenção do PSB que oficializou sua candidatura como vice de Lula, Alckmin usou em seu discurso a saudação conhecida do ex-presidente “companheiros e companheiras”, e falou que os “plantadores de chuchu não serão esquecidos” — uma ironia ao apelido de “picolé de chuchu”, popularizado pelo colunista José Simão durante as eleições de 2002 ao governo de São Paulo.

A expressão é geralmente usada de forma pejorativa para se referir a alguém ou algo sem graça, sem gosto. O próprio Alckmin já disse que prefere ser “mais discreto” e utiliza o termo de forma bem-humorada.

Visto como o símbolo da “frente ampla” construída por Lula para essas eleições, Alckmin também aproveitou a ocasião para se comunicar com os eleitores de fora da base de apoio da chapa e com agentes econômicos. Não deixou de falar sobre empobrecimento e a volta da fome no Brasil, mas também tratou de negócios, investimentos e política econômica.

“Peço licença a vocês para poder falar também com os brasileiros que não estão aqui entre nós. Com os brasileiros que não compartilham do nosso ponto de vista, que não comungam dos nossos ideais e das nossa convicções, que por vezes rejeitaram ou mesmo nunca aceitaram e sempre criticaram as nossas opiniões e as nossas ações”, disse.

“Eu quero falar agora com os brasileiros que ainda relutam em admitir que Lula pode ser, e certamente com a força de todos nós, será a alternativa mais viável para fazer o Brasil um país melhor, um país que queremos, o país que merecemos. Eu quero dizer a esses brasileiros: Bolsonaro falhou com vocês, mas nós estamos do seu lado”, continuou.

“Aos empresários, que têm dificuldade de honrar seus compromissos, que se sentem acuados e foram prejudicados por uma política econômica mal-sucedida, que gerou inflação, elevou os juros, tornou o financiamento mais caro e impeditivo, que é fruto da improvisação e da falta de planejamento desta gestão [atual] (…). Eu quero dizer que Bolsonaro abusou de sua confiança, mas nós jamais abusaremos. E este compromisso haverá de ser cumprido com a eleição de Lula em 2 de outubro.”

Avaliações

No geral, os cientistas políticos ouvidos pelo InfoMoney avaliam que o papel de Alckmin na campanha de Lula é importante, mas não decisivo. Até porque, dizem, o petista já conquistou alguma confiança dos empresários e da elite brasileira durante seus dois governos passados.

“Não me parece que a presença de Alckmin como companheiro de chapa de Lula seja decisiva para o resultado das urnas, com a possível exceção do estado de São Paulo. O papel do ex-tucano está mais do que claro: atrair apoios partidários mais amplos na montagem de um eventual governo de coalizão liderado pelo petista, a partir de outubro”, disse Rogério Schmitt, cientista político da Empower Consultoria.

“A Faria Lima [referência à região de São Paulo onde se concentram as sedes dos maiores grupos financeiros do país] já conhece Lula o suficiente, com base em seus dois mandatos presidenciais anteriores, e a chapa com Alckmin interfere bem pouco na avaliação de riscos e oportunidades”, completou o analista.

Para Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper, o Alckmin tem cumprido esse papel de frente ampla proposto na chapa com Lula, sinalizando aos não eleitores do partido que um eventual novo governo da sigla não falaria apenas com a base aliada, mas é preciso um ajuste mais fino de discurso.

“O Alckmin tem sinalizado muito mais um discurso de ele aderir à esquerda do que especificamente do Lula ir ao centro. A presença do Alckmin é um ativo importante e tem funcionado dessa forma. O discurso do Alckmin talvez seja um problema porque não está sendo bem calibrado. Há esse papel ambíguo na presença do Alckmin na chapa”, afirmou.

Vitor Oliveira, cientista político e sócio-diretor da consultoria Pulso Público, enxerga Alckmin como um trunfo de Lula em locais onde ele não tem historicamente apoio dos eleitores.

“A atuação mais ostensiva dele como cabo eleitoral vai ser no interior de São Paulo e nos estados em que Lula vai ter mais dificuldade, como os estados do Sul, talvez, ou no Centro-Oeste. O Alckmin tem uma ligação muito forte com prefeitos em cidades pequenas e médias no interior de São Paulo, ele consegue obviamente ter um diálogo muito mais fácil com o agronegócio, embora o Lula não seja exatamente fechado ao agronegócio”, disse.

“E certamente ele vai ter um papel muito forte na tentativa desse grupo político que foi formado a partir da candidatura federal, e consolidado com a candidatura do Márcio França  para o senado aqui em São Paulo, de eleger essa tabelinha de Marcio França e Fernando Haddad [para o governo paulista]. (…) Não vejo Alckmin se projetando nacionalmente ou sendo muito incisivo, acho que ele terá esse papel mais estratégico e pontual”, completou.

Infomoney

https://www.infomoney.com.br/politica/o-papel-importante-mas-nao-decisivo-de-alckmin-na-campanha-de-lula-ao-planalto/

Centrais discutem com presidente do TRE/PR campanha de paz na política

Centrais discutem com presidente do TRE/PR campanha de paz na política

Sindicalistas também convidaram o desembargador Wellington Coimbra de Moura para participar da Live das Centrais Sindicais pela paz na politica e na sociedade que acontece no dia 10/08 às 18h30

Representando a Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná, junto com as demais centrais sindicais do estado, CUT/PR, CTB/PR, Força Sindical/PR, UGT/PR e um representantes do Dieese, o companheiro Ermínio Ferreira Sant´ana se reuniu na tarde desta terça-feira (02) com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR), desembargador Wellington Coimbra de Moura, para falar sobre a preocupação com o momento político e também sobre a importância de uma campanha institucional pela paz na política.

Os sindicalistas convidaram o desembargador para participar da Live das Centrais Sindicais pela paz na politica e na sociedade, que será realizada no próximo dia 10, às 18h30. O evento será transmitido pelas páginas do Facebook das Centrais Sindicais.

Também durante a conversa, os dirigentes sindicais reafirmaram a confiança na justiça eleitoral, nas urnas eletrônicas e no sistema eleitoral brasileiro.

O desembargador ficou de responder sobre o convite de participar da Live das Centrais Sindicais.

Participaram da reunião: Marcio Kieller presidente da CUT/PR, Iara Freire pela UGT/PR, Sandro Silva pelo Dieese/PR, Ermínio Ferreira Santana pela NCST/PR, Alexandre Húngaro pela CTB/PR e Nilton pela Força Sindical.

Com informações da CUT/PR