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Serra foi ‘suave’ demais e pode ser ‘humilhado’ nas urnas, diz jornal espanhol

Serra foi ‘suave’ demais e pode ser ‘humilhado’ nas urnas, diz jornal espanhol

Uma reportagem na edição desta segunda-feira do jornal espanhol El País afirma que o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, conduziu uma campanha eleitoral “suave” e “totalmente errada” e que o político corre o risco de sofrer uma “derrota humilhante” nas urnas.

No texto intitulado “A surpreendente queda de José Serra”, a enviada especial do El País a São Paulo, Soledad Gallego-Díaz, escreve que competir com a herdeira política do presidente Lula, Dilma Rousseff, sempre foi uma “tarefa difícil”, mas que Serra complicou sua situação por cometer muitos erros e passou de “grande favorito a futuro grande perdedor”.

“Serra, de 68 anos, o bem-sucedido governador de São Paulo que passou toda sua vida se preparando para este dia e este cargo, pode enfrentar agora não só um fracasso eleitoral, como o fim de toda a sua carreira política”, escreve a correspondente.

A reportagem do El País lista algumas das críticas à campanha de Serra que partiram de dentro do próprio PSDB. Segundo o jornal, o governador teria adotado uma campanha “suave” e “totalmente errada”, evitando fazer oposição direta e críticas mais duras ao “presidente mais popular da história”.

Serra inclusive chegou a usar a imagem de Lula em seus programas eleitorais. O jornal afirma que Serra é criticado por tentar se mostrar como “o verdadeiro herdeiro político de Lula”, em vez de utilizar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na sua campanha.

O jornal também critica o primeiro slogan da campanha de Serra – “O Brasil pode mais” – considerado neutro demais.

O El País afirma que alguns dirigentes do PSDB estão mais preocupados com o resultado da campanha eleitoral para os governos de Minas Gerais e São Paulo, com as candidaturas de Aécio Neves e Geraldo Alckmin.

Já a campanha de Serra concentra seus esforços nos últimos dias de campanha para tentar ganhar fôlego com os escândalos que levaram à demissão da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, auxiliar próxima de Dilma Rousseff na época em que a petista era ministra.

Fonte: BBC

NCST/Paraná realiza curso “CAT, NRS, NTEP, FAP e a Responsabilidade Civil e Criminal nos Acidentes de Trabalho” em Curitiba

NCST/Paraná realiza curso “CAT, NRS, NTEP, FAP e a Responsabilidade Civil e Criminal nos Acidentes de Trabalho” em Curitiba

Curso_NCSTPR_internaFetroA NCST/Paraná realizou durante os dias 16 e 17 de setembro na sede da Fetraconspar, em Curitiba, o curso “CAT, NRS, NTEP, FAP e a Responsabilidade Civil e Criminal nos Acidentes de Trabalho”. De acordo com o presidente da NCST/Paraná, Denílson Pestana, o objetivo é estabelecer uma política de capacitação para os sindicatos. “Nós queremos qualificar nossos dirigentes sindicais e prepará-los para atuar em suas bases”, afirma.

Participaram do curso 21 dirigentes sindicais e trabalhadores de Campo Largo, Curitiba e Paranaguá. As palestras foram ministradas pelo instrutor do Instituto São Cristóvão, André Luis da Silva Kazmierski. Entre as atividades desenvolvidas durante o curso, a que mais chamou atenção dos participantes foi o preenchimento detalhado e o passo a passo sobre os procedimentos de emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT).

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Serra foi ‘suave’ demais e pode ser ‘humilhado’ nas urnas, diz jornal espanhol

Sociedade civil se organiza para exigir serviços públicos, mostra pesquisa

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, na última quarta-feira (15), recursos das empresas Paquetá Calçados e da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) que pediam a suspensão da portaria que regulamenta a utilização do ponto eletrônico para controle de frequência dos funcionários.

A relatora do caso, a ministra Eliana Calmon, acatou os argumentos apresentados pela Advocacia- Geral da União (AGU) concordando que a portaria foi expedida de acordo com a Constituição Federal e que as empresas demoraram para procurar o Poder Judiciário, uma vez que deixaram para veicular a ação a poucos dias da entrada em vigor do ato normativo.

Apesar de nenhuma empresa ser obrigada a adotar o ponto eletrônico, o prazo final para elas se adaptarem à regulamentação é 1º de março de 2011, podendo também optar pelo registro manual ou mecânico.

Entre as novidades do aparelho que as empresas terão que adotar, está a de imprimir um comprovante ao trabalhador toda vez que houver registro de entrada e saída do funcionário, possibilitando, desta forma, maior controle do trabalhador no final do mês sobre suas horas trabalhadas.

Segundo a AGU e o Ministério do Trabalho, o ponto eletrônico garante a proteção da saúde, higiene e segurança do trabalho ao estabelecer meios com segurança jurídica para o controle eletrônico de jornada.

Serra foi ‘suave’ demais e pode ser ‘humilhado’ nas urnas, diz jornal espanhol

Com crise internacional, Brasil perdeu R$ 248 bilhões, estima CNI

A economia brasileira teve prejuízo de R$ 248,3 bilhões com a crise financeira internacional, de outubro de 2008 até o fim de 2009.

Quase metade desse valor, R$ 121,5 bilhões, refere-se a perdas industriais, de acordo com estimativa da unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada pelo economista Marcelo de Ávila.

Segundo ele, o cálculo para chegar a esses valores levou em conta o que a indústria deixou de faturar por causa, principalmente, da escassez de crédito e da redução da demanda externa.

Ele disse que o prejuízo só não foi maior por causa da forte demanda do mercado doméstico e da redução dos impostos na compra de automóveis, eletrodomésticos e material de construção.

O economista da CNI ressaltou, contudo, que a perda registrada pela indústria está em gradativo processo de recuperação.

A produção industrial deve superar os níveis pré-crise até fim do mês que vem, pois os indicadores industriais referentes a julho estão muito próximos do patamar contabilizado em setembro de 2008, quando eclodiu a crise.

Dos seis indicadores divulgados na semana passada (faturamento, horas trabalhadas, emprego, massa salarial, rendimento médio e utilização da capacidade instalada), dois já estão acima do nível pré-crise: faturamento e emprego.

A variável que estava mais distante era a de horas trabalhadas: 2,2% menor que em setembro de 2008.

Serra foi ‘suave’ demais e pode ser ‘humilhado’ nas urnas, diz jornal espanhol

stituto Internacional de Finanças revê previsão pessimista sobre Dilma

A entidade dos maiores bancos do mundo começou a rever sua avaliação sobre um eventual governo da candidata petista Dilma Rousseff à Presidência. Acredita que Henrique Meirelles continuará no Banco Central e que Luciano Coutinho será nomeado ministro da Fazenda.

O Instituto Internacional de Finanças (IIF) manifesta algumas “preocupações de médio prazo”, mas num tom bem diferente de junho, quando seu economista-chefe para a América Latina, Frederick Jaspersen, disse numa apresentação a 500 banqueiros, no encontro anual da entidade em Viena (Áustria), que uma vitória provável de Dilma trazia maior risco de “derrapagem macroeconômica” no Brasil, na comparação com José Serra (PSDB).

A avaliação era de que a vitória da candidata do PT resultaria em “maior papel do Estado, marco regulatório mais influenciado por pressões políticas, maior risco de derrapagem macroeconômica, pouco progresso nas reformas estruturais e alcance limitado para aumentar o crescimento potencial da economia”.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, que participava do encontro, reagiu irritado e taxou a avaliação de “tendenciosa e enviezada”. Dias depois, a candidata qualificou o texto do IIF de “superficial e leviano”.

Este mês, o IIF despachou uma missão ao Brasil e acaba de enviar a seus 400 associados, que são os peso-pesados das finanças internacionais, uma “nota de viagem” de três páginas, assinada pelo mesmo Jaspersen.

A “nota”, ao qual o Valor teve acesso, desta vez ignora Serra completamente, se concentra em Dilma, mas evita menção direta ao desempenho da eventual futura presidente e atribui boa parte de antigas opiniões a “analistas” no país.

Diz constatar que Dilma está a caminho de ganhar a eleição presidencial no primeiro turno “com ampla margem de apoio”. E relata ter ouvido entre analistas que, com Antonio Palocci assessorando Dilma, haverá “algum ajustamento fiscal em 2011 similar ao que foi introduzido no primeiro ano da administração Lula”.

Acha que não se deve excluir que Dilma tentará estimular o sentimento do mercado no começo de 2011 anunciando planos para reformar a Previdência Social e o sistema tributário. Mas avisa logo que haverá “pouca mudança” no “mix” da política econômica “no médio prazo”: uma “‘política de expansão fiscal/quase fiscal apoiada na política monetária para manter a inflação sob controle”.

“Acreditamos que Henrique Meirelles permanecerá no Banco Central e Luciano Coutinho será o proximo ministro da Fazenda”, diz o documento do IIF, como para reforçar a avaliação que toma distância do “risco de derrapagem” mencionado em junho.

Diz que qualquer enfraquecimento do “mix” de política fiscal e monetária, se ocorrer, “pouco provavelmente afetará o mercado, já que o Brasil continuará a ser visto como atrativo comparado a outros emergentes e países desenvolvidos por mais tempo”.

É mais direto na opinião de que, com a economia crescendo acima da tendência (7% a 8% este ano), “o incentivo politico para reformas estruturais (trabalho, aposentadoria, fiscal) é baixo”.

O cenário desenhado é de “alta possibilidade de que a inflação vai aumentar e o endurecimento monetário será retomado” em 2011. O novo governo poderá receber o déficit em conta corrente na faixa de 2,5% do PIB, mas acha que isso será coberto pelo fluxo de capital externo.

A entidade dos bancos prevê que as reservas internacionais continuarão a crescer e o real permanecerá forte. Estima que, se a valorização do real continuar e a cotação do dólar ficar abaixo de R$ 1,70, a compra de dólares pela autoridade monetária no mercado spot poderá ser acompanhada por controle “adicional” na entrada de capital e/ou emissões de “swaps reversos” no mercado futuro.

Relata ainda “opinião de analistas”, que era a sua em junho, de que Dilma vai se apoiar mais fortemente nas empresas estatais do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O IIF termina apontando “risco” de “passivo fiscal significativo” nas contas do setor público na medida em que o governo assumirá “risco financeiro adicional” com papel mais proeminente nos investimentos de infraestrutura para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e Olimpíada de 2016 no país. Pede transparência e manutenção do rigor nas contas públicas.

Serra foi ‘suave’ demais e pode ser ‘humilhado’ nas urnas, diz jornal espanhol

Datafolha: PT está mais próximo de voltar aos governos de DF e RS

Candidatos do PT lideram as pesquisas de intenções de voto e devem vencer já no primeiro turno em duas unidades da Federação – Rio Grande do Sul e Distrito Federal – que já foram governados pelo próprio partido. É o que indica a mais nova rodada de levantamentos do Datafolha, realizados nesta semana.

No eleitorado gaúcho, o ex-ministro Tarso Genro (PT) mantém crescimento na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul e, pela primeira vez desde o início da campanha, venceria a eleição no primeiro turno. Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 13 e 14, Genro passou de 42% para 44% das intenções de voto, ampliando a vantagem sobre José Fogaça (PMDB), que caiu de 26% para 24%.

A governadora Yeda Crusius (PSDB), que concorre à reeleição, também caiu de 13% para 11%. Brancos e nulos somam 3%, e 14% estão indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi feita com 1.255 entrevistados e registrada no TRE-RS com o número 46.872/2010.

Se considerados apenas os votos válidos, Genro teria 54%, Fogaça, 30%, e Yeda, 14%. No cálculo dos votos válidos, a taxa de indecisos, brancos e nulos é distribuída proporcionalmente entre os candidatos, de acordo com os índices de cada um.

A intenção de voto espontânea (quando os nomes dos candidatos não são exibidos aos entrevistados) mostra que 30% dos eleitores citam o ex-ministro da Justiça, enquanto Fogaça é mencionado por 13%, e Yeda, por 8%.

Na simulação de segundo turno entre Genro e Fogaça, o petista teria 53% dos votos, e seu adversário, 35%. Entre os eleitores gaúchos, Yeda é a mais rejeitada: 44% dos entrevistados afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Genro é rejeitado por 15%, e Fogaça, por 14%.

Nos municípios da região metropolitana de Porto Alegre, Genro passou de 42% para 47% desde a semana passada, enquanto Fogaça manteve 28%. Se considerada só a capital, onde o petista foi prefeito por duas vezes, a preferência por Genro passou de 38% para 42%, enquanto Fogaça caiu de 31% para 29%.

O Datafolha também mediu o conhecimento sobre o número dos candidatos. Os eleitores de Genro são os mais bem informados sobre o número que deverão digitar na urna eletrônica: 49% deles acertam a resposta. Entre os eleitores de Fogaça, 73% não sabem qual o número do candidato.

DF
Na liderança das intenções de voto para o governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) venceria a disputa já no primeiro turno, diz pesquisa Datafolha. O petista ampliou para 13 pontos sua vantagem contra o ex-governador ficha-suja Joaquim Roriz (PSC). Em relação à pesquisa anterior, feita no início deste mês, Agnelo manteve o mesmo índice, de 44%. Mas Roriz oscilou negativamente dois pontos percentuais e caiu para 31%.

Roriz está contestando no STF (Supremo Tribunal Federal) o indeferimento de sua candidatura com base na Lei Ficha Limpa. Desde que sua candidatura foi indeferida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no final de agosto, ele caiu dez pontos. Sua rejeição também é alta: 42% disseram que não votariam nele de jeito nenhum – Agnelo tem 20% de rejeição.

O Datafolha projeta que Agnelo teria 55% dos votos válidos – contra 40% de Roriz – e venceria a eleição ainda no primeiro turno. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi feita com 849 entrevistados entre os dias 13 a 15 de setembro e registrada no TRE-DF com o número 30.963/2010.

Toninho (PSol) aparece com 3% das intenções de voto. Eduardo Brandão (PV) tem 1%, Rodrigo Dantas (PSTU) e Ricardo Machado (PCO) não atingiram 1% e Newton Lins (PSL) e Frank (PCB) não foram citados.

O percentual de eleitores indecisos variou de 11% no levantamento anterior para 15% na pesquisa atual, feita entre segunda-feira e anteontem com 849 eleitores. Pretendem votar em branco ou nulo outros 5%.