NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Em MS, custo do metro quadrado na construção civil sobe 8%, diz IBGE

Em MS, custo do metro quadrado na construção civil sobe 8%, diz IBGE

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o custo do metro quadrado em Mato Grosso do Sul é um dos mais caros do país. Nos últimos 12 meses o aumento foi de 8%. Em termos de reajuste, o estado só perde para Maranhão, que no mesmo período registrou 10,41% de alta.

A enfermeira Gisele conta que, por causa dos preços elevados, precisou mudar os planos para finalizar a reforma na cozinha. “Optei para não colocar azulejo na cozinha, optamos também por alguns revestimentos que saem mais em conta”, diz.

Ainda conforme a pesquisa do IBGE, o valor médio por metro quadrado em Mato Grosso do Sul, no mês passado, estava em média R$ 801. Isso significa que, para construir uma casa popular com 40 m², o custo não sai por menos de R$ 32 mil.O militar aposentado Clarindo Tosta diz que está pesquisando mais que antes. “Os preços estão muito altos, cada dia que a gente vem, sempre está subindo. O salário não sobe e os preços sobem sempre. Fica difícil”, relata.

O economista e consultor de mercado Sérgio Torres diz que a tendência permanecerá em alta. “A liberação de crédito está muito fácil. A tendência é que a demanda em alta e a oferta em baixa, os preços tendem a subir e a inflação aparecer”, explica.

Para a construção de 800 casas populares, uma construtora compra em média 80 mil tijolos por mês. Mas a empresa não encontra o material em grande quantidade no estado, e precisou buscá-lo em São Paulo. “A gente teve de recorrer a outro estado para buscar alternativas e se programar. A gente fez até um estoque muito grande com medo de a outra empresa não atender”, afirma a engenheira civil Diana Aparecida Caranjo.

A demanda deve crescer ainda mais, segundo o sindicato estadual da construção civil do estado. A entidade trabalha com a expectativa de de um crescimento de pelo menos 6%, comparando com os primeiros seis meses do ano. O economista confirma a previsão. “Assusta um pouco, mas o consumidor e o fornecedor devem estar preparados”, diz Torres.

Em MS, custo do metro quadrado na construção civil sobe 8%, diz IBGE

Ministério do Trabalho vai embargar obra onde operário morreu, no ES

O Ministério do Trabalho decidiu embargar a obra onde um operário morreu e outros dois ficaram feridos na manhã desta quinta-feira (15). O acidente aconteceu no bairro Itapoã, em Vila Velha. Os funcionários não usavam equipamentos de segurança e despencaram de um andaime.

Fotos mostram a madeira usada na marquise onde os operários trabalhavam. Segundo o Ministério Público e a polícia, o material não oferece a segurança. “A madeira era reaproveitada, aparentemente podre e despedaçava”, afirma a analista pericial Lorrane de Britto. “Os trabalhadores ali estão em risco”, completa. Os fiscais identificaram várias irregularidades na obra. A laje tem buracos e a cobertura não tem proteção contra quedas.

Segundo dados do Anuário Brasileiro da Proteção, o Espírito Santo é o estado da região Sudeste onde ocorrem mais acidentes do trabalho. São 23 para cada 100 mil trabalhadores. Somente neste ano, a polícia já registrou 46. Um aumento de 28% em relação ao mesmo período de 2010. Em 20 anos, foram mais de 170 mil acidentes.

Para o delegado do trabalho José Luiz Pazetto, responsável pelo caso, os números são resultado do crescimento desordenado do setor. “Atribuo esse número ao ‘boom’ do desenvolvimento na construção civil e à falta de fiscalização e compromisso com a segurança”, afirma. “Se os equipamentos fossem utilizados corretamente, o número seria menor”, declara.

Segundo a Secretaria da Saúde, um dos operários feridos no acidente teve um trauma na coluna e está sendo operado em um hospital particular de Vila Velha. O outro ferido está internado no hospital São Lucas, em Vitória.

Denuncie obras irregulares

Três operários despencaram por 12 metros, em uma construção no bairro Itapoã, em Vila Velha. Uma das vítimas, de 38 anos, que começou a trabalhar nesta quinta-feira (15), não resistiu aos ferimentos e morreu. O acidente aconteceu por volta das 9h30. Nenhum dos operários usava equipamentos de segurança. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ainda não divulgou o boletim com o estado de saúde das outras vítimas.

Segundo testemunhas, os trabalhadores andavam em cima de uma estrutura de zinco e madeira, conhecida pelos operários como ‘para cisco’, que não resistiu ao peso dos três e cedeu. De acordo o encarregado da construção, na obra existe o equipamento mas não estava sendo usado por ninguém.

O proprietário da obra Ronilson Rizo, chegou ao local do acidente e ficou em estado de choque. “O importante agora é salvar a vida dos que se feriram. Não é hora de discutir o que aconteceu”, disse Rizo.

Ao lado da obra, outros operários em uma altura ainda maior, com aproximadamente 100 metros, se arriscavam para ver a movimentação do resgate aos acidentados, mas não utilizavam nenhuma proteção.

Para o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, acidentes com operários acontecem diariamente. “As empresas querem economizar e repassar um preço melhor para quem vai comprar o imóvel. Por isso, tiram um custo nos equipamentos de segurança. Deixam de comprar cintos e materiais de rapel para a obra sair mais barata”, denunciou Virley Alves.

De acordo com o sindicato, algumas construtoras não trabalham com o mesmo número de equipamentos de segurança equivalente ao número de operários. Os outros dois operários acidentados foram socorridos por ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) para hospitais em Vitória.

 

As denúncias devem ser feitas à polícia, no telefone 3235-3093, ou ao Ministério Público do Trabalho, no telefone 2125-4500.

Entenda o caso

Em MS, custo do metro quadrado na construção civil sobe 8%, diz IBGE

Operário fica gravemente ferido após ser atingido por guindaste no DF

Um operário, de 20 anos, ficou ferido na manhã desta quinta-feira (15) após ser atingido por um guindaste em uma obra de um complexo residencial ao lado do terminal rodoviário no Setor O, em Ceilândia, região administrativa a 26 quilômetros de Brasília. Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), uma parte do maquinário se soltou, caiu sobre uma das lajes da construção e atingiu o operário.

A construtora Lopes Royal divulgou uma nota oficial, no início da tarde informando que todos os procedimentos legais estão sendo tomados.

A vítima foi transportada de helicóptero para o Hospital de Base. Segundo o Corpo de Bombeiros, o rapaz teve traumatismo craniano, além de múltiplas fraturas pelo corpo. Os bombeiros informaram que o operário será submetido à cirurgia.

Uma equipe de peritos da Polícia Civil esteve no local do acidente para realizar a perícia. O delegado da 24ª Delegacia de Polícia, Hailton Cunha, informou que o inquérito para investigar o acidente foi aberto.

“Estamos ouvindo outros operários para apurar o que realmente aconteceu. Independente da perícia, se for comprovado que a vítima não estava usando o equipamento de segurança já se caracteriza omissão por parte da construtora”, afirmou.

A assessoria de impresa da construtora responsável pela obra informou que os engenheiros, responsáveis pelo empreendimento foram ao local para fazer uma vistoria na área do acidente.

Nota oficial da construtora Lopes Royal

Em atenção à solicitação da Imprensa, informamos que na manhã de hoje (15.09.2011) houve um acidente de trabalho na obra do empreendimento Portal do Cerrado, localizado em Ceilândia (DF), envolvendo um operário da empresa prestadora de serviços JRJ. O mesmo foi prontamente atendido pelo SAMU e pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital da Base, onde está sendo fornecida toda a assistência necessária. Segundo informações obtidas até o momento, o quadro é estável, sem risco de morte.

Todos os procedimentos legais relativos ao registro ao acidente de trabalho já estão sendo empreendidos. A empresa aguarda o laudo da perícia que identificará as causas do acidente.

Em MS, custo do metro quadrado na construção civil sobe 8%, diz IBGE

Construção civil de minas perde ritmo no segundo semestre

Conforme empresários, setor está em fase de acomodação. O segmento de construção civil cresceu 11,6% no ano passado frente a 2010

Apesar de continuar a registrar crescimento, a indústria da construção civil perdeu ritmo no segundo semestre. O setor passa por um momento de acomodação após forte expansão no ano passado. Além disso, o temor em relação ao cenário internacional também teria contribuído para o desempenho, conforme especialistas e empresários consultados pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO.

Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, está ocorrendo uma estabilização do mercado imobiliário, que contribuiu para reduzir a atividade nos últimos meses. “O setor cresceu em um ritmo muito forte no ano passado”, diz, se referindo à alta de 11,6% em relação ao exercício anterior. Mesmo assim, ele acredita que o segmento deverá crescer 5% em 2011 na comparação com 2010.

Além disso, segundo ele, a segunda fase do “Minha casa, minha vida” ainda não começou. O programa federal de habitação é considerado como um dos principais fatores que impulsionaram o setor no ano passado.

Conforme o presidente da entidade, o cenário se estende por toda a indústria da construção, já que os investimentos em obras públicas também caíram no segundo semestre. Para Safady Simão, a retração se dá em função da preocupação do governo federal em relação à crise internacional, que provocou a redução dos aportes.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos, que também preside a Construtora Diniz Camargos, concorda e explica que a acomodação no mercado imobiliário é natural após o crescimento significativo dos últimos anos.

Já o coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Ítalo Richard Furletti, lembra que o mercado interno passa por um momento de ajustes em virtude do cenário internacional. ”  um momento de acomodação”, afirma.

Por outro lado, o crédito imobiliário, outro fator preponderante para manter as vendas aquecidas, continua em alta. Furletti lembra que a modalidade representa apenas 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e estima-se que deverá alcançar 11% até 2014.

Sensível – O presidente da Habitare Construtora e Incorporadora Ltda, Sebastião Sidney Soares, registra uma pequena oscilação no segundo semestre. “O imóvel é muito sensível ao cenário econômico”, diz. Apesar disso, ele afirma que o efeito foi psicológico em virtude das notícias de crise, mas as vendas deverão continuar a crescer. As projeções da Habitare são de incremento de 20% nos negócios no atual exercício na comparação com 2010.

Segundo Soares, o principal entrave registrado pela construtora é a burocracia na liberação de projetos por parte da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O gargalo tem provocado a redução na oferta de imóveis em virtude da demora no lançamento dos empreendimentos.

O diretor financeiro da Prisbel Construtora, Luciano Muniz, também percebe perda de ritmo na segunda metade de 2011. “A crise, às vezes, gera dúvidas no comprador, se vale à pena ou não comprar o imóvel”, explica. Além disso, segundo ele, o período de férias em julho também contribuiu para a retração. As projeções da empresa são de repetir os resultados do ano passado.

Já na Construtora Líder foi verificado incremento no segundo semestre, conforme o presidente, Carlos Carneiro Costa. Mas, segundo ele, entre os fatores está o maior número de lançamentos feitos pela empresa neste ano em relação a 2010, que foi considerado atípico. Em 2010, os lançamentos da Líder somaram R$ 16 milhões, enquanto que em 2011 eles já totalizaram R$ 156 milhões. “No ano passado, grandes projetos acabaram não sendo lançados”, diz.

Em MS, custo do metro quadrado na construção civil sobe 8%, diz IBGE

Suplicy quer instituir prestação de contas em tempo real nas campanhas eleitorais

Candidatos, partidos políticos e coligações poderão ser obrigados a fazer prestação de contas em tempo real durante as campanhas eleitorais. Esse é o objetivo do Projeto de Lei do Senado (PLS) 564/11, apresentado pelo Eduardo Suplicy (PT-SP) nesta semana. O senador defendeu sua proposta nesta quinta-feira (15), em discurso no Plenário.

O projeto altera a Lei 9.504/97 para instituir que, durante as campanhas eleitorais, os partidos políticos, as coligações e os candidatos serão obrigados a divulgar pela internet, diariamente, todos os recursos recebidos para o financiamento das respectivas campanhas.

Terá de ser divulgado todo e qualquer recurso recebido de pessoas físicas e jurídicas, do poder público e do fundo partidário, ou de qualquer outra origem, indicando os nomes dos doadores e os respectivos valores.

A Justiça Eleitoral ficará responsável por criar mecanismo na internet para essa prestação de contas em tempo real. O candidato que não cumprir o disposto terá seu registro cassado, conforme o texto do projeto.

Na opinião de Suplicy, seu projeto vai ao encontro do anseio “generalizado entre o povo brasileiro” de mais transparência dos atos dos políticos.

– Esse projeto tem por objetivo propiciar, em tempo real, a transparência das receitas e despesas dos candidatos a cargos eletivos, de seus partidos políticos ou de suas coligações, durante as campanhas políticas. O eleitor poderá acompanhar, diariamente, em tempo real, pela internet, a prestação de contas seja do dispêndio realizado, seja da captação de recursos financeiros, bem como de outras formas de contribuição material – resumiu Suplicy.

Para o senador, se essa proposta virar lei, o processo eleitoral será aperfeiçoado e a cidadania fortalecida.