por master | 11/08/11 | Ultimas Notícias
Pesquisa aponta que o Paraná foi o quinto estado com mais contratações, totalizando 1.033 admissões

Curitiba – Os setores de lazer, entretenimento, indústria e comércio contrataram aproximadamente 16,5 mil trabalhadores temporários em todo o Brasil em julho, número 10% superior ao registrado no mesmo mês no ano passado. Os dados constam de pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) e foram coletados pelo Instituto de Pesquisa Manager (Ipema). No ranking dos estados com maior número de contratações de temporários, o Paraná foi o quinto.
A Asserttem apontou que, em razão das férias escolares, parques de diversão, clubes, hotéis, bares e restaurantes tradicionalmente contratam muitos trabalhadores temporários em julho. Os setores de lazer e entretenimento responderam por 12,5 mil contratações. As restantes foram feitas pela indústria e pelo comércio.
Jismalia de Oliveira Alves, diretora da Asserttem, apontou que uma explicação para o grande crescimento da contratação de temporários em julho na comparação com o mesmo mês em 2010 foi o aumento do público que busca opções de lazer nas férias de meio de ano. ”Muitas pessoas estão migrando de classes mais baixas para a classe C, demandando parques temáticos, hotéis, pousadas. E hoje, com a facilidade de crédito, há muitas possibilidades de parcelamento de viagens”, explicou.
Segundo a pesquisa, o Paraná foi o quinto Estado com mais contratações de trabalhadores temporários em julho, ficando atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Do total de temporários contratados no País, 14% foram efetivados. Jovens que buscavam o primeiro emprego representaram 23% das vagas temporárias preenchidas no mês passado, o que indica a importância desse tipo de contrato como porta de entrada no mercado de trabalho formal.
”Os setores de entretenimento e lazer contratam muitos jovens. Por exemplo, para a função de monitor em um parque temático ou uma colônia de férias, são necessárias pessoas com muita força física, energia, com habilidade para conduzir atividades com crianças. Mas pessoas mais maduras também podem desempenhar essas funções e também possuem outras oportunidades. Os serviços de garçom e camareira são geralmente mais desempenhados por pessoas com mais experiência”, disse Jismalia.
por master | 11/08/11 | Ultimas Notícias
O deficit habitacional do Brasil é de 5,8 milhões de moradias. Produzir casas é mais que necessário – é urgente. Mas os desafios da construção civil vão além: arquitetos e engenheiros são responsáveis por erguer o futuro do País, desde a simples residência até hidrelétricas como Belo Monte.
Quando tinha 12 anos, Candido Malta queria ser agrônomo. A chegada de um amigo da Itália fez o menino mudar de ideia. “Ele disse que eu sabia desenhar muito bem e que deveria ser arquiteto“. Foi o que fez: em 1955, ingressou no curso da Universidade de São Paulo.
Naquela época, havia pouca preocupação com a questão ambiental. Com 74 anos de idade e 52 de carreira, Malta explicou que agora o negócio é outro. “Hoje o arquiteto tem de ser um ambientalista. Precisa pensar que impactos seu projeto trará ao ambiente.”
Malta é conhecido por suas idéias revolucionárias da paisagem urbana, tais como a construção de prédios-ponte sobre os rios. Muitas delas o profissional trouxe de suas viagens ao exterior. “Para quem trabalha no Brasil, um país em desenvolvimento, é importante visitar países desenvolvidos”, garantiu. O arquiteto fez mestrado na Califórnia e voltou recentemente de viagem de trabalho à Rússia.
Aliás, aprender outros idiomas também é fundamental na carreira. “Falo espanhol, inglês e francês”, disse Malta.
SUSTENTÁVEL
O futuro da construção civil está mesmo na questão ambiental. O especialista em planejamento e gestão de construções sustentáveis Ailton Pinto, 51, se preocupa com o tema desde os anos 1970, quando se tornou professor do curso de Engenharia Civil da FEI.
Nesta época, os canteiros tinham mão de obra barata e muito desperdício. “Na década de 1990, a construção civil percebeu que reduzir as perdas aumentava os lucros. Além disso, começou a treinar os profissionais para otimizar o trabalho.”
Para Ailton, as novas tecnologias ajudam a reduzir os impactos ambientais. “Por isso o engenheiro precisa de atualização constante”. O esforço compensa: um especialista em construções sustentáveis ganha salário inicial de R$ 5.000 a R$ 7.000.
TRANSPORTE
Os desafios do profissional não param na construção de edifícios. Afinal, a área de transportes também precisa de engenheiros civis.
Antonio Benedito Rossitto, 52, é um deles. Começou aos 14 como aprendiz de almoxarifado em uma empresa ligada ao transporte ferroviário. Aos 16, após se formar em desenho técnico, passou para a área de projetos. “A engenharia civil tem diversidade enorme de atuação. No meu caso, voltei-me para obras de infra e superestrutura ferroviária.”
Para Rossitto, o transporte de passageiros em uma região metropolitana como a nossa assusta qualquer especialista no assunto. A necessidade de aumentar a oferta para a população em crescimento e oferecer transporte em condições de conforto, regularidade, confiabilidade e outros atributos de qualidade são desafios constantes do profissional que se aventura nesta área. “É preciso estar disposto a pesquisar muito, inclusive os modelos de ferrovias internacionais.”
Para quem quer fazer engenharia ou arquitetura, o mercado está aquecido, mas é preciso ter vontade de estudar e se atualizar. Você está pronto para o desafio?
MULHERES GANHAM DESTAQUE NO CANTEIRO
O pedreiro autodidata, aquele que aprendeu a profissão nos canteiros de obras, vem sendo substituído pelo profissional especializado nas grandes construções. E não pense que a profissão é exclusivamente masculina: as mulheres começaram a explorar o mercado, e obtêm sucesso na área.
É o caso de Sônia Ribeiro da Silva Souza, 43 anos. Ela fez o curso de pedreira oferecido pela Prefeitura de São Bernardo por meio do programa Mulheres Construindo Autonomia, convênio com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, do governo federal. Há dois meses trabalha no canteiro de obras de um grande supermercado na Avenida Senador Vergueiro. “Logo que me formei consegui emprego, e com carteira assinada”, comemorou.
Sônia transferiu a habilidade manual que utilizava como esteticista e massagista para o canteiro de obras. “Meu marido é pedreiro e falava que eu não ia aguentar o serviço pesado. Mas o que vale é a experiência e a força de vontade”, garantiu.
A especialização deu a Sônia a oportunidade de ampliar os ganhos da família. “Recebo salário de R$ 2.000 por mês. E olha que acabei de começar.”
Até o relacionamento com o marido melhorou depois que ela começou a atuar na profissão que escolheu. “Ele diz para todos os colegas que a esposa é pedreira, e com orgulho.”
No trabalho, são quatro mulheres para 300 homens. No entanto, Sônia afirmou que o clima é de respeito. “A partir do momento em que vestimos o uniforme, somos iguais e temos o mesmo objetivo”, concluiu.
por master | 11/08/11 | Ultimas Notícias
Em um ponto os sindicatos dos empresários e dos trabalhadores da construção civil na Bahia concordam: falta um treinamento adequado para os operários do setor, o que potencializa os riscos de acidentes nos canteiros de obras.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), Carlos Alberto Matos Vieira Lima, admite que existe, no mercado baiano, forte carência de profissionais qualificados. O grande aumento na atração de mão de obra para o setor tem promovido uma maior presença de profissionais sem treinamento completo nas obras, o que aumenta os riscos de acidentes , afirmou. Muitas empresas têm desenvolvido programas de capacitação, mas é preciso avançar.
Entre 2006 e 2010, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira da Bahia (Sintracom-BA), o número de acidentes nos canteiros de obras da Bahia saltou de 21, com cinco mortes, para 108, com seis óbitos.
É preciso que os empresários invistam mais na capacitação dos trabalhadores e em equipamentos de segurança , afirmou o presidente do sindicato dos obreiros, José Ribeiro.
por master | 11/08/11 | Ultimas Notícias
Presidente da MRV diz que não há risco de bolha no setor. Receita líquida da companhia avançou 41% no 1º semestre O mercado de construção civil popular no Brasil não deve ser atingido pelas crises que assolam a Europa e os Estados Unidos, mesmo que a turbulência se agrave ainda mais. A afirmação foi dada ontem pelo presidente da MRV Engenharia, Rubens Menin. A empresa é líder no segmento de empreendimentos residenciais populares no país. Seguindo a linha do Banco Central (BC), o executivo também descartou a formação de uma bolha imobiliária, apesar da valorização expressiva dos imóveis entre 2008 e 2010. “Não existe possibilidade de bolha. Aqui não temos subprime, apenas prime, além da demanda que continua maior que a oferta”, disse. Um dos argumentos é que o crédito imobiliário responde por “apenas” 5% do Produto Interno Bruto (PIB). “Nos próximos 20 anos, ainda temos demanda de 35 milhões de moradias. Ou seja, há muito espaço para crescer”, prevê Menin.
A MRV registrou números inéditos no segundo trimestre e no acumulado dos primeiros seis meses, segundo balanço divulgado ao mercado no início da noite de ontem. A receita líquida no primeiro semestre somou R$ 1,79 bilhão, alta de 41% frente a igual período do ano passado. Somente no último trimestre, a receita líquida alcançou R$ 988,4 milhões, volume 40,2% superior à mesma data de 2010.
O lucro líquido no semestre fechou em R$ 342,4 milhões, aumento de 28,5% ante o mesmo período de 2010. No segundo trimestre, a alta, na mesma base de comparação, foi de 26,1%, atingindo R$ 189,8 milhões. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve crescimento de 25,5% no semestre (R$ 456,8 milhões) . No último trimestre, frente aos mesmos três meses do ano passado, o avanço foi de 35,4%, ou R$ 255,8 milhões.
“Os números foram muitos bons e o mercado deve se surpreender com isso”, afirmou Menin, destacando que a construtora cresce sem perder qualidade operacional. “Entre as cinco maiores empresas na área de construção, a MRV foi a única que cresceu sem perder margem”, acrescenta o executivo. Conforme o balanço da empresa, as margens bruta, EBITDA e líquida no segundo trimestre foram, respectivamente, de 32,2%, 25,9% e 19,2%. Comparadas ao trimestre anterior, as altas foram de 0,4 ponto percentual (p.p.), 0,8 p.p. e 0,2 p.p., respectivamente.
Já os lançamentos no semestre cresceram 4% na comparação com os primeiros seis meses de 2010, totalizando R$ 1, 79 bilhão. As vendas contratadas, no mesmo período, somaram também R$ 1,79 bilhão, avanço de 5% em relação a 2010. A expansão no banco de terrenos foi de 15,6% no período de 31 de março a 30 de junho, atingindo R$ 16,3 bilhões.
INFLAÇÃO Conforme o balanço da MRV, o preço médio da unidade vendida no segundo trimestre foi 5% superior ao preço médio do mesmo período de 2010. Segundo Menin, o reajuste leva em conta as correções do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). “No nosso segmento, temos teto de venda (Minha casa, minha vida). Então, o ambiente de preços é saudável”, diz. Dos lançamentos da MRV no segundo trimestre, 85% foram direcionados ao programa federal habitacional Minha casa, minha vida. “E esse vai continuar sendo o nosso carro-chefe”, detalha Menin. O valor médio do imóvel, neste programa, é de R$ 170 mil.
por master | 11/08/11 | Ultimas Notícias
A ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que protege o trabalhador contra a demissão imotivada, foi rejeitada na votação desta quarta-feira (10) na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. Após cinco horas de discussão tensa e tumultuada, o parecer pela rejeição da matéria foi aprovado por 17 votos contra 8.
A Mensagem já havia sido rejeitada anteriormente pela Comissão de Relações Exteriores. Com o resultado da Comissão de Trabalho, já são dois pareceres contrários. A proposição depende do recurso de 1/10 dos deputados para ir a Plenário, já que recebeu parecer contrário das duas comissões de mérito. Do contrário, será arquivada, conforme Regimento Interno da Câmara dos Deputados.
O deputado Assis Melo (PCdoB-RS) defendeu o texto do projeto durante toda a discussão, destacando a necessidade de ratificar o texto da convenção como forma de proteger o trabalhador brasileiro contra os abusos dos empregadores. E apresentou dados que mostram a rotatividade de mão de obra no país como um gargalo para o desenvolvimento e para a geração de empregos com qualidade para os trabalhadores.
O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) também defendeu a aprovação da matéria, denunciando o ressurgimento do “centrão”, grupo de parlamentares que atuaram durante a Assembleia Constituinte, com objetivo de impedir a conquista dos direitos por parte dos trabalhadores. Almeida contestou ainda os argumentos que atribuem à Convenção 158, da OIT, o desemprego em alguns países da Europa, afirmando que o texto da convenção impedirá o aumento da rotatividade de mão de obra.
Outra deputada do PCdoB, Alice Portugal (BA), também alertou para a necessidade de uma discussão sobre a posição retrógada da Comissão do Trabalho, que vem sistematicamente rejeitando matérias de interesse dos trabalhadores, a exemplo do que ocorreu com a proposta do deputado-empresário Sandro Mabel (PR-GO) sobre terceirização.
Após vários pedidos e requerimentos de retirada de pauta, o presidente da Comissão, deputado Sílvio Costa (PTB-PE), manteve a decisão de apreciar a matéria ainda nesta quarta-feira e, para isso, retirou todos os itens de pauta para a votação da Mensagem do Poder Executivo.