por master | 08/04/11 | Ultimas Notícias
O faturamento e as horas trabalhadas no setor industrial aumentaram 6,9% e 2,6%, respectivamente, em fevereiro frente a janeiro, segundos dados com ajuste sazonal, pesquisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No primeiro bimestre, as altas dos indicadores, em relação a igual período de 2010, foram de 11,1% e 5,4%. Na comparação de fevereiro deste ano com o mesmo mês do ano passado, as variações foram de 14,3% e de 6,7%, respectivamente.
A expansão em bases elevadas desses dois indicadores, diretamente associados à produção, mostra que o setor industrial iniciou o ano em ritmo aquecido, influenciado pela demanda interna e contrariando a tendência de desaceleração para o período.
Para a CNI, as taxas de aumento do faturamento e das horas trabalhadas estão contaminadas pelo efeito calendário de maior número de dias úteis em fevereiro e não refletem a expansão real do parque fabril. Para a entidade, a ausência do Carnaval em fevereiro antecipou a produção no mês e terá por consequência a redução do nível de atividade em março.
“Não há retomada tão intensa quanto os números sugerem”, afirmou o gerente da unidade de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. “Os dados de março tendem a mostrar sinais de desaceleração”, acrescentou, citando a queda de 0,4% na produção de veículos em março frente a fevereiro.
Castelo Branco explicou que o modelo de dessazonalização usado pela CNI não consegue eliminar o efeito calendário no cálculo das variações, quando feriados tradicionalmente fixos são transferidos para datas não convencionais.
por master | 08/04/11 | Ultimas Notícias
Ministro da Fazenda anuncia elevação do imposto cobrado nos empréstimos a pessoas físicas de 1,5% para 3% ao ano. Medida do governo visa conter o apetite dos brasileiros pelo consumo e frear a disparada dos preços
A disparada da inflação medida no primeiro trimestre do ano — 6,31% nos últimos 12 meses — superou todas as expectativas do governo e levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a anunciar ontem, no início da noite, um novo arrocho no crédito aos consumidores. A alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrada nos financiamentos à pessoa física foi dobrada para 3% ao ano e vale para o crédito direto ao consumidor, consignado e o rotativo, dos cartões. A medida só não vale para os financiamentos imobiliários.
Segundo o ministro, a medida é uma tentativa de moderar o crescimento da oferta de crédito e, dessa forma, evitar mais pressões sobre os preços na economia. “Estamos moderando o aumento de crédito ao consumidor que, neste início de ano, está crescendo em torno de 20%. É uma velocidade um pouco elevada. Vamos evitar a alta exagerada da demanda para que isso não influencie a inflação”, afirmou. Para o ministro, o ideal é que a taxa de avanço dos financiamentos fique entre 12% e 15% no ano. “Estamos tomando a medida para que a inflação não fuja do controle. O governo não vai perder o controle da inflação no Brasil”, ressaltou.
Para o economista Alexandre Andrade, da consultoria Tendências, a nova alíquota terá um impacto direto no consumo. “Vai ter uma contração imediata, porque vai bater nos spreads bancários (diferença entre as taxas pagas pelo banco na captação de recursos e cobradas para fazer empréstimos) e nas taxas ao consumidor”, afirmou. Para ele, a medida é resultado da resistência do governo em elevar os juros básicos (Selic), saída mais eficaz, em sua análise, para conter a escalada inflacionária.
O economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, Alex Agostini, avaliou como positivo o fato de ser uma medida que só afeta o consumo direto. “É uma medida complementar à Selic, menos eficiente para fazer a inflação convergir para o centro da meta (de 4,5%), mas não onera a produção nem os investimentos, o que é bom”, ponderou. Agostini ressaltou ainda que a elevação de encargos direto ao consumidor — pouco convencional se considerado o histórico recente da política monetária adotada no país — alinha as ações entre a Fazenda e o Banco Central.
O ministro Mantega destacou ainda que a elevação do IOF não é definitiva, mas deixou claro que, se o ímpeto do consumo não for detido, novas medidas podem ser adotadas.
Ferramentas
Desde o final de 2010, o Banco Central e o Ministério da Fazenda têm coordenado ações pouco comuns nos últimos anos com o objetivo de controlar a inflação. Entre as ferramentas utilizadas, estão o alongamento de prazos para financiamentos de veículos, exigindo mais garantias dos bancos, aumento de depósitos compulsórios e a promessa de redução dos gastos do governo.
por master | 07/04/11 | Notícias NCST/PR

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Umuarama (Sintricomu) está com inscrições abertas para o 2.º Torneio de Truco, que será realizado no dia 1.º de Maio na sede campestre do sindicato.
O evento tem apoio da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Paraná (NCST/Paraná) e da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário do Estado do Paraná (Fetraconspar).
por master | 07/04/11 | Ultimas Notícias
Ministros rejeitam tese da inconstitucionalidade defendida por cinco estados, entre eles o Paraná. Vencimento básico para 40 horas semanais é de R$ 1.187,14
Em mais de quatro horas de julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou no início da noite de ontem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que contestava a implantação do piso salarial nacional do professor de rede pública, que hoje é de R$ 1.187,14 para 40 horas semanais. O piso, que continuava em vigor apesar da contestação judicial, continua valendo.
A Lei Federal 11.738, que instituiu o piso, promulgada em 2008, havia sido questionada pelos governos do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Ceará. Dois pontos específicos foram questionados na ação. A principal divergência estava no entendimento de piso como remuneração mínima. As entidades sindicais defendiam que o valor estabelecido pela lei deveria ser entendido como vencimento básico e as gratificações e outros extras não poderiam ser incorporados na conta do piso. “Não há restrição constitucional ao uso de um conceito mais amplo para tornar o piso mais um mecanismo de fomento à educação”, defendeu o ministro Joaquim Barbosa, relator da ação, durante seu voto.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, a não incorporação das gratificações foi a principal vitória. “Isso vai garantir melhor remuneração aos professores”, diz.
Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), Marley Fernandes, o resultado foi indiscutivelmente uma grande vitória. “Teremos agora nosso direito garantido. Considero que a lei é uma ótima proposta para a educação pois não trata apenas do salário, mas de jornada de trabalho e gratificação, o que, sem dúvida alguma, vai refletir no resultado do ensino”, diz .
Outro ponto que levantou discussões é sobre a hora-atividade, que inclui atualização do professor, planejamento de aula e correção de atividades, que passará de 20% para 33%. Os ministros não formaram consenso sobre isso e a questão será discutida na próxima semana. O Supremo vai avaliar se é constitucional o artigo da lei que determina a dedicação de um terço da jornada de trabalho de 40 horas por semana seja para atividades extraclasse, como estudo e planejamento das aulas.
Impacto
O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, destaca que a decisão do STF trará um impacto negativo na folha de pagamento municipal, cujas finanças estão cada vez mais debilitadas. Um levantamento inédito da CNM mostra que o impacto do piso salarial na folha dos municípios será de R$ 1,9 bilhão.
Para o professor do Núcleo de Políticas Públicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Angelo Ricardo de Souza é justamente esse aumento nas horas que pode ser um problema para o governo. “Com a redução do tempo dentro da sala de aula, o Paraná precisaria contratar 13% a mais de professores, o que elevaria o custo com a educação em até 12%”, explica.
Mendes argumentou que a lei não considera os impactos orçamentários da medida aos cofres estaduais e municipais, o que poderia “congelar” a oferta educacional no país. Apesar de a legislação falar de uma complementação da União quando o ente federado não for capaz de arcar com os custos, para o ministro a forma como ocorrerá o repasse não está regulamentada.
A assessoria da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) informou que irá cumprir a decisão judicial, mas que ainda não teve acesso ao teor integral da decisão e aguarda a publicação oficial para analisar como irá proceder.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 07/04/11 | Ultimas Notícias
Profissionais que atendem por convênio pedem reajuste nos pagamentos.
Somente casos de emergência serão atendidos, segundo categoria.
Médicos vão suspender por 24 horas, nesta quinta-feira (7), em todo o país, o atendimento a pacientes de operadoras de planos de saúde. Pacientes que marcaram consultas e procedimentos eletivos não serão atendidos. Somente casos de emergência serão tratados.
O protesto foi organizado pela Associação Médica Brasileira (AMB), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam). O presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Jorge Curi, disse ao G1 que 80% dos 160 mil médicos em todo o país que atendem pacientes de planos de saúde devem participar da manifestação.
“Ninguém vai parar a emergência, são apenas os atendimentos programados. As pessoas não vão ao consultório, porque ele estará fechado, mas poderão ir ao hospital”, afirmou Curi.
De acordo com o Curi, a categoria reivindica reajuste no pagamento feito pelos planos de saúde e menos interferência dos convênios no tratamento dos pacientes.
“Hoje, há uma defasagem gravíssima nos valores, por isso os médicos estão abandonando os planos de saúde”, disse. “As empresas também interferem no atendimento, prejudicando o paciente. O médico atende, opera e não recebe, o que inibe a continuidade do atendimento. Às vezes, não justificam a falta de pagamento e esperam o médico reclamar. Também demoram para liberar exames e tratamentos, que às vezes são definitivos para a cura do paciente.”
O diretor da Associação Médica Brasileira, Florisval Meinão, explicou que a Agência Nacional de Saúde verificou que, em dez anos, o índice de reajuste nas mensalidades cobradas pelos planos foi de 150%. Já o valor repassado para os médicos ficou em 60%. A Agência chegou fazer uma instrução normativa em que solicitava aos convênios explicar com clareza nos contratos com os médicos qual seria a periodicidade do reajuste, mas as empresas não obedeceram.
Segundo Meinão, a categoria fez diversas reuniões no ano passado para tentar um acordo com as empresas, mas não tiveram sucesso.
“Em São Paulo, há convênio que paga R$ 25 por consulta, mas a média varia de R$ 35 a R$ 40. O ideal seria pelo menos R$ 60. Não queremos exigir que as empresas pulem de R$ 25 para R$ 60 em um primeiro momento, pois sabemos que não seria possível passar de uma situação para outra sem quebrar e não é esse nosso objetivo”, afirmou Meimão. “Queremos uma solução para o problema. Propostas concretas para resolver essa questão.”
Fonte: G1