por master | 08/12/10 | Ultimas Notícias
Os metalúrgicos das indústrias metal mecânicas e de máquinas rejeitaram a proposta de reajuste oferecida pelas empresas. O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindimetal-PR), que representa a classe patronal, havia oferecido 10,08% de aumento salarial e reajuste de piso para os cerca de 30 mil funcionários do setor, que são representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC). O porcentual representa o mínimo fechado em negociações anteriores com outros setores da metalurgia ao longo de 2010 (ver quadro abaixo).
A proposta do Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Sindimac), de 9% de reajuste salarial e no piso, também foi rejeitada. A indústria de máquinas emprega aproximadamente 10 mil pessoas em Curitiba e região.
Dificuldade
O presidente do Sindimetal-PR, Alcino de Andrade Tigrinho, afirma que o porcentual rejeitado se encontra, por si só, acima das possibilidades das empresas. “Nós não gostaríamos de ter que dar esse índice, mas entendemos, em assembleia, que seria melhor conceder os 10,08%. Esse reajuste se torna pesado para as empresas de pequeno porte, com menos de 60 funcionários. Embora se divulgue que a crise passou, em muitas empresas isso ainda não ocorre”, explica.
Paralelo ao fechamento da convenção coletiva, patrões e empregados, representados respectivamente pelo Sindimetal-PR e pelo SMC, partem para a negociação dos acordos coletivos, separados para cada empresa. Neste ano, já foram fechados 50 acordos coletivos, e outros 40 ainda estão em discussão. Em 15 empresas, os funcionários decidiram paralisar temporariamente as atividades.
Gazeta do Povo
por master | 08/12/10 | Ultimas Notícias
Tucano repete Roberto Requião e chama mais um familiar para o secretariado. A mulher, Fernanda Richa, vai assumir a pasta da Família
O deputado federal e ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (DEM) será o secretário estadual de Planejamento a partir do ano que vem. O nome dele e de mais sete integrantes do primeiro escalão foram confirmados ontem pelo governador eleito Beto Richa (PSDB). O anúncio ocorre um ano após Taniguchi ter deixado o cargo de secretário no Distrito Federal, depois do escândalo conhecido como “mensalão do DEM”, que derrubou o então governador José Roberto Arruda.
Taniguchi fez parte do conselho político da campanha de Richa na eleição deste ano, mas os dois passaram alguns anos afastados. O tucano foi vice-prefeito no segundo mandato de Taniguchi na prefeitura de Curitiba (2001-2004), mas distanciou-se na disputa pela sucessão.
Em 2006, Taniguchi foi eleito para a Câmara Federal, mas passou boa parte licenciado, no comando da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal. Ele deixou o cargo em 11 de dezembro de 2009, após orientação do DEM. Em maio deste ano, um novo revés: Taniguchi foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de responsabilidade cometidos em 1997, como prefeito de Curitiba. Ele usou um empréstimo internacional para pagar precatórios e ordenou despesas não autorizadas por lei. Entretanto, ele não precisou cumprir pena, pois os crimes prescreveram em 2004. A reportagem tentou contato com Taniguchi ontem, mas ele não atendeu o telefonema.
Entre os outros nomes confirmados está a mulher do governador eleito, Fernanda Richa, na pasta Família e Desenvolvimento Social. A assessoria de Richa não confirmou se essa secretaria é a que substituirá a da Criança e da Juventude, ou se é um novo nome para a Secretaria da Mulher, em discussão na Assembleia Legislativa.
Com ela, são dois os parentes do tucano no secretariado – o irmão José Richa Filho comandará a pasta de Infraestrutura e Logística. Richa segue a receita de Roberto Requião, que também colocou irmãos e a esposa no governo. Como os cargos são políticos, não há desobediência à súmula antinepotismo do STF.
O deputado federal Ricardo Barros (PP) – vice-líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara em 2008 e candidato derrotado ao Senado na eleição deste ano – assumirá a Secretaria de Indústria e Comércio.
Além de Barros, cuja base política é Maringá, outros nomes anunciados contemplam o interior do estado. O empresário Faisal Saleh, de Foz do Iguaçu, será o secretário de Turismo; o delegado de Polícia Federal Reinaldo de Almeida Cesar, que já foi secretário da prefeitura de Ponta Grossa, assumirá a pasta de Segurança; Tarcisio Mossato Pinto, funcionário de carreira do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Jacarezinho, assumirá a chefia do órgão.
Também foram confirmados o consultor Jonel Nazareno Iurk na Secretaria de Meio Ambiente, e Paulino Viapiana – atual presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) – como secretário da Cultura.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 08/12/10 | Ultimas Notícias
Na véspera do início do julgamento do ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, o Bibinho, um documento obtido com exclusividade pela Gazeta do Povo e pela RPC TV revela que o Ministério Público Estadual já tem provas consistentes para afirmar que parte do dinheiro desviado dos cofres do Legislativo paranaense foi parar na conta bancária dele, de parentes e de uma empresa do ex-diretor. Amanhã, Bibinho vai sentar no banco dos réus e responder na Justiça à acusação do MP pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e desvio de dinheiro público – que pode ultrapassar R$ 100 milhões.
O documento, obtido no Poder Judiciário, revela que pouco mais de R$ 1 milhão em “salários” de funcionários fantasmas foi sacado no banco HSBC e imediatamente depositado em contas bancárias da família de Bibinho.
O documento ajuda a entender e desvendar como funcionava, em detalhes, o esquema milionário de desvio de recursos públicos da Assembleia denunciado em março deste ano pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série Diários Secretos. A primeira providência era conseguir efetivar a contratação do funcionário laranja e fantasma. Depois, abria-se uma conta bancária na qual os salários, alguns deles superiores a R$ 30 mil, eram depositados mensalmente pela Assembleia. Na denúncia criminal feita à Justiça pelo Ministério Público, os promotores relatam que a contratação e a inclusão desses “servidores” na folha de pagamento eram tarefas atribuídas aos ex-diretores José Ary Nassiff (diretor administrativo) e Cláudio Marques da Silva (diretor de pessoal). Os dois estão presos, assim como Bibinho que é acusado de chefiar a quadrilha.
Era por meio dessas contas bancárias abertas em nome de laranjas e fantasmas que a quadrilha desviou cerca de R$ 100 milhões da Assembleia, segundo os promotores. A Gazeta do Povo mostrou ontem que a sindicância do banco HSBC, aberta após o escândalo vir à tona, concluiu que os bancários não identificavam as pessoas que faziam os saques dessas contas. O diretor de relações institucionais do banco, Hélio Duarte, explicou que foram detectadas situações em que a pessoa chegava à agência com um cheque assinado pelo titular e fazia o endosso. A irregularidade está, explicou Duarte, no fato de o bancário deixar de anotar quem estava sacando o dinheiro.
Bastou o MP analisar a movimentação bancária de apenas quatro funcionários fantasmas para concluir que “era praxe a realização de dezenas de saques em sequência, muitos realizados em um mesmo minuto, o que leva a crer que uma mesma pessoa, de posse dos cartões dos servidores investigados, realizava tais saques”.
Em agosto deste ano, reportagem da Gazeta do Povo mostrou o depoimento de Douglas Bastos Pequeno ao MP. Bastos Pequeno, que administrava parte dos negócios de Bibinho, disse aos promotores que o ex-diretor-geral mantinha cartões e senhas bancárias de funcionários fantamas. “[Bastos Pequeno] chegou a ver um ‘maço’ de cartões bancários que ficava na sala da Diretoria-Geral e que o Bibinho [os] usava para movimentar as contas dos fantasmas. Ele mudava esse ‘maço’ de cartões de lugar, às vezes na gaveta, às vezes no armário e às vezes numa capanga [carteira grande] que ele carregava”, diz um trecho do depoimento de Bastos Pequeno.
Parte do dinheiro sacado foi depositada novamente, o que permitiu o rastreamento dos recursos públicos desviados. O relatório da auditoria do MP concluiu que entre os beneficiados estão familiares e uma empresa de Bibinho. “Os documentos analisados até o momento deixam claro que os salários de vários servidores fantasmas da Assembleia Legislativa eram transferidos a terceiros, por meio de crédito em conta corrente ou pagamentos diversos”, diz um trecho do relatório. Com a movimentação bancária da conta da agricultora Jermina Maria Leal da Silva, os promotores identificaram que foram sacados R$ 10 mil da conta dela em 9 de maio de 2002 e outros R$ 72 mil de outras contas que foram transferidos para terceiros. Logo após os saques, foram feitos três depósitos, e R$ 54,8 mil foram para a conta da empresa Pedreira Santa Luzia Ltda., de propriedade de Abib Miguel, do irmão Ehden Abib e de José Ary Nassiff.
A suspeita do MP é que o valor desviado pode ser muito maior e que novos beneficiários sejam identificados no trabalho de rastreamento do dinheiro desviado da Assembleia. Essas respostas virão depois que os auditores do MP analisarem as pilhas de documentos bancários das contas de funcionários laranjas e fantasmas.
Fonte: Gazeta do Povo
por master | 07/12/10 | Ultimas Notícias
Procurado pela Interpol sob acusações de estupro e assédio sexual pela Justiça sueca, o criador do site WikiLeaks, Julian Assange, foi preso nesta terça-feira no Reino Unido, afirma a emissora de TV britânica Sky News.
Ainda de acordo com emissora a polícia chegou até o australiano e deve conduzi-lo ainda hoje até a corte de Westminster, no centro de Londres.
Os juízes britânicos devem decidir se o mandado de prisão emitido pela Suécia levará à extradição do criador do site que desde a semana passada divulgou mais de 250 mil documentos secretos do Departamento de Estado dos EUA.
Ainda na semana passada Assange já tinha deixado claro que caso fosse preso pelas autoridades britânicas resistiria à qualquer tentativa de extradição.
NEGOCIAÇÃO
Ainda na noite de segunda-feira (6) o advogado de Julian Assange, o fundador do site WikiLeaks afirmou que ele e seu cliente estavam negociando um encontro com a polícia britânica. Assange estava sob alerta vermelho da Interpol, a polícia internacional, depois que a Justiça sueca emitiu uma ordem de prisão por acusações de estupro e agressão sexual.
“Nós estamos negociando um encontro voluntário com a polícia, para facilitar o preenchimento do questionário, como solicitado”, disse Mark Stephens ao canal britânico BBC.
Stephens reiterou, contudo, que “Julian Assange não foi acusado de nada” — e, portanto, não haveria motivo para sua prisão. Ele não deu detalhes sobre quando ou onde ocorreria o encontro.
Mais cedo, a BBC informou que a polícia britânica recebeu a nova ordem de busca internacional, emitida perla Suécia, contra Assange. A Scotland Yard não quis comentar.
A Suécia emitiu na sexta-feira passada (3) que emitiu um novo documento, com a informação que faltava, e que foi entregue ao Reino Unido. O novo mandado permitiria a prisão de Assange, que está no Reino Unido, em endereço supostamente conhecido pelas forças britânicas.
Segundo a imprensa britânica, as autoridades não puderam detê-lo na semana passada devido a um erro no primeiro mandado emitido pela Suécia. Assange enfrenta acusações de estupro e assédio sexual, mas a primeira versão do mandado incluiria apenas a sentença máxima para o mais grave dos crimes. As autoridades britânicas exigem que a pena máxima seja descrita para todos os crimes alegados.
Na sexta-feira, a porta-voz da Promotoria sueca, Karin Rosander, não soube informar se a nova versão do mandado já fora aprovada pelas autoridades britânicas como suficiente para realizar a prisão de Assange.
Já o advogado Stephens disse na quinta-feira (2) à agência de notícias Reuters que o mandado de prisão foi enviado de volta à Scotland Yard porque “não cumpria com a lei e era falho”.
O paradeiro de Assange é desconhecido. Mas o jornal “Independent” afirma que ele está no sudeste da Inglaterra. Stephens disse apenas que os serviços de inteligência britânicos, como de outros países, sabem sua localização, mas não confirmou se é na Inglaterra.
“A polícia (britânica) está sendo um pouco evasiva em suas respostas, mas sabe exatamente como entrar em contato com ele, assim como a procuradoria sueca”, completou o advogado, que trabalha em Londres.
INTERPOL
A Interpol informou na terça-feira (30) que emitiu um pedido de captura internacional contra Assange, procurado na Suécia por uma investigação de “estupro e agressão sexual”.
Em 18 de novembro a Justiça sueca divulgou uma ordem de prisão contra o australiano de 39 anos com o objetivo de interrogá-lo por “suspeitas razoáveis de estupro, agressão sexual e coerção” em um caso ocorrido em agosto.
A Promotoria do país declarou que pediu o alerta internacional da Interpol para a prisão de Assange por que não conseguir realizar o interrogatório do acusado. Stephens disse que as autoridades suecas rejeitaram diversas ofertas para conversar com Assange.
Assange vive entre o Reino Unido e a Suécia. Na mesma terça-feira, um advogado apresentou uma apelação à Suprema Corte sueca para contestar a ordem de captura.
Na quinta-feira (2), a Suprema Corte sueca negou-se a examinar o recurso, ratificando a ordem de prisão a Assange. “A Suprema Corte analisou o expediente e concluiu que não havia motivos para examinar o recurso”, afirmou a mais alta instância sueca.
O advogado de Assange, que também representa a agência de notícias Associated Press, disse que seu escritório em Londres investigará se a o caso sueco está ligado com as promessas dos Estados Unidos de processar quem estivesse por trás dos vazamentos.
Stephens reclamou que Assange ainda não recebeu uma notificação formal das denúncias impostas — o que é descrito como uma requisito legal pela lei da União Europeia.
CASO
Segundo a Justiça sueca, ele cometeu estupro, assédio sexual e coerção ilegal contra duas mulheres. Os argumentos usados pela promotoria não estão claros, mas a prática de sexo desprotegido pode ser considerada uma categoria leve de estupro na Suécia. Assange manteve relações sexuais com duas mulheres, em datas distintas, enquanto dava palestras em Estocolmo.
Assange afirma que as relações foram consensuais. Segundo depoimentos das vítimas, o preservativo estourou com uma delas e com a outra Assange teria se recusado a usá-lo. A defesa de Assange alega que a ação da Suécia é uma retaliação em relação a vazamentos divulgados pelo WikiLeaks sobre o país.
Em um imbróglio judicial, a Justiça sueca chegou a reabrir a investigação sobre a acusação de estupro. A decisão reverte sentença da procuradora-geral em Estocolmo, Eva Finné, que fechou o caso de estupro pro falta de indícios, mantendo apenas uma denúncia, por outra vítima, de assédio sexual. Finné, por sua vez, havia revertido a decisão de uma instância inferior de investigar a denúncia.
O caso chegou a render uma ordem de prisão contra Assange no dia 21 de agosto, retirada pouco depois. Assange nega as acusações e diz que as denúncias são uma tática do Pentágono para desmerecer seu site.
Há uma semana, a promotora federal, Marianne Ny, voltou a emitir uma ordem de detenção de Assange, que acabou escalada no alerta vermelho da Interpol.
Caso seja condenado, Assange pode receber sentença de até quatro anos de prisão.
por master | 07/12/10 | Ultimas Notícias
O ex-governador do Amazonas e senador eleito Eduardo Braga (PMDB) deverá ser o ministro da Previdência no governo de Dilma Rousseff. Apesar das restrições do PMDB à pasta, cujo orçamento é majoritariamente vinculado ao pagamento de aposentadorias e pensões, a cúpula do partido decidiu aceitar a oferta e indicar o ex-governador para o cargo. Este é o terceiro ministério acertado entre o PMDB e Dilma Rousseff.
O PMDB ficará com as pastas de Minas e Energia, sob o comando do senador Edison Lobão (MA), e da Agricultura, que continuará nas mãos de Wagner Rossi. O Ministério do Turismo também poderá ficar com o PMDB. A direção do partido apresentou uma lista com os nomes de seis deputados candidatos ao ministério. Os mais cotados para a vaga são Mendes Ribeiro (RS) e Pedro Novais (MA). O PMDB reivindica cinco ministérios. A Secretaria de Assuntos Estratégicos poderá ser a quinta pasta a ser ocupada pelo partido. O deputado Moreira Franco seria indicado pelo vice-presidente eleito Michel Temer para a vaga.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também do PMDB permanecerá mesmo à frente da pasta no governo Dilma Rousseff, afirmou ontem uma fonte da equipe de transição. Jobim esteve reunido com a presidente eleita por quase três horas. No entanto, como foi escolhido por Dilma sem negociação com o partido, ele não faz parte da “cota” do PMDB.
Ao mesmo tempo em que o PMDB acerta seu espaço no futuro governo, o PSB também faz as últimas tratativas com os interlocutores de Dilma Rousseff para definir quais ministérios vai ocupar. O deputado Ciro Gomes (CE), que foi obrigado pelo partido a desistir de sua candidatura à Presidência da República, deverá perder seu apadrinhado político no primeiro escalão do futuro governo. A Secretaria de Portos provavelmente continuará nas mãos do PSB, mas com a nomeação do deputado Márcio França (SP) para o cargo. Hoje, a secretaria é comandada por Pedro Brito, ligado a Ciro.
PSB
Além da Secretaria de Portos, o PSB deverá chefiar outros dois ministérios no governo de Dilma Rousseff: o da Integração Nacional e o da Micro e Pequena Empresa, que ainda será criado. Por sua vez, Ciro poderá vir a ocupar a presidência de uma estatal. O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) é uma das opções para alocar o deputado. Em viagem à Europa com um dos filhos, Ciro já foi cogitado para ocupar a presidência do BNDES, mas acabou descartado. O banco continuará a ser dirigido por Luciano Coutinho.
Fonte: Gazeta do Povo