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FST realiza em Brasília mobilização em defesa da unicidade sindical

FST realiza em Brasília mobilização em defesa da unicidade sindical

O Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) realizou em Brasília, na última segunda-feira (27), um protesto contra a edição de portarias do Ministério do Trabalho, que interferem na unicidade, autonomia e representatividade do movimento sindical brasileiro.

A manifestação ocupou a Esplanada dos Ministérios, a partir das 8h30, com a presença de Sindicatos, Federações e Confederações de vários setores e Estados brasileiros.

A manifestação teve o objetivo protestar contra a edição das portarias 186 (sobre os pedidos de registro sindical), editada em 10 de abril de 2008, além da portaria 2.092, de 2 de setembro de 2010, que cria o Conselho de Relações do Trabalho (CRT), órgão destinado a “promover a democratização das relações do trabalho e o tripartismo”, no debate de temas relativos às relações do trabalho.

No Ministério do Trabalho, foi protocolado um documento solicitando que sejam anulados os efeitos da Portaria 2.092, que segundo o FST não passou por um processo democrático de discussão, que promovesse um consenso do movimento sindical.

Adin
Os manifestantes seguiram em passeata pela Esplanada até a sede do Supremo Tribunal Federal (STF), onde várias ações diretas de Inconstitucionalidade sobre questões sindicais aguardam julgamento, para também protocolar um documento pedindo ao presidente do tribunal, ministro Ayres Brito, rapidez no julgamento dos processos.

Os sindicalistas finalizaram a atividade com um abraço simbólico ao STF.

Sucesso
O coordenador-geral do FST, José Augusto da Silva Filho, disse que o ato superou as expectativas.

“Estou muito orgulhoso pelo resultado da mobilização, pois o período que tivemos foi apenas de uma semana e foi um sucesso em termos de qualidade e de representatividade”, ressaltou.

FST realiza em Brasília mobilização em defesa da unicidade sindical

Movimento sindical: bancários de 24 estados e do DF entram em greve

ancários do Paraná, de mais 23 estados e do Distrito Federal iniciaram nesta quarta-feira (29) uma greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada na noite de terça-feira (28), em assembleias da categoria realizadas em todo País.

 

Em Curitiba, segundo o Sindicato dos Bancários, cerca de 1,2 mil trabalhadores participaram da avaliação da proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), para deliberar sobre os rumos da Campanha Nacional dos Bancários 2010.

A greve foi decidia em assembleias realizadas por todo o país nesta terça-feira (28)
A proposta de reajuste que contempla a reposição da inflação (4,29%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC) foi rejeitada por unanimidade.

No Paraná, apenas o sindicato de Arapoti e região não votou pela paralisação, mas os trabalhadores decidiram permanecer estado de greve.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Otávio Dias, considerou desrespeitosa a maneira como os banqueiros vêm conduzindo as negociações. Lembrou que em 2009, em todo o Brasil, 7.222 agências adeririam à mobilização. Segundo ele, a expectativa é que este ano a adesão seja maior.

Em Curitiba devem permanecer fechados os centros administrativos (sedes onde são realizados os serviços internos dos bancos) da Caixa Econômica Federal, do HSBC e Banco do Brasil.

Apenas os caixas de autoatendimento funcionarão hoje. A expectativa do sindicato é que a adesão seja total entre os 18,1 mil bancários da capital e região, que trabalham em 446 agências. Em todo o Paraná, há 1.330 agências bancárias, onde trabalham 29,8 mil funcionários.

Reajuste recorde
Neste ano, a categoria busca conquistar um reajuste recorde de 11% (7% de aumento real, mais 4,29% de reposição da inflação medida pelo INPC).

As reivindicações dos bancários também incluem um piso salarial de R$ 1,51 mil para portaria, R$ 2,15 mil para escriturário, R$ 2,91 mil para caixas, R$ 3,64 mil para primeiro-comissionado e R$ 4,85 mil para primeiro-gerente.

Os bancários pedem ainda Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil fixos, aumento para um salário mínimo do valor do auxílio-refeição, mais contratações, medidas de proteção à saúde do trabalhador e ao emprego, entre outras reivindicações.

FST realiza em Brasília mobilização em defesa da unicidade sindical

Pesquisas desmentem Datafolha e apontam Dilma eleita no 1º turno

Duas pesquisas de intenções de voto divulgadas na manhã desta quarta-feira (29) desmantelaram a versão de que as eleições presidenciais caminham, naturalmente, para o segundo turno. De acordo com os levantamentos CNI/Ibope e CNT/Sensus, a candidata Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, mantém larga liderança e deve vencer, já em 3 de outubro, a disputa contra José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

 

Conforme os números da CNI/Ibope concluída, na última segunda-feira , Dilma venceria a eleição no primeiro turno com 50% dos votos totais – e 55% dos votos válidos (que excluem indecisos, brancos e nulos). Serra tem 27%, enquanto Marina apresenta 13%.

Outros 8% não sabem ou votarão em branco ou nulo. A pesquisa foi feita entre os dias 25 a 27 de setembro. Foram feitas 3.010 entrevistas em 191 municípios.

Mesmo num cenário em que a margem de erro for totalmente desfavorável a Dilma, a pesquisa não detecta chances de segundo turno. Em relação à pesquisa Ibope da semana passada, Dilma manteve suas intenções de voto, Serra caiu um ponto percentual e Marina cresceu um ponto. O resultado contrasta com a tendência de queda de Dilma apontada pelo Datafolha na sua estranha pesquisa feita integralmente na segunda-feira.

Na simulação de segundo turno entre a petista e o tucano, Dilma venceria a eleição com 55% dos votos, contra 32% de Serra. Em junho, Dilma tinha 45% e Serra 38%. Na hipótese de uma disputa entre Dilma e Marina Silva, Dilma teria 56% dos votos, contra 29% da verde. Em um eventual segundo turno entre Serra e Marina, o tucano venceria a eleição com 43%, contra 35% da candidata verde.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde em quem votará sem ter acesso a lista dos candidatos, Dilma lidera as intenções de voto com 44% das indicações; Serra tem 21%, Marina aparece com 10% e o presidente Lula – que não poderia se candidatar, -ainda é apontado por 1% do eleitorado. Os demais candidatos somam 1%. Brancos e nulos chegam a 7%, e outros 18% não souberam responder.

Serra é o que tem o maior índice de rejeição. Segundo o levantamento, 34% dos entrevistados disseram que não votariam nele. Nesse quesito, Marina tem 28% de rejeição e Dilma 27%.

Quanto ao partido de preferência dos eleitores, o PT aparece na frente, citado por 27% dos entrevistados, seguido pelo PMDB e PSDB com 5%, cada um. Aqueles que não têm preferência por partido representam 48%.

Sensus
Um cenário eleitoral semelhante é detectado pela pesquisa CNT/Sensus. Levantamento do instituto realizado entre os dias 26 e 28 de setembro em 24 estados mostra Dilma com 47,5% de intenções de voto, ante 25,6% de Serra e 11,6% de Marina. Nos votos válidos, a vantagem de Dilma, que tem 54,7%, também é levada. Serra aparece muito atrás, com 29,5%%, seguido de Marina, que tem 13,3%.

No levantamento anterior, Dilma havia registrado 50,5% das intenções de voto, enquanto Serra tinha 26,4% das intenções de voto e Marina registrava 8,9%. A candidata do PV foi a única entre os três principais candidatos a registrar elevação na estimativa das intenções de voto. Os demais candidatos à Presidência mantiveram índices inferiores a 1%

Com esse cenário, Dilma seria eleita ainda no primeiro turno. A margem de erro – de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos – não prevê chances pontuais de segundo turno.

Votos brancos e nulos somam 3,6%, ao passo que 9,5% dos entrevistados disseram estar indecisos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 33103/2010.

FST realiza em Brasília mobilização em defesa da unicidade sindical

Cerca de 40 mil carteiras de trabalho deixaram de ser entregues no Paraná durante greve

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná informou nesta quarta-feira (29) que cerca de 40 mil carteiras de trabalho deixaram de ser confeccionadas e entregues durante os quase seis meses de greve dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o superintendente regional do órgão, Elias Martins, metade destas carteiras deixou de ser emitida nas regionais de Maringá, no Noroeste do estado, e Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Já em Curitiba, região e Litoral, a estimativa é de que 9 mil carteiras não tenham sido entregues. “Os servidores fizeram muita falta e os trabalhadores acabaram prejudicados”, diz Martins.

Ainda segundo a superintendência, aproximadamente 1,7 mil registros profissionais não puderam ser feitos no período de paralisação dos trabalhadores.

Os prejuízos relacionados à liberação do seguro-desemprego não foram informados. De acordo com a superintendência, pessoas que tiveram problemas com a liberação do benefício podem ir até a sede das gerências regionais ou da Agência do Trabalhador para entrar com um recurso.

Retorno

Apesar de o fim da greve ainda não ter sido comunicado oficialmente à superintendência, a expectativa é que os funcionários voltem ao trabalho na próxima segunda-feira (4), conforme decisão estabelecida em uma assembleia realizada na última terça-feira (28).

Após quase seis meses de paralisação, as negociações entre governo e grevistas tiveram poucos avanços e os trabalhadores não alcançaram nenhuma das reivindicações que fizeram. Os grevistas exigiam a criação de um plano de carreira específico para os servidores do MTE, para que haja equiparação salarial com os trabalhadores do INSS. Os servidores também queriam melhorias nas condições de trabalho e uma jornada de trabalho de 12 horas, em dois turnos de seis horas.

Essa greve era considerada uma continuação da paralisação que foi iniciada em 5 de novembro de 2009 e encerrada em 15 de dezembro de 2009.. Os trabalhadores voltaram às atividades enquanto as negociações com o governo seguiam. Como não houve acordo, uma nova paralisação foi iniciada no dia 5 de abril.

FST realiza em Brasília mobilização em defesa da unicidade sindical

Termina na quinta prazo para pedir segunda via do título de eleitor

ermina nesta quinta-feira (30) o prazo para requerer a segunda via do título eleitoral. A partir desta eleição, é obrigatório apresentar dois documentos para votar. Além do título, o eleitor deve portar documento oficial com foto.

A exigência está prevista na lei 12.034/2009, conhecida como a minirreforma eleitoral. Antes da mudança, era possível votar ou somente com o título ou somente com o documento de identificação. O objetivo foi reduzir irregularidades como um eleitor votando no lugar de outro.

Para obtenção da segunda via é preciso comparecer a qualquer cartório eleitoral munido de documento oficial com foto. Só pode obter a segunda via quem já era eleitor ou fez o pedido do título até 5 de maio, quando foi finalizado o cadastro eleitoral de 2010.

Os documentos oficiais aceitos pela Justiça Eleitoral, tanto para retirar a segunda via do título como para votar, são: documento de identidade, identidade funcional, carteira profissional, carteira de motorista, certificado de reservista ou passaporte. A Justiça Eleitoral destaca que certidões de nascimento ou de casamento não são aceitas.

O prazo para retirar a segunda via já foi prorrogado – inicialmente era 23 de setembro – e a previsão é de que não haja nova prorrogação.

Na maioria das situações, a reimpressão é feita na hora. Por lei, os cartórios têm até o sábado, dia 2, para entregar a segunda via para quem fez a requisição dentro do prazo.

No dia da eleição
Além da exigência de dois documentos para votar, a minirreforma também proíbe dentro da cabine de votação o uso de telefones celulares, máquinas fotográficas e filmadoras.

A eleição será no dia 3 de outubro, das 8h às 17h, respeitando o horário local.