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JUSTIÇA SOCIAL

Michelle Bachelet defende cotas para mulheres na política

Michelle Bachelet defende cotas para mulheres na política

A diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, defendeu nesta quinta (10) o uso de cotas e outras medidas de ações afirmativas para integrar as mulheres ao mundo da política e avançar na conquista de uma “maior democracia e igualdade social”.

Ex-presidente do Chile, Bachelet fez essas declarações durante uma conferência no ato inaugural da 26ª Reunião Especializada da Mulher do Mercosul (REMM), na sede do Parlamento uruguaio, que contou com a participação, entre outras autoridades, da vice-secretária-geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro.

Ela destacou que o avanço nos direitos das mulheres representa um processo que beneficia a todos devido ao que chamou de “necessidade irrenunciável” de expandir as oportunidades e uma maior presença delas na esfera política.

A diretora-executiva constatou a baixa representação da mulher nos cargos políticos decisórios na América Latina como o pior problema para a igualdade na região, o que repercute negativamente na criação de medidas para proporcionar às mulheres direitos e oportunidades.

“Se trabalharmos pela integração das mulheres na política e na igualdade de gênero, vamos conseguir uma melhor democracia, mais desenvolvimento econômico, mais participação e mais coesão social, elementos necessários para o desenvolvimento de um país”, ressaltou.

Bachelet afirmou que participar de uma democracia não é ter apenas o direito de escolher, mas também o de ser eleito, e que é necessário estabelecer mecanismos para nivelar as oportunidades e que favoreçam a participação equilibrada de homens e mulheres.

Michelle Bachelet defende cotas para mulheres na política

Michelle Bachelet defende cotas para mulheres na política

A diretora-executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, defendeu nesta quinta (10) o uso de cotas e outras medidas de ações afirmativas para integrar as mulheres ao mundo da política e avançar na conquista de uma “maior democracia e igualdade social”.

Ex-presidente do Chile, Bachelet fez essas declarações durante uma conferência no ato inaugural da 26ª Reunião Especializada da Mulher do Mercosul (REMM), na sede do Parlamento uruguaio, que contou com a participação, entre outras autoridades, da vice-secretária-geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro.

Ela destacou que o avanço nos direitos das mulheres representa um processo que beneficia a todos devido ao que chamou de “necessidade irrenunciável” de expandir as oportunidades e uma maior presença delas na esfera política.

A diretora-executiva constatou a baixa representação da mulher nos cargos políticos decisórios na América Latina como o pior problema para a igualdade na região, o que repercute negativamente na criação de medidas para proporcionar às mulheres direitos e oportunidades.

“Se trabalharmos pela integração das mulheres na política e na igualdade de gênero, vamos conseguir uma melhor democracia, mais desenvolvimento econômico, mais participação e mais coesão social, elementos necessários para o desenvolvimento de um país”, ressaltou.

Bachelet afirmou que participar de uma democracia não é ter apenas o direito de escolher, mas também o de ser eleito, e que é necessário estabelecer mecanismos para nivelar as oportunidades e que favoreçam a participação equilibrada de homens e mulheres.

Michelle Bachelet defende cotas para mulheres na política

Economia forte permite ao país crescer e investir mais, diz Dilma

Enquanto países desenvolvidos têm como principal preocupação a crise econômica internacional e seus efeitos, o Brasil tem uma pauta de discussões diferente, baseada em investimentos e crescimento, disse nesta quinta (10) a presidente Dilma Rousseff.

“Minha pauta é completamente diferente da pauta dos países desenvolvidos. Eles discutem crise, dívida soberana e dívida de banco. Nós aqui discutimos investimento, redução de impostos, crescimento e como vamos cada vez mais ampliar o espaço do Brasil no mundo”, disse a presidenta, após cerimônia no Palácio do Planalto.

O crescimento do Brasil, avaliou Dilma, será menos afetado pela atual crise internacional do que em 2008, quando o mundo também enfrentou turbulências econômicas. Ela disse que fará o “possível e o impossível” para que o crescimento do país seja cada vez maior. “Trata-se de manter, de um lado, as condições de solidez macroeconômica que temos e, de outro, de dar prioridade às políticas de investimento.”

Após a cerimônia o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a economia brasileira voltará a crescer nos meses de novembro e dezembro. Segundo ele, no atual momento é impossível permitir aumentos de gastos.

Michelle Bachelet defende cotas para mulheres na política

Economia forte permite ao país crescer e investir mais, diz Dilma

Enquanto países desenvolvidos têm como principal preocupação a crise econômica internacional e seus efeitos, o Brasil tem uma pauta de discussões diferente, baseada em investimentos e crescimento, disse nesta quinta (10) a presidente Dilma Rousseff.

“Minha pauta é completamente diferente da pauta dos países desenvolvidos. Eles discutem crise, dívida soberana e dívida de banco. Nós aqui discutimos investimento, redução de impostos, crescimento e como vamos cada vez mais ampliar o espaço do Brasil no mundo”, disse a presidenta, após cerimônia no Palácio do Planalto.

O crescimento do Brasil, avaliou Dilma, será menos afetado pela atual crise internacional do que em 2008, quando o mundo também enfrentou turbulências econômicas. Ela disse que fará o “possível e o impossível” para que o crescimento do país seja cada vez maior. “Trata-se de manter, de um lado, as condições de solidez macroeconômica que temos e, de outro, de dar prioridade às políticas de investimento.”

Após a cerimônia o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a economia brasileira voltará a crescer nos meses de novembro e dezembro. Segundo ele, no atual momento é impossível permitir aumentos de gastos.

Michelle Bachelet defende cotas para mulheres na política

Nordeste tem maior queda da desigualdade em 30 anos

Ipea indica que Roraima tem piores resultados em três décadas, ao passo que Paraíba diminui mais a diferença entre ricos e pobres

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia que a redução da desigualdade no Brasil se dá em ritmos variados de acordo com a região e com os estados analisados. No balanço geral, o índice Gini, que mede o nível de igualdade em uma sociedade, recuou 22,8% em 30 anos.

Em linhas gerais, a década de 1980 foi perdida em termos de diminuição da disparidade de renda. A partir de 1990 tem início uma trajetória de queda no índice quanto ao rendimento domiciliar. No balanço, o Gini vai de 0,31 em 1980 para 0,24 em 2010 – em uma escala na qual 1 significa absoluta desigualdade e 0 significa absoluta igualdade.

Por regiões, o Nordeste foi o que mais avançou nestas três décadas, reduzindo em 39% a desigualdade no rendimento médio por pessoa. O Norte teve o menor recuo, de 14,9%. O Centro-oeste teve queda significativa, de 37,5%, seguido pelo Sul, com 29,6%, e do Sudeste, com 26,3%. Em termos absolutos, a disparidade é menor no Centro-oeste, tendo na segunda posição o Nordeste, seguido por Sul, Sudeste e Norte.

São números que refletem diretamente o desempenho dos estados. Enquanto a Paraíba diminuiu em 47,9% a desigualdade no rendimento per capita, Roraima teve elevação de 22,8% neste quesito – no intervalo entre 1980 e 2010, apenas o Amapá se soma ao grupo que registrou aumento (14,8). Além da Paraíba, destacaram-se na redução da desigualdade Tocantins (40,7%), Rio Grande do Norte (41,6%), Piauí (40,8%), Goiás (37,4%) e Ceará (38,6%).

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Nordeste tem maior queda da desigualdade em 30 anos

Ipea indica que Roraima tem piores resultados em três décadas, ao passo que Paraíba diminui mais a diferença entre ricos e pobres

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avalia que a redução da desigualdade no Brasil se dá em ritmos variados de acordo com a região e com os estados analisados. No balanço geral, o índice Gini, que mede o nível de igualdade em uma sociedade, recuou 22,8% em 30 anos.

Em linhas gerais, a década de 1980 foi perdida em termos de diminuição da disparidade de renda. A partir de 1990 tem início uma trajetória de queda no índice quanto ao rendimento domiciliar. No balanço, o Gini vai de 0,31 em 1980 para 0,24 em 2010 – em uma escala na qual 1 significa absoluta desigualdade e 0 significa absoluta igualdade.

Por regiões, o Nordeste foi o que mais avançou nestas três décadas, reduzindo em 39% a desigualdade no rendimento médio por pessoa. O Norte teve o menor recuo, de 14,9%. O Centro-oeste teve queda significativa, de 37,5%, seguido pelo Sul, com 29,6%, e do Sudeste, com 26,3%. Em termos absolutos, a disparidade é menor no Centro-oeste, tendo na segunda posição o Nordeste, seguido por Sul, Sudeste e Norte.

São números que refletem diretamente o desempenho dos estados. Enquanto a Paraíba diminuiu em 47,9% a desigualdade no rendimento per capita, Roraima teve elevação de 22,8% neste quesito – no intervalo entre 1980 e 2010, apenas o Amapá se soma ao grupo que registrou aumento (14,8). Além da Paraíba, destacaram-se na redução da desigualdade Tocantins (40,7%), Rio Grande do Norte (41,6%), Piauí (40,8%), Goiás (37,4%) e Ceará (38,6%).