NOVA CENTRAL SINDICAL
DE TRABALHADORES
DO ESTADO DO PARANÁ

UNICIDADE
DESENVOLVIMENTO
JUSTIÇA SOCIAL

Pesquisas desmentem Datafolha e apontam Dilma eleita no 1º turno

Pesquisas desmentem Datafolha e apontam Dilma eleita no 1º turno

Duas pesquisas de intenções de voto divulgadas na manhã desta quarta-feira (29) desmantelaram a versão de que as eleições presidenciais caminham, naturalmente, para o segundo turno. De acordo com os levantamentos CNI/Ibope e CNT/Sensus, a candidata Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, mantém larga liderança e deve vencer, já em 3 de outubro, a disputa contra José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

 

Conforme os números da CNI/Ibope concluída, na última segunda-feira , Dilma venceria a eleição no primeiro turno com 50% dos votos totais – e 55% dos votos válidos (que excluem indecisos, brancos e nulos). Serra tem 27%, enquanto Marina apresenta 13%.

Outros 8% não sabem ou votarão em branco ou nulo. A pesquisa foi feita entre os dias 25 a 27 de setembro. Foram feitas 3.010 entrevistas em 191 municípios.

Mesmo num cenário em que a margem de erro for totalmente desfavorável a Dilma, a pesquisa não detecta chances de segundo turno. Em relação à pesquisa Ibope da semana passada, Dilma manteve suas intenções de voto, Serra caiu um ponto percentual e Marina cresceu um ponto. O resultado contrasta com a tendência de queda de Dilma apontada pelo Datafolha na sua estranha pesquisa feita integralmente na segunda-feira.

Na simulação de segundo turno entre a petista e o tucano, Dilma venceria a eleição com 55% dos votos, contra 32% de Serra. Em junho, Dilma tinha 45% e Serra 38%. Na hipótese de uma disputa entre Dilma e Marina Silva, Dilma teria 56% dos votos, contra 29% da verde. Em um eventual segundo turno entre Serra e Marina, o tucano venceria a eleição com 43%, contra 35% da candidata verde.

Na pesquisa espontânea, quando o eleitor responde em quem votará sem ter acesso a lista dos candidatos, Dilma lidera as intenções de voto com 44% das indicações; Serra tem 21%, Marina aparece com 10% e o presidente Lula – que não poderia se candidatar, -ainda é apontado por 1% do eleitorado. Os demais candidatos somam 1%. Brancos e nulos chegam a 7%, e outros 18% não souberam responder.

Serra é o que tem o maior índice de rejeição. Segundo o levantamento, 34% dos entrevistados disseram que não votariam nele. Nesse quesito, Marina tem 28% de rejeição e Dilma 27%.

Quanto ao partido de preferência dos eleitores, o PT aparece na frente, citado por 27% dos entrevistados, seguido pelo PMDB e PSDB com 5%, cada um. Aqueles que não têm preferência por partido representam 48%.

Sensus
Um cenário eleitoral semelhante é detectado pela pesquisa CNT/Sensus. Levantamento do instituto realizado entre os dias 26 e 28 de setembro em 24 estados mostra Dilma com 47,5% de intenções de voto, ante 25,6% de Serra e 11,6% de Marina. Nos votos válidos, a vantagem de Dilma, que tem 54,7%, também é levada. Serra aparece muito atrás, com 29,5%%, seguido de Marina, que tem 13,3%.

No levantamento anterior, Dilma havia registrado 50,5% das intenções de voto, enquanto Serra tinha 26,4% das intenções de voto e Marina registrava 8,9%. A candidata do PV foi a única entre os três principais candidatos a registrar elevação na estimativa das intenções de voto. Os demais candidatos à Presidência mantiveram índices inferiores a 1%

Com esse cenário, Dilma seria eleita ainda no primeiro turno. A margem de erro – de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos – não prevê chances pontuais de segundo turno.

Votos brancos e nulos somam 3,6%, ao passo que 9,5% dos entrevistados disseram estar indecisos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 33103/2010.

Pesquisas desmentem Datafolha e apontam Dilma eleita no 1º turno

Cerca de 40 mil carteiras de trabalho deixaram de ser entregues no Paraná durante greve

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Paraná informou nesta quarta-feira (29) que cerca de 40 mil carteiras de trabalho deixaram de ser confeccionadas e entregues durante os quase seis meses de greve dos servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o superintendente regional do órgão, Elias Martins, metade destas carteiras deixou de ser emitida nas regionais de Maringá, no Noroeste do estado, e Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Já em Curitiba, região e Litoral, a estimativa é de que 9 mil carteiras não tenham sido entregues. “Os servidores fizeram muita falta e os trabalhadores acabaram prejudicados”, diz Martins.

Ainda segundo a superintendência, aproximadamente 1,7 mil registros profissionais não puderam ser feitos no período de paralisação dos trabalhadores.

Os prejuízos relacionados à liberação do seguro-desemprego não foram informados. De acordo com a superintendência, pessoas que tiveram problemas com a liberação do benefício podem ir até a sede das gerências regionais ou da Agência do Trabalhador para entrar com um recurso.

Retorno

Apesar de o fim da greve ainda não ter sido comunicado oficialmente à superintendência, a expectativa é que os funcionários voltem ao trabalho na próxima segunda-feira (4), conforme decisão estabelecida em uma assembleia realizada na última terça-feira (28).

Após quase seis meses de paralisação, as negociações entre governo e grevistas tiveram poucos avanços e os trabalhadores não alcançaram nenhuma das reivindicações que fizeram. Os grevistas exigiam a criação de um plano de carreira específico para os servidores do MTE, para que haja equiparação salarial com os trabalhadores do INSS. Os servidores também queriam melhorias nas condições de trabalho e uma jornada de trabalho de 12 horas, em dois turnos de seis horas.

Essa greve era considerada uma continuação da paralisação que foi iniciada em 5 de novembro de 2009 e encerrada em 15 de dezembro de 2009.. Os trabalhadores voltaram às atividades enquanto as negociações com o governo seguiam. Como não houve acordo, uma nova paralisação foi iniciada no dia 5 de abril.

Pesquisas desmentem Datafolha e apontam Dilma eleita no 1º turno

Termina na quinta prazo para pedir segunda via do título de eleitor

ermina nesta quinta-feira (30) o prazo para requerer a segunda via do título eleitoral. A partir desta eleição, é obrigatório apresentar dois documentos para votar. Além do título, o eleitor deve portar documento oficial com foto.

A exigência está prevista na lei 12.034/2009, conhecida como a minirreforma eleitoral. Antes da mudança, era possível votar ou somente com o título ou somente com o documento de identificação. O objetivo foi reduzir irregularidades como um eleitor votando no lugar de outro.

Para obtenção da segunda via é preciso comparecer a qualquer cartório eleitoral munido de documento oficial com foto. Só pode obter a segunda via quem já era eleitor ou fez o pedido do título até 5 de maio, quando foi finalizado o cadastro eleitoral de 2010.

Os documentos oficiais aceitos pela Justiça Eleitoral, tanto para retirar a segunda via do título como para votar, são: documento de identidade, identidade funcional, carteira profissional, carteira de motorista, certificado de reservista ou passaporte. A Justiça Eleitoral destaca que certidões de nascimento ou de casamento não são aceitas.

O prazo para retirar a segunda via já foi prorrogado – inicialmente era 23 de setembro – e a previsão é de que não haja nova prorrogação.

Na maioria das situações, a reimpressão é feita na hora. Por lei, os cartórios têm até o sábado, dia 2, para entregar a segunda via para quem fez a requisição dentro do prazo.

No dia da eleição
Além da exigência de dois documentos para votar, a minirreforma também proíbe dentro da cabine de votação o uso de telefones celulares, máquinas fotográficas e filmadoras.

A eleição será no dia 3 de outubro, das 8h às 17h, respeitando o horário local.

Pesquisas desmentem Datafolha e apontam Dilma eleita no 1º turno

Proposta impede demissão de trabalhador que estiver perto da aposentadoria

Está pronto para ser discutido e votado no Plenário do Senado Federal o projeto de lei complementar (PLS 521/09), de autoria da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), que tem por objetivo proteger o emprego do trabalhador que estiver prestes a se aposentar. A proposta prevê que o empregado não poderá ser demitido nos 18 meses que antecedem a data em que adquire o direito à aposentadoria voluntária. A medida beneficia, de acordo com o projeto, o trabalhador que tenha vínculo empregatício e que trabalhe na mesma empresa há pelo menos cinco anos.

O empregador que não obedecer à determinação deverá pagar uma indenização ao empregado demitido neste período no valor equivalente a um mês de remuneração por ano ou fração igual a seis meses de serviço efetivo. Na hipótese de o trabalhador receber por dia, o cálculo da indenização terá por base trinta dias. Se o pagamento for feito por hora, a indenização será calculada com base em 220 horas mensais.

Para os empregados que trabalharem por comissão ou que recebam percentagens, tal indenização será calculada com base na média das comissões ou percentagens recebidas nos últimos 12 meses. Já para os que exercerem suas atividades por tarefa ou serviço feito, a indenização será paga com base na média do tempo habitualmente gasto pelo trabalhador para realização do trabalho, calculando-se o valor do que seria feito durante trinta dias.

A proposta ainda determina que, em caso de despedida por culpa recíproca ou força maior, desde que reconhecida pela Justiça do Trabalho, o valor da indenização deverá ser reduzido em 20% do valor devido.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), citados pela autora na justificação da proposta, o Brasil tem cerca de 25 milhões de trabalhadores formais, dos quais 25% têm mais de 50 anos de idade. Rosalba ressaltou que, de acordo com estudo da consultoria de recursos humanos Manpower, realizado em 25 países, a maioria dos empregadores não admite nem mantém em seus quadros trabalhadores com idade mais avançada.

Relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o senador Paulo Paim (PT-RS) teve seu parecer favorável à proposta aprovado pelo colegiado, com duas emendas referentes apenas à técnica legislativa de redação do projeto.

Pesquisas desmentem Datafolha e apontam Dilma eleita no 1º turno

Alvaro Dias esclarece posicionamento político adotado no Paraná

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) ocupou a tribuna na tarde desta terça-feira (28) para esclarecer por que declarou que votará em seu irmão, Osmar Dias (PDT), para o governo do Paraná, embora seu partido tenha candidato próprio, Beto Richa.

De acordo com ele, que declarou viver uma situação inédita em sua trajetória política, a ideia inicial era adotar uma postura neutra, que representasse “respeito ao partido e respeito à família”. Porém, na última semana, segundo Alvaro Dias, o candidato do PSDB passou a atacar o adversário de forma “fortuita, desnecessária, improcedente e desonesta”.

– Eu não poderia ouvir agressões despropositadas assacadas contra um irmão sem defendê-lo. A indagação que faço é: ‘Teria eu autoridade moral e política para defender quem quer que seja se não defendo o próprio irmão?’ É evidente que não – disse.

Ele ressaltou que anunciou, sim, “o voto do ser humano, não do político que milita partidariamente e que tem obrigações partidárias”. Porém, ressalvou que sabe que a opção que faz é “a melhor para o Paraná”.

– Não tenho nenhuma dúvida de que a escolha é a mais adequada por conhecer os dois candidatos, por conhecer a proposta de cada um, por conhecer o modelo de gestão que cada um pode oferecer ao Estado e, sobretudo, por conhecer o modelo e o perfil de caráter e personalidade que cada um pode ostentar diante do povo do Paraná. Não tenho nenhuma dúvida de que essa é a melhor opção – disse. 

Pesquisas desmentem Datafolha e apontam Dilma eleita no 1º turno

Suplicy recomenda que eleitor veja o último debate dos candidatos à Presidência

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) recomendou em discurso, nesta terça-feira (28), que os eleitores vejam o último debate dos candidatos à Presidência da República, nesta quinta-feira (30), promovido pela Rede Globo de Televisão. Para ele, os eleitores devem prestar atenção nas propostas dos candidatos, pois o escolhido irá governar o Brasil pelos próximos quatro anos.

– Feliz é o povo brasileiro que vive hoje uma democracia, com candidatos do mais alto nível como, por exemplo, Plínio de Arruda Sampaio, Marina Silva, José Serra e Dilma Rousseff. Espero que possamos comparar muito bem as proposições e os valores defendidos pelos candidatos – afirmou Suplicy.

Bagaço, a nova fonte de eletricidade

No mesmo pronunciamento, o senador paulista disse o Brasil tem adicionado uma nova fonte de eletricidade à sua matriz energética, mas os brasileiros ainda não prestaram atenção. Trata-se da energia produzida nas usinas de álcool e açúcar pela queima do bagaço de cana (geração termoelétrica).

Informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou ontem mais oito dessas usinas em municípios paulistas, em solenidade simultânea realizada no município de Barra Bonita (SP). Conforme o senador, as usinas de álcool e açúcar do país já produzem 7,2 mil megawatts. Essa energia já representa 6,6% da matriz energética do país. O potencial para 2020 é 13 mil megawatts, quase três vezes a geração da futura usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA), acrescentou o senador.

Eduardo Suplicy informou que, durante a solenidade de inauguração, o presidente Lula disse que, em breve, todos os cortadores de cana do país serão substituídos por máquinas colheitadeiras – cada uma faz o trabalho de quase 100 trabalhadores. O senador disse que o governo e os usineiros estão trabalhando para qualificar em outras profissões os ex-cortadores de cana, para ele um trabalho extenuante e degradante. Disse ainda que, nos últimos dois anos, o governo federal negociou com as usinas melhora nas condições de trabalho dos cortadores, como a instalação de banheiros, transporte em ônibus, equipamentos de proteção e alimentação mais adequada.

Renda Básica na Cracolândia

O senador petista informou ao plenário que, na semana passada, esteve na área do Centro de São Paulo conhecida como “Cracolândia”, acompanhado do ator e diretor teatral Asdrúbal Serrano. Ele pretendia distribuir uma cartilha sobre o programa Renda Básica da Cidadania, ilustrada pelo cartunista Ziraldo, mas a presença de um fotógrafo e um cinegrafista afugentou os viciados em crak.

Suplicy disse que no dia 23 de outubro, no Teatro Oficina, em São Paulo, haverá a apresentação de uma peça escrita por Asdrúbal Serrano sobre os viciados em crak e a Renda Básica da Cidadania. A seguir, haverá debate sobre o problema das drogas. O senador leu da tribuna uma parte da peça, onde há diálogos entre viciados e um traficante.