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JUSTIÇA SOCIAL

Vítima de violência sexual em local de trabalho terá plano de saúde mantido

Vítima de violência sexual em local de trabalho terá plano de saúde mantido

TRATAMENTO PSICOLÓGICO

A 1ª Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) decidiu manter decisão de primeiro grau que obrigou uma empresa a seguir com o plano de saúde de uma trabalhadora vítima de violência sexual no local de trabalho.

O acórdão é resultante do julgamento de mérito de um mandado de segurança movido pelo empregador que tentava reverter a decisão. O relator da matéria, desembargador Marcelo José Ferlin D’Ambroso, já havia decidido nesse sentido ao apreciar pedido liminar.

 

“No que diz respeito ao restabelecimento do plano de saúde para tratamento dos danos psicológicos decorrentes da violência sofrida (plano esse que foi reconhecidamente disponibilizado pela empresa), cabe registrar que a sua manutenção, além de preservar garantias tipicamente trabalhistas, está em consonância com os direitos fundamentais que visam à preservação da saúde e da integridade física e psicológica da trabalhadora, bem como as que reconhecem a função social da empresa”, diz o relator ao julgar o mérito do mandado de segurança.

 

O caso

A empregada afirmou ter sido vítima de violência sexual no seu ambiente de trabalho. Conforme o relato, a violência foi praticada por um colega quando ela chegava no seu posto para a troca do turno.

 

Após o fato, a trabalhadora precisou se afastar de suas funções em razão do trauma sofrido, passando a fazer acompanhamentos psicológicos e psiquiátricos. O acusado foi demitido. A vítima tentou voltar ao trabalho, mas não conseguiu.

 

Tempos depois, a empresa cancelou o plano de saúde dela. O argumento para esse cancelamento foi o de que a trabalhadora teria parado de pagar a coparticipação. Sustentaram ainda que fizeram o aviso prévio de que isso ocorreria se ela continuasse inadimplente.

 

A defesa da reclamante ingressou com ação trabalhista pedindo o restabelecimento do plano. Após ouvir as partes e o Ministério Público do Trabalho, o juízo decidiu por deferir a antecipação da tutela.

 

“Sem adentrar ao mérito da demanda, cujo juízo de valor somente poderá restar suficientemente claro quando produzidas todas as provas necessárias, acolho o pedido antecipatório, determinando que a acionada restabeleça o plano de saúde da autora, custeando o valor respectivo, integralmente”, decidiu o juízo de primeiro grau.

 

A empresa ingressou com mandado de segurança no TRT-4 para tentar reverter essa decisão, mas não obteve êxito. Por unanimidade, os desembargadores da 1ª Seção de Dissídios Individuais da Corte mantiveram o que havia sido decidido em primeira instância, ou seja, o restabelecimento do plano de saúde, com pagamento integral pela empresa.

 

Conforme o relator, não se trata de mera liberalidade custear a integralidade do plano de saúde. Cita o art. 6º, par. 3º, I, da Lei 8080/90, que detalha o que se entende por saúde do trabalhador, como, por exemplo, a recuperação e reabilitação de empregados submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho.

 

Para o magistrado, diante dos fatos narrados e do que consta no registro de ocorrência policial, por exemplo, há evidências de que a trabalhadora sofreu violência sexual praticada por um colega. Lembrou na decisão que a própria empresa entendeu o fato como gravíssimo e promoveu a despedida do acusado.

 

“Os danos psicológicos oriundos da violência sexual sofrida pela litisconsorte (trabalhadora) são evidentes”, frisou o relator, ao citar um atestado médico que constatou transtorno do estresse pós-traumático e prorrogou o período de afastamento do trabalho por mais 90 dias.

 

D’Ambroso acrescentou que, para a análise desse caso, é necessário utilizar uma perspectiva de gênero. Lembrou que o Brasil é signatário da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres da Organização das Nações Unidas (ONU) e citou seu artigo 7º, que prevê a obrigação de “tomar as medidas apropriadas para eliminar a discriminação contra a mulher praticada por qualquer pessoa, organização ou empresa”.

 

O magistrado também traz em seu voto trechos da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, concluída em Belém do Pará, em 9 de junho de 1994. O artigo 2º define o entendimento de que a violência contra a mulher abrange a violência psicológica ocorrida em qualquer relação interpessoal e o assédio sexual no local de trabalho.

 

Ainda para fundamentar sua decisão, o desembargador cita o inciso III do artigo 932 do Código Civil, que diz que são também responsáveis pela reparação civil “o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele”.

 

Além da esfera trabalhista, o caso está em análise pela Polícia Civil, já que o estupro é tipificado no artigo 213 do Código Penal, com penas que vão de seis a dez anos de prisão. Com informações do TRT-RS.

Revista Consultor Jurídico

https://www.conjur.com.br/2023-abr-02/vitima-violencia-sexual-trabalho-plano-saude-mantido

Histórico! Pela primeira vez dois metalúrgicos na presidência do Conselho Estadual do Trabalho

Histórico! Pela primeira vez dois metalúrgicos na presidência do Conselho Estadual do Trabalho

Na foto, da esquerda para direita: Marcelo Percicotti (ex vice-presidente); Suelen Glinski (ex-presidenta); Paulo Roberto Pissinini (presidente eleito) e Adriano Carlesso (vice-presidente eleito), todos do CETER.

Em 23 de março representantes da classe trabalhadora foram formalmente apresentados no CETER

A data 23 de março de 2023 fica para a histórica da classe trabalhadora no Paraná como momento em que dois metalúrgicos de centrais diferentes passam a compor a presidência do Conselho Estadual do Trabalho (CETER). O presidente escolhido foi Paulo Roberto Pissinini (Força Sindical) e o vice é Adriano Carlesso (Nova Central Sindical).

Para o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campo Largo (Sindimovec), Adriano Carlesso, a representatividade da classe trabalhadora no Conselho é fundamental. “Nossa política para manter a valorização do Mínimo Salarial será mantida. Estamos numa crescente nessa questão faz mais de 10 anos”, explicou o vice-presidente do CETER.

Atualmente o Mínimo Regional do Estado do Paraná segue o Índice Nacional de Preço do Consumidor (INPC), com arredondamento para maior com base no valor hora. O Governo do Paraná divulga os números anualmente e esse aumento é uma vitória do diálogo e da capacidade de negociar dos representantes dos trabalhadores.

Outro dirigente sindical que também ocupou cadeira da presidência do CETER como representante dos trabalhadores foi Denilson Pestana (Nona Central Sindical), além de Adriano Carlesso (Nova Central Sindical), atual vice.

 

Fonte: SINDIMOVEC

Histórico! Pela primeira vez dois metalúrgicos na presidência do Conselho Estadual do Trabalho

 

Vítima de violência sexual em local de trabalho terá plano de saúde mantido

Produção industrial cai 0,3% em janeiro, resultado pior do que o esperado

Na comparação com igual mês em 2022, porém, a produção industrial subiu 0,3% em janeiro

Por Lucianne Carneiro, Valor — Rio

A produção da indústria brasileira caiu 0,3% em janeiro ante dezembro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, o indicador teve estabilidade, após dois meses seguidos de crescimento, período de ganho de 1,5%.

 

O desempenho de janeiro ficou abaixo da mediana das estimativas de 30 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de queda de 0,2%, livre dos efeitos sazonais. As projeções iam de queda de 2% a alta de 1,2%.

 

A divulgação de janeiro é a primeira após a reestruturação da Pesquisa Industrial Mensal, que significa também a divulgação de uma nova série histórica, com o encadeamento entre a nova pesquisa e a antiga.

A atualização da pesquisa, que ocorre de forma periódica na rotina do IBGE, inclui uma nova amostra de empresas, inclusão e exclusão de atividades e alterações nos pesos dos produtos, entre outras mudanças.

Na comparação com igual mês em 2022, a produção industrial subiu 0,3% em janeiro. Por essa base de comparação, a expectativa mediana do mercado era de que o indicador tivesse subido 1,2% conforme levantamento do Valor Data. As projeções iam de queda de 1,1% a alta de 2,6%.

A indústria acumula recuo de 0,2% nos últimos doze meses. Com esses resultados, o setor industrial está 18,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011 e 2,3% abaixo do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020.

 

Com a reestruturação da PIM-PF, o número de itens pesquisados aumentou de 944 para 1.042. Saíram da pesquisa itens como rádios (mesmo combinados com aparelhos de gravação ou reprodução de som), discos fonográficos, gravadores ou reprodutores de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater), máquinas de costura de uso doméstico e gomas de mascar, por exemplo.

 

Por outro lado, entraram na lista robôs industriais, aparelhos de radionavegação (GPS), controle remoto para aparelhos eletroeletrônicos, veículos e carros blindados de combate, armados ou não, e aparelhos para eletrodiagnóstico (eletrocardiógrafos, endoscópios, audiômetros, ressonância magnética etc), entre outros.

Vítima de violência sexual em local de trabalho terá plano de saúde mantido

País precisa qualificar 10 milhões de jovens em dois anos

A previsão é da Confederação Nacional da Indústria

Por Carin Petti, Para O Valor, Valor — São Paulo

Até 2025 será necessário qualificar 9,6 milhões de pessoas somente em ocupações industriais, das quais 2 milhões em formação inicial para reposição e preenchimento de novas vagas. A previsão é da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ainda assim, no ano passado, apenas 1,07 milhão dos 7,9 milhões de estudantes do ensino médio optou pelo ensino técnico concomitante, segundo o Censo Escolar, do governo federal.

 

Se incluídos cursos técnicos de quem já concluiu o ensino médio, o total vai para 2,1 milhões de matrículas — menos da metade da meta de 4,8 milhões prevista para 2024 pelo Plano Nacional de Educação (PNE). E mais: 43% dos estudantes desconhecem a existência do ensino técnico, aponta pesquisa realizada em 2021 pelo Itaú Educação e Trabalho e pela Fundação Roberto Marinho com estudantes do nono ano do ensino fundamental e do primeiro ano do ensino médio da rede pública. A parcela salta para 77% quando incluídos também os jovens que afirmam ter baixo conhecimento da modalidade.

 

“O ensino técnico é muito mal compreendido pela sociedade”, diz Fausto Augusto Junior, diretor-técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudo Sócio-Econômicos). “De um lado temos boas escolas, como Etecs, institutos federais e unidades do Senai, bastante concorridas e com boa entrada no mercado de trabalho. Do outro, temos o diploma do ensino técnico diminuído por parte dos alunos e empresas, principalmente fora do setor industrial, que preferem compensar a defasagem escolar com a exigência de formação universitária mesmo para funções que não exigiriam ensino superior.”

Vítima de violência sexual em local de trabalho terá plano de saúde mantido

Tesouro estima que carga tributária cresceu em 2022 e chegou a 33,71% do PIB

Valor é o maior da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 2010. Aumento da carga é explicado pela elevação de impostos sobre a renda e pelo próprio crescimento da economia.

Por Jéssica Sant’Ana e Ana Paula Castro, g1 e TV Globo — Brasília

A carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – chegou a 33,71% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (30) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

 

O valor é o maior da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 2010.

 

O percentual também representa uma alta de 0,65 ponto percentual do PIB em relação à carga tributária registrada em 2021, que foi de 33,05%.

 

Segundo o Tesouro Nacional, o aumento da carga tributária em 2022 é explicado:

 

  • pela elevação dos impostos sobre a renda, lucros e ganho de capital

 

  • pelo próprio crescimento econômico registrado no ano passado, puxado pelo setor serviços

O dado fechado da carga tributária ainda será divulgado pela Receita Federal até o meio do ano. Porém, por lei, o Tesouro já divulga uma prévia em março.

G1

https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/03/30/tesouro-estima-que-carga-tributaria-cresceu-em-2022-e-chegou-a-3371percent-do-pib.ghtml

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Desemprego sobe a 8,6% no trimestre encerrado em fevereiro, diz IBGE

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre setembro e novembro, o resultado traz aumento de 0,5 ponto percentual (8,1%). No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 11,2%.

Por Raphael Martins, g1

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 8,6% no trimestre móvel de terminado em fevereiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (31) pelo IBGE.

 

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, entre setembro e novembro, o resultado traz aumento de 0,5 ponto percentual (8,1%). No mesmo trimestre de 2022, a taxa era de 11,2%.