por master | 01/08/11 | Ultimas Notícias
Falta de segurança provoca 30 mil ocorrências por ano apenas no RS
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No último dia 27, o Brasil comemorou o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho. No Rio Grande do Sul são cerca de 30 mil acidentes por ano. Entre os dias 15 e 23 deste mês, foram divulgadas três mortes por acidente: do operário Maurício Ernesto Dias, 39 anos, em uma construção de um prédio na zona Norte da Capital; do gari Carlos Alexandre de Souza Claudiano, 23 anos, em trabalho de recolhimento do lixo na zona Sul da Capital, e do técnico Eziel Rodrigues Betin, 19, em atividade numa torre de energia eólica, no Litoral Norte. Esses foram os dados trazidos a público porque, conforme especialistas e autoridades, muitos casos nem chegam a ser revelados.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os acidentes de trabalho resultam na morte de 2 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, matando mais do que álcool e drogas somados. Conforme Simone Realli, especialista em Segurança do Trabalho, as áreas mais críticas são a construção e aquelas que exigem menos tecnologia. “A construção civil é a área mais fiscalizada e, por isso, recebe uma atenção importante. A agricultura e a mineração são setores que geram grande preocupação pelo trabalho braçal e, por muitas vezes, ocorre em locais insalubres”, explicou. De acordo com dados da Previdência Social, são gastos anualmente R$ 57 bilhões com acidentes do trabalho. Só em março deste ano, foram pagos R$ 16,1 milhões em auxílio-doença para 17 mil trabalhadores.
Simone Realli destaca que as estatísticas escondem outro problema. “As subnotificações e a economia informal não entram nesses dados. Os números são mais graves”, alerta. Na opinião dela, falta às empresas uma cultura de prevenção. “Sem dúvida, o investimento para evitar os acidentes custa menos e dá mais retorno. Acontece que as empresas não têm uma noção exata dessa diferença e acabam não colocando em seu planejamento a questão da segurança no trabalho”, frisou. “Contratar um funcionário no lugar do que foi afastado tem uma série de implicações. A produtividade pode ser afetada, pois é necessário treiná-lo e capacitá-lo”, observou.
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por master | 01/08/11 | Ultimas Notícias
Curitiba – O Paraná registrou 5.486 acidentes de trabalho com óbitos nos últimos 20 anos. De acordo com dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego no Paraná (SRTE/PR), na década de 1990 a média era de 32 óbitos para cada 100 mil trabalhadores. Em 2009, último levantamento, a taxa caiu para 8 óbitos. O Paraná é o quarto estado no ranking nacional de acidentes de trabalho.
Segundo o chefe do Setor de Segurança e Saúde do Trabalhador do Ministério do Trabalho e Emprego, Enio Bezerra Soares, a Previdência Social modificou, em 2007, a forma como são caracterizados os acidentes e as doenças ocupacionais. Com isso, ”não dá para olhar apenas se aumentou ou diminuiu o número total de acidentes e doenças relativas ao trabalho nos últimos anos”.
A partir dessa mudança, passou a ser utilizado um critério de avaliação denominado Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP), que é a associação entre as doenças e as atividades de trabalho, que resultou em uma matriz de correspondências entre CNAE (atividade econômica) e o CID (a doença).
”Com todos estes critérios, as empresas estão mais preocupadas em cumprir a legislação em relação à segurança do trabalho”, afirmou, lembrando que há penalidades regressivas. ”Ao pagar a pensão por invalidez, se a Previdência Social constatar que foi por negligência da empresa, ela vai arcar com pagamentos retroativos”, explicou.
Segundo a assessoria da Previdência Social no Paraná, em 2010, foram concedidos 22.301 benefícios relativos a auxilio doença por acidente de trabalho. Desse total, 837 foram aposentados por invalidez. Até o mês de junho deste ano já foram concedidos 11.540 benefícios, que resultaram em 493 aposentadorias.
por master | 01/08/11 | Mobilização
Os trabalhadores da empresa Viação Rocio aceitaram no último domingo (31) a nova proposta da empresa, suspendendo a possibilidade de greve a partir desta segunda-feira (01).
Após muita pressão do sindicato dos trabalhadores, Sindicap, a empresa que é a única concessionária do transporte coletivo urbano de Paranaguá voltou atrás da decisão de não aceitar a proposta de acordo mediada pelo Ministério Público do Trabalho na última sexta-feira e propôs um índice melhor de reajuste.
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por master | 01/08/11 | Ultimas Notícias
Documento estabelece requisitos mínimos de proteção para trabalhadores; população pode contribuir na elaboração das regras.
Está disponível para consulta pública o texto-base para criação da Norma Regulamentadora sobre trabalho em altura. O documento estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.
Por conta disso, recentemente, no auditório da Copel, técnicos da Altiseg, empresa especializada em segurança em altura, de Curitiba, promoveram um evento preventivo com empresários e a comunidade local. O workshop ”Técnicas de segurança para trabalho em altura”, trouxe para discussão a importância da prevenção nesse setor. ”Até o momento a norma estava embutida em outras regras específicas para outras atividades como a construção civil, a eletricidade, telecomunicações, siderurgia, entre outras”, explica o técnico em segurança no trabalho Ibrahim Kleber. ”Essa norma tem o poder de lei e o objetivo maior é fazer com que todas as empresas estejam atentas e se adaptem a nova legislação que em breve entrará em vigor”, afirma.
Para o técnico em segurança Marcos Amazonas, instrutor do workshop, os acidentes de trabalho são a soma de vários fatores, como a insuficiência de treinamentos, falta ou inadequação de análise do risco da tarefa, tolerância da empresa ao descumprimento das normas de segurança, entre outros. ”Não é só o equipamento que determina a segurança, os treinamentos, o emocional do funcionário e sua valorização ajudam a evitar muito os acidentes. Uma tendência mundial que vem sendo adotada ultimamente em vários países, que têm dado resultados positivos, é dar destaque ao ser humano valorizando mais a ação do que os equipamentos”, afirma.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conforme Amazonas, considera trabalho em altura aquele executado em níveis diferentes e no qual haja risco de queda capaz de causar lesão ao trabalhador. De acordo com o MTE, as normas são importantes em todos os locais de trabalho e têm por objetivo estabelecer obrigações quanto à adoção de medidas que garantam trabalho seguro e sadio, prevenindo a ocorrência de doenças e acidentes.
Durante as discussões foram apresentadas situações de risco e a importância da utilização correta dos equipamentos de segurança, como o cinto paraquedista, talabarte, trava quedas, o acesso por cordas e os tipos de resgates mais utilizados nos acidentes de trabalho. As dúvidas mais frequentes de trabalhadores de empresas estatais e privadas foram esclarecidas, além de abordar as soluções mais avançadas na área de prevenção de acidentes em altura e em locais confinados.
De acordo com Amazonas, a nova norma irá auxiliar na diminuição do índice de acidentes de trabalho em altura, que segundo ele, é alarmante se comparado a outros setores. ”Em 2010, foram registrados, 1944 acidentes de trabalho, nem todos causados por queda, porém, quando ocorrem em sua maioria são fatais”, afirma. A norma conforme ele, requer maior atenção para o trabalho em altura, pede que seja realizada análise de risco específica para a questão altura. ”A exigência, atualmente, ocorre de forma mais branda e resulta nesse número preocupante de acidentes. Agora a legislação irá cobrar de forma mais ativa para que as medidas de proteção sejam tomadas”, reitera.
As sugestões para a nova norma podem ser enviadas até o dia 12 de agosto para o e-mail normatizacao.sit@mte.gov.br. O documento foi elaborado em parceria pelo governo, trabalhadores e empregadores.
Kalinka Amorim
Reportagem Local
por master | 01/08/11 | Ultimas Notícias
Depois do recesso de julho, os três níveis do Poder Legislativo brasileiro – federal, estadual e municipal – voltam hoje ao trabalho em um cenário conturbado que pode paralisar votações importantes. O Congresso Nacional vai se deparar, além da crise nos Transportes, com denúncias que agora envolvem os ministérios da Agricultura e das Cidades, além da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Não bastasse o PR ter sido tragado pela crise no Planalto, agora estão na berlinda outros partidos importantes da base de sustentação da presidente Dilma Rousseff: o PMDB, o PP e o PCdoB.
Já a Câmara de Curitiba retoma hoje à tarde as sessões de votação com um protesto de sindicalistas, estudantes e integrantes de partidos de oposição ao presidente do Legislativo municipal, João Cláudio Derosso (PSDB). Eles vão pedir explicações sobre os contratos milionários de publicidade da Casa que beneficiaram, dentre outros, a esposa de Derosso, a jornalista Cláudia Queiroz Guedes. Além disso, conforme revelou a edição de ontem da Gazeta do Povo, a Câmara está sendo investigada por ter contratado suspostos fantasmas da Assembleia Legislativa do Paraná – o que é proibido, já que a Constituição proíbe que um servidor acumule dois cargos públicos.
O cenário menos conturbado está na Assembleia paranaense, onde não existe uma denúncia nova de corrupção, por exemplo. Mas há um fato igualmente grave: o presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), vem recebendo ameaças de morte depois que iniciou mudanças na estrutura da Assembleia.