por master | 21/09/11 | Ultimas Notícias
Relatório sobre o sistema financeiro nacional conclui que situação dos bancos é sólida, mas aponta risco de elevação da taxa de inadimplência dos clientes.
O recrudescimento da crise financeira internacional pode provocar aumento do desemprego e queda da renda dos trabalhadores brasileiros, com reflexo direto no aumento da inadimplência perante os bancos. “O ambiente internacional está perigoso”, admitiu o diretor de Fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, ontem, durante a apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira, documento divulgado a cada seis meses em que o BC avalia a capacidade do sistema financeiro em situações de estresse.
Embora garanta que os bancos foram aprovados em todos os testes, e que eles resistiriam mesmo num cenário de piora, o documento chama a atenção para os desafios que o sistema financeiro tem de enfrentar a curto e a médio prazos, dependendo dos desdobramentos do cenário financeiro internacional. A data-base do documento é junho e, na comparação com dezembro, o Índice de Basileia, que mede a relação entre empréstimos e patrimônio líquido, recuou de 17,1% para 16,9%, indicando ligeira piora na situação das instituições.
O índice de inadimplência, referente a operações com atrasos superiores a 90 dias, atingiu 5,2%, patamar mais elevado desde fevereiro de 2010, quando estava em 5,3%. Meirelles explicou que a alta é resultado das chamadas políticas macroprudenciais implementadas pelo BC para diminuir os riscos no sistema, como a redução do ritmo de crescimento do crédito para as empresas e as famílias.
O diretor do BC garantiu, no entanto, que o sistema financeiro nacional não tem “nenhuma disfuncionalidade”, apesar de admitir “problemas pontuais” em algumas instituições menores. Como mostrou reportagem publicada ontem pelo Correio, a autoridade monetária apertou a fiscalização do sistema, depois das quebras de instituições de pequeno porte, como Matone, Schain, Morada e Oboé, além do Banco Panamericano. Segundo Meirelles, elas representam apenas uma pequena parte do sistema.
O BC garante ainda que o setor financeiro está bem provisionado, ou seja, tem reservas em caixa suficientes para bancar o atraso dos clientes no pagamento das prestações. Mesmo tendo alterado a metodologia de apuração dos dados, os novos números do BC mostram que o comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas está crescendo.
“A metodologia anterior deixava de fora as rendas financeiras, advindas de aplicações, como, por exemplo, a poupança”, disse Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC. Maciel explicou que as mudanças não visaram diminuir o nível de endividamento, mas aprimorar o sistema.
Além de incorporar os ganhos financeiros e fazer o cálculo com a renda mensal das famílias em substituição à renda mensal dos últimos 12 meses, a nova fórmula também passou a considerar a taxa de juros média dos últimos meses e não a última taxa do mês. O resultado de tudo isso é que o comprometimento da renda familiar caiu de 26,9% para 21,1% em julho deste ano.
A tendência de crescimento, no entanto, é a mesma. A série histórica revisada pelo BC mostra que o comprometimento da renda familiar com as dívidas, que estava em cerca de 16% em 2005, passou para 18% em julho de 2008, ultrapassando os 21% em julho passado. “Esse patamar não é assustador, mas temos que acompanhar de perto”, disse o diretor de Fiscalização, Anthero Meirelles.
TAXA PRIME BRASILEIRA
O Banco Central (BC) divulgou pela primeira vez, ontem, dados da Taxa Preferencial Brasileira (TPB), que reflete os custos de financiamento das grandes empresas com os bancos. De janeiro de 2005 a abril de 2011, a taxa preferencial média foi de 16,2% ao ano. O custo é o mais elevado de uma relação de seis países divulgada pelo BC, que inclui o grupo Bric (além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e os Estados Unidos. O BC destacou, contudo, que o spread médio da taxa nesse período, de 3,2 pontos percentuais, é similar aos dos demais mercados. A divulgação da TPB visa permitir a comparação da taxas com outros países e incentivaconcorrência no mercado de crédito.
por master | 21/09/11 | Ultimas Notícias
Profissionais querem reajustar consultas. No Rio, movimento atinge todas as operadoras
BRASÍLIA e SÃO PAULO. Os médicos que atendem pelos planos de saúde vão suspender hoje, por 24 horas, o atendimento aos usuários de 23 operadoras. O principal objetivo da categoria é forçar as empresas a reajustarem o preço por consultas e procedimentos (cirurgias). Segundo estimativa do movimento, cerca de 20 milhões de um total de 46 milhões credenciados poderão ficar sem atendimento em todo o país. No Rio, os médicos vão fazer hoje, às 11h, uma manifestação em frente à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na Glória. Os médicos reclamam que, nos últimos 12 anos, a inflação acumulada atingiu 120%. Nesse período, os planos foram reajustados em 150%, segundo a categoria, e os honorários médicos, em 50%.
Os serviços de urgência e emergência serão realizados normalmente. A paralisação vai ocorrer em quase todos os estados (com exceção de Amazonas, Rio Grande do Norte e Roraima). Em nove deles, incluindo o Rio, o movimento atinge todas as operadoras. No restante, serão alguns planos selecionados pela categoria.
– Há duas semanas estamos pedindo aos pacientes que agendem consultas e cirurgias para outro dia. Não queremos prejudicar a população, mas a situação dos médicos está muito difícil – disse Márcia Araujo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio.
Segundo o coordenador da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), Aloisio Tibiriçá, a categoria decidiu suspender as atividades porque o resultado das negociações entre a categoria e as operadoras, iniciadas em 7 de abril, foi insuficiente. Eles querem que o preço médio da consulta suba dos atuais R$40 para R$60, no mínimo. Defendem também reajustes nos valores das cirurgias.
Comissão pede mediação
do Ministério da Saúde
Além disso, querem fazer valer norma da ANS que determina a assinatura de contratos entre as operadoras e seus prestadores, com duração do serviço e critério de reajuste. O comando do movimento tem uma audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, hoje, para entregar suas reivindicações e queixas.
– Queremos que o Ministério da Saúde entre como mediador na situação porque a ANS não cumpre seu papel – disse Tibiriçá, acrescentando que novas paralisações não estão descartadas caso não haja avanço nas negociações.
A ANS informou, em nota, que considera legítimo o movimento dos médicos por melhor remuneração, mas ressaltou que as operadoras de planos de saúde têm que garantir o atendimento do que foi contratado pelos beneficiários, sem taxas adicionais.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa os 15 maiores grupos de empresas de saúde privada do país, disse, em nota, que, conforme acordo com a categoria, vai definir um novo parâmetro para o trabalho dos médicos, com base na complexidade dos procedimentos.
por master | 21/09/11 | Ultimas Notícias
Os representantes dos funcionários dos Correios devem encaminhar nos próximos dias uma contraproposta para o acordo coletivo e assim tentar encerrar a greve da categoria.
Essa pode ser uma solução para encerrar a paralisação, que está completando uma semana, uma vez que a empresa retirou a sua proposta e não negocia mais com os grevistas.
Correios fazem mutirão para entregar correspondências
Funcionários dos Correios se reúnem; paralisação deve ser mantida
Em vez de faturas de papel, use o débito direto autorizado
Correios retiram proposta e só irão negociar após fim da greve
Paralisação dos Correios preocupa franquias da estatal
Os Correios apresentaram duas propostas antes do início da greve, mas agora afirmam que só vão negociar quando os trabalhadores voltarem ao trabalho. O presidente da empresa, Wagner Pinheiro de Oliveira, disse à Folha na segunda-feira que informou os sindicatos de que aceitaria analisar uma contraproposta dos funcionários.
Os trabalhadores reivindicavam aumento salarial de R$ 400 a partir de janeiro para todos, independentemente do salário, reposição da inflação calculada em 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas acumuladas desde 1994.
De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a proposta salarial apresentada pelo governo federal inclui reajuste de 6,87% para repor a inflação do período, ganho real de R$ 50 linear a partir de janeiro e abono de R$ 800.
“Nosso comando de negociação está trabalhando em uma contraproposta. Após fechá-la, nós vamos levar para as assembleias e, se for aprovada, encaminhamos para a diretoria dos Correios”, disse a presidente do sindicato de Brasília, Amanda Corcino.
A categoria vai realizar novas assembleias na manhã desta quarta-feira, mas a contraproposta não deve ainda ser apresentada.
Os grevistas realizaram nesta terça-feira em Brasília um “enterro simbólico” do presidente da empresa e do ministro Paulo Bernardo (Comunicações). Os funcionários também foram à Câmara dos Deputados buscar apoio para a abertura de uma nova rodada de negociações com a empresa.
Os Correios afirmam que a adesão se manteve estável ontem, em torno de 23% dos 110 mil funcionários (a categoria continua falando em 70%).

por master | 21/09/11 | Ultimas Notícias
Jacqueline Saraiva
Os motoristas e cobradores das empresas de ônibus cruzaram os braços mais uma vez nesta quarta-feira (21/9) e realizam nova paralisação relâmpago. Desde as 4h, os passageiros de Santa Maria e da QNQ, em Ceilândia estão sem ônibus. Como conseqüência, as paradas de ônibus começam a ficar lotadas nas regiões. Muitos começam a tirar os carros da garagem, o que deve complicar o trânsito para quem segue em direção ao Plano Piloto. São 126 veículos da empresa Viplan e 123 da Planeta e Satélite não vão sair da garagem hoje.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Jorge Farias, a paralisação deve seguir até às 8h. A categoria alega a instabilidade jurídica para a realização da paralisação. “Se a assinatura de um acordo é tão simples, por que as empresas não o assinam logo? É porque estão mal-intencionados”, ressaltou.
Na manhã desta terça-feira (20/9), a categoria fez uma paralisação relâmpago que começou às 5h. Passageiros de Ceilândia, Gama e Samambaia foram prejudicados. Os ônibus só voltaram a circular após as 10h.
O Sindicato dos Empresários reafirma, através da assessoria, a nota divulgada na segunda-feira (19/9) de que todos os itens da pauta de reivindicações dos rodoviários foram cumpridos. “Por esse motivo, achamos um absurdo essa paralisação”, diz a nota.
Com informações de Roberta Abreu.
por master | 21/09/11 | Ultimas Notícias
A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) vai realizar seminários em 11 cidades para discutir o projeto da Lei Orçamentária (LOA) de 2012 e o Plano Plurianual (PPA) 2012-2015.
Requerimento nesse sentido foi aprovado nesta terça-feira (20) pela comissão. A iniciativa é do relator do PPA 2012-2015, senador Walter Pinheiro (PT-BA).
Os seminários serão realizados em João Pessoa, Salvador, São Paulo Curitiba, Porto Alegre, Campo Grande, Goiânia, Porto Velho, Rio Branco, Vitória e Uberlândia.
A data dos seminários ainda está sendo acertada entre a comissão e as assembléias legislativas estaduais, mas é possível que o ciclo de debates já esteja encerrado na primeira semana de outubro.
O objetivo dos seminários é discutir a proposta orçamentária diretamente com a população local, que poderá apresentar sugestões de emendas a serem incorporadas ao Orçamento de 2012, além de debater a alocação dos recursos públicos visando maiores retornos à sociedade.
O Orçamento de 2012 prevê investimentos de R$ 165,3 bilhões, sendo R$ 58,5 bilhões do orçamento fiscal e da seguridade, e R$ 106,8 bilhões das empresas estatais. O montante é 8,3% maior do que o disponível em 2011. Grande parte dos investimentos refere-se ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que terá R$ 111,3 bilhões em 2012, sendo R$ 42,5 bilhões do orçamento fiscal e R$ 68,7 bilhões das estatais.
Os seminários também servirão para avaliar se o Plano Plurianual 2012-2015 está adequado à realidade do país. De acordo com o plano, serão investidos R$ 5,4 trilhões nos próximos quatro anos em 65 programas temáticos (entrega de bens e serviços à sociedade) e 44 programas de gestão e manutenção do Estado (ações de apoio à atuação governamental).
O plano alinha 491 objetivos e 2.503 iniciativas, sendo 1.224 com ações orçamentárias associadas. Dos 65 programas temáticos, 25 serão desenvolvidos na área social, 15 em infraestrutura e 17 no desenvolvimento produtivo e ambiental, além de outros oito em áreas especiais.
O requerimento de Walter Pinheiro foi aprovado como item extra-pauta na reunião da comissão. Não houve quórum para o exame de outras propostas em tramitação no colegiado, entre elas seis projetos de lei que abrem créditos suplementares ou especiais a ministérios e empresas estatais (PL 7/2011, PL 2011/11, PL 12/2011, PL 14/2011, PL 15/2011 e PL 19/2011).
A CMO voltará a se reunir no próximo dia 28, às 14h30.