O programa “Sua Vez, Sua Voz!” estreou recentemente em sua versão adaptada para as redes sociais, depois de mais de 10 anos de sucesso no rádio. Comandado pelo líder sindical e ativista dos direitos trabalhistas Denílson Pestana, o programa é dedicado a discutir e compartilhar informações sobre o mundo do trabalho.
Em sua edição de estreia, Pestana apresentou a festa em comemoração ao dia dos trabalhadores na sede campestre do Sintracom Londrina e a manifestação dos trabalhadores em Memória as vítimas por acidente de trabalho, realizada no dia 28/04/2023. O programa abordará temas como a luta por melhores condições de trabalho, direitos dos trabalhadores, igualdade de gênero e raça no ambiente de trabalho, entre outros assuntos relevantes para quem busca se informar sobre o universo do trabalho.
Sua vez, sua voz trará entrevistas com profissionais de diversas áreas, líderes sindicais e especialistas em assuntos relacionados ao mundo do trabalho. Essas conversas ofereceram insights valiosos e informações relevantes para quem deseja se manter atualizado sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores e as lutas por melhores condições de trabalho.
Com a adaptação do programa para as redes sociais, é possível que um número ainda maior de pessoas se engaje na conversa sobre o futuro do mundo do trabalho. Através de uma abordagem acessível e informativa, o programa busca trazer luz a questões importantes que afetam a vida dos trabalhadores e suas famílias.
Ao se inscrever no canal do programa, os espectadores podem se juntar à conversa e participar de uma comunidade engajada em discutir questões importantes relacionadas ao mundo do trabalho. Com a experiência de Pestana e a participação de profissionais e especialistas em diferentes áreas, “Sua Vez, Sua Voz!” promete ser uma fonte confiável e valiosa de informações para quem busca se informar sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores atualmente.
O SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE GUARAPUAVA, realiza durante os dias 10 e 11 de maio de 2023, eleições para renovação da diretoria (2023/2027).
A chapa é encabeçada pelo companheiro CÉSAR DE OLIVEIRA.
Essa regra, criada em 2019, se opõe à forma tradicional de acesso ao FGTS, que só podia ser acessado em determinadas circunstâncias, como demissão, compra de imóvel e doença grave. A partir do saque-aniversário, os trabalhadores cotistas do fundo que optarem por esse modalidade têm a chance de resgar uma parte do dinheiro para gasto ou para investir em aplicações mais rentáveis. Entretanto, perdem o direito de sacar o valor total das contas em caso de demissão.
Desde o início do novo governo, o saque-aniversário vem sendo debatido e sofrendo ameaças de ser extinto. Agora, a intenção é de que acabar com a antecipação do saque-aniversário. Na prática, aquilo que os bancos anunciam como antecipação se trata de uma espécie de consignado. Ao contratar o empréstimo, uma parte ou até todo o saldo do FGTS fica bloqueado.
Em alguns casos, como na Caixa, a modalidade dá um crédito vai até cinco parcelas do saque-aniversário (ou seja, o que a pessoa levaria cinco anos para poder sacar), com juros máximos de até 2,05% ao mês. Por um lado, o consignado permite que o trabalhador consiga crédito com taxas mais baratos. Por outro, este é mais um instrumento para fazer com que os trabalhadores paguem juros.
Em matéria do O Globo, ministro afirma que cerca de 20% dos depósitos nas contas do FGTS estão comprometido para os bancos como garantia do empréstimo que ocorre via “antecipação” do saque-aniversário.
Segundo Marinho, os trabalhadores que já contrataram o consignado não sairiam prejudicados. A medida do governo só iria extinguir a concessões de novos empréstimos no futuro. O ministro diz que muitos trabalhadores reclamam do saque-aniversário porque, pelas regras, ele impossibilita que o trabalhador tenha acesso aos recursos do fundo em caso de demissão.
Número veio apenas 0,1 ponto percentual acima da mediana das apostas
Por Lucianne Carneiro, Valor — Rio
Após recuo em janeiro e fevereiro, a produção da indústria brasileira cresceu 1,1% em março ante fevereiro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em fevereiro, o indicador caiu 0,2% e em janeiro, 0,3%, considerando a série frente ao mês imediatamente anterior. Por um problema no site do IBGE, o dado não estava disponível ao público até a publicação desta nota e foi encaminhado aos jornalistas com atraso.
O desempenho de março foi alinhado às expectativas. Ficou levemente acima da mediana das apostas de 32 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de alta de 1%, livre dos efeitos sazonais. As projeções iam de alta de 0,3% a 3,3%.
Na comparação com igual mês em 2022, a produção industrial subiu 0,9% em março. Por essa base de comparação, a expectativa mediana do mercado era de que o indicador tivesse avançado 0,7% conforme levantamento do Valor. As projeções iam de queda de 1% a alta de 3,4%.
A indústria ficou estável no resultado acumulado nos últimos 12 meses. No primeiro trimestre do ano, há queda de 0,4% frente a igual período de 2022.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz que a regulação de serviços por aplicativos como o Uber é fundamental não apenas para garantir “proteção para uma empresa em relação à outra” e evitar a “concorrência desleal”. Segundo Marinho, é também uma forma de combater a “uberização” do trabalho nessas modalidades, hoje marcadas pela precarização.
Em entrevista ao Poder360, ele diz não acreditar que empresas abandonem o Brasil em caso de regulação. “Não tememos isso porque está crescente o trabalho de novas empresas nesse processo. A própria Uber me disse o seguinte: ‘Olha, o mercado número 1 da Uber no mundo está no território brasileiro’”, disse Marinho. “Então é impensável falar que a Uber pode sair do Brasil, igual foi aventado. Isso não existe em absoluto.”
Para o ministro, melhorar as condições de trabalho é dever dessas plataformas. “A história da ‘uberização’ – virou até sinônimo, é uma empresa – é exatamente a lógica da precarização, da superexploração das pessoas em relação a uma nova tecnologia. Isso é um absurdo, é inaceitável”, afirmou. “O que precisamos é que as tecnologias estejam à disposição da humanidade, favorecendo maior remuneração, maior conforto.”
Ele acrescentou “não ter nada contra as empresas”, mas, sim, contra a uberização. “Não está proibida a rentabilidade, não está proibida a palavra lucro. O que tem que estar proibido é a exploração”, resumiu. “É preciso garantir seguridade social, ou seja, Previdência Social para esses profissionais, mas é preciso ir além. É preciso falar de jornada, para não ter jornada extenuante, para evitar acidente, doença e ter um ambiente saudável nesse trabalho.”